1.4.19

DESEMPREGO DEVE CRESCER MAIS, ALERTA PRESIDENTE DO SINDICATO DOS ECONOMISTAS

REDAÇÃO -

Pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada sexta (29) aponta que, em fevereiro, o país tinha 13,1 milhões de desempregados. Isso significa que, nos últimos três meses, quase 900 mil pessoas ficaram sem trabalho. Para piorar, o número de brasileiros fora do mercado alcançou o recorde de 65,7 milhões.

Entre dezembro e fevereiro, o setor mais afetado pelo corte de vagas foi a administração pública: 574 mil vagas a menos. Já na indústria foram ceifados 198 mil empregos. Entre as diversas áreas, apenas a de transporte, armazenagem e correio teve crescimento nos postos de trabalho: 133 mil.

Mutirão do emprego recebeu mais de 20 mil pessoas
Pessimismo - Para o economista Pedro Afonso Gomes, presidente do Sindicato da categoria no Estado de São Paulo, a falta de articulação política do governo Bolsonaro é um dos motivos do aumento do desemprego. Na opinião dele, o corte de vagas deve crescer nos próximos meses, já que até agora não foi apresentado um projeto econômico eficaz pelo presidente da República – o que desestimula os empresários a investirem.

Ele afirma: "Há problemas com os árabes pela aproximação exagerada a Israel. Também existe um distanciamento da China, que é um grande importador de produtos brasileiros. São erros que penalizam o País e não ajudam a gerar empregos".

Sem direção - Na opinião de Pedro, o governo Bolsonaro insiste no projeto da reforma da Previdência, que penaliza os trabalhadores, mas não investe em uma proposta consistente para a economia nacional. Ele diz: "Precisamos resolver a reindustrialização, que é um dos fundamentos para a geração de empregos. O governo não tem um projeto para o País".

Fonte: Agência Sindical