26.2.19

SINDICATOS ENCAMINHAM FUSÃO EM SÃO PAULO PARA ENFRENTAR REFORMA TRABALHISTA

REDAÇÃO -

Três Sindicatos da Grande São Paulo, ligados ao setor industrial da alimentação, devem se transformar em uma única entidade, que representará 50 mil trabalhadores das áreas da matéria-prima e de produtos acabados da alimentação, do fumo e dos laticínios.


“Esperamos concluir este processo até o segundo semestre deste ano. Já fizemos assembleias individuais e a próxima será conjunta. Teremos de cumprir um rito, como ter CNPJ único e novas estratégias para atuar com este sindicatão”, diz Carlos Vicente de Oliveira (Carlão), presidente do Sindeeia (Sindicato da Alimentação de São Paulo e Região), que trata de funcionários do setor de produtos acabados, como doces, conservas e balas.

Orlando Roberto Dutra é presidente do STIA (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de SP), responsável pelas áreas de matéria-prima, como óleo, farinha, milho e soja. Dutra lembrou que, as entidades que ele e o Carlão presidem, firmaram há anos o compromisso de se fundirem. No entanto, esse processo começou efetivamente há dois anos.

A fusão ou incorporação de Sindicatos é prevista na Portaria 326/2013, publicada pelo então Ministério do Trabalho. O assunto passou a ser tema frequente nas conversas dos sindicalistas, depois da queda brutal da receita das entidades provocada pela reforma trabalhista.

Situação catastrófica - “Tomamos esta decisão por causa desta situação catastrófica que o movimento sindical está atravessando. Juntando nossas forças, vamos melhorar o poder de negociação que temos hoje e beneficiar ainda mais os trabalhadores”, afirma Geraldo Pires, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Laticínios.

A Força Sindical, Central à qual pertencem os Sindicatos, vem recomendando o debate a seus associados. O mesmo faz a UGT. “Estamos analisando alternativas. Os práticos de farmácia estão discutindo, mas não existe dentro da Central nenhum caso ainda”, informa Ricardo Patah, presidente da entidade e do Sindicato dos Comerciários da capital paulista.

Fonte: Agência Sindical