22.2.19

BOLSONARO: SEGURANÇA EXAGERADA NA PREVIDÊNCIA, MEDO JUSTIFICADO DA QUEBRA DO SILÊNCIO DE BEBIANO

HELIO FERNANDES -


O projeto que o presidente levou pessoalmente á Câmara é complicadíssimo, incompreensível, todo esburacado. E não passa de uma promessa. Que terá que enfrentar obstáculos intransponíveis para se transformar em realidade. Precisará tramitar, primeiro na Câmara, (duas votações em plenário) e depois, a mesma coisa  no Senado.

Líderes-coordenadores começaram a falar em 2 meses, (Rodrigo Maia), já estão em 6 meses. O mais certo, é que chegue o recesso do fim de ano, sem aprovação nas duas casas. 5 especialistas respeitados, falaram, (desperdiçaram) quase 5 horas, deixando mais duvidas do que certeza. Alem do mais, é preciso contar com as emendas que serão apresentadas no plenário.

Muitos governadores apoiam a reforma, mas não esse projeto, integralmente. Como é comum no Legislativo, haverá debate acirrado. E é preciso contar ou pelo menos calcular os números necessários para aprovação na Câmara, 308 votos. O vice-presidente Mourão foi textual e taxativo: "Temos 250 votos, precisamos ARRANJAR mais 60 ou 70". Realista.

Rodrigo Maia, entusiasta da vitoria, otimista, considera, "já passamos dos 270, faltam 38, conseguiremos durante a tramitação". Ninguém examina o efeito negativo da crise provocada pela cumplicidade armada pelo cambalhaço entre pai e filho, para derrubar o ministro Bebiano. Perdão, o próprio Bolsonaro  está duplamente preocupado.

1- Considera como presidente responsável pelo projeto, que a repercussão desastrosa, pode tirar muitos votos, indispensáveis para a aprovação.

2- Do ponto de vista pessoal, Bolsonaro está assustadíssimo, ouve de varias fontes, que Bebiano, abrirá o jogo, contará tudo. É lógico que o ex-ministro sabe muito, política e administrativamente.

3- Mas um fato trouxe Bolsonaro para "chorar" em publico. Circula que Bebiano cobraria os serviços de advogado, (dele e de amigos, muitos) prestados durante anos.

4- Sem constrangimento, mostrando seu interesse por dinheiro, revelou publicamente: "Se ele cobrar, para pagar, terei que vender um dos meus apartamentos”.

5- Que Republica!!!

A DIGNIDADE DO VACCARI, A FALTA DE CREDIBILIDADE DE PALOCCI

Era tesoureiro do PT, foi preso sem provas. Está sem liberdade ha mais de 2 anos. Em completo silencio, apesar do cerco que sofre para cometer a deslealdade da delação. Agora, numa revisão automática da sua condenação, foi inocentado e mandado libertar. Só que estão demorando a mandá-lo para casa.

O contrario aconteceu com Palocci. Condenado a 9 anos pelo Magistrado (?) Moro. O TRF4 aumentou para 18 na segunda instancia, para facilitar uma delação feliz e prazerosa. Está em casa, o que discutem agora, é o destino dos 342 milhões, dos quais se aproveitou e se apossou de forma ilegítima.

O corrupto Eduardo Cunha, que teve a delação recusada, pediu para depor novamente. Outra recusa.

O INSTÁVEL E INCONFIÁVEL MORO

Não merece a menor confiança, principalmente depois de afirmar, "jamais farei carreira política". Mudou a convicção (?), não sai das manchetes, garantindo e negando em seguida. Afirmação logo na primeira longa entrevista: "O Caixa 2 é um crime terrível, pior do que qualquer outra forma de corrupção".

Ante ontem foi á Câmara entregar seus projetos anti-crime e anti-corrupção, sentiu que a condenação violenta ao Caixa 2, podia prejudicar o andamento dos projetos. Rapidamente inocentou o Caixa 2, "pode ser julgado pelo tribunal eleitoral". O estarrecimento foi total, com esse "toma lá da cá inesperado".

AS VIAGENS DO PRESIDENTE

Serão três, a primeira seria para os EUA. Encontro com seu ídolo, TRUMP. Resolveu fazer um ligeiro desvio, dará uma passada pelo Chile. Qual o interesse de ir ao Chile? Nenhum. Só que seu presidente é também de extrema direita. 1 ou 2 dias, verá Trump.

Volta, mais 1 mês aqui, outra viagem inútil a Israel. Já mudou de ideia, não mudará a capital para Jerusalém. A não ser que Trump peça. O vice já está fruindo essas interinidades.

A FORD QUER VENDER A MONTADORA DE SP

Ela (e as outras) vieram para o Brasil, numa aventura ruidosa, ruinosa para o Brasil. E para os compradores. Montaram e venderam carros medíocres, a preços  de Mercedes, Alfa Romeu, Ferrari. Ganharam fortunas, que enviaram para os EUA.

Agora, que os tempos são diferentes, precisam investir, as ordens da matriz são curta: "Investimentos não". A não ser com dinheiro brasileiro. E sugerem: "Essa montadora de SP, pode ser negociada com o governador ambicioso”. (Pelo menos são bem informados).