3.3.19

TRUMP QUER MELHORAR RELAÇÕES COM A COREIA SOCIALISTA, EUA E COREIA DO SUL ENCERRAM EXERCÍCIOS MILITARES CONJUNTOS; RÚSSIA CONDENA ‘INGERÊNCIA EXPLÍCITA’ DOS EUA NA VENEZUELA

REDAÇÃO -

Os Estados Unidos e a Coreia do Sul anunciaram que vão encerrar seus exercícios militares conjuntos em grande escala, enquanto Washington busca melhorar os laços com a Coreia do Norte.


A decisão é tomada dias após o encerramento da segunda cúpula entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, em Hanói, que terminou sem um acordo formal, mas com ambos os lados sugerindo que continuariam conversando.

Em uma ligação telefônica feita neste sábado (2) entre o ministro da Defesa sul-coreano, Jeong Kyeong-doo, e seu homólogo americano, Patrick Shanahan, “ambos os lados decidiram concluir a série de exercícios Key Resolve and Foal Eagle”, segundo declaração do Pentágono.

Os dois aliados, em vez disso, farão “treinamentos de manobras e exercícios de comando unidos para manter a prontidão militar”, indicou neste domingo, horário local, o Ministério da Defesa de Seul.

O Foal Eagle é o maior dos exercícios comuns conjuntos realizados pelos aliados, e sempre enfureceu Pyongyang, que o condenou como preparação para uma invasão.

No passado, envolveu 200 mil forças sul-coreanas e cerca de 30 mil soldados americanos.

É acompanhado pelo Key Resolve, um jogo de guerra simulado por computador conduzido por comandantes militares que geralmente começa em março e dura 10 dias.

Fonte: AFP

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Em conversa entre chanceleres, Rússia condena ‘ingerência explícita’ dos Estados Unidos na Venezuela

O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, condenou neste sábado (2) a “ingerência explícita” dos Estados Unidos na Venezuela. A crítica foi feita durante uma conversa telefônica com o secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

“A provocação e a influência externa destrutiva, ainda que sob o pretexto hipócrita da ajuda humanitária, não têm nada a ver com o processo democrático”, declarou Lavrov em um comunicado do ministério russo das Relações Exteriores. Ele condenou as “ameaças americanas contra o governo legítimo, uma ingerência explícita na política interior de um Estado soberano e uma violação do direito internacional”.

Lavrov também ressaltou que Moscou estava pronto para ter reuniões bilaterais com Washington sobre a Venezuela, sob a condição de que elas “sigam estritamente os princípios da ONU”. “Somente os venezuelanos têm o direito de decidir seu futuro”, disse.

Os dois também falaram sobre o conflito sírio, o Afeganistão e a península coreana, de acordo com o comunicado russo. Lavrov recebeu na sexta-feira (1), em Moscou, a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodriguez, e prometeu que a Rússia intensificaria a ajuda humanitária à Venezuela.  (…)

Fonte: RFI