10.4.19

100 DIAS E NADA... DESGOVERNO MARCA O INÍCIO DO PROJETO DE GERAÇÃO DE EMPREGOS PARA O DIA DE SÃO NUNCA

DANIEL MAZOLA -


Jair Bolsonaro completa hoje, quarta-feira (10), cem dias de mandato e até agora nada, ou tudo de ruim, como esperado. Sua popularidade já tem uma marca negativa, o Datafolha divulgou neste domingo (7) que ele é o presidente eleito para primeiro mandato com o maior nível de rejeição popular após três meses de governo, desde a redemocratização.

Bolsonaro é quem tem o maior índice de “ruim ou péssimo” e o menor de “ótimo ou bom”. Essa comparação é feita com Fernando Collor (1990), Fernando Henrique Cardoso (1995), Luiz Inácio Lula da Silva (2003) e Dilma Rousseff (2011).

Caso Bolsonaro resolva adotar medidas que efetivamente tragam empregos, o que seria surpreendente, precisará cortar a farra dos bancos que seguem lucrando, em meio a uma persistente recessão. A banqueirada domina no mínimo 20% do Produto Interno Bruto. Os juros continuam altos. O desemprego continua imenso, e segue aumentando.

Auditoria da dívida seria a solução para o país, mas com esses entreguistas nem sonhando. Nesses 100 dias nada mudou no modelo tributário, impostos, taxas, contribuições cobradas do cidadão-contribuinte e do setor produtivo segue voraz. O trabalhador e o empreendedor, pequeno ou grande, segue penalizado. Todos que estão na parte inferior da pirâmide social pagam a conta.

O governo Bolsonaro está fazendo alguma coisa ou fez nesses 100 dias? "Certamente que não", falarão os mais lúcidos. Para outros que ainda acreditam, dirão: o problema é que tudo acontece muito lentamente, aquém das expectativas. Assim a baixa velocidade e a falta de medidas de impacto, que só dependem de uma canetada presidencial, começa a gerar um desgaste desnecessário para Bolsonaro e sua equipe econômica. O presidente, o vice Mourão e Paulo Guedes, têm conversado muito com empresários. Estão sempre sorrindo, mas cadê o foco na elaboração de uma Agenda Industrial para o Brasil? Isto vai demorar até quando? Certamente para o Dia de São Nunca. O eleitor-apoiador se sente um idiota perfeito.

Bolsonaro e Mourão foram eleitos via redes sociais com alguns compromissos: combate ao Crime Organizado; melhoria objetiva da Segurança Pública; retomada do crescimento econômico, com geração de emprego e, por conseqüência, distribuição efetiva de renda, graças a uma combinação do enxugamento da máquina estatal. Sobre reforma da Previdência mudaram de opinião. Nada foi feito em favor do país nesses 100 dias, nem será feito nos próximos 1000...