27.2.19

JORGE AMADO E DIAS GOMES – DUAS GRANDES SAUDADES!

GERALDO PEREIRA -

Na Academia Brasileira de Letras, tento obter uma fotocópia dos discursos de Jorge Amado, recepcionando a chegada à Casa de Machado de Assis, do seu conterrâneo Dias Gomes.

Encontro Nelson Pereira do Santos, o grande cineasta, agora, Imortal membro da Academia, em companhia de uma moça vistosa, muito simpática, digo-lhe o que lá fui fazer. Nelson me apresenta sua filha, pergunto-lhe, bem baixinho, no pé de ouvido: “É filha de Laurita?” Ele diz que sim.

Com Laurita, trabalhamos na ABDE – Associação Brasileira de Escritores, a ativa entidade dos intelectuais brasileiro, isso no início da década de 50. A ABDE, era sediada na rua Conselheiro Crispiniano, num apartamento pertencente a Caio Prado Júnior, que não lhe cobrava nada de Aluguel.

Muito educado, no outro dia, Nelson mandou-me um exemplar, encadernado, com esses discursos e outros também. Presenteia-me com os discursos de Jorge Amado e Dias Gomes, pronunciados na Academia Brasileira de Letras, quando da posse do grande novelista brasileiro, desaparecido tragicamente, num acidente de automóvel ocorrida na capital paulista, em 18/05/1999, na Av. Nove de julho. Alfredo de Freitas Dias Gomes, tinha 76 anos.

Jorge Amado e Dias Gomes (reprodução/Google)
Dias Gomes foi empossado na casa de Machado de Assim, em 16 de julho de 1991, Jorge Amado lhe deu as boas-vindas. Os discursos de Jorge e Dias Gomes me fizeram retornar ao passado. Conheci ambos, dois grandes intelectuais. Dois grandes brasileiros. Ambos conterrâneos de Castro Alves, Rui Barbosa, João Mangabeira, Anísio Teixeira e Carlos Marighela.

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