19.2.19

A REFORMA DA PREVIDÊNCIA ENFRENTARÁ PELA PRIMEIRA VEZ O CONGRESSO

HELIO FERNANDES -


Será um choque tumultuado, que Bolsonaro pretende amenizar, (é completamente desinformado, a não ser quando segue o determinado pelos filhos) com um discurso, que talvez seja transmitido em cadeia nacional. Acredita que com isso, favorecerá a aprovação. No momento é impossível e imprevisível calcular a repercussão, primeiro na Câmara, da crise provocada pela cumplicidade dele com o filho, está prometendo mais, para o seguimento e continuação dos fatos.

Tem confiança na coordenação e no apoio do presidente da Câmara, mas quer ajudá-lo. Mesmo desmentindo afirmação de campanha: "Cortarei todas as verbas de publicidade". Agora, sentindo o desgaste irrefutável, garante: "O governo, (ele) fará uma grande campanha de publicidade, para esclarecimento da comunidade, sobre os meandros do  projeto da reforma da Previdência".

Projeto confuso, atabalhoado, incógnita completa e indecifrável para a comunidade e consequentemente para os parlamentares. Na Câmara, Rodrigo Maia continua aliado e coordenador. E no senado, em quem Bolsonaro poderá confiar numa replica de Maia?

De qualquer maneira, tudo está começando e tem no mínimo 6 meses de tramitação parlamentar e de esclarecimento para a comunidade. Se Bolsonaro não recuar, (como é do seu estilo, habito e comportamento), as agencias de publicidade, e os inafastáveis intermediários, gozarão durante meses, de gordas verbas de publicidade.

Como sempre, tudo será pago pelo cidadão-contribuinte-eleitor.

O único imperturbável e inarredável no comportamento, é o presidente da Câmara. Sabe que está exagerando no otimismo, "estaremos em condições de votar a reforma da Previdência em 2 meses". Talvez votem em 6 meses, e podem aprovar com dificuldade. Imaginem, dificuldade na Câmara, a fortaleza parlamentar do governo.

Rodrigo Maia não alterou a agenda, na mesma quarta feira, estará conversando em Brasília com os 27 governadores. Os dois lados, ávidos por trocarem concessões. De agora até quarta-feira, muita coisa acontecerá. Mas as prioridades serão estas, apresentadas aqui.

PS-A crise Bebianno, provocada pela imprudência e arrogância do filho Carlos, (visivelmente insuflada pelo pai) produziu um desgaste irrefutável e irrevogável pessoal e no governo. Até os 7 ou 8 generais, que militarizaram seu governo, estão insatisfeitos.

PS- Sem falar na sombra de outro general, esse eleito. Que faz publicamente vestibular de sensatez, para uma eventualidade.

PS2- Na Historia do Brasil, muitos vices assumiram, sem serem generais, ou apresentarem vestibular de sensatez.

PS3- A tão prometida "avaliação dos 100 dias de governo", completa hoje 50 dias. E já tem muita gente reprovada.