17.7.19

SE A JUSTIÇA NADA FEZ COM O HELICOCA, COM 450 KG DE COCAÍNA, IMAGINE O QUE FARIA COM 39 KG? NADA!

EMANUEL CANCELLA -


A justiça espanhola prendeu o sargento, mesmo sendo membro da comitiva do presidente Bolsonaro, com 39 kg de cocaína. Quanto aos responsáveis pelo “Helicoca”, mercadoria apreendida pela polícia brasileira com 450 kg de cocaína, saíram ilesos:

- Aécio Neves se elegeu deputado federal (3);

- O senador Zeze Perella, livre mesmo tendo conversa gravada pela Policia Federal respondendo a Aécio Neves: “Eu não faço nada de errado, eu só trafico drogas” (2).

Para se ter ideia do senso de justiça de nossas autoridades, Bolsonaro disse que o sargento “Deu azar”, já o general Augusto  Heleno, responsável pela segurança, pois é chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), disse: “O militar tinha tido falta de sorte” (4,5).

E agora o ministro do STF, no caso do Queiroz:

“A pedido do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, suspendeu todos os inquéritos que tramitam em todas as instâncias judiciais que tenham partido de dados detalhados compartilhados por órgãos de controle, como o Coaf, sem prévia autorização judicial (8)”.

Dissera o filho de Bolsonaro, o deputado federal Eduardo, em vídeo (7): “ Bastam um soldado e um cabo para fechar STF”.

Dá para imaginar os argumentos do Flávio Bolsonaro usados com Toffoli, pois se o clã Bolsonaro, em total desprezo com as instituições republicanas, ameaçou fechar o Supremo como um todo, imagine o que não são capazes de fazer com um ministro!

Com essa justiça, o ex-deputado estadual e atual senador Flavio Bolsonaro pode apresentar seu projeto de legalização das milícias, pois o pai, presidente Jair Bolsonaro, já disse ok: “Bolsonaro elogiou as milícias da Bahia e disse que podem vir para o Rio que terão todo seu apoio (9,10)”.

Fonte:

“O PCC DEVE ESTAR COMEMORANDO A DECISÃO DE TOFFOLI”, AFIRMA PROCURADOR

REDAÇÃO -

O procurador da República em Goiás Helio Telho afirmou, nesta terça-feira, 16, por meio do Twitter, que o ‘PCC deve estar comemorando a decisão de Toffoli’. Ele reage ao despacho do presidente do Supremo Tribunal Federal em que suspendeu todos os processos judiciais que tramitam no País onde houve compartilhamento de dados da Receita Federal, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e do Banco Central com o Ministério Público sem uma prévia autorização judicial, ou que foram instaurados sem a supervisão da Justiça.


“O COAF identificou movimentação de R$63 milhões, de novembro de 2005 a julho de 2007, 686 contas bancárias pertencentes a 748 pessoas e empresas ligadas ao PCC”, afirmou o procurador.”

O procurador ressaltou que ‘as leis que autorizam o COAF a receber informações bancárias de operações suspeitas de lavagem de dinheiro e comunica-las às autoridades de investigação estão em vigor há aproximadamente 20 anos (!)’. “Mas só agora o ministro Toffoli viu motivos para suspender tudo liminarmente?”.

“A decisão de Toffoli põe em cheque a própria existência do COAF e a razão de ter sido criado, além de fragilizar a posição do Brasil no cenário internacional, inclusive perante a OCDE, pois transforma o país em em paraíso para o dinheiro sujo”, afirma.

Fonte: Estadão

COMPROMETIDO E ACUSADO, DALLAGNOL REFORÇA AS DENÚNCIAS DO INTERCEPT E DO JORNALISTA

HELIO FERNANDES -


Em matérias contundentes, ininterruptas e não contestadas, Glenn Grennwald, desmonta o Procurador e prova de forma irrespondível, que ele não é um paradigma de moralidade, independência e de prioridade para o espírito publico como apregoava. Em matérias vastamente publicadas e com enorme repercussão, seus interesses pessoais e particulares estão sempre acima de tudo.

Não estou revelando nada, apenas repercutindo e comentando o que foi vastamente publicado. Também as acusações, diversas e variadas, registram coincidentemente, o propósito de FATURAR, pessoalmente, os sucessos da Lava-Jato, antes do conluio Procuradores-Moro ainda magistrado. Todos supostamente empolgados com o propósito de "servir á coletividade".

Propósito e objetivo destruído pela ação deles mesmos. A ação e execução, contradizendo e contrariando o que tentavam ou imaginavam transmitir á comunidade, como desprendimento.

Dallagnol, o chefe e coordenador da Procuradoria da Lava-Jato e um subordinado, conversaram sobre a formação de uma firma, para faturar com a popularidade da operação. Como prova insofismável de que não imaginavam deixar a Procuradoria, a "firma ficaria em nome das mulheres".

Depois, tentando se justificar, diria: "Eu faria conferencias contra a corrupção". Não explicou quanto cobraria ou se teria agente.

(Presidentes dos EUA fazem conferencias cobrando caríssimo, mas só depois de deixarem os cargos. E não poderem mais ocupar cargos públicos, eleitos ou nomeados).

PS- Existe um evidente choque entre o procurador em exercício, e o palestrante, com ou sem firma.

PS2- A própria Folha, que deu destaque ás matérias, registra e conclui:  "Como conseqüência, julgamentos podem ser anulados".

PS3- Rigorosamente verdadeiro. E dá mais repercussão e importância ao julgamento do STF, no fim do recesso.

PS4- No dia 1 de agosto, na pauta do STF, está a continuação da apreciação da PARCIALIDADE ou IMPARCIALIDADE de Moro.

PS5- E com royalties para Rui Barbosa, "até as pedras da rua", sabem que isso pode beneficiar Lula.

PS6- Perdão, beneficiar o ex-presidente não. Confirmar a PERSEGUIÇÃO que venho denunciando ha mais de 1 ano.

16.7.19

TRABALHADOR PODERÁ RESCINDIR CONTRATO APÓS TRÊS MESES SEM SALÁRIO

REDAÇÃO -

O Projeto de Lei 2646/19 determina que o empregado poderá considerar rescindido o contrato de trabalho após três meses de atraso salarial. Neste caso, bastará ele notificar extrajudicialmente o empregador para receber a indenização equivalente à demissão sem justa causa. A proposta tramita na Câmara dos Deputados.


De autoria da deputada Alê Silva (PSL-MG), o projeto altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43). Atualmente, o empregado pode considerar rescindido o vínculo com a empresa quando o empregador não cumprir com as obrigações contratuais. Mas ele precisa recorrer à justiça trabalhista para ter acesso à indenização – verbas rescisórias, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e seguro-desemprego – e aos documentos.

Para a deputada, essa situação prejudica o trabalhador. “Nossa intenção, com este projeto de lei, é fazer valer a letra da lei. Para tanto, a rescisão dependerá de simples notificação extrajudicial do empregado”, disse Alê Silva.

Segundo a proposta, a entrega dos documentos que comprovam a dissolução contratual aos órgãos competentes e o pagamento das verbas rescisórias devem ser feitos no prazo de 10 dias.

Tramitação - O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

MORO E TOFFOLI: 2 JUÍZES E 1 ÚNICO PROPÓSITO

JEFERSON MIOLA -


Como é fácil entender o regime de exceção instaurado no Brasil.

Em julho de 2018, Moro abandonou as férias em Portugal, decerto financiadas com os cachês de palestras, e interferiu na PF, no MPF, no TRF4 e no STF para impedir, a qualquer preço, inclusive o da ilegalidade, o cumprimento da ordem judicial expedida pelo desembargador Rogério Favreto que mandava libertar Lula do cativeiro da Lava Jato.

Em junho de 2019, sob a presidência do Dias Toffoli, o STF entrou em férias para adiar, pela 3ª vez, a votação do habeas corpus sobre a suspeição do Moro – cujas evidências de suspeição são aterradoras – para manter Lula preso [aqui].

Hoje, 16 de julho de 2019, foi a vez do Toffoli abandonar seu justo e merecido direito a  férias para livrar Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz de investigações sobre corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha etc etc.

A guarda pretoriana do regime de exceção não tem sossego. Nem férias a turma consegue tirar.

A engrenagem do regime de exceção segue azeitadíssima e funcionando a pleno, a despeito das revelações do Intercept que comprovaram documentalmente que o sistema judicial brasileiro está totalmente contaminado e foi capturado por lógicas estranhas ao Estado de Direito, para dizer diplomaticamente.

A profecia do Jucá se confirmou: “Com o Supremo, com tudo …”.

CHEFE DA LAVA JATO NO RIO: DECISÃO DE TOFFOLI PARALISA VÁRIAS INVESTIGAÇÕES E É 'RETROCESSO SEM TAMANHO'

REDAÇÃO -

Eduardo El Hage definiu a decisão ministro Dias Toffoli que beneficiou Flávio Bolsonaro como um "retrocesso sem tamanho" e disse que ela suspenderá "praticamente todas" as investigações de lavagem de dinheiro.


O procurador Eduardo El Hage, coordenador da força-tarefa da operação Lava Jato no Rio, atacou o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, pela decisão que suspendeu todas as investigações com o uso de informações de inteligência financeira obtidas sem autorização judicial.

El Hage definiu a decisão como um "retrocesso sem tamanho" e disse que ela suspenderá "praticamente todas" as investigações de lavagem de dinheiro.

“A decisão monocrática do Presidente do STF suspenderá praticamente todas as investigações de lavagem de dinheiro no Brasil. O que é pior, ao exigir decisão judicial para utilização dos relatórios do COAF, ignora o macrossistema mundial de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo e aumenta o já combalido grau de congestionamento do judiciário brasileiro", disse El Hage em nota. "Um retrocesso sem tamanho que o MPF espera ver revertido pelo plenário o mais breve possível".

No fim de 2018, relatório do Coaf apontou operações bancárias suspeitas de 74 servidores e ex-servidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O documento revelou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, que havia atuado como motorista e assessor de Flávio Bolsonaro à época em que o parlamentar do PSL era deputado estadual.

Fonte: 247

BOLSONARO DIZ APLICAR NO PAÍS A QUIMIOTERAPIA, MAS É SEU GOVERNO QUE ESTÁ CANCEROSO E NO CTI (1)

EMANUEL CANCELLA -


Bolsonaro e o vice Mourão têm uma preocupação latente com o emprego: Bolsonaro presidente, cujo filho Carlos Bolsonaro é deputado federal, quer promover o rebento a embaixador nos EUA (2). E o filho de Hamilton Mourão é promovido no Banco do Brasil e triplica salário (3).

Já os milhões de desempregados do Brasil não têm direito nem a fazer concurso no serviço público, Bolsonaro determina que não haja concurso (4). Sem contar que os funcionários públicos ficaram também sem reajuste.

No setor privado, a Lava Jato, chefiada pelo então juiz Sérgio Moro, em nome do combate a corrupção acabou com a economia nacional em poucos meses, veja o vídeo que mostra isso (5).

Só na indústria naval, destruída pela Lava Jato milhares de trabalhadores perderam seus postos. Navios e plataformas agora são construídos no exterior gerando emprego e renda aos gringos (6,7).

O ministro da Justiça, Sergio Moro, que deveria estar no encalço do Queiroz, assessor do deputado e atual senador Flávio Bolsonaro, pediu licença.

Queiroz alimentava a conta do clã Bolsonaro, inclusive fez até depósito de R$ 24 mil na conta da primeira dama, Michelle Bolsonaro (8). Queiroz, ex-assessor e amigo dos Bolsonaro, movimentou R$ 7 milhões em três anos (9).

Jair Bolsonaro, quando deputado federal exaltou a milícia baiana e convidou-a para vir para o Rio, onde teria seu apoio (10). E o novo decreto de armas de Bolsonaro pode favorecer as milícias (12).

Pergunta que não quer calar: Será que é o Brasil que está  precisando de tratamento quimioterápico?

Fonte:

MP 881 RADICALIZA REFORMA TRABALHISTA E AMPLIA PRECARIZAÇÃO, ALERTA DIEESE

REDAÇÃO -

Uma Comissão Mista do Congresso Nacional aprovou, na quinta (11), a Medida Provisória 881/2019, que retira mais direitos trabalhistas e amplia a desregulamentação no mundo do trabalho.

A MP foi anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro no Dia do Trabalhador, 1º de Maio, em rede nacional. Apelidada de MP "da liberdade econômica", o texto propõe uma minirreforma trabalhista, com alterações em 36 artigos da CLT.

Entre outras mudanças, libera o trabalho nos domingos e feriados, retira a obrigatoriedade das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (Cipas), suspende normas de saúde e segurança no trabalho e acaba com as jornadas de trabalho especiais para os trabalhadores rurais.

Entidades ligadas à Justiça do Trabalho, como a Anamatra, se manifestaram sobre riscos da MP 881
Força - Para o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, a MP 881 é um terrível retrocesso. “Destrói ainda mais a CLT e aumenta a jornada de trabalho de diversas categorias. Fará o Brasil retornar à escravidão”, afirma.

Dieese - Vitor Pagani, supervisor técnico do Dieese, alerta que o argumento usado pelo governo agora é o mesmo adotado durante a tramitação da reforma trabalhista. "É contraditório se observarmos que o quadro geral não melhorou e o desemprego segue muito elevado. Esta MP deverá aprofundar ainda mais o desmonte e a flexibilização do trabalho que a reforma trabalhista instituiu em 2017".

Ele diz também que a MP inclui artigos que se sobrepõem a decisões tomadas em assembleias e previstas nas Convenções Coletivas de Trabalho. "A liberação do trabalho no domingo e nos feriados para todas as categorias dispensará a necessidade de aprovação em acordos coletivos."

Justiça - Entidades como a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) e a Associação Brasileira dos Advogados Trabalhistas (Abrat) se manifestaram contra a Medida. Afirmam que o texto é inconstitucional e contém graves ameaças aos direitos e à dignidade do trabalhador.

Fonte: Agência Sindical

"NÃO ME SINTO REPRESENTADO PELA ESQUERDA NEM PELA DIREITA", TARCÍSIO SOBRINHO NO PROGRAMA TRIBUNA NA TV

ILUSKA LOPES -


O ativista político, jornalista e empresário Tarcísio Sobrinho é o convidado da semana do programa TRIBUNA NA TV, vai ao ar na TVC-Rio a meia noite, quarta-feira, canal 6 da operadora NET. Presidente do Movimento Popular Mobilização e Conscientização, defensor e protetor dos animais, tem sua história empresarial ligada ao mundo do motociclismo e ao segmento fitness, fez parte da equipe que difundiu a ronda no Rio de Janeiro, atua como consultor industrial e está concluindo o curso de Direito.

"Na atual conjuntura, não me sinto representado nem pela esquerda nem pela direita, acredito numa nova forma de política para impulsionar a nação brasileira, uma terceira via. Acho que a política do estado precisa funcionar em defesa do cidadão, principalmente de baixa renda", enfatizou Tarcísio Sobrinho.

Com aproximadamente 30 minutos de duração, o programa é apresentado pelo jornalista Daniel Mazola, produzido pela Tribuna da Imprensa Sindical com apoio do Sindicato dos Jornalistas do Município do RJ - participação do presidente Washington Machado, todas as quartas-feiras a meia noite na TVC-Rio. Pode ser assistido, também, a qualquer momento no YouTube.

A PRORROGAÇÃO DO SEGUNDO TURNO, PROVA QUE MAIA, ESTÁ SEMPRE ALERTA

HELIO FERNANDES -


Depois de ter garantido na sexta, "votaremos hoje o segundo turno", percebeu que vários fatores se transformavam em obstáculos. Tinha á disposição, duas datas, sábado e domingo. Desistiu delas e da vitoria considerada certa. Percebeu que muitos deputados estavam reticentes, não se incomodou em mudar de posição.

A satisfação geral dos parlamentares mostrou que a intransigência não é o melhor caminho para a vitoria.

Anunciada a prorrogação, dezenas, (poderia escrever centenas) de deputados foram abraçar Maia, enquanto corriam para o aeroporto, tentando viajar ainda na sexta. Ou marcando passagem para o sábado.

Atendendo pedido do presidente, estavam a descoberto, tinham que ficar o fim de semana em Brasília. Insatisfeitos, mas fiéis ao compromisso.

Nos últimos 4 anos, Rodrigo Maia tem se transformado no grande líder parlamentar. Conseguiu o segundo mandato como presidente, somando 334 votos. Quase  todos, garantindo as vitorias da situação.

E aumentando visivelmente seu cacife, a ponto de duelar com o capitão-presidente. Este declarou antes das votações: "Temos um GENERAL comandando a Câmara".

Ainda antes da votação, Maia respondeu tranquilamente: "Não sei se este é um bom momento para ser GENERAL".

PS- Nos primeiros dias de agosto, o segundo turno será aprovado, sem dificuldades.

PS2- Toda a situação garantiu "economia de 900 bilhões".

PS3- Podem retumbar á vontade, não chegarão nem perto, é uma farsa.

PS4- A "tramitação"  será trágica e dramática. O país começará a conviver com a realidade.

ECONOMIA COM PREVIDÊNCIA É SEMELHANTE AO VALOR QUE O GOVERNO PAGA AOS BANCOS

REDAÇÃO -


O governo de Jair Bolsonaro (PSL), parlamentares, empresários, o mercado financeiro e uma parcela da população em geral celebram a aprovação da “reforma” da Previdência e a “economia” prevista de cerca de R$ 1 trilhão nos próximos 10 anos. O que poucos sabem (e não dizem), e outros tantos não sabem mesmo, é que valor similar é gasto pelo governo federal apenas pagando juros para os bancos. É o que se chama de “remuneração da sobra de caixa”. Dinheiro que os bancos, em vez de emprestarem ao cidadão em forma de crédito, preferem emprestar para o Banco Central e serem remunerados sem correr qualquer risco.

“Só o custo disso, em juros, nos últimos 10 anos, foi em torno de R$ 1 trilhão. A mesma quantia que o governo está querendo tirar dos aposentados, no mesmo período. Na verdade, se trata de tirar dos trabalhadores aposentados para dar para os banqueiros”, explica Rodrigo Ávila, economista da Auditoria Cidadã da Dívida, em entrevista ao jornalista Glauco Faria, na Rádio Brasil Atual. O valor é uma fatia da dívida interna do Brasil, que gira em torno de R$ 5 trilhões.

O economista diz ser uma “falácia” o argumento do governo e dos defensores da “reforma” da Previdência de que há perda de recursos com as aposentadorias e que esse dinheiro poderia ir, por exemplo, para a saúde. Ávila explica que mais de 40% do orçamento do governo federal é destinado ao pagamento de juros e amortização da dívida, enquanto que, para a Previdência, somando o regime geral e o dos servidores públicos, o montante fica em torno de 26%.

No fim, diz o economista da Auditoria Cidadã da Dívida, tudo não passa de fazer escolhas políticas. Durante a votação da “reforma” da Previdência, os parlamentares excluíram a cobrança previdenciária de produtos agrícolas exportados, beneficiando o agronegócio em R$ 83 bilhões. Em outro exemplo, Rodrigo Ávila cita a Lei Kandir, que desde 1997 isenta de ICMS as exportações de produtos primários, algo que já causou mais de R$ 300 bilhões de prejuízos para estados e municípios.

E há ainda a não cobrança de imposto sobre as grandes fortunas, além da não tributação de lucros e dividendos. “Se a gente pega só esses dois ítens, daria mais de R$ 100 bilhões por ano, exatamente o mesmo que o governo quer tirar dos aposentados e dos mais pobres (por ano). É uma escolha política. Se tributasse só os mais ricos, aqueles que ganham mais de R$ 320 mil por mês, conseguiria mais de R$ 100 bilhões por ano no imposto sobre grandes fortunas e sobre distribuição de lucros e dividendos. Poderia se fazer isso, ao invés de tirar R$ 1 trilhão dos mais pobres.”

Para ele, fazer economia em cima dos aposentados agravará ainda mais a situação do Brasil. “A Previdência gira a economia. Se você tira R$ 1 trilhão dos aposentados, que são aqueles que gastam toda a sua renda, você vai jogar a economia numa crise maior ainda. As pessoas não vão ter dinheiro pra comprar, pra consumir, vai cair a arrecadação e depois o governo vai querer alegar novas reformas”, enfatiza.

Fonte: CUT

AMIGOS

MIRANDA SÁ -

“Que importa o tempo? Há amigos de oito dias e indiferentes de oito anos” (Machado de Assis)


Fui educado dando valor à amizade; aprendi com meu pai radical nos seus conselhos, um dos quais se tornou, para mim, princípio de vida: – “Nunca se sente à mesa para comer, beber ou jogar, sem ser com amigos”. Sigo até hoje este ensinamento.

Para o povão, o cantor Roberto Carlos ressaltou o amigo na canção em homenagem ao seu parceiro Erasmo Carlos: “Você meu amigo de fé, meu irmão camarada/ A sua palavra de força, de fé e de carinho/ Me dá a certeza de que eu nunca estive sozinho”; e o mineiríssimo Milton Nascimento reforça esta ideia: “Amigo é coisa pra se guardar/ Debaixo de sete chaves, / Dentro do coração”.

Dicionarizado, o verbete Amigo é um substantivo para os dois gêneros, masculino para amigo e feminino para amiga. Vem do vocábulo latino “amicus,i” originado do verbo “amo”, significando “gostar de”, “amar”.

Coloquialmente usamos para uma pessoa com quem se mantém relação de amizade, de afeto, de companheirismo; e o seu reconhecimento, para os mais exigentes, achei num provérbio histórico vivido pelo filósofo Sócrates da antiga Grécia.

“Conta-se que o Sábio, já reconhecido como uma personalidade respeitada entre os atenienses, mandou construir uma casa para morar com a sua família. Então, os colegas de estudos, conhecidos da Ágora e alguns familiares começaram a criticar a construção.

“Diziam que o frontispício era modesto, que a estrutura externa não era digna de um cidadão da sua personalidade, e quase em unanimidade condenaram os aposentos achando-os pequenos. Enfim, nenhum detalhe escapou à censura.

“Ouvindo os comentários críticos e opiniões contrárias, Sócrates, imperturbável, exclamou: – ‘Provera Deus que a minha casa, tal como eu a desejo, pequena e acanhada, pudesse estar cheia de verdadeiros amigos’”.

Esta preleção tem o peso da sabedoria que o Filósofo com a notável perspicácia nos deixou, através dos seus brilhantes discípulos Platão e Xenofonte – porque ele não deixou escritos os seus pensamentos e ideias.

Por desgostar do poder constituído, Sócrates foi preso, acusado de corromper a juventude e provocar mudanças na religião, desdenhando dos deuses com o princípio “Conhece-te a ti mesmo” que era, para ele, a essência da vida. Foi condenado a suicidar-se tomando um veneno chamado cicuta, em 399 a/C.

Aproveitando os traços desta sapiente trajetória filosófica, qualquer um de nós gostaria de ver as nossas casas repletas de verdadeiros amigos.

Afirmando “amigos de verdade” evitamos vulgarizar a palavra que é empregada, por exemplo, como “amigo do alheio”, referindo-se a ladrão, figurinha carimbada nos meios políticos brasileiros; ou, também, “amigo da onça”, designando quem foi considerado amigo e se revelou traiçoeiro ou desleal.

Temos ainda na gíria brasileira a expressão “amigo urso” também voltada para o infiel e traidor; mas, para compensar, o lado do bem adota “amigo do peito”, aquele que é íntimo, confidente e protetor, o que nos conforta. É este que rareia entre os políticos brasileiros, deixando-os quase todos alheios à realidade por excesso de louvaminhas e falta de informação.

Sócrates, que ainda vive através dos seus ensinamentos, ensinou que “uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida”, o que parece um recado secular, antecipado para o presidente Jair Bolsonaro.

O Presidente, enfrentando obstáculos para cumprir suas promessas eleitorais, deve estar atento seu maior amigo e conselheiro, ele próprio, que vive no seu cérebro e no coração desde quando aspirou a presidência da República…

15.7.19

OMISSÃO DE RAQUEL DODGE É VERGONHOSA

JEFERSON MIOLA -


É estarrecedor o silêncio da Procuradora-Geral da República Raquel Dodge acerca do escândalo que atinge em cheio o coordenador da autodenominada força-tarefa da Lava Jato e vários procuradores e procuradoras.

É inquestionável que estamos diante de um abrangente e corrosivo escândalo de corrupção no Ministério Público brasileiro, com respingos escabrosos sobre desembargadores, juízes e ministros das instâncias superiores do judiciário.

No mínimo, trata-se de improbidade administrativa, desvio funcional, organização criminosa e aparelhamento do Estado para satisfazer interesses privados, políticos e de um projeto de poder coordenado desde os EUA.

Tudo documentalmente provado e trazido ao público pelo Intercept com o apoio de outros órgãos de imprensa.

Os/as procuradores/as responsáveis pelos graves desvios, ao invés de já estarem afastados e submetidos aos procedimentos da Lei e aos códigos legais e de ética da corporação, seguem, entretanto, nos respectivos cargos públicos, recebendo os mais altos salários do país, destruindo provas e obstruindo as investigações.

Além do inacreditável silêncio diante deste escândalo que ultrapassa as fronteiras nacionais e espanta o mundo inteiro, a omissão da Raquel Dodge envergonha.

A omissão da chefe da PGR só fortalece o corporativismo que protege os implicados – como no âmbito do Conselho Nacional do Ministério Público, que decidiu arquivar pedido de investigação do Deltan Dallagnol; e da Associação Nacional dos Procuradores da República, com seus comunicados que flertam com o delírio, tamanho nonsense.

Com seu silêncio e sua omissão, Raquel Dodge descumpre seu dever funcional e, implicitamente, pode ser acusada de cumplicidade e conivência.

Não há lugar para ilusões. Como o Estado de Direito foi estuprado e o Brasil está sob a vigência do regime de exceção, não surpreenderá se a própria Chefe do MP continuar prevaricando e descumprindo sua obrigação legal e funcional.

Assim como já não surpreende a complacência dos órgãos judiciais de controle [CNJ, CNMP] e das instâncias superiores do judiciário.

Essa inação, se não for revertida, não só manchará a gestão e a carreira da Raquel Dodge, mas afetará de modo indelével, e para pior, a imagem e a confiança no Ministério Público e da justiça.

ATO EM DEFESA DA APOSENTADORIA REÚNE TRABALHADORES DE VÁRIAS CATEGORIAS

REDAÇÃO -


Trabalhadores de várias categorias se uniram a professores, lideranças populares e estudantes, nesta sexta-feira (12), em Brasília, para realizar mais uma grande mobilização: Ato Nacional em defesa da aposentadoria, da educação pública de qualidade e por mais empregos. A atividade, organizada pela Central Única dos Trabalhadores, União Nacional dos Estudantes (UNE) e demais centrais sindicais, é em resposta a aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

O governo Bolsonaro tenta impor a todo custo a reforma da Previdência com a justificativa de recuperar a economia do país. Porém, para o ex-ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, a reforma não vai promover crescimento econômico, nem gerar empregos. “A reforma da Previdência vai retirar dinheiro de circulação, porque os trabalhadores, aposentados e pensionistas terão menor renda para consumir”.

O ex-ministro afirmou ainda que mesmo se o governo voltar a investir, o que ele acha muito difícil, não haverá recuperação econômica, pois quem tinha padrão de consumo maior, agora com salários e aposentadoria menores, não vai ter poder de compra e, consequentemente, haverá uma queda da renda interna do país”, explicou.

Os trabalhadores serão os mais impactados com as mudanças na lei da aposentadoria. Segundo a proposta, eles terão de alcançar a idade mínima para se aposentar: de 65 anos para os homens e 62 para mulheres, o que tornará o sonho de se aposentar quase impossível. Além disso, para receber 100% do benefício, será preciso contribuir por 40 anos. O tempo mínimo de contribuição será de 15 anos para mulheres e de 20 anos para homens. Neste caso, receberão apenas 60% do benefício.

Para Vagner Freitas, presidente da CUT, ainda há tempo para lutar e barrar a retirada de direitos dos trabalhadores. “Não podemos nos dar como vencidos, estamos no meio da batalha. É estudante junto com trabalhador lutando pelos direitos da juventude e da classe trabalhadora”, disse.

Ele lembrou ainda que, “a proposta de Bolsonaro ganhou o primeiro turno da Câmara com a ajuda de parlamentares que só votaram pelos interesses pessoais, mas ainda temos a segunda votação e o Senado para reverter esta batalha”, afirmou.

Atividades pelo país - Inicialmente, a CUT e demais centrais convocaram somente o ato nacional em Brasília, mas outros dez estados também organizaram atividades locais para fortalecer a luta. Em todas as regiões do país aconteceram mobilizações contra a reforma da Previdência, em defesa da educação e por empregos. (...)

Fonte: CUT

JÁ IMAGINOU A VIDA SEM ÁGUA?

ISA COLLI -

Livro A Nuvem Floquinho mostra a importância de economizar este recurso tão importante.


Difícil encontrar alguém que não reconheça que a água é um bem precioso. Até se você perguntar a uma criança, pelas experiências que ela vivenciou, vai saber responder que a água é importante para o planeta, para irrigar as plantações, para matar a sede, para hidratar o corpo e daí por diante. É fundamental, no entanto, mostrar aos pequenos e conscientizar os adultos que ela é um recurso que pode se esgotar, se não soubermos economizar. Há lugares no mundo, inclusive, que já convivem com a ameaça da escassez. Estudos alertam que os recursos hídricos podem se esgotar em 2050 e a seca poderá afetar 1,8 bilhão de pessoas. Não podemos deixar isso acontecer, certo? E as crianças são o caminho para conscientizar sobre o problema.

Direito universal

O direito a água potável e ao saneamento básico é um direito humano essencial. A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que quase 900 milhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso a fontes de água limpa e esses dados apontam que essas pessoas não estão usufruindo dos seus aos direitos à vida, à saúde, à alimentação e à habitação. Em uma votação recente realizada na sede da entidade em Nova York, a representante permanente do Brasil na ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti declarou que é responsabilidade dos Estados assegurar esses direitos a todos os seus cidadãos e que o Brasil tem trabalhado dentro e fora de suas fronteiras para promover o acesso à água e ao saneamento básico, especialmente entre as comunidades de baixa renda.

Estudos também indicam que cerca de 1,5 milhão de crianças menores de cinco anos morrem e 443 milhões de aulas são perdidas todos os anos no planeta por conta de doenças relacionadas à potabilidade da água e à precariedade dos serviços de saneamento básico.

Caminho é conscientizar

A Nuvem Floquinho, da escritora Isa Colli, entra nesta luta ajudando nas análises dos desafios a serem superados. A obra propõe uma reflexão sobre o que pode ser feito para que haja direito universal à água e aos serviços de saneamento, além do progresso dos países rumo ao cumprimento das Metas do Milênio. De maneira lúdica, o livro, da editora Colli Books, alerta para o desperdício deste recurso tão valioso para nossa vida.

Quer conhecer melhor esse projeto? Ele vem acompanhado do Caderno do Professor e o Caderno do Aluno, com muitas sugestões de atividades. Mande um e-mail para divulgacao@collibooks.com e entraremos em contato!