7.7.19

PARA RODRIGO MAIA, SÉRGIO MORO É FUNCIONÁRIO DE BOLSONARO, AGORA COM INTERCEPET, REBAIXADO A REFÉM!

EMANUEL CANCELLA -


O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, retrucando a pressão de Moro para pautar seu projeto anticrime, chamou o projeto de “Copia e cola” e disse que Moro era simplesmente funcionário de Bolsonaro (3).

Diante do tsunami do Intercept sobre Moro, os próprios aliados já rebaixaram Moro, de virtual candidato à presidência, à vice na reeleição de Bolsonaro (1).

Assim como Moro, Bolsonaro está muito mais candidato a ir para uma cela, quem sabe de Curitiba, onde Bolsonaro quer que Lula apodreça (2).

Para que isso aconteça com Moro, bastam mais revelações do Intercept e, para Bolsonaro, quem sabe ocupar o lugar de Lula na cadeia, basta a Justiça fazer o dever de casa no caso Queiroz ou na ligação do clã Bolsonaro com as milícias. Também diante da omissão da investigação dos 39 kg de cocaína no avião presidencial, nos leva a crer que “Há qualquer coisa no ar, além dos aviões de carreira.”

O fato de Sérgio Moro ser funcionário de Bolsonaro não lhe tiraria o direito de contestar sua postura, ou seja, mandar investigar as questões do Queiroz, milícias e os 39 kg de cocaína.

Eu mesmo fui funcionário concursado da Petrobrás, fiz greve contra a direção da empresa, fui suspenso e até demitido e, depois, reintegrado numa outra greve.

Mas no caso de Sergio Moro, ministro da Justiça de Bolsonaro, nem os bolsominions acreditam que ele tenha força para contestar o governo.

Na verdade, se Moro e Dallagnol tivessem vergonha na cara seguiriam a orientação da OAB:

O Conselho Federal da OAB emitiu nota no final da tarde desta segunda (10) defendendo o afastamento de Sergio Moro e Deltan Dallagnol de seus cargos, até que a “VazaJato” – série especial do Intercept que expõe a relação promíscua entre o ex-juiz e o procurador da Lava Jato – seja contextualizada e esclarecida (4).

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