27.2.19

ATO EM APOIO AOS METALÚRGICOS DA FORD REÚNE CUT, CGIL DA ITÁLIA E SINDICATOS

REDAÇÃO -

Dirigentes da CUT-SP, da CGIL Lombardia e Milão (Confederação Geral Italiana do Trabalho) e de sindicatos filiados à Central participaram, nesta terça-feira, dia 26, da assembleia dos trabalhadores metalúrgicos que depois se transformou em um grande ato em solidariedade e contra o fechamento da Ford, em São Bernardo do Campo, no ABC.


Mesmo com chuva, a atividade reuniu milhares de pessoas. Houve também passeata até a prefeitura da cidade. A mobilização chama a atenção da sociedade para o que está ocorrendo após a empresa ter anunciado o fechamento da fábrica, há uma semana.

Presidente da CUT-SP, Douglas Izzo defende que é preciso reverter a decisão da fábrica. “Faremos amplas campanhas e mobilizações nacionais e internacionais em defesa do emprego e da manutenção da empresa no ABC. Estamos falando de 4,2 mil trabalhadores e mais quase 25 mil pessoas que fazem parte da cadeia produtiva e que têm agora seus empregos ameaçados”, ressaltou Izzo, ao lado de dirigentes da CGIL, que se comprometeram a somar forças com o sindicato metalúrgico europeu e dialogar com a Ford na Europa.

“Estamos convencidos que a luta de vocês é a nossa luta. É a luta para defender os empregos e os direitos dos trabalhadores. Conhecemos bem a Ford e as multinacionais que se aproveitam dos trabalhadores, fecham as fábricas e depois vão abrir empresas em outros lugares. É por isso que a luta de vocês é muito importante não só para vocês, mas para os trabalhadores do mundo inteiro”, afirmou a secretária-geral da CGIL Lombardia, Ellena Lattuada, durante o ato.  

Próximos passos - Segundo o metalúrgico da Ford, também secretário-geral da CUT-SP, João Cayres, a direção mundial da empresa confirmou nesta terça-feira um encontro com dirigentes sindicais no dia 7 de março, nos Estados Unidos. Na quarta (27), haverá uma nova caminhada dos trabalhadores na fábrica, em São Bernardo do Campo, a fim de dialogar com a direção da empresa.

Durante o ato, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, disse como pretendem conduzir o diálogo nos EUA. “Iremos apresentar propostas mostrando que a fábrica é viável e reverter a decisão de fechamento”, afirmou.

Os metalúrgicos estão parados desde a última terça (18), quando a montadora anunciou o fim da fabricação de caminhões na América Latina.

Fonte: CUT São Paulo