13.2.19

SERGIO MORO TEME PELOS SEUS PROJETOS

HELIO FERNANDES -


Sendo contra a corrupção e abertamente de combate aos milicianos, traficantes e facções criminosas, tinha o apoio total da opinião publica, a grande vitima das roubalheiras e do poder e domínio dos governos paralelos. Mas Moro é inseguro e contraditório. É difícil acreditar num personagem que garante, "jamais farei carreira política, sou magistrado", e logo desmente a si mesmo, mergulhando na carreira política.

Teve encontro de 2 horas com deputados dos mais diversos partidos. Ele mesmo considerou incerto o resultado do encontro. As perguntas foram as mais diversas, mas as respostas não agradaram. Alem do mais, está mobilizando apoios para projetos que dependem do apoio maior; do presidente da Republica. E não existe a menor duvida da enorme divergência entre eles, em muitos dos 14 projetos.

Personalista e ambicioso, não quer consultar ninguém. Todos reconhecem hoje a importância, influencia e preponderância de Rodrigo Maia. Teve 334 votos pessoais para a reeleição. O super ministro Paulo Guedes, que domina um setor que precisa  de resultados prementes e urgentes, a economia, colou no presidente da Câmara, está satisfeitíssimo.

Não deixa um dia de consultar Maia, pessoalmente ou por mensagens.

E recebe noticias animadoras a respeito da aprovação, principalmente da reforma da Previdência.

Moro não procura Maia nem é procurado. Não se hostilizam mas não se aproximam.

QUANDO BOLSONARO TERÁ ALTA?

Os médicos falaram, "no máximo 10 dias". Hoje se completam 16. Lorenzoni, que não tem muita credibilidade, diz que ele será liberado sexta feira. Poucos acreditam. Enquanto isso, os ministros trabalham no que pode ser em vão.

Pois todos dependem do aval ou veto dele. E sabem disso. O mais angustiado, é o super ministro, Paulo Guedes. Os outros são complementares.

MARIANA E BRUMADINHO E AS INDENIZAÇÕES QUE A VALE NÃO QUER PAGAR

A Samarco subsidiária da Vale, a maior criminosa da tragédia de Mariana, até hoje não pagou nada, nada, nada, como indenização de milhares de pessoas. Entrou na justiça, alegando "Não temos nada com isso". Os dirigentes da Samarco, e lógico, da Vale, sabem que os processos na justiça são intermináveis. Agora, o presidente do STF, Dias Toffoli, num acesso de sensatez, alertou ou advertiu os dirigentes da Vale: "Vocês não podem entrar na justiça como fizeram em Mariana. Têm que fazer um acordo imediato de indenização, fora da justiça."

É o que as milhares de vítimas do crime ambiental e humano estão esperando. E a comunidade não apenas do Brasil, considera o mais aproximado de uma recompensa. A Vale não tem problema de dinheiro ou outros recursos financeiros. Basta constatar o seguinte: a justiça bloqueou 11 bilhões de reais das contas da empresa, e havia essa importância em conta corrente.

A MORTE, A CONSAGRAÇÃO E A ETERNIDADE DE BOECHAT

A segunda feira foi toda de despedida, ressaltando a grande e irreparável perda do jornalismo brasileiro. Os mais diferentes e atuantes jornalistas exaltaram a ligação com ele. O Grupo Bandeirantes, alem da perda humana, foi fundamente atingido na operacionalidade. Eclético, Boechat começava ás 7 e meia da manhã na Radio Band FM, até ás "9 e pouco" como gostava de dizer.

Durante esse tempo, quem entrasse num táxi, pelo menos no Rio ou SP, ouvia o Boechat. A Radio FM saiu do ar, imprescindível, até ver o que acontece.

Atração da FM, reproduzida depois na TV, os diálogos Boechat – José Simão, críticos e engraçadíssimos. Acabaram para sempre. A Band não merecia isso.