17.10.18

BOLSONARO E TEMER APROVARAM A PEC 241, RESULTADO: 20 ANOS SEM INVESTIMENTOS EM SAÚDE E EDUCAÇÃO!

EMANUEL CANCELLA -


Bolsonaro votou a favor da PEC 241/16, a PEC do fim do mundo, a que congela investimentos por vinte anos. Saúde, educação, segurança, infraestrutura, concursos públicos etc, em todas essas áreas os investimentos ficaram congelados por 20 anos (3).

Essa proposta foi apresentada pelo golpista Michel Temer para diminuir o déficit público e aprovada por deputados e senadores, incluindo Jair Bolsonaro, que disputa a presidência.

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ESCOLA SEM PARTIDO NO PAÍS SEM PROFESSOR

LUIZ ANTONIO SIMAS -

Eu escolhi uma profissão que está morrendo.


Entrei em uma faculdade de História com um objetivo profissional: dar aulas para crianças e adolescentes. Não entrei pensando em fazer carreira acadêmica ou pesquisa; entrei para ser professor de escola e isso é o que mais gosto de fazer. Com o tempo, percebi que amo ver a rua na escola e a escola na rua. Educação, afinal, é um fazer constante e cotidiano de experimentar o mundo em qualquer canto.

Já dei aulas em praças públicas, feiras livres, universidades, quadras de escolas de samba, botequins, clubes, cemitério, cinema, casa abandonada, acampamento de sem terras, tenda espírita, terreiro de macumba, livraria, restaurante, museu, barracão de escola de samba, festa de São João, chegada de Papai Noel e campinho de futebol. Dei palestra na Acadêmia Brasileira de Letras, na UFRJ, na UERJ, na PUC, na USP e na Vila Mimosa. E sempre, sempre, concebendo isso como extensão da escola.

Minha experiência é de bicho de sala de aula. Afirmo, portanto, que não existe escola democrática sem a ideia de negociação permanente. A escola sem conflitos é uma instituição defunta. Neste sentido, a interação nas escolas se estabelece, em meio a conflitos e consensos, entre pessoas com visões de mundo e culturas diferentes que se posicionam. Ou deveria se estabelecer assim.

Eu aprendo e ensino nas escolas que não há detentores do monopólio do saber, da inteligência, da beleza estética ou da verdade. As sociedades contemporâneas são complexas e heterogêneas. A escola, por isso mesmo, deve pensar permanentemente o dissenso criativo e o convívio entre diferentes com direitos correlatos. E para isso, a escola precisa discutir, debater e fomentar ideias.

Charles Taylor dizia que um indivíduo e um grupo de pessoas podem sofrer um dano irreparável se a gente ou a sociedade que os rodeiam lhes mostram como reflexo, uma imagem degradante, limitada e depreciada sobre eles. Fanon falava do racismo simbólico, que desqualifica saberes dos subalternos e incute neles a noção da inferioridade de suas culturas como verdade indiscutível. Nesta perspectiva, nada é pior para trabalhar a diversidade que o modelo de escola determinista, individualista e privatista: aquele que destaca mais o que a pessoa não sabe do que aquilo que ela é capaz de saber e ornamenta isso com o discurso da neutralidade, como se ela fosse possível. Esse modelo é especialista em destroçar a estima dos educandos e realizar a tarefa da degradação dos corpos. É a escola como fábrica de gentes doentes e desencantadas.

A escola como instituição está em crise. Ela é hoje, no Brasil, estruturalmente seletiva e inimiga da diversidade. A tendência é piorar. Com exceções, continuamos nos baseando na avaliação de resultados (e não na avaliação de processos) sobre critérios supostamente objetivos (provas e testes convencionais, por exemplo). Esse modelo esconde a não aceitação da diversidade ao usar critérios fechados para avaliar diferentes. As exceções a este desencanto vêm de iniciativas bravíssimas - sobretudo em algumas escolas públicas - que agora se encontram sob terrível ameaça.

Repito o que escrevi dia desses: o modelo educacional exclusivamente centrado na sala de aula é uma instituição falida (a sala de aula, de novo com exceções, é um espaço estruturado para domesticar e controlar os corpos), o processo de aprendizagem tem que dialogar com a rua, o ensino baseado em avaliações convencionais fracassou, o excesso de conteúdo é um disparate, os currículos normativos produziram conhecimentos vazios e a imposição do cânone ocidental na educação brasileira - como recorte quase exclusivo do saber - é fomentadora de preconceito, intolerância, violência e dor contra os que não se enquadram no padrão uniforme que o cânone preconiza como modelo a ser seguido.

A cereja do bolo da destruição da escola no Brasil é essa boçalidade neocolonial da escola sem partido, que desqualifica o professor e, sobretudo, as alunas e alunos, imaginando que eles sejam marionetes no processo de aprendizagem. A turma da escola sem partido é aquela que vê a educação, que eu sempre concebi como um campo de experiências inventivas de libertação dos mundos pela cultura, como um espaço de adestramento para o mercado e produção em larga escala de pessoas adoentadas.

A aprovação de uma barbaridade dessas, aliada ao horror do ensino à distância em todos os segmentos, complementará o projeto colonial brasileiro de adestramento dos corpos na lógica da corpo contido pelo medo do pecado, do corpo-arado feito para o trabalho, do corpo viril feito para o estupro, e do corpo feminino feito para ser currado. E a minha profissão será destruída.

Vai acabar.

Sempre haverá, todavia, a praça, o cemitério, a birosca, o boteco, a quitanda, a casa, a rua tensionada, o terreiro e o tesão para ensinar e aprender. Na fresta, porque estes espaços públicos também estão sob ataque nas cidades pensadas como empresas para alguns, tumbeiros para outros tantos e cemitérios de vivos para todos nós.

Mas eu vou continuar. Resistir é pouquíssimo pro que vem pela frente. A tarefa é simplesmente inventar de novo.

Eu nasci e cresci na macumba: sou de escutar o tambor nas brechas da noite grande e sempre haverei de encontrar um lugar para combater da maneira que sei o projeto colonial, racista, misógino, preconceituoso, mesquinho, viril e doente dos filhos das boas famílias brasileiras: aquelas que desde a Casa-Grande não conseguem se conceber sem os seus senhores, seus feitores e capitães do mato.

(Acho que escutei a gargalhada de Bará no meio da noite, quando escrevi que minha profissão está morrendo. Ninguém sabe de onde vem esse riso. Nem saberá. Tá entocado, o moleque. É um sacana! Na vitrola tá tocando Candeia: de qualquer maneira, meu amor, eu canto. De qualquer maneira, meu encanto, eu vou sambar...)

Fonte: Facebook

QUEM PRESIDIRÁ O SENADO E AS SESSÕES DO CONGRESSO?

HELIO FERNANDES -


Como o senado nunca fecha, de 4 em 4 anos, alternadamente, elege um terço e dois terços. Terminada a eleição, se reúnem e escolhem o presidente. Agora, 52 senadores disputaram a reeleição, apenas 6 se reelegeram. (Jornais, revistas, televisões, comentaristas, anunciaram que seriam 54. Não foi Fake e sim desinformação mesmo. Acontece que 2 senadores, Anastasia e Fátima Bezerra, cujo mandato vai até 2022, disputaram o governo. Estão no segundo turno. Ela será governadora, ele voltará para o senado).

46 personagens, pela primeira vez chegam ao plano nacional. Dos 6 que ganharam mais 8 anos, apenas 1 da quadrilha que dominava o senado, continuará. Renan Calheiros. Assim mesmo porque eram duas vagas. O primeiro colocado, tão longe e distante, que ele não acreditou. No senado antigo, os planos de Renan, incluíam disputar a presidência da Casa em 2019.

Agora, terá muito cuidado. Conversando com o filho, (governador reeleito facilmente no primeiro turno), confessou que não conhece ninguém eleito pela primeira vez. Como na Câmara.

PS- A importância de deputados e senadores dependerá do presidente eleito.

PS2- Com Haddad, terão trabalho e importância.

PS3- Com o capitão quase expulso do Exercito, podem, inesperadamente, ficarem sem mandato.

A crueldade da fome e do desemprego

Ha tempos não perco oportunidade de lamentar os desmandos e a incompetência do "presidente" corrupto e usurpador. O mais desmoralizado e impopular.  A súmula aritmética é lancinante, humilhante, deprimente. 13 milhões de desempregados. 36 milhões que conseguem levar pra casa no fim do mês, no máximo, 300 reais. 63 milhões de pessoas endividadas, não conseguem trabalhar, faturar, sobreviver.

Agora, esses números são devastadoramente confirmados, por órgãos respeitados e respeitáveis do próprio desgoverno.

O PREJUÍZO DA PETROBRAS, COM AS EMPREITEIRAS ROUBALHEIRAS

O ultimo presidente da empresa, com a presidenta Dilma, foi a funcionaria de carreira, Graça Foster. Sobre ela, nenhuma acusação de cumplicidade. Mas com total isenção e imparcialidade, quando ela estava no cargo, escrevi: "Como uma funcionaria que chegou á presidência, depois de mais de 30 anos, podia desconhecer tudo que se passava no mais alto escalão, envolvendo mais de 100 figurações?".

Graça Foster e Dilma, eram intensíssimas, estavam juntas todo dia. Vidradas em novelas, muitas vezes jantavam depois do episódio. Lógico, conversavam muito sobre as empreiteiras roubalheiras. Uma noite Dilma confessou a Graça: "Não sei qual é o prejuízo da Petrobras. E como não posso fazer nada, espero não saber".

Meses depois, um Ministro entregou a Dilma, o balanço da empresa, publicado no órgão oficial da empresa. E o numero irrefutável e indiscutível do prejuízo com o escândalo: 92 BILHÕES DE REAIS.
Revoltada e apoplética, rasgou o papel, chamou o Chefe da Casa Civil, ordenou: "Demita a presidente da Petrobras, e que esteja no Diário Oficial de hoje para amanhã".

PS- Publiquei no meu blog, uns 10 dias depois.

PS2- Estou republicando, porque informam como se fosse uma vitoria sensacional.

PS3- A Petrobras teria recebido de volta, pouco mais de 2 BLHÕES.
PS4- Façam os cálculos, vejam se chega a 10 por cento. Os números são rigorosamente oficiais.

PARABÉNS, BARCELONA

Extraordinário jogador, foi considerado o melhor do mundo no tempo que jogava no time espanhol. Quando praticamente acabou a carreira e deixou o clube, foi indicado "Embaixador do Barcelona". Agora votou em Bolsonaro. E orgulhoso propagou seu voto.

A direção do clube, imediatamente, cassou o titulo que havia concedido. E proibiu que freqüentasse o clube, o que fazia sempre que ia á Espanha.

NO MERCADO, SÓ FALAR O NOME BOLSONARO, PROVOCA SATISFAÇÃO

Ontem a Bovespa registrou alta de 2,83. Ultrapassou ligeiramente os 85 mil pontos, que atingira no inicio do ano. Depois, seguidamente, caiu 10 mil pontos, vindo para 75 mil. O dólar teve queda de 0,44%.

O minério de ferro, que vem em alta há muito tempo teve essa alta confirmada para 2019. Lembraram logo de  Bolsonaro, esqueceram que é uma tendência.

PS- Ontem, Bolsonaro falou pelo telefone com o presidente da Argentina. PS2- Os bolsonaristas ainda não sabem se isso é positivo ou negativo.

ELEITORES DIZEM QUE HADDAD DEFENDE OS POBRES E BOLSONARO OS RICOS

REDAÇÃO -


A primeira pesquisa Ibope sobre cenários para o segundo turno das eleições mostra que o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) que, para a maioria dos eleitores representa os empresários e a elite brasileira, tem 59% dos votos válidos. Já o candidato do PT, Fernando Haddad, que a absoluta maioria diz representar os mais pobres, tem 41%. A soma dos votos válidos exclui os brancos e nulos.

A maioria do eleitorado brasileiro identifica Bolsonaro como o principal representante dos interesses dos ricos, dos bancos, agricultores e dos empresários, enquanto Fernando Haddad (PT) é o mais associado à defesa dos pobres, dos trabalhadores e das mulheres.

O resultado foi constatado na pesquisa Ibope, divulgada nesta segunda-feira (15), a primeira com cenários de segundo turno das eleições, que perguntou aos eleitores “quem representa melhor os interesses” deles em uma série de setores.

Para 65%, Bolsonaro defende os interesses dos mais ricos, contra 22% de Haddad.

Entre os eleitores que ganham mais de cinco salários mínimos, o presidenciável do PSL é visto por 70% como representante da elite. Outros 37% dizem que Bolsonaro representa os pobres.

Já entre os eleitores com menor poder aquisitivo, 48% dizem que Haddad defende os interesses dos mais pobres.

Entre os que ganham até um salário mínimo, Haddad é visto como defensor dos direitos dos mais pobres por 62% dos eleitores.

O Ibope avaliou a imagem dos candidatos como defensores dos seguintes temas: agricultura (42% Bolsonaro ante 40% de Haddad), defesa do meio ambiente (40% Bolsonaro e 39% para Haddad), aposentados (39% para Bolsonaro, 44% para Haddad) e jovens (46% Bolsonaro, ante 39% de Haddad).

Metodologia

O Ibope informa ter ouvido 2.506 eleitores no sábado e no domingo (13 e 14). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo.

Fonte: CUT

SOBRECARGAS DO PROFESSOR

MARCELO MÁRIO DE MELO -


Um redobrar de sobrecargas e exigências se impõe sobre o ofício de professor do ensino fundamental e médio. Sob o império do discurso da educação como via condutora – ou varinha mágica - para solucionar todos os problemas da vida. Da atualização econômica, segundo os patamares da globalização, à redução da violência. Passando por educação ambiental, sexual, no trânsito, para o mercado, a cidadania e a cultura de paz etc.

Novas disciplinas obrigatórias engrossam as exigências curriculares, a exemplo de linguagens artísticas, cultura afro-brasileira, filosofia, sociologia. Multiplicam-se os temas transversais a serem tratados no processo de ensino-aprendizagem, sob o discurso da interdisciplinaridade e da transdisciplinaridade. Mas faltam providências para que os professores sejam capacitados e tenham acesso aos instrumentos e meios para atender às novas demandas.

A informática se constitui em adicional de sobrecarga e tensão, pois, em geral, os professores são analógicos e os alunos digitais, instalando-se aí uma séria dificuldade técnológico-cognitiva e comunicativa no processo pedagógico. As escolas também estão defasadas na sua infra-estrutura de informática. Assim como sempre estiveram no que diz respeito a bibliotecas escolares e laboratórios, nos tempos da máquina de escrever e do audiofone. Acumulam-se as desatualizações.

Hoje, como ontem, as pressões empresariais e tecnoburocráticas, requerendo mão de obra qualificada para as novas vertentes da economia, reduzem o sistema de ensino a esse viés, amesquinhando o sentido maior da educação, que é propiciar saberes para a formação de pessoas livres, dotadas de espírito crítico e cosmovisão.

Paralelamente, a onda do gerencialismo coloca a ênfase nos métodos de acompanhamento e controle, nas premiações por resultados e na terceirização, descuidando da contratação e da formação do professor, do salário, da dimensão cultural da escola, dos equipamentos educativo-culturais, do compromisso mais amplo com a ilustração e a libertação.

A recorrência aos espaços e atribuições educacionais como moedas de troca de negociações políticas de cunho clientelista, também se em constitui em componente negativo nesse caldeirão.

Temos ainda a família desestruturada ou estressada, com pais e mães sob o mesmo teto, separados ou solteiros, trabalhando em dois ou três expedientes para atender às necessidades elementares de sobrevivência e às seduções do consumismo que lhes envolve e aos filhos. Questões ligadas a autoridade e limites, direitos e deveres, pertencentes ao âmbito familiar, não são aí tratadas e se projetam para a escola e a alçada do professor.

A escola inclusiva acolhe crianças especiais. E há aquelas carentes de acompanhamento psiquiátrico e/ou psicoterápico, assistidas ou não. Mas a escola não alarga a rede dos profissionais necessários à efetivação dessa nova atitude. O problema atinge, com maior ou menos gravidade, as escolas privada e pública, os alunos da burguesia, da classe média e da periferia.

O irrisório salário do professor obriga-o a apertar o cinto, esticar as pernas, comprimir a agenda e multiplicar as aulas, correndo de um lado para o outro, sem dispor de tempo e recursos necessários ao estudo e à atualização, à aquisição de produtos culturais, à participação em eventos ilustrativos e capacitações da sua área de ensino.

Além disso, deformações e cacoetes individuais de docentes são destilados no ambiente escolar sem nenhum controle. A exemplo de um professor que, sendo muito dedicado ao ensino da sua matéria, declarava considerar uma afronta pessoal qualquer desinteresse manifesto, e reagia em consonância com isto, destilando ironias, depreciando e humilhando alunos em sala de aula. O que recoloca em pauta a pergunta de Marx: “quem educa o educador”?

Por tudo isto, mais do que nunca e sempre, é necessário vivificar palavras como comunidade escolar, projeto pedagógico, representação, democracia, libertação, formação, contratação, ampliação, atualização. São palavras que pulsam e buscam pouso e pontos de apoio para impulso, decolagem, enraizamento e florescimento nas searas da educação.

E educação, não no sentido restrito e instrumental, segundo as requisições da empresa e da tecnoburocracia. Mas educação voltada para a libertação e a quebra de viseiras. Que exige a ação obstinada de uma vanguarda de professores e pessoas afins e interessadas, dispostas a remar contra a maré, posicionando-se na direção justa e resistindo. Com estudo teórico, alinhamento político-programático, desenvolvimento e disseminação de experiências que subsidiem uma prática crítica.

A aprovação do Plano Nacional de Educação – PNE, depois de quatro anos de tramitação no Congresso Nacional, vem ressaltar a necessidade de serem adotadas medidas concretas para enfrentar essas sobrecargas. Com atenção aos talhes dos detalhes.

[Artigo publicado na Folha de Pernambuco em 2014]

CONGRESSO NACIONAL HOMENAGEIA SINDICATO DE SERVIDORES

REDAÇÃO -


A qualidade da prestação de serviços pelo poder público e as condições de trabalho dos servidores serão os principais desafios a serem enfrentados num futuro próximo. Esta foi a síntese dos discursos durante a sessão de homenagem realizada pelo Congresso Nacional em alusão aos 30 anos do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis), nesta segunda-feira (15) no Plenário do Senado.

Um dos problemas mais imediatos, na opinião do senador Paulo Paim (PT-RS), é a nova legislação, que libera a terceirização em todas as atividades, inclusive no que tange ao setor público. Paim disse estar "muito triste" com este novo quadro, que trará graves prejuízos ao país, segundo ele.

— A terceirização como está vai permitir que os governantes de plantão demitam os trabalhadores e contratem cabos eleitorais via emprego terceirizado. E isto nos três níveis da Federação, incluindo 27 governos estaduais e cinco mil prefeituras. Que qualidade vamos oferecer aos cidadãos nos mais diversos serviços públicos com o aprofundamento cada vez mais irrestrito deste tipo de lógica? O país precisa se preparar, as dificuldades pro povão vão ficar ainda maiores — afirmou o senador, conclamando o Sindilegis a fazer jus a seu slogan ("A serviço do Brasil"), integrando a luta para unir a população e os servidores numa causa comum.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) relembrou que o Sindilegis deu uma enorme contribuição recentemente para impedir a aprovação da reforma da Previdência enviada pelo governo de Michel Temer, assim como participou também da resistência ao teto de gastos (Emenda Constitucional 95), que acabou por ser aprovado. Ela acredita que não só o Sindilegis, mas todas as entidades que defendem o serviço público terão enormes desafios pela frente, especialmente se o candidato Jair Bolsonaro vencer as eleições.

— Seu vice fala abertamente em acabar com a estabilidade do servidor público. É uma quadra preocupante, pois trata-se de um grupo político autoritário, que não sabe conviver com o contraditório. O próprio Bolsonaro afirma abertamente que só reconhecerá o resultado das eleições se ele vencer. Ele então também fechará o Congresso caso suas propostas não vinguem? — criticou.

O mesmo ponto de vista foi externado pelo senador Hélio José (Pros-DF), que presidiu a sessão e também vê riscos aos trabalhadores do setor público.

— Caso o fascismo predomine, haverá ameaças às aposentadorias, aos direitos dos trabalhadores, ao 13º salário, ao adicional de férias. São 12 milhões de servidores públicos neste país inteiro, não é possível conceder uma carta branca pra que chamem todos de privilegiados e criminosos porque trabalham para o país. Não podem ter uma carta branca para acabarem com 13º e férias.

O presidente do Sindilegis, Petrus Elesbão, também participou da sessão e garantiu que o sindicato e as categorias que representa estão prontos para os desafios que se avizinham. Ele concordou com o ponto de vista apresentado pelos parlamentares, de que as lutas dos servidores e da população brasileira como um todo são semelhantes, pois passam pela eficiência na prestação dos serviços. Por fim, lembrou o benefício incalculável que leis e políticas públicas bem definidas pelo Congresso Nacional, assim como as fiscalizações e auditorias comandadas pelo TCU, trazem ao bem comum. Ações estas que contam com a colaboração ativa de milhares de servidores todos os dias, finalizou o sindicalista.



Fonte: senadonotícias

PROPOSTAS A HADDAD

JOÃO FRANZIN -


Primeiro turno é disputa marcadamente partidária. Segundo turno é eleição de frente. Portanto, os candidatos podem, e devem, incorporar propostas de aliados e ampliar o raio do discurso.

Para Fernando Haddad, valeria a pena assumir a proposta feita por Ciro Gomes (PDT) de zerar as dívidas no SPC. A medida é viável e seus resultados teriam impacto real na economia, ajudando a aquecer o mercado interno.

Tendo em vista as graves deficiências no Sistema Único de Saúde (SUS), caberia assumir o compromisso de um mutirão de atendimento nos primeiros seis meses. Poderia centrar esforço nas cidades mais pobres e nas periferias metropolitanas, com garantia de repasse extra de recursos às Prefeituras, devido aos gastos com o atendimento prestado.

Outra medida seria desencadear, em âmbito nacional, uma operação “tolerância zero” frente ao crime organizado, somando as forças policiais da União e Estados, incluindo também o efetivo das Guardas. Ações rápidas, prisões, desmanche de estruturas de apoio ao crime – tudo isso ajudaria a reduzir a sensação de insegurança.

Organizar frentes de trabalho, especialmente para jovens. Assim, uma parte da mão de obra seria ocupada, gerando renda. Os jovens receberiam treinamento e fariam estágios remunerados em estatais, empresas privadas, escolas, unidades de saúde etc.

Retomar 100 grandes obras paradas. Onde a engenharia privada não puder atender, mobilizar o batalhão especializado do Exército, especialmente nas áreas mais distantes.

Passe do desempregado - A partir da experiência bem-sucedida em São Paulo, por exemplo, adotar seis meses de passe livre e grátis em todas as regiões metropolitanas, com repasse pela União das verbas dispendidas.
Ser apenas candidato não basta. É preciso ser efetivo, propositivo, atuante. Urge mostrar perspectivas e alimentar esperanças.

João Franzin é jornalista e diretor da Agência de Comunicação Sindical

16.10.18

A GUERRA CIBERNÉTICA CONTRA HADDAD E MANUELA

JEFERSON MIOLA -


Os surpreendentes resultados da eleição deste ano não encontram suficientes explicações nos marcos da sociologia, da antropologia, da ciência política ou nas falhas metodológicas das pesquisas de opinião.

Além de completos desconhecidos eleitos para o Congresso e de outros candidatos exóticos liderando o segundo turno para governos estaduais, elegeu-se deputado federal até um candidato youtuber que reside há 4 anos em Miami/EUA!

Esse fenômeno, que decididamente está longe de representar um processo democrático e soberano de deliberação pública para a representação política, está atrelado à onda nazi-bolsonarista que ocupou a cena nacional.

É amplamente aceita a tese de manipulação de processos políticos através das mídias digitais e das redes sociais para causar caos, fragmentar e dividir as sociedades, fraturar o tecido social e criar um ambiente favorável à consecução de políticas ultraliberais e racistas.

Os experimentos mais notáveis até agora conhecidos são a primavera árabe, as “jornadas de junho” no Brasil, o referendo do acordo de paz na Colômbia, o Brexit no Reino Unido, a eleição do Trump e as campanhas da extrema direita em vários países europeus.

As tecnologias utilizadas para a manipulação e produção de fraudes aproveitam os altos conhecimentos e a inteligência militar que são empregadas nas guerras modernas, ou seja, as guerras que têm como palco de combate o território da internet – a chamada guerra híbrida, que mescla o uso de armas convencionais com elementos da ciberguerra.

Os atores principais da guerra híbrida são a empresa Cambridge Analytica, que roubou dados e informações privadas de mais de 50 milhões de usuários do facebook com esta finalidade; e um sujeito conhecido pela difusão global de idéias nazi-fascistas e do ideário ultraliberal, Steve Bannon [ver vídeo aqui], com quem o filho do Bolsonaro manteve entendimentos em Nova Iorque em agosto passado, quando declarou que “concluímos [Eduardo B. e Steve B.] ter a mesma visão de mundo. Ele afirmou ser entusiasta da campanha de Bolsonaro e certamente estamos em contato p/ somar forças, principalmente contra marxismo cultural”.

O nazi-bolsonarismo que substituiu o PSDB no posto do antipetismo se viabilizou eleitoralmente promovendo a guerra híbrida e empregando as ferramentas mais sujas do combate que é travado no subterrâneo das mídias digitais e das redes sociais.

A logística [as “tropas” virtuais, robôs e equipamentos] da campanha do Bolsonaro para promover a manipulação e a fraude da soberania popular está instalada tanto no Brasil como em território estrangeiro.

A operação se desenvolve da seguinte maneira:

1- números de telefones pertencentes aos sistemas oficiais de telecomunicações de países estrangeiros são usados para criar grupos originários de whatsapp [WA] da campanha do Bolsonaro. Cada linha telefônica pode criar dezenas de grupos de WA, e cada grupo de WA pode ter até 257 integrantes. Isso tudo feito com o emprego de potentes robôs que aumentam a replicação de dados de maneira exponencial;

2- no Brasil, este procedimento é replicado na forma tanto de usuários diretos dos grupos originários de WA, como também de outros inúmeros grupos de WA derivados – definidos por critérios geográficos, temáticos, religiosos, profissionais etc;

3- as instruções de campanha são produzidas maiormente pelos grupos originários que geram conteúdos odiosos, calúnias, mentiras, difamações, insultos, agressões, orientações de violência etc na forma de áudios, vídeos, textos contra Haddad, Manuela, Lula e o PT;

4- os conteúdos criminosos são propagados através de centenas [ou milhares] de grupos secundários de WA e também de usuários individuais do WA, atingindo dezenas de milhões de brasileiros/as que formam muitos formigueiros humanos, bombardeados com informações falsas e conteúdos desfavoráveis à campanha do Haddad e estimuladoras do ódio antipetista;

5- os bolsonaristas, além disso, infiltram cavalos de Tróia nos grupos de WA da campanha petista, praticando espionagem e gerando conteúdos que desorganizam, desinformam, confundem e desestimulam a militância petista.

O aumento virtual da rejeição do Haddad decorre desta carga brutal de ataque. Bolsonaro não se preocupa em apresentar propostas e tampouco em fazer campanha de rua, conceder entrevistas ou participar de debates, mas simplesmente se dedica a desconstruir e atacar Haddad e Manuela com métodos sujos e linguagens ultrajantes.

Mesmo dentro de casa e fugindo de debates escudado em duvidosa restrição de saúde, ele continua com alto desempenho nas pesquisas porque está vencendo a ciberguerra ficando estacionado na frente de computadores e smartphones e trabalhando pela rejeição do Haddad.

O método é idêntico ao usado pelo Trump contra Hilary em 2016. Como não tinha mensagens positivas e programa a transmitir, Trump criava mentiras, falava barbaridades, agredia e, sobretudo, atacava a oponente. Isso causou, por exemplo, a menor taxa de comparecimento de negros em eleições na história dos EUA, público tradicionalmente contra o Partido Republicano e que vota no Partido Democrata na proporção de 9 entre 10 eleitores, mas foi desestimulado a comparecer na eleição e se absteve.

Hackers brasileiros e estrangeiros têm feito um trabalho exaustivo e exitoso para desvendar os meandros dessa ciberguerra que atenta contra a segurança nacional e a democracia. Eles identificaram, por exemplo, os telefones +1(857) 244-0746, de Massachusetts, e +351 963530 310, de Portugal, que administram mais de 70 grupos da campanha do Bolsonaro; e o número +1 (747) 207-0098, da Califórnia, que administra mais de 100 grupos de WA.

Haddad disse ao jornal Valor de hoje que “se você desligar o whatsapp por 5 dias, o Bolsonaro some”. Ele tem razão, essa é a mais pura verdade; e é exatamente isso que deve e pode ser feito com a máxima urgência para assegurar a lisura da eleição e deter a escalada nazi-fascista no Brasil.

Algumas medidas, neste sentido, poderiam ser consideradas, como por exemplo:

1- a denúncia ao TSE dos grupos de WA com respectivos números de telefones e conteúdos criminosos, para que o tribunal [1] identifique titularidades das linhas telefônicas e autoria dos crimes, [2] exija da campanha do Bolsonaro comprovação dos pagamentos ou investigue o pagamento oculto das linhas e robôs, [3] comunique aos países-sede dos robôs e linhas telefônicas o fato e solicite a imediata desativação de tais logísticas;

2- a apresentação de denúncia às embaixadas dos países-sede das plataformas de telecomunicações usadas na perpetração dos crimes, com a exigência de que os governos destes países imediatamente determinem o desmonte da infra-estrutura criminosa [linhas, robôs etc] instalada nos respectivos países, sob pena de acusação, junto à ONU, de intromissão indevida na soberania nacional do Brasil;

3- a solicitação de cooperação técnica do governo da Índia, que em agosto passado cogitou regular restritivamente o facebook e o whatsapp em caráter emergencial, em vista da onda de linchamentos originada na difusão de notícias falsas e na estimulação do conflito no interior da sociedade indiana por intermédio do facebook e do whatsapp; e

4- lançar um alerta global sobre a manipulação que ocorre na eleição brasileira, que serve de laboratório para a propagação do ideário nazi-fascista para a imposição do projeto ultra-liberal fundado no ódio e na desagregação social em todas as partes do mundo.

A eleição no Brasil está sob ataque; a campanha do Haddad é alvo de uma perigosa guerra cibernética. É preciso urgência no combate à ciberguerra que o bolsonarismo e a classe dominante promovem contra a soberania popular e o Estado de Direito para instalar um regime que não seria somente de terror político, social e cultural, mas também de terror econômico.

‘MOVIMENTO TRADIÇÃO & JUVENTUDE DO FLAMENGO’ PEDE O IMPEACHMENT DO PRESIDENTE BANDEIRA DE MELLO [VÍDEO]

REDAÇÃO -


NOTA PÚBLICA – IMPEACHMENT JÁ!
MOVIMENTO TRADIÇÃO & JUVENTUDE DO FLAMENGO.

Rio, 15 de outubro de 2018.

O Movimento Tradição & Juventude do Flamengo, considerando as matérias publicadas nos grandes jornais de circulação e nos portais das redes sociais sobre a série de inquéritos abertos pelos Poderes Estatutários do Clube contra o Presidente do Flamengo, em face dos fortes indícios do uso indevido da máquina política do clube em benefício da campanha eleitoral do sr. Bandeira de Mello para deputado federal, e, também, o agora público, pagamento no exterior de participação percentual indevida para agentes esportivos, além de não informar consistentemente, até o momento, o recolhimento de tributos de acordo com as normas do Banco Central do Brasil;

Considerando, ainda, o fato lamentável sobre a suposta prevaricação, com forte indício de desvio de finalidade, pelo Presidente do Flamengo, quando, atuando no polo passivo de ação judicial, proposta pelo grupo político SOFLA, orientou a defesa do Flamengo a abrir mão dos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório, concordando com a petição inicial, resultando no enfraquecimento da Comissão Permanente Eleitoral do Egrégio Conselho de Administração, afrontando não só as normas Estatutárias como a harmonia entre os Poderes.

RESOLVE, após debates e considerações tomadas nesta data, em reunião extraordinária:

1- DECLARAR O TOTAL APOIO AOS PODERES SOCIAIS DO CLUBE DE REGATAS DO FLAMENGO, NO SENTIDO DE DEFENDER O LIVRE EXERCÍCIO DESTES NOS SEUS LIMITES ESTATUTÁRIOS.

2- PROPOR A ABERTURA IMEDIATA DO PROCESSO DE IMPEACHMENT PREVISTO NO CAPITULO VII, DO ARTIGO 37 - “DA RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA DOS PRESIDENTES E MEMBROS ELEITOS DE PODER” - PREVISTO NO ESTATUTO SOCIAL DO CLUBE DE REGATAS DO FLAMENGO.

3- SOLICITAR UMA MANIFESTAÇÃO DO PRESIDENTE DO CONSELHO DELIBERATIVO SOBRE A APLICABILIDADE DO ARTIGO 60, EM CARÁTER EXCEPCIONAL, UMA FEZ QUE AS OFENSAS PRATICADAS E VEICULADAS PELO PRESIDENTE DO FLAMENGO, ESTÃO IMPLÍCITAS TANTO NO CURSO DE SUA CAMPANHA ELEITORAL, COMO EM RAZÃO DAS SUAS FUNÇÕES.

4- REQUERER, SE ASSIM ENTENDEREM AS COMISSÕES DE INQUÉRITO, O ENCAMINHAMENTO DAS SUAS CONCLUSÕES AO BANCO CENTRAL E AO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PARA A APURAÇÃO DE EVENTUAIS ILÍCITOS PRATICADOS.

Por fim, damos conhecimento desta NOTA aos meios de comunicação, a quem autorizamos a sua reprodução.

Leonardo Ribeiro
Coordenador

PENSANDO NUM JUIZ COMO GOVERNADOR DO RIO!

JOSÉ CARLOS DE ASSIS -


A história brasileira não registra nenhum caso de alguém que tenha saído da magistratura para se candidatar com sucesso a um alto cargo público, a saber, governador de Estado. Juízes tem uma função peculiar: eles decidem entre demandantes de interesses opostos. Não podem atender ao interesse comum já que, entre dois, apenas um tem razão. É o oposto do político. Pelo menos em tese, este deve atender ao interesse de todos.

A experiência de juiz é a que menos presta ao exercício da política. O juiz dá ordens segundo seus critérios individuais, enquanto o político requer negociação e acomodação de interesses. Isso é fundamental para o funcionamento da democracia. Se não houvesse negociação e transigência os conflitos políticos na sociedade jamais seriam resolvidos. A ação do juiz-governador impondo uma ordem discricionária no plano político infernizaria a vida dos cidadãos.

O juiz que está concorrendo a governador do Rio de Janeiro apresenta como principal credencial a parceria com os juízes da Lava Jato, Sérgio Moro e Marcelo Bretas. Ninguém o lembrou de que a Laja Jato destruiu milhões de empregos no Brasil e no exterior, e sobretudo no Estado do Rio de Janeiro, nesse caso principalmente ao paralisar o Comperj. Foi uma ação monstruosa, predatória, em nome do combate à corrupção, mas que não combateu corrupção coisa alguma. Em alguns casos, premiou-a.

Os principais agentes de corrupção da Lava Jato estão soltos, gozando de suas delações premiadas e de alguma fortuna escondida por aí. Já as empresas que tiveram negócios com a Petrobrás, em busca de contratos, foram levadas a uma rota de falência ou de retração, gerando grande desemprego. Os juízes não quiseram ou não souberam distinguir empresas, pessoa jurídica, de empresários, pessoas físicas. Pessoas físicas cometem crimes. Empresas não.

O saldo da Lava Jato é deprimente. Enfraqueceu grandes empresas brasileiras que geravam empregos aqui dentro e traziam recursos lá de fora, beneficiando centenas de milhares de empregados. Fico espantado quando alguém que pretende ser governador de Estado tem como modelos exemplares de vida dois juízes que destruíram grande parte do parque industrial fluminense, sem qualquer preocupação com as conseqüências sociais.

Imagine, agora, esse juiz como governador do Estado. Sua experiência de vida é ser juiz. Portanto, condenar. Não sabendo fazer outra coisa vai exercer o cargo arbitrariamente mandando prender gente, culpados e inocentes, negros e brancos, pobres e ricos. Esse é seu ofício. Governando um Estado falido, dificilmente terá base de conhecimentos administrativos para enfrentar as imensas dificuldades que esperam o Rio de Janeiro no ano que vem.

Isso não é suficiente. O juiz mostrou as garras nazistas ao ameaçar de prisão o candidato Eduardo Paes, por suposta ofensa. Não poderia fazê-lo na democracia, mas o nazismo não tem fronteira. É patético, mas se isso acontece em relação a um candidato a governador com visibilidade pública, o que esse juiz pretende fazer para impor ao povo sua concepção de política no governo a partir da experiência da toga?

Nos meus artigos sobre a vitória relativa de Bolsonaro, expliquei que ela resultou de um mal-estar geral da sociedade, e principalmente dos pobres, com a altíssima taxa de desemprego e de subemprego no Brasil, cerca de 27%. De forma irracional, mas emocionalmente com razão, as massas atribuíram essa situação às elites dirigentes de todos os partidos. Isso beneficiou o juiz, o qual, como Bolsonaro, não dá nenhuma importância a partidos.

Corremos o risco, portanto, de termos nazismo no plano federal e no plano estadual. Nos meus 70 anos, jamais tendo sido do PT, é um excesso. Devo confiar em Deus ou na razão dialética para que dessa situação nasça, a curtíssimo prazo, uma situação oposta, de forma a que se estabeleça uma síntese numa dimensão superior, agora mediante democratização e limpeza dos partidos e efetiva tolerância da sociedade, assegurando a todos níveis reais de bem-estar social.

SE FOR PRESIDENTE, BOLSONARO TEM TUDO PARA FAZER UM GOVERNO DESALINHADO, TUMULTUADO, DESENCONTRADO, COMO SUA ESTRANHA VIDA FAMILIAR

HELIO FERNANDES -


A comparação é obrigatória e nada surpreendente. Nos dois casos, a vida particular e o exercício da vida pública, ele é o personagem principal. E pela personalidade violenta, sem controle e totalmente inusitada, está sempre em contradição.

Está no terceiro casamento. Não mantém relacionamento com as duas primeiras mulheres, apesar de ter tido 4 filhos com elas. Com eles, confessou, o comportamento é fácil e maravilhoso. "Podemos até falar palavrões", que deve ser o máximo da intimidade, para um homem com a sua educação e formação.

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PRECISAMOS FALAR SOBRE O TRABALHO INFANTIL QUE ATINGE 2,7 MILHÕES DE CRIANÇAS NO BRASIL

REDAÇÃO -

12 de outubro foi feriado do Dia das Crianças, por isso é preciso falar também das crianças que perdem a infância sendo submetidas ao trabalho infantil. Apesar de grandes avanços, no Brasil ainda temos mais de dois milhões de crianças e adolescentes nessa situação.


A Constituição Federal proíbe o trabalho infantil, entendido como todo trabalho realizado por crianças ou adolescentes menores que 16 anos, salvo em situações de jovens aprendizes. Estes programas visam a inserção de adolescentes de 14 a 16 anos no mercado de trabalho sem prejuízo de suas atividades escolares. Até os 18 anos nenhum adolescente pode exercer atividades noturnas e nem consideradas perigosas ou insalubres.

De acordo com o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, entre 2012 e 2017, mais de 15,5 mil pessoas com menos de 18 anos foram vítimas de acidentes de trabalho no país. A pesquisa sobre trabalho infantil, feita em parceria entre o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), também constatou que, de 2003 a 2017, foram resgatadas 897 crianças e adolescentes de situações análogas à da escravidão.

O trabalho infantil prejudica o desenvolvimento da criança, seu convívio familiar e sua vida escolar. Contudo, muitas vezes, a sociedade aceita a existência do trabalho infantil sem perceber o quanto ele é prejudicial para a criança. Há uma crença social de que o trabalho precoce para crianças pobres é uma forma de amenizar o problema da baixa renda. Entretanto essa não é e nunca será uma solução, pois o trabalho infantil apenas reforça a exclusão social e a baixa escolaridade.

Precisamos desmistificar essa crença de que o trabalho infantil é uma das soluções para o desenvolvimento humano e social e ressaltar o papel da Educação no combate ao trabalho infantil que não pode ser tolerado!



Fonte: CTB

REGINA DUARTE TEM MEDO DO PT, MAS APOIA O TERRORISTA BOLSONARO, O QUE IA EXPLODIR O GUANDU E OS QUARTÉIS

EMANUEL CANCELLA -


Com o apoio a Bolsonaro, Regina Duarte quer nos levar a crer que mulher realmente tem que ganhar menos que o homem porque engravida (12,20)!

Regina Duarte, segundo Bolsonaro uma fraquejada, ficou mais famosa dizendo que tinha medo do PT no poder, entretanto agora apoia Bolsonaro, o terrorista, que, se não fosse preso, ia explodir o Guandu e os quarteis. E por essas atitudes chegou a ser expulso do Exército (2,3,4,14).

Quantas pessoas perderiam suas casas e suas vidas com a enxurrada de água? Quantos dias o Rio ficaria sem água?E nos quartéis, com as bombas, quantos feridos e mortos?

Vamos mandar um recado, pelo ponto eletrônico, para a Regina Duarte dizendo que Bolsonaro afirmou que mulher tem que ganhar menos porque engravida, e que ele tem 5 filhos, o último uma mulher, que, segundo ele, nasceu de uma fraquejada (13).

E o PT no poder não ameaçou ninguém: respeitou a independência dos poderes e governou para todos. Segundo a própria esquerda, os banqueiros e os empresários nunca ganharam tanto como nos governos do PT.  Na verdade todos ganharam porque quando a economia cresce todos lucram: o país, trabalhadores, empresários e banqueiros.

Inclusive o Brasil, no governo do PT chegou à 6ª economia do mundo, passando até a Inglaterra (6).

Mas quem ganhou mesmo foram os pobres e isso a elite brasileira, que apoia Bolsonaro, não perdoa: foram milhões de filhos de pobres para a universidade; milhões de famílias contempladas com o Minha Casa Minha Vida; o programa Mais Médicos levou a medicina nos rincões mais pobres do país.

Nos governos do PT, a maioria das categorias tinha aumento real de salários, principalmente no salário mínimo, que subiu 77% acima da inflação (1). E o Brasil, no governo de Lula, alcançou o pleno emprego (5).

No governo de Lula, a Petrobrás desenvolveu tecnologia inédita no mundo que permitiu a descoberta do pré-sal. O pré-sal que esta sendo entregue pelos golpistas garante nosso abastecimento no mínimo nos próximos 50 anos.

E o PT retomou a indústria naval construindo navios e plataformas no Brasil, gerando emprego e renda para o Brasil e os  brasileiros.

Mas em nome do combate à corrupção chegou a Lava Jato que, juntamente com o tucano Pedro Parente está entregando o pré-sal, destruiu a indústria naval (7).

O campo gigante de Carcará do pré-sal com a conivência da Lava Jato foi vendido com o petróleo a preço de um refrigerante o barril (17,18).

Veja o documentário de como a Lava Jato destruiu a economia em poucos meses (8).

Com a omissão da Lava Jato, o tucano Pedro Parente mandou a Petrobrás pagar R$ 10 BI aos acionistas americanos sem a Petrobrás ter sido condenada (9).

Também com aval da Lava Jato a direção da Petrobrás pagou R$ 2 BI ao banco J.P. Morgan de um empréstimo que só venceria em 2022. E Pedro Parente é sócio do banco (11).

E a Lava Jato foi denunciada em novembro de 2016 ao MPF por omissão na gestão criminosa dos tucanos FHC e Pedro Parente na Petrobrás. Até hoje sem resposta. Veja denúncia na íntegra (10).

Mesmo com a Petrobrás em 2015 ganhando, com o pré-sal, pela 3ª vez, o premio OTC equivalente ao “Oscar” na indústria do petróleo (15), a direção da Petrobrás pune os petroleiros ativos e aposentados que já estão pagando, no contracheque, por 18 anos, cerca de 13% do seu salário, para cobrir um rombo que os golpistas afirmam que houve  na Petros. Se houve rombo nenhuma culpa cabe ao trabalhador!

Assim Pedro Lalau paga indevidamente R$ 10 Bi a acionistas americanos e Pedro Lalau embolsa R$ 2 BI do banco J.P. Morgan e cobra a conta dos petroleiros.

Na verdade, Lula roubou sim, o coração dos brasileiros, pois saiu do seu 2º mandato com 87% de aprovação (19). Elegeu sua sucessora, Dilma, que depois se reelegeu. E se não fosse preso, sem provas, num claro intuito de impedir a sua candidatura, Lula seria eleito em primeiro turno.

Impedido, Lula pede o voto em Fernando Haddad. Lembrando que Fernando Haddad governou a cidade de São Paulo e foi apontado, em 2016, como melhor prefeito do mundo (16).

Fonte: