19.3.19

MAIA, O ANFITRIÃO DA REPÚBLICA

HELIO FERNANDES -


No quinto mandato de deputado federal, foi descoberto como "eminência", surpreendeu a todos, eleito presidente da Câmara.

Acumulando com a presidência ocasional da Republica. O vice Temer se transformou no presidente corrupto e usurpador, abrindo espaço para Maia ocupar o Planalto. Varias vezes.

Com esse cacife, disputou novo mandato de presidente da Câmara. (Não escrevo reeleição, não é permitido). Ganhou, obtendo no primeiro turno, impressionantes 334 votos.

Brandindo essa superioridade, começou o sexto mandato, (agora), como parlamentar mais endeusado e requisitado. Principalmente pelos que perseguem a obsessão altamente questionada e ameaçada reforma da Previdência. O próprio Bolsonaro, em reunião com parlamentares, tem dito e repetido: "Sobre a votação da Nova Previdência, quem tem os cálculos mais realistas, é o presidente da Câmara". Parece verdade, tanto que Cesar Maia afirmou publicamente, "precisamos de 308 votos, trabalho com a possibilidade de conquistar 350". Exagero, mas ninguém pode contestá-lo.

Nem mesmo Paulo Guedes, frequentador habitual do seu gabinete. Mas que faz considerações disparatadas, inconsequentes, incoerentes. As duas de ontem.

1- "Estou admitindo distribuir os recursos do pré-sal, com todos os governadores e prefeitos". Não tem poder para isso. 2"Aceitei as propostas dos militares, mesmo não concordando com algumas. E concluindo: "Como haverá TRANSIÇÃO de 3 anos, é uma insignificância, meu projeto é de 10 anos". A partir daí, economizaremos 1 bilhão de reais".

Na mansão escandalosamente usurpadora dos recursos do contribuinte, (Maia ficará morando lá, luxuosamente, por mais 2 anos) quando aparatosamente se colocou como "anfitrião da Republica", Guedes contou a Maia, o "acordo com os militares".

PS- Estavam lá o presidente da Republica, do STF, o presidente do senado, o vice eleito general Mourão, que hoje já estará exercendo mais uma interinidade. Poder é  isso.

A MUDANÇA DE MINISTROS, ANTES DA AVALIAÇÃO DOS 100 DIAS

A demissão do segundo da hierarquia civil, Bebiano, foi acidente de percurso. Nem irregularidade nem incompetência. Preponderância de um dos filhos, a execução, (no sentido estrito da palavra) tinha que ser cumprida.

Agora ministros serão substituídos, por fatores mais do que constatados. Ricardo Velez, o estrangeiro que não devia ter sido Ministro da Educação, já sabe que estão procurando alguém para o cargo. Indicado pelo guru Olavo Carvalho, cometeu tantos erros, geralmente por excesso de subserviência, que o próprio Olavo, retirou o apoio que o mantinha ministro.

O ministro do Turismo também vai embora, no seu caso, por excesso de irregularidades. Está respondendo a diversas acusações, tentou e perdeu (duas vezes) ser julgado pelo STJ. Foi mantido porque Bolsonaro não queria arriscar a lista ser obrigatoriamente aumentada. Bolsonaro está assustado com a fragilidade da equipe. Se diverte com as extravagâncias psicológicas ou psiquiátricas da Dalmares, não vai demiti-la.

PS- Se pudesse demitiria alguns civis, que já foram prestigiadíssimos.

PS2- Garantidos mesmo só os generais.

BOLSONARO CANCELOU A VISITA (rápida) AO CHILE, SÓ VAI A ISRAEL EM 31 DE MARÇO, A PEDIDO DE NATANAHYU

Ele é assim, incerto, desatento e sem objetivos positivos. Ia lá, pelo fato do novo presidente ser de extrema direita. Quando soube que o Chile teve um grande período de democracia e liberdade, com os notáveis poetas Gabriela Mistral e Pablo Neruda ganhando  (separadamente) o Premio Nobel, mudou o roteiro da viagem. Podia ir e festejar o tempo de ditadura cruel, covarde e sem escrúpulos, a mais terrível e mortal que já houve na America do Sul. O tempo de Pinochet.

Dos EUA iria a Israel, direto. O Primeiro Ministro, que responde a vários processos por corrupção, (ele e a mulher) pediu ao presidente para não ir agora. Quer a visita mais perto da eleição geral, que foi obrigado a convocar.

Bolsonaro concordou, apesar dos interesses do Brasil serem contra a viagem.

E um perigo ronda a viagem. Bolsonaro já havia decidido manter a embaixada em Tel Aviv. Mas Trump deve pedir a Bolsonaro que transfira a embaixada para Jerusalém.

NA VERDADE COMEÇA E TERMINA HOJE, O ENCONTRO RÁPIDO, EM QUE TRUMP TRATA O BRASIL E SEU PRESIDENTE COMO PARCEIROS SERVIS E SUBALTERNOS

Diante dessa "consideração" de Trump em relação ao Brasil, três exigências principais, serão impostas (fora as outras), sem que Bolsonaro tenha o direito de protesto, através do tradutor. Vejamos as três condições irrefutáveis e irrevogáveis do presidente americano.

1- Venezuela. É a mais urgente e imediata, Trump quer que o Brasil mande tropas para a invasão projetada e programada. Bolsonaro estaria de acordo, acontece que militares estão contra. O vice presidente eleito, general  Mourão, foi taxativo duas vezes: "Não existe a menor possibilidade de enviarmos tropas para invadir a Venezuela". Uma dessas afirmações foi feita na Colômbia, quando representava o Brasil. Outros militares de alta patente concordam com Mourão.

2- China. Arrogante, Trump quer que o Brasil apoie os EUA, na guerra comercial entre as duas potencias. O Brasil é parceiro da China nos BRICS, e excelentes as relações comerciais. Bolsonaro anunciou que irá á China, ainda no primeiro semestre. Através de assessores, Trump fez chegar a Bolsonaro: "Gostaríamos que essa viagem fosse cancelada". Bolsonaro ficou estarrecido, mas viu confirmado o tratamento de "parceiro subalterno", que Trunp usa em relação ao Brasil.

3- Concessão total para os agirem em Alcântara, no Maranhão. Verdadeira invasão, até mesmo com tropas, que ficariam numa espécie de "base americana", como eles têm em vários países. No caso, porta para o domínio em toda a America do Sul. Aí, Bolsonaro teria que ouvir o protesto do Exercito inteiro. Que já se manifestou sempre, pois a própria Amazônia ficaria ameaçada.

PS- Felizmente, Trump e Bolsonaro conversarão não muito demoradamente. Pouco tempo para atender ás exigências de Trump. Seu ÍDOLO.

PS2- Bolsonaro volta ao Brasil ainda hoje, preocupado com as reações ás concessões. Mas a divulgação publica, levará algum tempo.