25.5.19

SINDICALISTA SAÚDA INVESTIMENTOS DA FIAT EM BETIM, MAS COBRA MAIOR GERAÇÃO DE EMPREGOS

REDAÇÃO -

O secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região, Alex Custódio, definiu como positivo o investimento de US$ 500 milhões anunciado nesta quarta-feira (22) pela Fiat Chrysler Automobiles (FCA), com vistas à ampliação de sua planta em Minas Gerais. No entanto, o dirigente fez ressalvas em relação ao número de empregos que será gerado, diante do alto nível de demissões ocorrido ao longo dos últimos anos.


A empresa está anunciando, com toda pompa, que cerca de 1.200 empregos serão gerados, número contestado por Custódio. “Em termos de empregos diretos, o número correto é 350. O dado divulgado pela empresa leva em conta os postos indiretos que deverão surgir”, argumenta o dirigente, que também é secretário do Setor Automotivo e de Autopeças da Fitmetal.

Segundo a companhia, será o maior polo produtor de motores da América Latina, com capacidade de produção de 1,3 milhão de unidades por ano a partir de 2021. 

Histórico de demissões - O dirigente sindical critica a publicidade que a FIAT tem feito desde o anúncio desta quarta-feira. “Precisamos ver com bons olhos o investimento, mas temos que manter os pés no chão, pois a empresa mandou quase 10 mil trabalhadores embora nos últimos sete anos. Isso representa quase 50% da fábrica”, recorda.

Alex Custódio entende que não serão esses 350 novos empregos que resolverão os altos índices de desemprego na categoria metalúrgica de Betim e Região. “Nossa base de atuação já teve 48 mil metalúrgicos e hoje tem menos de 20 mil. Essa notícia é importante, mas está longe daquilo que almejamos. Queremos que todos os desempregados da região voltem a ter perspectivas reais de recolocação no mercado de trabalho”, diz.

Cobrança ao governo federal - Para o sindicalista, o Brasil necessita, com urgência, de uma política que tenha como prioridade a geração de empregos para atender os mais de 13 milhões de brasileiros e brasileiras que aguardam por uma oportunidade neste momento.

“Não vemos nenhum tipo de projeto concreto para atacar esse problema. Pelo contrário, vemos Bolsonaro e seus ministros agindo de maneira a tornar o atual cenário ainda pior. Enquanto o governo federal não utilizar o potencial do Estado para estimular, de fato, a criação de empregos, seguiremos apreensivos”, afirmou o dirigente.

Fonte: Contraf-CUT