12.1.19

SINDICATOS VÃO A BRASÍLIA SEGUNDA-FEIRA EXIGIR VETO À VENDA DA EMBRAER

REDAÇÃO -

Dirigentes dos sindicatos dos metalúrgicos de São José dos Campos, Araraquara e Botucatu estarão em Brasília na segunda-feira (14) para procurar o Governo Federal e insistir para que a venda da Embraer à norte-americana Boeing seja vetada. Ontem, a Presidência da República anunciou, em nota oficial, que não vetará a transação comercial entre as duas empresas.


Os sindicatos irão aos ministérios da Defesa e da Casa Civil para expor as razões pelas quais o governo federal deveria vetar a venda da Embraer. Entre as consequências da operação está a entrega de 50 anos de desenvolvimento tecnológico num setor estratégico para o país e a ameaça de fechamento de postos de trabalho. Hoje a Embraer emprega 16 mil trabalhadores no Brasil.

Além disso, o acordo traz características que não são de uma joint venture, mas de venda da empresa brasileira. Com isso, coloca-se em risco a soberania nacional.

O próprio presidente Jair Bolsonaro já havia feito ressalvas em relação à brecha do acordo que permitirá a venda dos 20% restantes da Embraer dentro de cinco anos. Mais uma vez, ele recuou.

“Em cinco anos termina o período de maturação das vendas do jato E2. Caso a Boeing decida tirar a aeronave do mercado e não trouxer novos projetos para o Brasil, a Embraer inevitavelmente será fechada”, afirma o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos Herbert Claros.

Luta na Justiça

Os três sindicatos que representam os trabalhadores da Embraer estão buscando na Justiça a suspensão das negociações entre Boeing e Embraer. Um novo recurso foi ajuizado no dia 1º de janeiro, contra a decisão em que a presidente do Tribunal Regional Federal – 3ª. Região, Therezinha Cazerta, derrubou uma liminar obtida pelos sindicatos e que suspendia os efeitos do acordo.

“Mesmo com a decisão anunciada pelo Governo Federal, continuaremos lutando para barrar a entrega da Embraer. Nesta operação que está em curso, somente a Boeing sairá ganhando. É obrigação do governo brasileiro defender os interesses do nosso país, e não dos Estados Unidos”, conclui o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Weller Gonçalves.

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Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos