24.6.17

NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS: DIA 30 O BRASIL VAI PARAR !

REDAÇÃO  -

Centrais e entidades não usam o termo "greve geral", mas adotam o slogan "parar o país" contra propostas do governo para mudar a legislação trabalhista e a Previdência.

Greves, atos e paralisações foram confirmados para acontecer no dia 30 de junho, data indicada pelas centrais sindicais para protesto contra as reformas. Com o título "Vamos parar o Brasil contra a reforma trabalhista, em defesa dos direitos e da aposentadoria", as entidades convocam os trabalhadores a intensificarem as ações no Congresso Nacional, aeroportos e atividades de rua.

Dirigentes voltarão a Brasília, prometem milhares nas ruas contra o saco de maldades do interino.


Nota das Centrais:
23 de junho de 2017, São Paulo, SP.

Dia 30 de junho - Vamos parar o Brasil contra a reforma trabalhista, em defesa dos direitos e da aposentadoria.

As Centrais Sindicais têm acompanhado cotidianamente os desdobramentos da crise econômica, política e social, bem como a mais ampla e profunda tentativa de retirada dos direitos dos trabalhadores, através da tramitação das Reformas Trabalhista e da Previdência no Congresso Nacional.

A ação unitária das Centrais Sindicais tem resultado em uma grande mobilização em todos os cantos do país, como vimos nos dias 08 de março, 15 de março, na Greve Geral de 28 de abril e no Ocupa Brasília em 24 de maio. Como resultado do amplo debate com a sociedade e das mobilizações, conseguimos frear a tramitação da Reforma da Previdência e tivemos uma primeira vitória na Reforma trabalhista, com a reprovação na CAS (Comissão de Assuntos Econômicos do Senado).

Mas ainda não enterramos essas duas reformas, e por esse motivo, continuamos em luta. Nesse contexto, as Centrais Sindicais reunidas no dia de hoje conclamam todas as entidades de trabalhadores a construir o dia 30 de junho de 2017 e o seguinte calendário de luta:

• 27 de junho: audiência dos Presidentes das Centrais Sindicais no Senado
• 27 a 29 de junho: atividades nos aeroportos, nas bases dos senadores e no Senado
• 30 de junho: Vamos parar o Brasil contra a reforma trabalhista, em defesa dos direitos e da aposentadoria
• No dia da Votação da Reforma Trabalhista no Senado: mobilização em Brasília.

Estamos certos de que a unidade de ação é crucial na luta sindical sobretudo em momentos conturbados como o que atravessamos.

CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros
CSP Conlutas – Central Sindical e Popular
CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
CUT – Central Única dos Trabalhares
Força Sindical
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores
UGT – União Geral dos Trabalhadores

PASSADO NÃO RESOLVIDO

Por JORGE RUBEM FOLENA DE OLIVEIRA - Via SENGE-RJ -

A Comissão Nacional da Verdade, formada no primeiro mandato de Dilma Rousseff, deveria ter trabalhado para resolver o “passado não resolvido”. Mas o que houve foi um direcionamento exclusivo aos militares.


O resgate do passado é necessário para se compreender o presente e se construir o futuro de uma sociedade. Porém, existem pessoas que lutam contra o resgate do passado; gente que se opõe a qualquer tentativa de esclarecer as causas das atrocidades praticadas contra os seus semelhantes e têm como consequência a destruição patrocinada da cultura dos povos.

O debate entre o resgate da memória do passado e/ou seu esquecimento pode ser sintetizado entre as manifestações de Walter Benjamin, para quem “os mortos têm direito sobre nós, uma vez que, do ponto de vista deles, somos as futuras gerações”, e Max Horkheimer, que defende que “os mortos estão mortos e não podem ser despertados”.

Com efeito, somente a partir da sanção da Lei 12.527/2012 é que foi possívelestabelecer, no Brasil, uma Comissão Nacional da Verdade. Mas, para a aprovação desta lei, foi necessário um grande debate, onde se discutiu até mesmo os limites da “Lei de Anistia”(Lei 6.683/1979), fixados, de forma restritiva, pelo STF.

A Comissão Nacional da Verdade, formada no primeiro mandato de Dilma Rousseff, deveria ter trabalhado para resolver o “passado não resolvido”, a fim de promover o esclarecimento integral dos fatos e construir a paz.

O que houve foi um direcionamento exclusivo aos militares e possibilitou uma composição com as forças civis do antigo regime, cujos representantes não foram sequer convidados para prestar seus depoimentos, como ex-Presidente da República, ex-ministros de Estados, ex-governadores, parlamentares, magistrados e funcionários públicos, que serviram de algum modo a ditadura civil-militar de 1964-1985.

A propósito, ao invés de serem disponibilizadas as informações para a sociedade construir a sua versão, a Comissão Nacional da Verdade produziu o seu relatório final, que representou, em forma de história oficial, uma visão restrita, contada pelo Estado; que pode não representar a verdade e a memória.

Isto provoca até hoje um antagonismo entre a esquerda e os militares, que só tem favorecido as oligarquias e o mercado financeiro internacional, que ditam hoje o destino do país.

Diante da grave crise política, quando agentes civis do antigo regime estão atuando livremente contra o povo brasileiro, este é o momento para se buscar um novo pacto para defender o Brasil do mercado financeiro internacional, que promove os ataques mais acirrados aos trabalhadores e aposentados, aos direitos sociais, à indústria e ao comércio nacional e à soberania.

Assim, a hora pede que os brasileiros se unam contra a “República dos Cupins”, que tenta destruir o Brasil. 

Jorge Rubem Folena de Oliveira (foto), Advogado e cientista social

COM MORO E DALLAGNOL, A LAVA JATO ACABOU !

EMANUEL CANCELLA -

...Enquanto o Brasil vai à bancarrota, Dallagnol fatura até R$ 40 mil por palestra e a Lava Jato, contrariando o STF, fica com 10% dos contratos bilionários de leniência(19). E  a mulher de Moro, advogando para o PSDB e para empresas multinacionais de petróleo, não deve perder dinheiro...


A operação Lava Jato começou em março de 2014. Descobriu esquemas fantásticos de corrupção e “prendeu” diretores e gerentes da Petrobrás, donos de empreiteiras etc. Nisso a operação brilhou!

Mas e daí? Acabou a corrupção na Petrobrás e no Brasil? Será que está faltando água na Lava Jato para investigar além do chamado “Petrolão”?

Não podemos esquecer que, até outubro de 2014, a Petrobrás financiava, com os impostos que pagava, mais de 80% das grandes obras no país. Entretanto, por conta da Lava Jato, essas obras estão paradas (12); milhões de trabalhadores desempregados e o PIB brasileiro, do qual a Petrobrás respondia por cerca de 10%, despencou.

A Lava Jato ainda, com ação irresponsável, acabou com a indústria Nacional, com a indústria naval (5,6). Tudo isso poderia ser evitado se a operação aplicasse a lei de leniência, em que os gestores corruptos das empresas são indiciados mas as empresas continuam funcionando, mantendo assim seus postos de trabalho e fluidez da economia.  Países como os EUA já fizeram isso com sucesso. (3).

Se antes a corrupção era coisa de amador, agora virou coisa de profissional, além de institucional. O presidente que o golpista Michel Shell Temer escolheu para a Petrobrás foi o tucano Pedro parente, um corrupto de carteirinha, e já carimbada. Isso porque Parente, em 2001, quando ministro do “Apagão” de FHC e membro do Conselho de Administração da Petrobrás, foi processado, justamente por venda ilegal de ativos na Petrobrás, o rombo de Parente nessa época foi em torno de R$ 5 BI (2).

Parente, antes da Petrobrás, dirigiu e agora está afastado, junto com sua esposa, a Prada especializada na gestão de fortuna (7). Ou seja, não é por falta de conhecimento que ele está destruindo a maior empresa do país. Parente está usando sua expertise, às avessas, na Petrobrás. Já “vendeu” áreas estratégicas da companhia, como pré-sal e petroquímica. Tudo sem licitação, apesar de obrigatória, vendendo para quem quer e pelo valor que ele mesmo determina (10,11).

Agora Parente foca em outra fonte de renda para os gringos, a jurídica. Parece que Parente e a Lava Jato se uniram para favorecer os gringos. Isso porque, durante a Lava Jato, a Petrobrás foi vítima de 27 ações de tribunais estadunidenses. São aquelas ações em que a Lava Jato convocou os procuradores americanos para virem investigar a Petrobrás e também, de forma sub-reptícia, mandou os maiores corruptos da Petrobrás testemunharem contra nossa empresa.

Por essas ações cujo o conteúdo é que a queda nos papeis da empresa foi conta da corrupção, a verdade é que o preço das ações de petróleo diminuiu em todas as petroleiras do mundo não só na Petrobrás, Parente fechou o primeiro acordo com a justiça americana, essa é uma das 27 ações, e por esse acordo a Petrobrás vai pagar quase meio bilhão de dólares (1)

Para ser coerente a Lava Jato deveria mandar também nossos procuradores investigar a petroleira americana Chevron, denunciada em corrupção. Em 2009, o Wikleaks denunciou a troca de correspondência entre o então candidato, o tucano José Serra com executivos da Chevron, prometendo favores à empresa em prejuízo da Petrobrás (4).

A Lava Jato também não investigou o governo do tucano FHC, na Petrobrás, nem com uma enxurrada de denúncias, algumas envolvendo o próprio filho de FHC (8,9).

A Lava Jato também não investiga a gestão criminosa do tucano Pedro Parente, na Petrobrás, nem com denúncia formalizada, em novembro de 2016. Mas o MPF, em conluio com Moro, o chefe da Lava Jato, em dezembro do mesmo ano, intima o autor da denúncia por possível crime contra a honra do funcionário público (13,14).

E para que não reste nenhuma dúvida de que a Lava Jato não investiga os maiores corruptos, os chefes da corrupção, Moro, nos EUA, disse que não investiga o PSDB, leia-se FHC e Pedro Parente na Petrobrás; e Dallagnol disse ao jornalista Ricardo Boechat que o PSDB está  fora da Lava Jato (15,16).

Enquanto o Brasil está sendo destruído pela Lava Jato, a indústria quebrando e o desemprego em massa, os negócios da Lava Jato vão de vento em poupa: Dallagnol transformou o ministério público num balcão de negócios, com palestras que lhe rende até R$ 40 mil (18); a Lava Jato, contrariando o STF fica com 10% dos contratos celebrados de leniência(19); e a mulher de Moro, Rosangela Moro, advogando para o PSDB e para empresas multinacionais de petróleo não deve perder dinheiro(17). Aliás, coincidência ou não, os clientes de Rosângela são os altamente beneficiados com os julgados do marido, o juiz Moro!

Fonte:

* Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, ex-presidente do Sindipetro-RJ, fundador e ex diretor do Comando Nacional dos Petroleiros, da FUP e fundador e coordenador da FNP , ex-diretor Sindical e Nacional do Dieese,  sendo também autor do livro “A Outra Face de Sérgio Moro”

1- CENTRAIS MANTÊM MOBILIZAÇÃO PARA O DIA 30 CONTRA REFORMAS; 2- AO LADO DA PREMIÊ DA NORUEGA, TEMER CONTA QUE TEM REUNIÃO COM “REI DA SUÉCIA” [VÍDEO]

REDAÇÃO -


As centrais sindicais confirmaram ontem (23) que estarão nas ruas na próxima sexta-feira (30) contra as reformas do governo Temer, mas sem adotar o termo "greve geral". Em nota, nove centrais, que se reuniram na sede do Dieese, em São Paulo, reafirmam disposição de "parar o Brasil". A reunião teve a presença de representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

No início da semana que vem, os presidentes das entidades pretendem se reunir com líderes partidários no Senado, onde tramita o PLC 38, de "reforma" da legislação trabalhista. Depois de passar por duas comissões, o texto está agora na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Casa e deverá ser votado na terça-feira. As centrais destacaram a vitória obtida na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde o relatório governista foi derrotado, mas observam que tanto a reforma trabalhista como a da Previdência, na Câmara, ainda não foram "enterradas".

Em pouco mais de duas horas de reunião, nesta tarde, dirigentes mostraram visões diferentes quanto ao formato do dia 30, que chegou a ter indicativo de greve geral e assim foi divulgado em algumas categorias. Prevaleceu a visão de que é melhor organizar manifestações e preparar, conforme a conjuntura, um movimento de proporção maior no segundo semestre. A tendência é de que a sexta que vem tenha  paralisações pontuais, sem interrupção do transporte coletivo. "Estamos certos de que a unidade de ação é crucial na luta sindical sobretudo em momentos conturbados como o que atravessamos", afirmam as centrais.

Nesta semana, sindicalistas de vários sindicatos ligados ao setor de transporte participaram de uma plenária em São Paulo, para discutir uma possível adesão ao movimento. "Acredito que temos uma dificuldade real", observou o presidente da Nova Central no estado, Luiz Gonçalves, o Luizinho, observando que os trabalhadores têm disposição de parar, mas o movimento está vinculado à agenda do Congresso Nacional, onde são discutidas as reformas.

Dia 22, os metroviários de São Paulo fizeram assembleia e aprovaram indicativo favorável à participação no dia 30. Mas a definição sairá de nova assembleia, marcada para a véspera.
"A UGT vai jogar pesado na mobilização, parando categorias", afirmou durante a reunião o secretário-geral da entidade, Francisco Canindé Pegado. "A vitória que tivemos (na CAS do Senado), ainda que parcial, dá mais ânimo", disse Luiz Carlos Prates, o Mancha, da coordenação nacional da CSP-Conlutas.

"O governo tentou ensaiar uma recuperação econômica do Brasil", comentou o presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira, o Bira, acrescentando que apenas do último trimestre do ano passado para o primeiro deste ano o país teve acréscimo de 1,1 milhão de desempregados, para um total recorde de 14 milhões. "Na nossa opinião, o governo Temer está caindo pelas tabelas. A pressão se faz na medida em que as ruas gritam."

"Estamos vivendo um período de grandes jornadas de luta", disse o vice-presidente da CTB Nivaldo Santana. A central está realizando congressos estaduais, preparando-se para o encontro nacional de 24 a 26 de agosto, em Salvador. "A orientação da CTB tem sido bastante clara: participar das jornadas de junho", lembrou Nivaldo, para quem o foco da discussão não é saber que o ato do dia 30 será maior que o de 28 de abril, mas manter a pressão contra as reformas e o governo.

O secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, avalia que há categorias mais e outras um pouco menos organizadas para uma paralisação. Segundo ele, é preciso manter a mobilização e aguardar as votações no Congresso, acompanhando a agenda do parlamento. Na semana que vem, serão mantidas atividades nos aeroportos e nas bases eleitorais dos senadores. "Nossa vitória na comissão que analisou a reforma trabalhista foi simbólica e isso nos anima. Hoje, temos certeza que podemos vencer e derrotar a reforma."

Para o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, a greve geral é um trunfo que deve ser guardado "para um momento mais propício". O importante, segundo ele, "é que haja uma articulação geral de paralisação e que os sindicatos demonstrem sua contrariedade com as reformas". Parte das centrais tenta negociar com o governo medidas que reparem, em alguma medida, prejuízos causados pela reforma trabalhista, caso aprovada. As centrais voltarão a se reunir na primeira semana de julho. (via RBA)

Confira aqui a nota das Centrais.

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Ao lado da premiê da Noruega, Temer conta que tem reunião com “rei da Suécia”

CRIANDO O COXINHA DE AMANHÃ: GLOBO E VICE FIRMAM CONTRATO, INDEPENDÊNCIA OU MORTE !

Por PEDRO AUGUSTO PINHO -


Meu inteligente leitor certamente já se questionou algumas vezes: por que um país tão rico em recursos naturais, com tão expressivas massa continental e população, não é uma potência, como os Estados Unidos da América (EUA), ou a Federação Russa (Rússia, que o golpista presidente chama República Soviética da Rússia), ou a República Popular da China (China)?

Não há só uma razão, como é óbvio. Mas entre as mais significativas, no meu entender, está a permanente ausência de um projeto político da construção da cidadania brasileira ! Aliás deveríamos até enfatizar que, na preocupação das elites, dos detentores do poder, sempre se buscou o inverso: desconstruir nossa identidade nacional, promover o “vira-latismo”, o desprezo ou a vergonha por sermos brasileiros.

Recordemos que a construção da cidadania, no entendimento de pensadores contemporâneos – como Pierre Bourdieu, Nancy Fraser, Charles Taylor e tantos outros – se dá com a educação, iniciada já no berço e que se prolonga por toda vida. Não é este adestramento meritocrático, que provoca maior discriminação, mas a consciência de si mesmo e, por consequência, de seus humanos semelhantes. É a educação da autonomia, da liberdade, de que trata Paulo Freire, ou, também, dos saberes, como descreve Boaventura de Sousa Santos. Esta educação começa na formação da identidade. Se não sei quem sou, se não tenho meus referenciais étnicos, sociais, nacionais, o que serei então? Um boneco, um robô produtivo para outro?

Esta educação da “escola sem partido” tem, na verdade, um partido. E ele nem é um partido nacional, mas uma ameaça que paira hoje sobre todas as nações: a ditadura da banca (o sistema financeiro que se denomina nova ordem mundial). E aliada e cúmplice da banca, que a oculta e se opõe a tudo que lha combata, está a grande mídia. Esta mídia cada vez mais monopolizada, que estudos sobre a comunicação social revelam estar nas mãos de meia dúzia de megagrupos. Ela não é instrumento de informação, muito ao contrário, constitui-se em veículo de doutrinação. A quem se interessar pelo assunto recomendo o trabalho do brasileiro Maximiliano Martin Vicente, “História e comunicação na nova ordem mundial” (UNESP, SP, 2009).
Vejamos, agora, a matéria publicada em The Wall Street Journal (edição on line, 22/06/2017) de Lukas I. Alpert, com o significativo título: VICE MEDIA assina contrato com Grupo GLOBO do Brasil”.

Primeiro devemos saber o que é Vice Media. De origem canadense, esta empresa se transferiu para os EUA, em 2001, e passou a contar com acionistas como The Walt Disney Company, Hearst Corporation e associação com a 21st Century Fox, de Rupert Murdock, entre outros grupos de empresas voltadas para a comunicação de massa. Tanto que, a Vice também possui a revista Vice, a rede Viceland (TV a cabo), a Vice Music, detentora de diversos selos (labels), a Vice Films, a Vice Book e a “Vice Guide to Everything”, que promete levar a você “uma abordagem nova, mais condensada e divertida da notícia” (!). Entendeu?

Talvez a Globo, como nas pichações no Rio de Janeiro, em 1964 – Chega de intermediários, Lincoln Gordon para presidente –, tenha deixado de ser a porta-voz para ser do próprio dono da voz: o sistema financeiro internacional, a banca.

Não me surpreenderia ler que a Som Livre também contratasse (sic) a Vice Music, o o Jornal Nacional assumisse ser a versão brasileira da Vice Guide to Everything.

Pronto, a maior rede de comunicação do Brasil passa a ser no Brasil.

Vamos para as consequências, que ultrapassam, e em muito, as simplesmente jurídicas, econômicas, trabalhistas. Elas atingirão ainda mais fortemente a desconstrução da própria nacionalidade. O que a banca, nesta fase de sua dominação planetária, está fazendo é destruir os Estados Nacionais. Tem dúvida? Veja, fora das mídias da banca, o que está acontecendo na Líbia, no Iraque, no Paquistão, na Ucrânia, na União Europeia (em andamento), na Síria (sangrenta tentativa) e a razão da maior onda migratória, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), desde sua criação. Na América do Sul, a banca ataca a Venezuela, onde está a maior reserva de petróleo conhecida, e o Brasil, que além da Amazônia, do nióbio, das terras produtoras de alimentos, também tem a Arábia Saudita em petróleo submarino, o pré-sal.

A educação não se dá apenas na sala de aula. Ela se dá no ambiente em que o jovem frequenta, em sua casa e, cada vez mais, nas redes de comunicação. Ao dominar a comunicação de massa, uma potência domina o presente e o futuro de uma nação. O jovem formada pela Vice Media é, inexoravelmente, o coxinha de amanhã, o alienado suicida que destrói seu país, sua identidade nacional, sem ganhar qualquer outra.

Sem receio, pois se trata de uma colônia, The Wall Street Journal (WSJ) afirma que o foco deste contrato é a atuação sobre a juventude, como pretende a Vice Media. E que espera alcançar 53 milhões de “doutrinados” (viewers), nos canais da Globosat, e, “eventualmente, criar um canal próprio da Viceland”. Também antevê uma expansão das “operações da Vice” no Brasil, mais intensamente fora do eixo São Paulo - Rio de Janeiro.

Meus prezados leitores, não basta o Fora Temer e o Diretas Já, temos que ir às ruas clamando: Independência ou Morte!

* Via e-mail .Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

MEMÓRIA - REDESCOBRINDO A GRANDE GUERRA PATRIÓTICA

LUCAS RUBIO -


22 de junho de 1941. Forças nunca antes reunidas começam a maior invasão militar da História. Mais de 3 milhões de homens violam as fronteiras da União Soviética e começam a invasão do país, no início da Operação Barbarossa. Começa a Grande Guerra Patriótica.

O plano da Alemanha Nazista para a União Soviética: ocupar todo o território soviético, preferencialmente os que mais possuíam recursos para sustentar uma expansão ainda maior pelo mundo, destruir o Estado Soviético e todos os seus vestígios e eliminar aproximadamente 60% da população soviética, considerada 'racialmente inferior'. É um plano de recolonização e extermínio, baseado numa teoria racial louca e motivado principalmente pelo ódio ao comunismo, alimentado anos antes com apoio de potências ocidentais que compartilhavam do mesmo sentimento.

Os nazistas atropelam e destroem tudo que veem pela frente: grandes cidades, fortalezas, vilas, militares, civis, crianças, idosos, plantações... Os números dos efetivos e equipamentos dão conta do porquê dessa ser considerada a maior invasão da História: são 153 divisões, 600 mil caminhões, mais de 3 mil tanques, 7 mil canhões e 3 mil aviões.

Os nazi-fascistas, e estamos aqui falando de uma grande coligação de alemães, húngaros, italianos, finlandeses, romenos e outros aliados, fazem bons números no início da operação. Os soviéticos impõem boa e corajosa resistência, mas mesmo assim os invasores avançam quilômetros por dia por dentro do território.

O plano e a execução da guerra no teatro de operações soviético é muito diferente do que foi realizado durante a invasão da Europa ocidental. Quando adentram em cidades e vilarejos, perpetram crimes bárbaros contra a Humanidade. A URSS funciona como um laboratório para os futuros campos de extermínios.

Essa guerra iniciada com o objetivo de destruir um povo e civilização irá custar a vida de mais de 27 milhões de soviéticos e causará grandes destruições em suas terras. Será uma guerra santa onde a Humanidade se enfrentará com a morte e escravidão. Stalin vai ao rádio e conclama o povo soviético. O chamado é atendido. Como diz a imortal canção, A Guerra Santa, nascida nos primeiros dias da Guerra: "De pé, imenso país! De pé, para a batalha mortal!". Os soviéticos irão mover mundos e fundos, serão criadores de verdadeiros milagres, passarão por milhares de dias de sacrifício e dor, e defenderão até o fim sua Pátria. E vencerão: irão não só defender e recuperar seu território com grandes feitos como também irão avançar libertando metade da Europa, causando preocupação nos 'donos do mundo' por representar novamente a possibilidade da vitória da Revolução em nível global.

O Exército Vermelho, junto do seu povo, será o protagonista dessa história. Conduzirão episódios de bravura e vitória que ficarão marcados eternamente na História pelos séculos dos séculos. Da resistência tenaz e motivada pela defesa da terra e do povo, nascerão vitórias que são indeléveis no imaginário popular: Moscou, Stalingrado, Kursk, Leningrado, Berlim!

Para além dos fatos históricos e numéricos, fica hoje um momento de dor e luto. Um momento de parar e pensar quão horríveis e ameaçadores foram aqueles dias desde 22 de junho de 1941 até 9 de maio de 1945. Lembrar, respeitar e honrar o gigantesco sacrifício dos soviéticos para libertar a Terra da representação viva do mal: o nazi-fascismo. Honrar também nossos brasileiros que foram para o outro lado do mundo para cumprirem a mesma tarefa.

Hoje, iluminam-se na Rússia e no mundo monumentos com velas e flores para lembrar aquela data negra. Iluminam-se também os nomes e as famílias que foram perdidas naqueles intermináveis dias.

Memória eterna às dezenas de milhões de soviéticos falecidos ou feridos nesse conflito infernal que revelou o pior e também o melhor do homem. Glórias eternas aos soldados, civis ou militares, do Exército Vermelho, dos grupos de partisans e outras resistências populares, que doaram suas vidas para que hoje sejamos livres.

22 de junho de 2017, Dia da Memória e Luto.
GLÓRIAS ETERNAS!

1- MARCO AURÉLIO, DO STF, AUTORIZA NOVO INQUÉRITO CONTRA AÉCIO POR LAVAGEM DE DINHEIRO; 2- PRESIDENTE DO CONSELHO DE ÉTICA DO SENADO ARQUIVA PEDIDO DE CASSAÇÃO DE AÉCIO

REDAÇÃO -


O ministro Marco Aurélio, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a abertura de novo inquérito para investigar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) por lavagem de dinheiro com base nas acusações dos delatores da JBS.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) vai investigar se o tucano tentou ocultar a origem de R$ 2 milhões que teria recebido de Joesley Batista, um dos donos da JBS. O senador já foi denunciado pelos crimes de corrupção passiva e obstrução da Justiça.

Com a decisão de hoje, Aécio passa a ser investigado em nove inquéritos decorrentes da Lava Jato.

Na mesma decisão, Marco Aurélio também desmembrou a investigação e mandou para a Justiça Federal de São Paulo a parte relativa aos investigados que não têm foro privilegiado –Andrea Neves e Frederico Pacheco, irmã e primo de Aécio, e Mendherson de Souza, assessor do senador Zezé Perrella. Eles também já foram denunciados pela PGR, mas apenas por corrupção passiva.

Por meio de nota, a defesa de Aécio informou que recebeu a informação “com naturalidade por se tratar de desdobramento da denúncia inicial”. “A investigação demonstrará que não se pode falar em lavagem ou propina, pois trata-se de dinheiro de origem lícita numa operação entre privados, portanto sem envolver recurso público ou qualquer contrapartida. Assim, não houve crime”, diz Alberto Toron, que defende o tucano. (…) (via Folha)

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Presidente do Conselho de Ética do Senado arquiva pedido de cassação de Aécio

Do G1 e do Estadão:

O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), informou nesta sexta-feira (23) ao G1 ter arquivado o pedido de cassação de Aécio Neves (PSDB-MG).

Após as delações da JBS se tornarem públicas, os partidos Rede e PSOL pediram ao conselho que cassasse o mandato de Aécio por quebra de decoro parlamentar.

O tucano está afastado do mandato desde o mês passado, por determinação do Supremo Tribunal Federal.

Segundo o Ministério Público Federal, Aécio Neves agiu em conjunto com o presidente Michel Temer para barrar as investigações da Operação Lava Jato.

Ao Estadão, Souza disse o seguinte: “O que fizeram com ele foi uma grande injustiça”.

DIA 30 DE JUNHO VAMOS PARAR O BRASIL

Via Frente Brasil Popular -


A Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo reunidas no dia 23 de junho em São Paulo reafirmam seu apoio às greves e mobilizações convocadas para o dia 30 de junho contra a reforma trabalhista e em defesa dos direitos e da aposentadoria.

Repudiamos a reforma trabalhista que está tramitando no Senado Federal (PLC38/2017) porque ela rasga a CLT, amplia a precarização do trabalho, condena o/a trabalhador/a viver de bico, fragiliza a sua organização, a negociação coletiva, além de dificultar o acesso à Justiça do Trabalho.

A reprovação do relatório da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, no dia 20 de junho, foi uma derrota do governo ilegítimo e demonstrou que temos condições de barrá-la.

Este foi o resultado da pressão que estamos fazendo desde o início do ano nas bases eleitorais dos parlamentares e das ações de massa que promovemos que se intensificaram em março (nos dias 08, 15 e 3) e que culminaram com a histórica greve do dia 28 de abril e com a expressiva ocupação de Brasília, realizada no dia 24 de maio.

A continuidade do governo Temer ou a sua substituição por outro ilegítimo, indicado indiretamente pelo Congresso significam a continuidade da agenda de retrocessos. Por isso exigimos a retomada da democracia com a saída imediata de Temer e com a realização de eleições diretas.

As frentes reforçam a prioridade à agenda de lutas e orientam as seguintes ações para parar o Brasil no dia 30:

- Realizar reuniões e assembleias preparatórias conjuntas nos municípios para organizar as ações;
- Paralisar a circulação em locais de impacto e visibilidade desde as primeiras horas do dia;
- Apoiar os trabalhadores/as na paralisação dos seus locais de trabalho. 
- Realizar no período da tarde atos unitários e massivos em todo o país.

Contra a Reforma Trabalhista! Em defesa da aposentadoria e dos direitos!
Fora Temer!
Diretas Já!

Frente Brasil Popular
Frente Povo Sem Medo

23.6.17

A QUEM INTERESSA A REFORMA TRABALHISTA E O FIM DAS CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS?

EUSÉBIO PINTO NETO -


O fim do imposto sindical proposto na reforma trabalhista, em tramitação no Senado, não vai acabar com as entidades de classes, instituições consolidadas por defender políticas sociais e igualitárias que melhoraram a vida da classe operária. O objetivo da proposta é abrir caminho para a exploração da mão de obra e a volta da escravidão no Brasil, como nos tempos da casa grande e senzala.

Infelizmente, o trabalhador ainda não se deu conta da armadilha tramada pelo poder econômico para aumentar os seus lucros e escravizar a mão de obra. Ao retirar dos sindicatos as fontes de custeio (imposto sindical e contribuição assistencial), o empresariado tenta calar e amordaçar as entidades de classes, que há mais de cem anos denunciam e combatem a exploração no mercado de trabalho e lutam para conquistar direitos.

A organização sindical, prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e na Constituição Federal, é fundamental para a estruturação e regulamentação das relações de trabalho, impedindo que o poder econômico triture a força de trabalho. Sozinho, o trabalhador se torna presa fácil de manipulação e exploração. A história prova que sem organização não há liberdade e nem respeito. A expressão a “União Faz a Força” define a luta dos trabalhadores brasileiros que conseguiram a alforria, mas continuam subjugados ao poder econômico.

O Brasil foi o último país do mundo a acabar com a escravidão. A liberdade dos escravos, nossos ascendestes, só aconteceu após grupos abolicionistas insurgirem contra a base da economia colonial. Foi preciso organização social e luta árdua para pôr fim ao trabalho escravo.

E o que fazem os sindicatos hoje? Lutam contra a exploração da mão de obra e o trabalho escravo que, infelizmente, ainda é uma realidade no país. Mesmo assim, há trabalhadores, que por manipulação, ou por total falta de conhecimento, acham que os sindicatos não servem para nada. O poder econômico incute essa mentira na cabeça do trabalhador para afastá-lo da sua entidade de classe.

Não podemos nos esquecer que se temos hoje direito a 13º salário, férias, repouso remunerado, jornada de trabalho regulamentada, auxilio alimentação, seguro de vida e assistência médica, tudo isto foi fruto da luta sindical. Nada veio de graça. Nenhuma dessas conquistas foi fruto da benevolência dos empresários, dos patrões.

Por isso, quanto mais fragilizada e enfraquecida a organização sindical maior será o poder para a exploração da mão de obra. Ao desmontar a estrutura sindical, retirando das entidades de classes os recursos necessários para manter os trabalhos assistenciais e as ações em defesa da categoria, o setor econômico avança no projeto de obter lucro fácil através da desvalorização e da superexploração da mão de obra.

Sem sindicato não há cobrança de direitos, nem luta por melhorias. Não há nada! Apenas um imenso vazio de alma que transformará o trabalhador em uma simples mercadoria à venda nos mercados da vida.

* Eusébio Pinto Neto (foto), Presidente do SINPOSPETRO-RJ e da FENEPOSPETRO.

TEMER PERTO DO FIM AGORA ENGANA A PARTIR DA RÚSSIA

MÁRIO AUGUSTO JAKOBSKIND -


Enquanto o presidente ilegítimo está na Rússia e depois circulará na Noruega, ampliam-se as denúncias contra ele, não só por parte da Polícia Federal, como pelas delações, uma delas do corretor de valores Lúcio Funaro, cuja irmã está presa. Funaro acusa o golpista ilegítimo de responsabilidade em operações que geraram comissões de 20 milhões de reais, uma grana significativa destinada as campanhas políticas de 2014 e de 2012 para  PMDB. E de tabela incrimina Moreira Franco que conta com a proteção de Temer, que o mantém como Ministro para seguir com foro privilegiado.

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* Via site Brasil de Fato

A GUERRA FRIA DA CORRUPÇÃO

HELIO FERNANDES -

É devastadora para a comunidade nacional  e internacional.  Têm ramificação nos mais diversos países. Ha alguns anos, se localizava prioritariamente em países da África. Subitamente apareceu a Odebrecht, contaminando e apodrecendo o mundo, fazendo a África desaparecer do mapa do enriquecimento ilícito.

Surgiram os jornalistas investigativos, que conseguiram uma façanha: obrigaram a Suíça a abandonar as famosas contas numeradas, não receber mais clientes, que notoriamente depositam fortunas ROUBADAS do dinheiro público.

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PARA ONDE VAMOS: SOCIALISMO OU BARBÁRIE? [VÍDEO]

Por ANITA LEOCADIA PRESTES - Via blog da Boitempo -


Transcorrido um ano de governo de Michel Temer, não há mais dúvida de que sua posse resultou de um golpe parlamentar-jurídico, cujo objetivo central foi liquidar as conquistas dos trabalhadores brasileiros consagradas na legislação do país. Nesse sentido, são emblemáticas as propostas encaminhadas ao Congresso Nacional das reformas trabalhista e da previdência, assim como os esforços voltados para invalidar os direitos democráticos consagrados na Constituição de 1988, não obstante suas limitações, apontadas por Luiz Carlos Prestes, no que diz respeito ao artigo 142 dessa Carta, ou seja, à manutenção da tutela militar acima dos três poderes da República1. Artigo este usado pela primeira vez pelo atual governo para reprimir manifestação popular realizada recentemente em Brasília.

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COMO FICARIA A APOSENTADORIA ESPECIAL COM A REFORMA

Por SERGIO PARDAL FREUDENTHAL - Via A Tribuna -


A Aposentadoria Especial é uma espécie de aposentadoria por tempo de serviço, reduzido em razão das condições de trabalho insalubres, periculosas ou penosas. Existem outros conceitos bastante maldosos, como “invalidez presumida”, e, com as alterações da legislação entre 1995 e 1997, temos tido muito trabalho sobre este assunto, nos escritos e nos tribunais.

Se a reforma do governo conseguir acabar com a aposentadoria por tempo de contribuição, antiga por tempo de serviço, como ficaria a Especial?

Conforme este blogueiro já disse bastante, restaria a aposentadoria por idade, 65 anos para os homens e algo entre 60 e 62 para as mulheres, com o mínimo (carência) de 25 anos de contribuição. Pela legislação atual, a Aposentadoria Especial poderia ocorrer, em qualquer idade, com 15 anos de trabalho (mineiros de subsolo), 20 anos (mineiros de superfície) ou 25 anos (todos os outros trabalhadores submetidos aos agentes nocivos). Pois o substitutivo da PEC 287/16 pretende estabelecer que: para os trabalhadores “em condições especiais que efetivamente prejudiquem a saúde” poderia ocorrer “reduções nos requisitos de idade e de tempo de contribuição a no máximo dez anos, não podendo a idade ser inferior a cinquenta e cinco anos para ambos os sexos”.

Traduzindo, o mineiro de subsolo até poderia se aposentar com 15 anos de contribuição, mas tendo também 55 de idade; e, para um metalúrgico, talvez 60 anos de idade, com 20 ou 25 de contribuição. Assim, dependendo de legislação futura, as condições especiais de trabalho poderiam ensejar na redução da idade e do período de carência para as aposentadorias, de forma bastante limitada, prejudicando mais uma vez aos submetidos às piores condições laborais.

Depois de tantas violências contra metalúrgicos, químicos, estivadores, portuários e tantos outros trabalhadores, não se poderia esperar nada melhor de uma proposta de reforma previdenciária tão mesquinha.

1- POLÍCIA INVESTIGA MISTÉRIO DE ENVELOPE COM COCÔ PARA RODRIGO MAIA [VÍDEO]; 2- NORUEGA HUMILHA TEMER E CORTA EM 50% FUNDO CONTRA DESMATAMENTO

REDAÇÃO -


Alguns gabinetes de Ministérios e do Congresso receberam nos últimos meses correspondências indigestas: dentro do envelope, com os respectivos endereços, papéis higiênicos sujos de fezes.

Na sexta-feira, foi a vez de outro destinatário – e mais ilustre da Casa. Uma secretária do gabinete da Presidência da Câmara recebeu a misteriosa correspondência com o mesmo conteúdo escatológico, endereço nominalmente a Rodrigo Maia. Abaixo vídeo postado em canal do youtube. (via iG)


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NORUEGA HUMILHA TEMER E CORTA EM 50% FUNDO CONTRA DESMATAMENTO

Na tentativa de ganhar fôlego em meio à crise política que aflige o seu governo, Michel Temer viajou para a Europa e como resultado conseguiu um vexame internacional.

O ministro do Meio Ambiente da Noruega, Vidar Helgesen, país que é o maior contribuinte do Fundo de Preservação da Amazônia, anunciou o corte pela metade dos recursos destinados à preservação por conta do crescimento do desmatamento na região. O corte chega a cerca de 500 milhões de coroas norueguesas (R$ 196 milhões). Sem ter o que mostrar, o ministro do Meio Ambiente do Brasil, Sarney Filho, disse que "somente Deus pode garantir a redução do desmatamento" no país.

"O desmatamento cresceu no Brasil e portanto haverá menos dinheiro. As regras que temos no fundo são baseadas em resultados dos índices de deflorestamento. Nossa contribuição será reduzida pela metade", afirmou Helgesen.

O ministro do Meio Ambiente do Brasil, Sarney Filho, tentou minimizar o corte dos recursos pela Noruega e culpou o governo da presidente deposta Dilma Rousseff pelo aumento do desmatamento.

"O ministro da Noruega é bem informado, ele sabe que o desmatamento que ocorreu nos últimos três anos é fruto do governo passado. Infelizmente, o desmatamento na Amazônia é contido por comando e controle, poder de polícia. E quando este comando falha, o desmatamento aumenta. Foi o que aconteceu nos dois anos anteriores de nossa entrada no ministério. Tão logo entrei, conseguimos recompor os orçamentos destes orgãos, o Ibama e o ICMBio (Instituro Chico Mnedes da Conservação da Biodiversidade), e tivemos pela primeira vez recursos do Fundo da Amazônia para este fim, e com isso as ações voltaram na Amazônia. As últimas informações que temos é que a curva de desmatamento, que estava ascendente, começou a reverter. A nossa expectativa é que este ano o desmatamento caia", disse.

"Apenas Deus poderia garantir isso. Mas eu posso garantir que todas as medidas para reduzir o desmatamento foram tomadas. Nossa expectativa e esperança é que diminua. E este corte do Fundo já estava previsto, pois quando aumenta o desmatamento diminuem os recursos", completou. (via 247)