13.2.19

QUEM ELEGEU BOLSONARO FOI A JUSTIÇA DE MORO E A OMISSÃO CRIMINOSA DO MINISTÉRIO PÚBLICO

EMANUEL CANCELLA -


Se Moro, na eleição, vazou delação contra o PT, o MP escondeu investigação do Queiroz!

A seis dias da eleição, o juiz Sergio Moro, pessoalmente, vazou para imprensa, principalmente a Globo, a delação premiada de Antônio Palocci atacando Lula e Dilma, sendo que essa delação já fora rejeitada pelo MPF, por falta de provas. Quem afirma isso, em entrevista à Folha, é Carlos Fernando Lima, procurador da Lava Jato (2).

Enquanto isso, esconderam a investigação do assessor e motorista de Flavio Bolsonaro, então deputado e agora senador:

“As investigações sobre as movimentações financeiras suspeitas de Fabrício Queiroz, ex-motorista e amigo da família Bolsonaro, foram “desaceleradas” durante o período eleitoral” (1).

O vazamento por Moro da delação de Palocci, a seis dias da eleição, causou um efeito eleitoral catastrófico ao PT. Em termos gerais, alavancou a votação de Bolsonaro e puxou para trás a votação de Fernando Haddad, do PT.

Dilma, que sofre perseguição de Moro e da Lava Jato, também era líder absoluta na corrida ao Senado por Minas Gerais, em todos institutos de pesquisas, mas depois da delação foi derrotada (4).

Essa perseguição não é de agora. Para quem esqueceu, Dilma se reelegeu para presidente mesmo com o vazamento da denúncia mentirosa da Lava Jato de que Lula e Dilma saberiam da corrupção na Petrobrás. O TSE chegou a proibir a divulgação da farsa, mas a mentira foi capa da revista Veja e replicada no Jornal Nacional, da Globo (3).

Os estragos seriam muito maior no clã Bolsonaro, haja vista toda a preocupação com a investigação do Queiroz e depuração do relatório do Coaf.

Pois se o vazamento de Moro na eleição, que era uma farsa, fez o estrago que fez, no PT, o relatório do Coaf iria fazer muito mais estrago no clã Bolsonaro.

E não é só convicção, há provas.

No primeiro capítulo, apareceu um depósito de R$ 24 mil na conta de Michelle Bolsonaro, a primeira dama; em um mês Flávio Bolsonaro recebeu 48 depósitos totalizando R$ 96 mil (5); ex-assessor de Flavio Bolsonaro movimentou 7 milhões em 3 anos (6). A pergunta que não quer calar: de onde veio e para onde foi esse dinheiro?

E Moro, de forma desavergonhada, ganhou o ministério da Justiça de Bolsonaro. Moro prendeu Lula sem qualquer prova, só com convicção, num claro intuito de deixá-lo fora da eleição e favorecer Bolsonaro (8). Sem esquecer que Lula, segundo o Ibope, ganharia a eleição em primeiro turno (7).

E ainda, como foi dito, Moro, a seis dias da eleição, ainda vazou a delação rejeitada pelo MPF.

Moro fez ou não por merecer o Ministério?

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