12.4.19

CNTA APOIA ABAIXO-ASSINADO PELA APOSENTADORIA E ALERTA CONTRA MPS

REDAÇÃO -

A estratégia do governo Bolsonaro é tirar o foco dos principais temas que afetam a classe trabalhadora e a sociedade. Além da PEC 6/2019 (reforma da Previdência) existem outros ataques feitos através de edições de Medidas Provisórias.

O alerta é do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Alimentação (CNTA Afins), Artur Bueno de Camargo. O dirigente lembra que existem várias MPs no Congresso Nacional, que começam a trancar a pauta e, por isso, podem ser colocadas em votação. Ele reforça: “Precisamos ficar atento a elas".

Artur Bueno de Camargo alerta para o volume de MPs no Congresso Nacional
Artur Bueno falou na manhã desta quinta (11) à Rádio Web Agência Sindical. Para o dirigente, a tarefa imediata do movimento sindical é intensificar a campanha de coleta de assinaturas em defesa da Previdência Social e das aposentadorias. "Esse documento é mais um instrumento de combate à reforma da Previdência. Já orientamos nossas entidades filiadas a buscarem assinaturas em suas bases", explica.

"Também estamos atuando nas bases eleitorais dos deputados. Nas tribunas livres das Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas, conversando com vereadores e deputados estaduais e nos escritórios dos deputados federais em seus Estados", conta.

MPs - O presidente da CNTA destaca a importância de combater duas medidas: "As MPs 871 (que atinge aposentados) e 873 (que ataca a arrecadação dos Sindicatos) vieram para desestabilizar a luta contra a PEC 6/2019”. Para Artur Bueno, o sindicalismo precisa ficar atento, porque o governo abre várias frentes de batalha. “Por isso, temos de nos manter unidos e coesos", defende.

Cartilha - Com o propósito de contribuir para que cada vez mais a sociedade em geral e os trabalhadores em particular tomem conhecimento do conteúdo da proposta, as Centrais Sindicais e o Diap produziram a web cartilha, a fim de popularizar os principais temas da PEC.

A cartilha aborda a questão da idade mínima para aposentadoria, de 65 anos para homens e 62 para mulheres, com aumento do tempo mínimo de contribuição de 15 para 20 anos. O texto deixa claro também que, para o recebimento do valor integral do benefício, o trabalhador deverá contribuir (e comprovar tal contribuição) por 40 anos.

Fonte: Agência Sindical / Mais informações: www.cntaafins.org.br