24.9.16

FORA SÉRGIO MORO! VIVA A OPERAÇÃO LAVA JATO!

EMANUEL CANCELLA -

A Lava Jato detém o arquivo investigatório mais rico da historia política do país. Na busca alucinada por incriminar o PT, Dilma, Lula e outros petistas, Sérgio Moro  constituiu uma bomba de proporções inimagináveis. Até agora ele só usou os artefatos contra o PT!

É preciso que a sociedade afaste da operação, esse juiz que desacredita e joga na lama todo o judiciário nacional. E coloque na chefia da Lava Jato um juiz que, de acordo com a magistratura, apure todas as denúncias citadas na investigação, conceda, o que Moro nega, a vários envolvidos, o amplo direito de defesa previsto na lei, e caso condenados, passem a ser presos realmente, independente do seu partido, PT, PSDB, PMDB, PP, Dem e outros.

Tirar Sérgio Moro é fundamental para acabar com a chamada República do Paraná, assim chamada a sede da federal em Curitiba, onde está instalada a operação Lava Jato. Lá são permitidos grampos ilegais (7); prisões arbitrárias, como a do ex ministro de Lula, Guido Mantega, e ainda pratica-se a tortura em busca de delação (3). Onde também é praticado vazamentos seletivos, que são crimes, talvez em retribuição ao prêmio recebido, como o ‘Homem que faz a diferença’, Moro vaza, de forma seletiva, as delações sempre para a Globo.

Moro, em nome do combate à corrupção, mandou para casa, com tornozeleiras, os corruptos da Petrobrás. Eles irão “pagar” suas penas em verdadeiros clubes de lazer, comprados com o dinheiro da corrupção.   Vários bandidos presos pedem isonomia de tratamento, pois querem também pagar por seus crimes, em casa, com tornuzeleiras.

Outro absurdo do juiz Moro, é ele se apossar, contra a vontade do STF, dos 10% dos valores dos acordos de Leniência. Com isso, Moro já arrecadou, com os 10% , mais de R$ 170 milhões para a Lava Jato!  E sem nenhuma fiscalização! Se a operação pode ficar com os 10%, então  por que não estender aos demais instâncias do judiciário? Ou só vale para o juiz Sérgio Moro (5)?

E o trato com dinheiro não é forte do juiz, pois mentiu quando ele mesmo divulgou na imprensa que faltava dinheiro para a lava Jato, num claro intuito de manchar a reputação da presidente Dilma. Quem desmentiu Moro foi a própria PF (6).

Como se não bastasse, a mulher de Moro, a advogada Rosangela Moro, trabalha para multinacionais, concorrentes da Petrobrás, e para o PSDB (4). Seria coincidência, justamente serem esses os altamente beneficiados pela atuação do juiz?

Criamos monstros, quando damos poderes divinos a juízes, esquecemos que eles são seres humanos e erram. E como os demais funcionários públicos quando erram, extrapolam de suas condutas, quando desrespeitam os desígnios da magistratura devam ser punidos.

Para ilustrar o que digo, um grupo, composto de juristas dos mais renomados do país, fez uma petição ao presidente do Senado, Renan Calheiros, pedindo o impeachment do ministro do supremo e do TSE, Gilmar Mendes. O que fez Renan? Jogou no lixo!  Na verdade, os juristas deveriam pedir a cadeia para Mentes (2).

No conjunto da obra de ‘Mentes”, assim chamado pelo escritor Fernando Veríssimo, consta dois habeas corpus em 24h, que tirou da cadeia,  o banqueiro Daniel Dantas, condenado a dez anos de prisão, e o delegado que ousou prendê-lo, Protógenes de Queiroz, foi expulso da PF, e está ameaçado de prisão. Também soltou o médico estuprador, Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de cadeia, que fugiu para o Paraguai em seguida.

‘Mentes’, junto com Toffoli, foi citado na gravação do filho do ex-diretor da Petrobrás, preso, Cerveró, como possíveis auxiliares na tramada e frustrada fuga de Cerveró, aos moldes do médico estuprador. Nesta criminosa história, só o senador Delcídio do Amaral foi preso(1). E ninguém fala mais nisso!

Vem do procurador da lava Jato mais uma pérola jurídica, prontamente acatada por Moro, no indiciamento de Lula: “Não tenho provas, mas tenho convicção de que Lula é o Comandante máximo da corrupção na Petrobrás.”

Diante dos poderes do Juiz Sérgio Moro, nem o papa Francisco está  a salvo.

Fonte:

*Emanuel Cancella que é da coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

A BATALHA DA COMUNICAÇÃO

CARLOS CHAGAS -


Virou moda, quando um governo vai mal, dizer que ele está perdendo a batalha da comunicação, tornando-se essencial mudar toda a estrutura que responde pelo setor. Em muitos casos, trata-se de chantagem: bicões e até partidos instalados ao redor do presidente da Republica, não conseguindo verbas de publicidade como desejariam, pressionam para a troca do ministro ou secretário por outro que lhes satisfaça as ambições. A argumentação é a mesma: “não temos comunicação capaz de transmitir à opinião pública os resultados de nossos esforços”. Quase sempre, o governo não tem o que apresentar, sendo as primeiras vítimas os encarregados da comunicação social.

Anunciam-se mudanças no governo Temer, com a convocação de um jornalista para a comunicação social. Mais um que vai para o sacrifício, porque milagres não poderá fazer.

Houve tempo em que a função de “comunicador-chefe” era abastecer a mídia de notícias. Desde que elas existissem, é claro.

O PRÓXIMO

Salvou-se Guido Mantega de ser preso, mas de Curitiba chegam rumores sobre outros ex-ministros do PT estarem na alça de mira dos procuradores. Antônio Palloci seria um deles, por conta de sua passagem na Fazenda, com o Lula, e na Casa Civil, com Dilma.

No PT, continua a disposição de expor cada vez mais o ex-presidente, fazendo-o viajar pelos estados até o dia da eleição municipal. A vilegiatura não se interromperá, ainda que venha a arrefecer. O objetivo é fazê-lo desde já o candidato do partido em 2018, coisa que levará os demais concorrentes a se movimentarem. Entendem os companheiros ser essa a melhor estratégia para neutralizar os efeitos da Operação Lava Jato, capaz de atingir outros líderes do PT, desde que blindado o ex-presidente.

LAVA JATO NÃO OBEDECE REGRAS COMUNS, DIZ JUIZ QUE LIVRA MORO DE PROCESSO

Via Jornal GGN -


Sergio Moro, simbolo da Lava Jato, se livrou de um processo por ter vazado um grampo presidencial envolvendo conversa entre Dilma Rousseff e Lula porque, segundo o juiz da ação, a operação na Petrobras não obedece ao ordenamento comum e o Supremo Tribunal Federal perdoa esse tipo de desvio de conduta quando é para um bem maior.

O pensamento do desembargador federal Rômulo Pizzolatti foi ratificado pela Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4), que manteve, nesta quinta (22), por 13 votos a um, o arquivamento da representação contra Moro interposta por 19 advogados, em abril deste ano.

Moro vazou a conversa entre Lula e Dilma a GloboNews às vésperas da ex-presidente nomear seu antecessor para a chefia do Ministério da Casa Civil. A imprensa tratou o caso como uma escandalosa tentativa de dar foro privilegiado a Lula e livrá-lo das mãos do juiz da Lava Jato. A consequência foi Lula ter sido impedido de assumir a pasta. Ambos foram alvo de pedido de investigação do Ministério Público Federal por obstrução de Justiça.

Em junho, o corregedor-regional da 4.ª Região decidiu arquivar as reclamações contra Moro. Os 19 advogados recorreram, solicitando a instauração de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o juiz e seu afastamento cautelar da jurisdição até a conclusão da investigação.

Segundo o pedido, Moro teria cometido "ilegalidades ao deixar de preservar o sigilo das gravações e divulgar comunicações telefônicas de autoridades com privilégio de foro." Além disso, as interceptações teriam sido feitas sem autorização judicial.

Segundo Pizzolatti, "não há indícios de prática de infração disciplinar por parte de Moro".

Para ele, a Lava Jato "constitui um caso inédito no Direito brasileiro, com situações que escapam ao regramento genérico destinado aos casos comuns."

“A publicidade das investigações tem sido o mais eficaz meio de garantir que não seja obstruído um conjunto, inédito na administração da justiça brasileira, de investigações e processos criminais, a Operação Lava-Jato, voltados contra altos agentes públicos e poderes privados até hoje intocados”, avaliou Pizzolatti.

O desembargador ainda disse que o Supremo permite, em "casos excepcionais", a violação de correspondência, para que a garantia constitucional não constitua instrumento de práticas ilícitas.

“Em tal contexto, não se pode censurar o magistrado, ao adotar medidas preventivas da obstrução das investigações da Operação Lava Jato”, concluiu o desembargador.

*Com informações do Estadão.

NENHUMA CREDIBILIDADE. NENHUMA... É VERGONHOSO!

MIRSON MURAD -


É vergonhoso como um aventureiro como Eike Batista, que deu prejuízo a milhões de brasileiros que acreditaram nele, em suas declarações mentirosas e investiram nas ações do Grupo X.

É claro que seu depoimento - "espontâneo" - acusando o ex-ministro Guido Mantega carece de credibilidade, Se não vejamos:

Eike disse que sempre doou muita grana para campanhas políticas menos naquele ano em que, segundo ele, foi acharcado pelo ministro. Me engana que eu gosto.

Justamente quando o declarante estava participando e um consórcio que abocanhou muitos milhões da Petrobrás ele não iria fazer nenhuma doação? Foi necessário o Mantega pressiona-lo?

O envolvimento de Eike Batista é com Eduardo Paes e Sérgio Cabral, ambos do PMDB, e não do PT. Leia-se o estádio do Maracanã.

O PMDB, é "por coincidência" o mesmo que liderou o golpe e colocou lá seu presidente Michel Pau Mandado Lavajato Mafioso Temer.  Pois é...

DEZ POSSÍVEIS LIÇÕES APÓS O IMPEACHMENT

Por LEONARDO BOFF - Via blog do autor -


Seguramente é cedo ainda para tirar lições do questionável impeachment que inaugurou uma nova tipologia de golpe de classe via parlamento. Estas primeiras lições poderão servir aos que amam a democracia e respeitam a soberania popular, expressa por eleições livres e não em ultimo lugar ao PT e aliados. Os que detêm o ter, o poder e o saber que se ocultam atrás dos golpistas se caracterizam por não mostrar apreço à democracia e por se lixar pela situação de gritante desigualdade do povo.

Primeira lição é alimentar resiliência, vale dizer, resistir, aprender dos erros e derrotas e dar a volta por cima. Isso implica severa autocrítica, nunca feita com rigor pelo PT. Precisa-se ter claro sobre qual projeto de país se quer implementar.

Segunda lição: reafirmar a democracia, aquela que ganha as ruas e praças, contrariamente da democracia de baixa intensidade, cujos representantes, com exceções, são comprados pelos poderosos para defender seus interesses corporativos..

Terceira lição: convencer-se de que um presidencialismo de coalizão é um logro, pois desfigura o projeto e induz à corrupção. A alternativa é uma coalização dos governantes com os movimentos sociais e setores dos partidos populares e a partir deles pressionar os parlamentares.

Quarta lição: convencer-se de que o capitalismo neoliberal, na atual fase de altíssima concentração de riqueza, está dilacerando as sociedades centrais e destruindo as nossas. O neoliberalismo atenuado, praticado nos últimos 13 anos pelo PT e aliados permitiu fazer a maior transformação social na história do Brasil com a melhoria de vida de quase 40 milhões de pessoas, com o aumento dos salários, com facilidade de crédito, com desonerações fiscais, mas mostrou-se, no fundo, insuficiente. Grande erro do PT foi: nunca ter explicado que aquelas ações sociais eram fruto de uma política de Estado. Por isso criou antes consumidores que cidadãos conscientes. Permitiu adquirirem bens pessoais (a linha branca) mas melhorou pouco o capital social: educação, saúde, transporte e segurança. Bem disse frei Betto: gerou-se “um paternalismo populista que teve início quando se trocou o Fome Zero, um programa emancipatório, pelo Bolsa Família compensatório; passou-se a dar o peixe sem ensinar a pescar”. No atual governo pós golpe, a radicalizada política econômica neoliberal de ajustes severos, recessiva e lesiva aos direitos sociais seguramente vai devolver à fome e à miséria os que dela foram tirados.

Quinta lição: é urgente dar centralidade à educação e à saúde. O governo Lula-Dilma avançou na criação de universidades e escolas técnicas. Mas cuidou pouco da qualidade seja da educação seja da saúde. Um povo doente e ignorante nunca dará um salto rumo a uma properidade sustentável. Tanto o filho/a de rico quanto de pobre tem direito de frequenter a mesma escola de qualidade.

Sexta lição: colocar-se corajosamente ao lado das vítimas da voracidade neoliberal, denunciando sua perversidade, desmontando sua lógica excludente, indo para as ruas, apoiando demonstrações e greves dos movimentos sociais e de outros segmentos.

Sétima lição: colocar sob suspeita tudo o que vem de cima, geralmente fruto de políticas de conciliação de classes, feitas de costas e à custa do povo. Estas políticas vem sob o signo do mais do mesmo. Preferem manter o povo na ignorância para facilitar a dominação e combatem qualquer espírito critico.

Oitava lição: é urgente a projeção de uma utopia de um outro Brasil, sobre outras bases, a principal delas, a originalidade e a força de nossa cultura, dando centralidade à vida da natureza, à vida humana e à vida da Mãe Terra, base de uma biocivilização. O desenvolvimento/crescimento é necessário para atender, não os desejos, mas as necessidades humanas; deve estar a serviço, não do mercado, mas da vida e da salvaguarda de nossa riqueza ecológica. Concomitante a isso urge reformas básicas, da política, da tributação, da burocracia, da reforma do campo e da cidade etc.

Nona lição: para implementar essa utopia faz-se indispensável uma coligação de forças políticas e sociais (movimentos populares, segmentos de partidos, empresários nacionalistas, intelectuais, artistas e igrejas) interessadas em inaugurar o novo viável, que dê corpo à utopia de outro tipo de Brasil.

Décima lição: esse novo viável tem um nome: a radicalização da democracia que é o socialismo de cunho ecológico, portanto, ecosocialismo. Não aquele totalitário da Rússia e o desfigurado da China que, na verdade, negam a natureza do projeto socialista. Mas o ecosocialismo que visa realizar potencialmente o nobre sonho de cada um dar o que pode e de receber o que precisa, inserindo a todos, a natureza incluída.

Esse projeto deve ser implementado já agora. Como expressou a ancestral sabedoria chinesa, repetida por Mao: “se quiser dar mil passos, comece já agora pelo primeiro”. Sem o que jamais se fará uma caminhada rumo ao destino desejado. A atual crise nos oferece esta especial oportunidade que não deverá ser desperdiçada. Ela é dada poucas vezes na história e agora é uma delas.

A LUTA PELA MACONHA MEDICINAL

ANDRÉ BARROS -

A maconha é realmente um caso de saúde pública, principalmente quando pensamos nas famílias e nos próprios pacientes que enxergam na erva uma fonte de saúde e bem-estar. Entenda como as eleições e a pressão dos próprios usuários pode ajudar em uma possível mudança no tratamento da cannabis medicinal no Brasil nas palavras do advogado e ativista, André Barros.

O debate sobre a maconha costuma ser colocado de forma pouco inteligente e binária, pois dificilmente se enxerga a amplitude do tema, alvo de tantos preconceitos arraigados. A discussão fica restrita a duas hipóteses: ou é caso de segurança, ou é de saúde pública. A maconha é criminalizada sob o falso argumento de tutelar a saúde pública. Enquanto isso, esse debate fica restrito ao fundamentalismo de que o usuário ou dependente de droga precisa sempre de tratamento. Esse seria ainda o alcance mais progressista, pois grande parte aproveita para jogar todo o seu preconceito e faz vista grossa diante do fato incontestável de que os traficantes são milionários e brancos.
Aproveitam-se de um populismo penal para defender a segurança pública e fazem da cidade um bangue-bangue ridículo, incensados pela mídia sensacionalista. Dividem a cidade em territórios distribuídos por gangues de varejistas, que não chegam nem aos pés da meia tonelada de cocaína do helicóptero… Essa guerra às drogas é uma fachada para esconder um sistema penal racista que praticamente só mata e prende jovens, negros e pobres.
A maconha é realmente uma questão de saúde pública, pois já está mais do que demonstrado que é um remédio fitoterápico. Mães e pais que nunca fumaram um baseado na vida lutam pela legalização da maconha para fins medicinais, por quê? É claro que a erva foi milagrosa para seus filhos que, antes do tratamento com a erva, eram acometidos de fortíssimas convulsões. A maconha cura crises epilépticas em crianças, isso é um fato mundial.
Tive a enorme alegria de receber o apoio do grande poeta e bailarino do grupo Dzi Croquettes, Bayard Tonelli. Com todo seu conhecimento e sensibilidade, o artista trouxe uma edificante reivindicação: o direito de pessoas da terceira idade de plantarem maconha em suas casas para combater o glaucoma, Parkinson, Alzheimer e outros transtornos. É fato indiscutível que a maconha é uma boa companheira da terceira idade. E o Estado não pode se meter na decisão do que pessoas com tanta experiência vão colocar para dentro de seu próprio corpo. É uma causa justa que vou levar ao debate na Câmara dos Vereadores da cidade, pois, mesmo sem poder legislar sobre o assunto, é um tema de interesse de pessoas de todas as idades. A maconha é um assunto urgente de saúde pública, já que é remédio para pessoas de todas as idades que merecem ter uma qualidade de vida melhor.
A garantia de poder usar maconha para fins medicinais é uma luta muito difícil e séria. Necessita de força política nos parlamentos das nossas cidades, estados e país. Por isso, me sinto muito honrado com o apoio que recebi de um grande médico à minha candidatura para vereador do Rio de Janeiro: Dr. Eduardo Faveret, neuropediatra, que vem defendendo e alertando nosso país sobre a importância de legalizar a maconha para fins medicinais. Demonstra que é um fitoterápico seguro no combate de uma lista enorme de doenças e transtornos. Alerta-nos também acerca do prejuízo decorrente da importação em dólar de um remédio caríssimo, dos Estados Unidos da América, para nossa balança comercial. Poderíamos facilmente produzir o remédio aqui no Rio de Janeiro, ao invés de importar, perdendo grandes divisas enviando dólares para fora do país. Um mercado de 5 bilhões de reais, registra o magnífico médico, que poderia gerar saúde, empregos e recursos para nosso país e nossa cidade. Disse também que é a ilegalidade que alimenta toda essa corrupção e violência.

EXÉQUIAS

MIRANDA SÁ -

“Democracia é oportunizar a todos o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, depende de cada um”. (Fernando Sabino)


As “grandes religiões” se despedem dos seus mortos de maneira diferente, algumas curiosas e extravagantes. No Hinduísmo, a maioria dos hindus é cremada. Se o morto é chefe de família, seu primogênito faz o trajeto segurando a tocha que ateará fogo à pira. As cinzas do morto são espalhadas ao vento ou guardadas no oratório da família. Chorar no ritual não é bem-visto.

De acordo com o Islamismo o enterro ocorre o mais rápido possível; o corpo é perfumado com cânfora e posto no caixão virado à direita com o rosto voltado para Meca.

O Judaísmo promove a higienização do cadáver realizada por não familiares; após o asseio, vestem-no com uma mortalha de algodão ou linho. Os atendentes, pedem em oração perdão ao morto pelo incômodo.

No Cristianismo a cerimônia de sepultamento é simples. Quando o velório não ocorre no cemitério, familiares e amigos carregam o caixão até a cova; mas os católicos fiéis ao clero também encomendam as exéquias.

As exéquias são os funerais da liturgia católica, com a Igreja oferecendo pelos mortos o Sacrifício eucarístico, memorial da Páscoa de Cristo. Como mistério, as exéquias se realizam com o corpo aguardando a vinda do Salvador e a ressurreição dos mortos.

Na confusão que se faz no cenário político brasileiro entre religião e ideologia, acompanhamos as honras fúnebres da seita lulo-petista da falecida presidente Dilma, apeada do cargo pela eutanásia do impeachment.

Uma das homenagens post-mortem de Dilma ocorreram com barulhentos quebra-quebras nas ruas de São Paulo. A liturgia black-blocs se parece com os ritos mortuários xintoístas, muito barulho, chocalhos, campainhas e apitos.

No Rio e em Brasília, assistimos enterros de desvalido, com pouquíssimas presenças e a maioria de pessoas que gozavam da intimidade da ex-autoridade defunta. No Nordeste, além das tradicionais carpideiras pagas para chorar encenando desespero, o culto foi a expressão de bolsistas da morte…

Não ouvi falar de Belo Horizonte e Vitória, mas em Curitiba e Floripa o cerimonial, com pouca gente, lembrou a “Serra da Velha” que acontece tradicionalmente na Quaresma, uma lúdica comitiva que percorre as ruas satirizando pessoas alcoviteiras e faladeiras.

Em Porto Alegre as cerimônias fúnebres de Dilma têm sido continuadas, pouca gente, mas constante no inconformismo com a sua ida e pedindo a sua volta…

A massa do povo brasileiro, que pediu o fim da corrupção e o impeachment nas ruas, vive um carnaval fora de época continuado, mas incompleto. Nessa funérea festividade do sepultamento de Dilma ficou faltando sua punição constitucional como infratora da Lei de Responsabilidade e ainda se carece das exéquias de um partido que se transformou numa organização criminosa.

O fim da imoralidade pública deve ser festejado como em Gana, na África, que no ensinar do grande Câmara Cascudo, a morte é sinônimo de alegria. Assim (e obrigatoriamente), os brasileiros exibem contentamento com a morta-viva Dilma putrefazendo os vírus contagiosos da maldade…

Os lulo-petistas já antecipam o velório do outro zumbi, Lula da Silva, que está na UTI da justiça respirando pelos aparelhos das copiosas provas apresentadas pelo MPF na denúncia ao juiz Sérgio Moro que, considerando-o réu, apressa as redações da imprensa a elaborar o seu epitáfio político.

Resta um consolo aos fanáticos seguidores da estrela da corrupção, o pensamento que Millôr nos deixou: “Do mundo nada se leva. Mas é formidável ter uma porção de coisas a que dizer adeus.”

POESIA: EM SUA MORTE

Por PABLO NERUDA -




Camarada Stalin, eu estava junto ao mar na Ilha Negra,
descansando de lutas e de viagens,
quando a notícia de tua morte chegou como um choque de oceano.

Foi primeiro o silêncio, o esturpor das coisas, e depois chegou do mar uma onda grande
de algas, metais e homens, pedras, espuma e lágrimas estava feita esta onda.
de história, espaço e tempo recolheu sua matéira
e se elevou chorando sobre o mundo
até que diante de mim veio para golpear a costa
e derrubou em minhas portas sua mensagem de luto
com um grito gigante 
como se de repente se quebrasse a terra.


Era em 1914.
Nas fábricas se acumulavam sujeiras e dores.
Os ricos do novo século
repartiam-se a dentadas o petróleo e as ilhas, o cobre e os canais.
Nem uma só bandeira levantou suas cores
sem os respingos do sangue.
De Hong Kong a Chicago a polícia
buscava documentos e ensaiava a metralhadoras na carne do povo.
As marchas militares desde a aurora
mandavam soldadinhos para morrer.
Frenético era o baile dos estrangeiros
nas boates de Paris cheias de fumo.
Sangrava o homem.
Uma chuva de sangue 
caía do planeta,
manchava as estrelas.
A morte estreou então armaduras de aço.
A fome
Nos caminhos da Europa
foi como um vento gelado aventando folhas secas e quebrantando ossos.
O outono soprava os farrapos.
A guerra havia eriçado os caminhos.
Olor de inverno e sangue
emanava da Europa
como de um matadouro abandonado.
Enquanto isso os donos 
do carvão,
do ferro,
do aço,
do fumo,
dos bancos, 
do gás,
do ouro,
da farinha,
do salitre,
do jornal El Mercúrio,
os donos de bordéis,
os senadores norte-americanos,
os flibusteiros
carregados de ouro e sangue
de todos os países, 
eram também os donos 
da História.
Ali estavam sentados 
de fraque, ocupadíssimos
em dispensar-se condecorações,
em presentear-se cheques na entrada
e roubá-los na saída, 
em presentear-se ações da carnificina
e repartir-se a dentadas
pedaços de povo e de geografia.

Então com modesto
vestido e gorro operário,
entrou o vento,
entrou o vento do povo.
Era Lênin.
Mudou a terra, o homem, a vida.
O ar livre revolucionário
transtornou os papéis 
manchados. Nasceu uma pátria
que não deixou de crescer.
É grande como um mundo, mas cabe 
até no coração do mais 
humilde 
trabalhador de usina e oficina,
de agricultura ou barco.
Era a União Soviética.

Junto a Lênin
Stalin avançava
e assim, com blusa branca,
com gorro cinzento de operário,
Stalin,
com seu passo tranqüilo, 
entrou na História acompanhado
de Lênin e do vento.
Stalin desde então 
foi construindo. Tudo
fazia falta. Lênin
recebeu dos czares
teias de aranha e farrapos.
Lênin deixou uma herança
de pátria livre e vasta.
Stalin a povoou
com escolas e farinha,
imprensas e maçãs.
Stalin desde o Volga
até a neve
do norte inacessível
pôs sua mão e em sua mão um homem
começou a construir.
As cidades nasceram.
Os desertos cantaram
pela primeira vez com a voz da água.
Os minerais
acudiram,
saíram
de seus sonhos escuros,
levantaram-se,
tornaram-se trilhos, rodas,
locomotivas, fios
que levaram as silabas elétricas
por toda extensão e distância.
Stalin
construía.
Nasceram de suas mãos
cereais,
tratores,
ensinamentos,
caminhos,
e ele ali
simples como tu e como eu,
se tu e eu conseguíssemos
ser simples como ele.
Porém aprenderemos.
Sua simplicidade e sua sabedoria,
sua estrutura 
de bondoso coração e de aço inflexível
nos ajuda a ser homens cada dia,
diariamente nos ajuda a ser homens.

Ser homens! É esta
a lei Staliniana!
Ser comunista é difícil.
Há que aprender a sê-lo.
Ser homens comunistas,
é ainda mais difícil,
e há que aprender de Stalin
sua intensidade serena,
sua claridade concreta,
seu desprezo
ao ouropel vazio,
à oca abstração editorial.
Ele foi diretamente
desenlaçando o nó 
e mostrando a reta
claridade da linha,
entrando nos problemas
sem as frases que ocultando
o vazio,
direto ao centro débil
que em nossa luta retificaremos
podando as folhagens
e mostrando o desígnio dos frutos.
Stalin é o meio-dia,
A madureza dos homens e dos povos.
Na guerra o viram
as cidades queimadas
extrair do escombro
a esperança,
refundida de novo,
fazê-la aço,
a atacar com seus raios
destruindo
a fortificação das trevas.
Mas também ajudou as macieiras
da Sibéria
a dar suas frutas debaixo da tormenta.

Ensinou a todos
a crescer, a crescer,
plantas e metais,
criaturas e rios
ensinou-lhes a crescer,
a dar frutos e fogo.
Ensinou-lhe a Paz
e assim deteve
com seu peito estendido
os lobos da guerra.

Diante do mar de Ilha Negra, na manhã,
icei a meia haste a bandeira do Chile.
Estava solitária a costa e uma névoa de prata
se mesclava à espuma solene do oceano,
Em metade do seu mastro, no campo de azul,
a estrela solitária de minha pátria
parecia uma lágrima entre o céu e a terra.
Passou um homem do povo, saudou compreendendo,
e tirou o chapéu.
Veio um rapaz e me apertou a mão.

Mais tarde o pescador de ouriços, o velho búzio
e poeta,
Gonzalito, acercou-se para acompanhar-me sob a bandeira.
"Era mais sábio que todos os homens juntos", me disse
olhando o mar com seus velhos olhos, com velhos 
olhos do povo.
E logo por longo instante não nos falamos nada.
Uma onda 
estremeceu as pedras da margem.
"Porém Malenkov agora continuará sua obra", prosseguiu
levantando-se o pobre pescador de jaqueta surrada.
Eu o fitei surpreendido pensando: como, como o sabe?
De onde, nesta costa solitária?
E compreendi que o mar lhe havia ensinado.

E ali velamos juntos, um poeta
um pescador e o mar
ao Capitão remoto que ao entrar na morte
deixou a todos os povos, como herança, a vida.

23.9.16

NOTA: TRABALHADORES EXIGEM RESPEITO

RICARDO PATAH -

A intenção de passar o rolo compressor sobre os direitos trabalhistas ficou evidente diante das palavras do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que está ocupando interinamente a presidência da República. Rodrigo, ao desautorizar o Ministro Ronaldo Nogueira, em relação a proposta de reforma trabalhista, falou como presidente em exercício e deixou claro que as forças do atraso não querem dar tempo ao necessário diálogo com o movimento sindical.

Até agora, as reformas anunciadas, têm como principal alvo a retirada de direitos do trabalhador. A luz no fim do túnel, no entanto, surgiu essa semana quando foi anunciado pelo ministro do trabalho Ronaldo Nogueira que o Governo não apresentará prato-feito e não haverá a retirada de direitos dos trabalhadores, nem aumento da jornada de trabalho, fim do 13º salário, férias e do repouso semanal remunerado. Além disso, assegurou um amplo diálogo para se chegar a um consenso a respeito da reforma trabalhista.

Isso é o que o movimento sindical espera. Nós, da União Geral dos Trabalhadores (UGT), defendemos a modernização das relações trabalhistas, mas sem retirada de direitos. Estamos confiantes que o Ministro do Trabalho, não irá trair os trabalhadores e que a reforma passará por amplo debate com o movimento sindical. As declarações do “sargento” interino de plantão no Planalto não nos assustam. Muito pelo contrário, só reforçam a união do movimento sindical na luta em defesa dos direitos conquistados pelos trabalhadores.

Esperamos que o diálogo positivo e democrático seja o tom da conversa que o Governo pretende ter para a discussão das reformas, em todos os níveis. Reformas que o País precisa que sejam amplas, passando pela reforma política e tributária. Estamos vigilantes para que nada seja feito na calada da noite, como se pretendeu com a tentativa de aprovar projeto que livraria da prisão quem usou recursos de como Caixa 2 em companhas políticas.

*Ricardo Patah - presidente Nacional da União Geral dos Trabalhadores.

TEMER: GOVERNO INDIRETO, DESGOVERNO DIRETO

HELIO FERNANDES -

Desde o dia 12 de maio, quando Temer foi alçado á posição de presidente provisório, se passaram 4 meses e 10 dias. Um tempo que parece não existir, se tomarmos como referencia, o volume de realizações. Se a analise for fixada na formação, montagem, movimentação e coordenação da maquina administrativa, a conclusão é catastrófica.

Ninguém se entende. Desde os primeiros dias ou semana, a grande preocupação de Temer era desmontar e remontar o que deveria ser um ministério de notáveis. Foi constatado: era apenas um ajuntamento de comprometidos. Que criou dois problemas não resolvidos até hoje.

Leia mais na COLUNA

LUTA DE SINDICALISTAS GARANTE MAIS SEGURANÇA À SAÚDE DOS TRABALHADORES DE POSTOS DE COMBUSTÍVEIS DE TODO O PAÍS

Via SINPOSPETRO-RJ -

Postos de combustíveis terão que instalar equipamento que retira da zona de respiração dos trabalhadores vapores liberados pela gasolina.

Num período de seis a quinze anos, todos os 39 mil postos de combustíveis do país terão que instalar junto às bombas de gasolina sistema de recuperação de vapores. A determinação consta na portaria 1.109 do Ministério do Trabalho publicada nesta quinta-feira(22) no Diário Oficial da União. A portaria inclui na Norma Regulamentadora 9, que trata de Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, o anexo II sobre exposição ocupacional ao benzeno em postos revendedores de combustíveis. Essa é uma grande vitória da Federação Nacional dos Frentistas (FENEPOSPETRO) e de todos os sindicatos da categoria que lutam para melhorar as condições de segurança e saúde no ambiente laboral.

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REFORMA DO CENTRO DE LAZER DOS FRENTISTAS DE OSASCO ALCANÇA NOVA ETAPA

Via FENEPOSPETRO -

O Clube de Campo do Sinpospetro- Osasco, entidade que representa cerca de seis mil trabalhadores em Postos de Combustíveis e Lojas de Conveniência da cidade e região,  está em obras para trazer mais conforto, segurança e novas opções de lazer para os associados. A reforma iniciada há nove meses no espaço de 37.800 m2 localizado em  Caucaia do Alto, distrito de Cotia/SP, segue em  ritmo acelerado. A obra entrou  em nova fase com a  conclusão, nesta  última  semana, da construção do muro de arrimo de 1 km de extensão e seis metros de altura.  A estrutura servirá de apoio para a área de 100m2 que abrigará o Parque Aquático, onde serão construídas duas piscinas, uma delas  de formato feijão e  dimensão de 35  metros,  na qual será instalado um Toboágua,  uma cascata e um bar molhado. No entorno da área, ficarão o playground para crianças, 8 quiosques, cada qual com pia, freezer e churrasqueira e capacidade para 50 pessoas.


O projeto de remodelagem prevê ainda a construção de um lago de  pesca, a ampliação do estacionamento, que passará a contar com mil vagas, e abertura de uma trilha para  caminhadas em meio à vasta natureza que circunda o espaço, adquirido há 4 anos pela entidade de Osasco. Em visita recente ao local, o tesoureiro do sindicato, Luiz Arraes, afirmou que se tudo correr dentro das expectativas,  o local  deverá ficar pronto até  abril de 2017: “Tudo está sendo agilizado com toda segurança e atenção à qualidade dos materiais, para transformar esse patrimônio do trabalhador num  centro de lazer equivalente aos melhores existentes no país” disse Arraes, também  presidente da Federação Estadual dos Frentistas.   Seguindo o cronograma da obra, após a entrega da segunda fase, o Sinpospetro Osasco irà  iniciar fase final , que corresponde à construção de chalés e de um centro de eventos destinados a sediar eventos de grupos sindicais e de entidades sociais.

*Assessoria de Imprensa Fenepospetro- Leila de Oliveira. 

MAIS UM NA PORTA DE SAÍDA DO MINISTÉRIO

CARLOS CHAGAS -

Desautorizado pelo telefone, e de Nova York, o ministro Geddel Vieira Lima não tem outra saída senão pedir para sair. Acusado pelo presidente Michel Temer de possuir uma posição personalíssima a respeito de anistiar quantos praticaram o Caixa Dois em todas as eleições, o ex-deputado baiano deixou claro ter sido um dos  artífices da malograda emenda que anistiava todo mundo, no Congresso e fora dele, por haver doado e recebido dinheiro podre.

O ministro-chefe da Secretaria de Governo é o segundo, da trinca do barulho dos ministros palacianos que pretendiam atropelar o presidente da República, opinando mais do que ele, e na contramão. Romero Jucá já havia sido defenestrado do ministério do Planejamento. Agora falta Eliseu Padilha, da Casa Civil, que igualmente vem batendo de frente com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Há semelhança entre Michel Temer e Itamar Franco, que também não deixava ministros esquentarem lugar quando batiam de frente com ele. Ambos caíram de paraquedas no palácio do Planalto, vice-presidentes que eram de dois presidentes vitimados pelo impeachment. E ambos, Itamar o tempo todo e Michel ao menos por enquanto, não colocavam amizades acima de suas obrigações.

Inscreve-se no rol dos inusitados o tratamento dado pelo falecido senador mineiro ao seu melhor amigo e chefe da Casa Civil, Henrique Hargreaves, quando acusado de irregularidades. O então presidente mandou que se afastasse para dispor de melhores condições para defender-se. Demitido, provou estar sendo vítima de uma armação. Quando absolvido no Judiciário, retornou com tapete vermelho e tapinhas nas costas.

A dúvida, ontem, era se o  Lula e Dilma Rousseff iriam visitar Guido Mantega na cadeia. Afinal, foi ministro da Fazenda de ambos. A ausência revelará pouco caso. A presença poderá ser interpretada como provocação.