26.3.19

REFORMA DA PREVIDÊNCIA ESTREMESSE O GOVERNO BOLSONARO

ROBERTO M. PINHO -


Na próxima semana o governo vai escolher o relator da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados - a decisão já foi adiada nesta semana. A primeira dificuldade nesta fase inicial da CCJ são os deputados que ameaçam revogar a medida anunciada por Bolsonaro nos EUA de acabar com a exigência de vistos para turistas americanos, japoneses, canadenses e australianos.

Também não é boa a relação do governo com os deputados, especialmente com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Para agravar Maia reafirmou ao jornal Folha de S. Paulo que a responsabilidade de ir atrás de votos para a reforma da Previdência é do governo, e não dele. Até agora, Maia tinha sido o principal impulsionador da reforma no Congresso.

O clima em Brasília não anda nada bem. A fala ríspida a Guedes é apenas o mais recente capítulo na irritação de Maia com o governo: ao longo desta semana, ele já teve atritos com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e com o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PSC), filho de Bolsonaro que o presidente chama de "zero dois".

Na quinta-feira, Carlos publicou em sua conta no Instagram uma notícia sobre a rusga entre Rodrigo Maia e Sérgio Moro - e escreveu ao lado "Por que o Presidente da Câmara anda tão nervoso?". O ex-ministro Moreira Franco, preso na quinta-feira, é casado com a mãe da mulher de Maia.

O fato é que o governo Bolsonaro enfrentará uma série de desafios na relação com o Congresso, especialmente com a Câmara dos Deputados.

Na terça ou na quarta-feira, a articulação política do governo pode enfrentar seu maior teste de estresse desde o início das atividades do novo Congresso, em fevereiro.

Trata-se da possível votação de um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) cujo objetivo é anular a medida anunciada por Bolsonaro na semana passada, em visita aos Estados Unidos. Na visita a Washington, Bolsonaro anunciou o fim da necessidade de vistos para turistas vindos dos EUA e de mais três países.

Líderes de vários partidos disseram nos bastidores que estariam dispostos a votar a medida - se aprovada, significaria o desmoronamento da articulação de Bolsonaro no Congresso. Projetos trazendo de volta a necessidade do visto já foram apresentados por partidos de oposição. Se houver vontade política, podem ser levados a votação.

Na semana que vem: a escolha do relator da reforma. Um nome deveria ter sido escolhido na quinta-feira (21), mas os integrantes do colegiado decidiram adiar a escolha - o que pode ter contribuído para atrasar o andamento da reforma.

O primeiro trimestre do mandato do presidente Jair Bolsonaro, tem sido instigante, e nada alvissareiro.

Na espreita, como hienas, estão os deputados do PT, que torcem para que nada dê certo.

Algozes e audazes, servidores praticam toda sorte de guerra verbal, se aliado aos derrotados de outubro. Esse lixo humano, destrói o país, e engessa governo covarde e sem liderança.

Os abutres invejosos, não pensam no Brasil, estão apenas rancorosos por terem perdido o projeto do Plano de Poder, que se constituía em uma vida eterna no topo da política nacional.