24.2.19

A RESISTÊNCIA DE MADURO, NA ENTREGA DO PETRÓLEO, É UM TAPA NA CARA DO ENTREGUISTA BOLSONARO

EMANUEL CANCELLA -


No Brasil, o golpe perpetrado contra Dilma e Lula pela Justiça, Congresso Nacional, mídia principalmente a Globo foi a priori para a entrega do pré-sal.

Dilma criou a Cessão Onerosa, algo em torno de 5 bilhões de barris de petróleo, repassados diretamente à Petrobrás, com base na lei 12.351/10 da Partilha, criada por Lula.

Pesquisas preliminares apontam a existência de muito mais de 5 bilhões de barris de petróleo (4). A Aepet aplaudiu a decisão de Dilma na criação da Cessão Onerosa (3).

A Cessão Onerosa foi criada para financiar os custos financeiros do pré-sal. Infelizmente a prioridade dos golpistas é justamente a entrega da Cessão Onerosa (2).

Não podemos esquecer que foi no governo de Lula que a Petrobrás desenvolveu tecnologia inédita no mundo, o que permitiu a descoberta do pré-sal.

No pré-sal e na lei de Partilha, havia garantia dos royalties de 75% para educação e 25% para saúde. Assim Lula, com o nosso petróleo, assegurava para as próximas décadas o financiamento dos dois principais itens sociais, saúde e educação.

Na verdade, a entrega do pré-sal começou com o Pedro Parente, tucano indicado por Michel Temer para presidir a Petrobrás. Chamo de Pedro Lalau Parente porque este senhor, em 2001, dera um rombo de R$ 5 BI a Petrobrás. Mesmo assim, a Lava Jato, que investiga a Petrobrás, não fez nenhum óbice a sua indicação (8).

Pois para aqueles que achavam que Pedro Lalau viria para limpar seu nome, muito pelo contrário, Pedro Parente vendeu o campo de carcará do pré-sal ao valor de um refrigerante o barril de petróleo (6,7).

E mais:  MiShell Temer articulou, aprovou e sancionou uma lei que isenta em impostos um trilhão de reais as petroleiras estrangeiras a mais beneficiada a Shell (5).

Nossa esperança, no governo Bolsonaro, era de que os militares saíssem em defesa do nosso petróleo e da indústria de construção aérea, brilhantemente representada pela Embraer.

Tínhamos esperança porque, no passado, os militares participaram ativamente da campanha ‘O petróleo é nosso'!

Hoje a que assistimos é Bolsonaro atiçando a guerra contra a Venezuela e os militares, via general Mourão, colocando panos quentes.

Será que a posição heroica de Nicholás Maduro e de seus militares, defendendo seu petróleo contra o roubo de Donald Trump, está incomodando os militares brasileiros?

Fonte: