6.4.19

CABRAL DELATA AÉCIO E APONTA PROPINA DE R$ 1,5 MILHÃO NA CAMPANHA DE 2014; CRIVELLA RECEBEU R$ 1,5 MILHÃO PARA APOIAR PAES EM 2008

REDAÇÃO -

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral Filho (MDB) afirmou nesta sexta, 5, em depoimento ao juiz Marcelo Bretas, que repassou R$ 1,5 milhão em propina para o deputado Aécio Neves para sua campanha presidencial de 2014.


"Eu tenho uma relação muito afetiva com o senador Aécio Neves, que naquela época disputava a Presidência da República e passava por fase de muita dificuldade com Marina (Silva) em segundo lugar nas pesquisas. Ele estava muito deprimido, muito pra baixo", disse Cabral, explicando por que resolveu ajuda-lo com o envio do dinheiro. "O Aécio não participou da reunião (em que o pagamento foi acertado), mas ele me ligou depois para agradecer."

Cabral disse também que o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), recebeu US$ 1,5 milhão para apoiar a candidatura de Eduardo Paes (DEM) na eleição municipal de 2008. "O senhor me desculpe, mas eu comprei o apoio do Crivella", contou Cabral a Bretas sobre seu diálogo com o então presidente, no Palácio do Planalto.

Ele também afirmou que a Fetranspor, entidade que representa empresas de transporte urbano, pagou propina à Assembleia Legislativa do Rio desde 1987, no governo Moreira Franco (MDB).

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CRIVELLA RECEBEU R$ 1,5 MILHÃO PARA APOIAR PAES EM 2008

Sérgio Cabral (MDB), ex-governador do Rio de Janeiro, afirmou nesta sexta-feira (5) em depoimento na ação penal da Operação Ponto Final que o prefeito Marcelo Crivella (PRB) recebeu US$ 1,5 milhão para apoiar Eduardo Paes (DEM) no segundo turno da eleição municipal de 2008, informou a Folha de S. Paulo.

O atual prefeito, naquela eleição, ficou em terceiro lugar no primeiro turno e apoiou Eduardo Paes no segundo turno, quando este venceu o ex-deputado Fernando Gabeira (PV).

Cabral afirmou que "Paes sabia da negociação e participou do encontro que precedeu o pagamento. Segundo o emedebista, preso desde novembro de 2016, o responsável por pagar a quantia foi o empresário Eike Batista", informa a reportagem.

O ex-governador disse que, num primeiro momento, "Crivella o encontrou no início da campanha do segundo turno no Palácio Laranjeiras para relatar que o empresário Armínio Fraga havia lhe oferecido US$ 1 milhão para apoiar Gabeira, a quem apoiava naquela disputa".

O objetivo de Crivella era tentar que a campanha de Paes cobrisse o valor. O ex-governador relatou que procurou o empresário Jacob Barata Filho, dono de empresas de ônibus, mas ele não aceitou, pois já havia repassado R$ 1 milhão para Crivella no primeiro turno, contou Cabral.

Foi aí que o ex-governador recorreu a Eike Batista, segundo depoimento de Cabral.

Fonte: 247