6.4.19

ABI NO BANCO DOS RÉUS

HELIO FERNANDES -

Com eleições marcadas para 26 de abril, três chapas vão concorrer ao comando da histórica Associação Brasileira de Imprensa-ABI, cuja trajetória, e ideologia pela causa jornalística  dispensa comentários. Hoje amarga dezenas de ações, todas dirigidas a má administração do atual presidente e sua diretoria nefasta.

A terceira chapa cujo título BARBOSA LIMA SOBRINHO, é uma justa homenagem ao grande ex-presidente com quem dividi a administração da ABI, e que hoje me leva apoiar.

O jornalista foi ícone da história da ABI, na luta por ideais nacionalistas e, via sua profissão como um meio de levar a população brasileira à conscientização política e social. Em 1926, aos 29 anos de idade, assumiu pela primeira vez a Presidência da Casa. Durante seu quarto mandato, em 1992, foi o responsável direto pelo pedido da abertura do impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello.

A BARBOSA LIMA SOBRINHO é de linha idealista, nacionalista e extremamente contra a direita atroz comandada pelo apresentador genérico Domingos Meireles, que ali vegeta há anos. A liderança da chapa é do jornalista profissional, advogado militante e presidente do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro Washington Luiz Pinto Machado, candidato a vice-presidente, e do notável escritor e jornalista Ivan Cavalcanti Proença encabeçando a Chapa.

Helio Fernandes e Ivan Cavalcanti Proença são candidatos na Barbosa Lima Sobrinho.
Desde o falecimento do saudoso e competente presidente jornalista Maurício Azêdo,  advogado formado em 1966 que teve sua trajetória em jornais do Partido Comunista Brasileiro (PCB), do qual era militante, a ABI adormeceu. Na grande imprensa, trabalhou como repórter, redator, editor e cronista no Jornal do Commercio, Diário Carioca, Jornal do Brasil, Jornal dos Sports, Última Hora, O Dia, Tribuna da Imprensa, O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo, além das revistas Realidade e Manchete.

Sua história é digna de um ideal. Durante a ditadura militar, colaborou com jornais de resistência da imprensa alternativa, como o Movimento e Opinião. Nos anos 1980, filiou-se ao PDT, partido pelo qual se elegeu vereador por três mandatos, chegando a exercer a presidência da Câmara Municipal do Rio no biênio 1983-1985.

A primeira eleição de Maurício Azêdo para a presidência da ABI ocorreu em 2004, para um mandato de três anos. O jornalista continuou à frente da entidade por mais dois triênios: 2007-2010 e 2010-2013. Um dos seus ideais foi manter a publicação do Jornal da ABI, onde dezenas de intelectuais e jornalistas combativos deram depoimentos e escreveram suas matérias.

A partir de 2014, começou a derrocada da ABI. Seu patrimônio entrou em decomposição, mais nada foi feito para a manutenção do prédio, um colosso no Centro do Rio de Janeiro, cuja arquitetura tem o referendun como Patrimônio Cultura da cidade.

A sede da ABI é de autoria dos irmãos Marcelo e Milton Roberto e seu  terceiro irmão, Maurício, como co-autor. De qualquer maneira, a execução da obra se deu a partir de um concurso instituído por Herbert Moses em 1936, quando foi avaliada em 13 mil contos de réis. O dinheiro foi conseguido pelo próprio Moses através de solicitação pessoal a Getúlio Vargas, por intermédio do ministro Osvaldo Aranha. O empréstimo foi levantado no Banco do Brasil. Na ocasião, Getúlio Vargas recebeu o título de Presidente de Honra da Casa e Moses foi agraciado como Grande Benemérito. Nada diferente do que acontecia naquele tempo em que ditadores eram beneméritos.

O que não pode é dar continuidade a um processo de degradação desse patrimônio material, cultural e histórico da instituição. Nesse sentido a atual diretorial, e seu grupo que pretende concorrer ao comando da instituição que eles são dissidentes. Duas chapas “uma a cara da outra”. M-E-L-A-N-C-Ó-L–I-C-O. IRRESPONSÁVEL, PROPAGANDA ENGANOSA. AVISEM O PROCON!!!

Fonte:
https://heliofernandesonline.blogspot.com/2019/04/lula-completa-1-ano-de-prisao-sua.html

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Saiba mais:

CHAPA DE OPOSIÇÃO - BARBOSA LIMA SOBRINHO - É PROTOCOLADA NA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPRENSA

ABI, A VELHA SENHORA