6.4.19

PACOTE ANTICRIME DE MORO, SEM QUEIROZ E MILÍCIA, ESTÁ FORA DA VALIDADE

EMANUEL CANCELLA -

PowerPoint dos Bolsonaros: entenda a relação da família com Queiroz e as milícias (11).


Temos hoje um ministro da Justiça que se omite criminosamente em apurar:

-  uma denúncia do Coaf, que detectou movimentações irregulares do Queiroz, assessor do senador Flavio Bolsonaro, que inclui depósito de R$ 24 mil na conta da primeira dama, Michele Bolsonaro (4).

- movimentações de 7 milhões, em três anos, na conta do senador Flávio Bolsonaro (1).

- também na conta de Flávio Bolsonaro: R$ 96 mil em 48 depósitos, em dinheiro vivo, em um mês e 5 datas; 15 feitos em 6 minutos: 1 a cada 18 segundos. Um espanto! (5).

- Moro que disse que caixa 2 é crime pior que corrupção, entretanto ao tomar conhecimento do caixa 2 do também ministro Onyx Lorenzone, afirmou: “Ele já admitiu e pediu desculpas”(2,3).

Assim fica difícil de a sociedade acreditar no pacote anticrime de Moro.

A sociedade quer saber principalmente de onde vinha este dinheiro que o Queiroz distribuía na conta da família Bolsonaro.

E o ministro da Justiça tem que responder aos fortes indícios de envolvimento do clã Bolsonaro com as milícias. O ex-deputado e atual senador Flavio Bolsonaro contratou para trabalhar, em seu gabinete, familiares de milicianos (6).

Flávio fez homenagem a miliciano na Alerj (7). Flávio defende a legalização das milícias (8).  Jair Bolsonaro também homenageou milicianos na câmara dos Deputados (9).

Para apurar os crimes do Queiroz e do envolvimento do clã Bolsonaro com as milícias, o ministro da justiça não precisa do pacote anticrime.

A omissão do ministro da Justiça, além de reforçar as denúncias contra os Bolsonaros, coloca descrédito no seu pacote anticrime, que já foi chamado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, de “copia e cola”! (10).

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