21.2.19

COVARDIA

MIRANDA SÁ -

“Ver o bem e não o fazer é sinal de covardia” (Confúcio)


Como observador da política e até tendo participado pessoalmente dela candidatando-me a posto eletivo, creio que qualquer movimento de ideias como o que elegeu Jair Bolsonaro deve produzir resultados imediatos. Foi fruto da revolta do povo brasileiro contra o velho regime ideologizado, corrupto e incompetente.

Q autor do extraordinário “Os Miseráveis”, Victor Hugo, que foi um intelectual completo, dramaturgo, ensaísta, poeta e romancista, e na política foi ativista republicano, escreveu: “Existe uma coisa mais poderosa do que todos os exércitos do mundo, e esta coisa é uma ideia cuja hora chegou.”

Uma ideia fez uma revolução no Brasil pelos meios democráticos, elegendo Jair Bolsonaro. E, como toda revolução, exige uma raspagem geral da craca impregnada no casco do nosso navio, uma limpeza total dos tártaros fixados pela visão distorcida da questão social.

Essa porcaria assentou pela estreiteza intelectual: Políticos se deslumbraram com o socialismo teórico, e, inconsequentes, modelaram com a lama ressecada do pântano da corrupção a experiência que não deu certo aonde houve tentativas de implantar.

O PT e seus puxadinhos olhando pelo retrovisor da História, governaram o País com a ideologia obreirista dos intelectueiros da USP, a malandragem dos pelegos sindicais e o humanismo hipócrita da CNBB, batizando esta urdidura narcopopulista de “socialismo”.

Desprezando essa caricatura distorcida do stalinismo e do regime midiático de Cuba, o povo brasileiro se divorciou deles com uma reação que surpreendeu a chamada classe política, perturbou os jornalistas, desconcertou a mídia e desmentiu os institutos de pesquisa da opinião pública.

A sociedade mostrou a sua força. Ganhou as ruas e conquistou as redes sociais exigindo mudanças para purificar a decomposição econômica e os seus reflexos na política, na vida social e até na religião. Então, vale repetir, realizou-se uma ação revolucionária elegendo Jair Bolsonaro para a presidência da República.

Agora se espera a derrubada da estrutura enraizada no País, que os céticos e os pessimistas dizem que é imutável, e que os “reformadores de araque” querem apenas tirar a poeira com espanadores de penas… Mas vele a pena tentar.

Chega de pressões, discursos e entrevistas de políticos que se dizem “bolsonaristas”, mas que em vez de atacar o maquinismo antipovo e antinacional do lulopetismo para destruí-lo, querem somente emenda-lo e manter os privilégios que antes combatiam.

Não é isto o que o povo brasileiro quer. O resultado das eleições deve refletir uma reviravolta ampla, geral e irrestrita, sem concessões aos que se locupletaram e sem bandidos de estimação.

O povo considera que o lugar dos corruptos é a cadeia, sem as benesses inventadas por quem imaginou usufruí-las no futuro…  Quer criminalização do Caixa “2”; exige punição sem agraciar criminosos de colarinho branco, organizações terroristas e grupos comprometidos com países estrangeiros.

O povo deseja as reformas econômicas e políticas, sem as evasivas nem os permeios que facilitam o retorno das concepções criminosas que levaram o País à caótica situação em que se encontra.

É por isto, que ultrapassando a marca de 50 dias de governo, torcemos para que o presidente Jair Bolsonaro nos livre dos entulhos que entravam o funcionamento da administração federal, e que se lembre que o “fogo amigo” nem sempre é casualidade; muitas vezes é traiçoeiro.

Sem “recuo” – eufemismo para disfarçar covardia -, devem ser mantidas as propostas de combater o crime organizado, a corrupção no meio político, o aparelhamento na administração federal e as ONGs vampirescas que sugam verbas públicas.

O povo quer uma atenção redobrada para a necessária e urgente reforma da Previdência Social, sem ceder terreno às corporações. A Nova Previdência deve atingir a todos, doa a quem doer.

O Presidente que já enfrentou a morte, pode entender o pensamento que o grande Shakespeare pôs na boca de um dos seus personagens: “Os covardes morrem várias vezes antes da própria morte, enquanto os corajosos experimentam a morte apenas uma vez”.