5.3.19

6 ANOS SEM CHÁVEZ

LUCAS RUBIO -

Em outubro de 2012 foi capturada uma das fotos mais emblemáticas da História da América Latina.

Sob uma chuva torrencial, milhares de pessoas se amontavam nas ruas de Caracas, capital da Venezuela, para ouvir o Comandante Hugo Chávez fazer um de seus mais memoráveis discursos. Negando guarda-chuvas ou coberturas, Chávez, assim como o povo, foi para a chuva e falou para a multidão e a massa de bandeiras vermelhas e tricolores. Chávez estava adoecido e mesmo assim se expôs à natureza, honrando a frase de Bolívar: "Se a natureza se opõe, lutaremos contra ela e faremos com que ela nos obedeça".


Era seu discurso final antes das eleições presidenciais daquele ano que deram mais um mandato popular a Chávez, que o teria concluído em janeiro desse 2019.

Infelizmente, poucos meses depois dessa fotografia e dos eventos históricos de outubro de 2012, ocorreu não a morte, mas sim o desaparecimento físico de Chávez, naquele 5 de março de 2013, exatamente 60 anos depois da morte de Stalin.

Eu não vou me alongar mais nesse texto. A emoção toma conta. Qualquer um que tenha o mínimo de conhecimento histórico ou amor pela América Latina sabe quem foi Chávez, sabe o que representou Chávez. É auto-explicativo.

Eu estive na Venezuela Bolivariana há poucos meses e vi de perto o país grandioso que o Comandante construiu junto ao povo. Apesar de todas as dificuldades momentâneas, cujas razões não cabe aqui ficar citando ou apontando o culpado, a Venezuela de Chávez é o país que, graças à ele e a Revolução Bolivariana, saiu do mapa do analfabetismo, tornando-se Território Livre de Analfabetismo, é o país que tirou seu povo pobre da extrema miséria e pobreza, é o país que se reencontrou com sua própria história e soube vivê-la no presente para construir o futuro.

Chávez, pela primeira vez em séculos na Venezuela, construiu um país para o povo. Com o socialismo ao estilo venezuelano, a Revolução Bolivariana distribuiu casas aos sem teto, educação às crianças, trabalho, saúde, dignidade. Cidadania. É a Revolução da democracia e dos plebiscitos, da vontade popular.

Com Chávez o povo começou a sentir orgulho de ser venezuelano e, acima disso, de ser latino-americano. Foi a Venezuela de Chávez que pôs fim à exploração estrangeira do petróleo e das riquezas da Venezuela, dando-as aos seus verdadeiros donos - os venezuelanos. Construiu relações estrangeiras com nações amigas que lutam por independência e soberania. Deu valor aos nossos companheiros do Sul da Terra, que historicamente sofrem nas mãos do Norte, propondo um mundo multi-polar com multilateralidade, amizade sincera e cooperação, em contraste à opressão, subjugação, unipolaridade.

Não poupou esforços e teve a coragem de se opôr ao Império dos Estados Unidos. O preço por se levantar contra o Império? Pagou com a própria vida. A Venezuela, desde que Chávez chegou ao poder, não tem um só dia de paz porque os EUA e seus aliados fazem de tudo para infernizar, sufocar e emboscar o país que decidiu começar a construir seu próprio destino.

Chávez é um desses que só aparece de séculos em séculos. Saiu da vida para entrar na História, sim. Vi no coração dos venezuelanos que conheci o amor e respeito que eles têm, muito sinceramente, por esse líder popular, carismático, humilde, gente da gente e não mais um engravatado de Washington.

Lucas Rubio diante do Mausoléu de Chávez, no Quartel da Montanha, Caracas
Esse ano a Revolução Bolivariana comemora seus 20 anos e saúda a coragem e liderança sem igual de Chávez.

E hoje lembramos os 6 anos desde sua partida.

Chávez, imortal! Chávez, exemplo para Latino América!
GLORIA AL BRAVO PUEBLO, QUE EL YUGO LANZÓ!
VIVA CHÁVEZ! VIVA LA REVOLUCIÓN BOLIVARIANA!

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Lucas Rubio - presidente do Centro de Estudos da Política Songun-Brasil, coordenador do Núcleo de Política Internacional da Tribuna da Imprensa Sindical