21.1.17

O MPF ALÉM DE INTIMAR QUEM DENUNCIA A LAVA JATO, NÃO ACEITA NEM CRÍTICAS DA PF À OPERAÇÃO

EMANUEL CANCELLA -


A lava Jato é a operação mais longa da história do nosso Judiciário. Há mais de dois anos a operação investiga a Petrobrás que, diga-se de passagem, está destruindo a empresa e sendo responsável por mais de dois milhões de desempregados e queda de cerca de 5% do PIB.

Quando interessa, a Lava Jato investiga a morte do prefeito de Santo André (2); a Eletronuclear; a transposição do Rio são Francisco e ainda veio ao Rio de Janeiro prender o ex-governador Sérgio Cabral.

Quando não interessa à Lava Jato, não há investigação no governo de FHC na Petrobrás, nem com a declaração de culpa do próprio FHC, que, em seu livro Diário da Presidência, declarou que havia corrupção na Petrobrás, em seu governo. Também não interessou à operação se o filho de FHC já foi citado em corrupção na Petrobrás, pelo ex-diretor da empresa, preso, Nestor Cerveró, como também pelo lobista do PMDB, Fernando Baiano (3).  Também não interessou o envolvimento do tucano Aécio Neves, em Furnas, sete vezes delatado na Lava Jato.

Por que quando a corrupção envolve tucanos, a Lava Jato não faz nada? Denunciei a Lava Jato ao MPF, por omissão, já que finge que não vê que a gestão do também tucano Pedro Parente realiza um verdadeiro feirão na Petrobrás, “vendendo” ativos muitos mais valiosos do que tudo que foi surrupiado no Petrolão(4). Tudo sem licitação e a preços módicos. Mas, pasmem! O MPF, ao invés de fazer parar a entrega de nosso patrimônio público, conseguido com sangue e suor do povo brasileiro, ainda me intimou, a pedido do juiz Sérgio Moro, sob a alegação  de “Defesa da honra do servidor público”.(6).

A procuradora da República, Thaméa Danelon, integrante do Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público de São Paulo, disse em entrevista à Folha, nesta quinta, dia 19, que membros da Polícia Federal, que estão chateados ou possuem denúncias contra a força-tarefa do Ministério Público Federal, que atua na Lava Jato, deveriam se reportar a órgãos de investigação internos, e não expor as rixas na imprensa (7).

Ninguém nega a importância da Lava Jato, quando prende gente poderosa; o que se critica é o uso seletivo das investigações; grampos ilegais; vazamento seletivo de delações para a mídia, principalmente contra a Petrobrás;  denúncias e  prisões sem provas, etc.

E a vergonhosa omissão da Lava Jato em relação aos tucanos, principalmente no governo tucano FHC e da gestão do tucano  Pedro Parente, na Petrobrás.

No Brasil, agora, o cidadão que denuncia a Lava Jato ao MPF é intimado; o policial federal é impedido de fazer qualquer crítica e os juízes e procuradores fazem lobby pessoalmente para não serem punidos por crime de responsabilidade.

Seriam deuses nossos procuradores e juízes?

Fontes:

*Emanuel Cancella que é da coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e autor do livro “A outra face de Sérgio Moro”

APRESENTAÇÃO DE ATAS SOLICITADAS AGORA DEPENDE DO PRESIDENTE DO CONSELHO DELIBERATIVO DA ABI

MÁRIO AUGUSTO JAKOBSKIND -

O Conselheiro Deliberativo Efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Daniel Mazola, solicitou ao presidente do Conselho, Ivan Cavalcanti Proença que disponibilize as atas referentes a fatos anteriores e posteriores à eleição para a diretoria da ABI 2016/2019, em que a chapa Villa-Lobos teve vetada a sua inscrição para concorrer ao pleito.

É inacreditável que até hoje os associados da entidade não tiveram acesso a esta informação que deveria constar das Atas. Na realidade, o não conhecimento oficial dos fatos é a forma que os diretores que ocupam a ABI encontraram para a não divulgação do que aconteceu. Vale lembrar sempre que a atual diretoria se elegeu com pouco mais do que 52 votos.


Espera-se que de alguma forma Ivan Cavalcanti Proença possa sanar essa lacuna que demora há pelo menos dois anos e meio e caminha para o terceiro.

Espera-se também algum tipo de esclarecimento por parte do Sr. Domingos Meireles sobre o motivo pelo qual utilizou o site da ABI para tentar junto a TV Record a sua readmissão nos quadros da emissora depois de ter o contrato rescindido.

Fatos dessa natureza precisam ser divulgados oficialmente, sem subterfúgios e manipulações da informação.

*Mário Augusto Jakobskind, Professor, Jornalista e Escritor, Coordenador de História do IDEA, Unitevê - Canal Universitário, de Niterói - UFF – Universidade Federal Fluminense/Fonte:  blog Jornal da ABI.

VALEU À PENA

CARLOS CHAGAS -


Não dá para aceitar a suposição de ter havido um atentado, sabotagem ou coisa igual. Mesmo assim, lá no fundo do cérebro, permanecerá a dúvida. Mesmo sabendo  que de nada adiantaria, pois a Operação Lava Jato dobrou a curva da esquina. Quem se tornar relator do processo estará obrigado a seguir adiante na condenação dos corruptos envolvidos no escândalo.

A vida tem dessas surpresas. De Tancredo, Ulysses e Teori, entre tantos outros, já estava escrito.

Importa seguir adiante. A delação da Odbrecht não demora a ser conhecida. E outras. Tanto faz quem será o novo relator. Ou quantos corruptos serão denunciados, dispondo ou não de foro especial. A verdade é que montes de políticos, parlamentares ou não, deixarão de ser políticos e certamente, os que tiverem sido parlamentares.

O fundamental, a partir do início da Operação Lava Jato, e tanto faz quem irá encerrá-la, é que conluio entre empreiteiras e políticos está terminado. Claro que crimes continuarão a ser praticados, ainda que em número bem menor. As estrelas de primeira grandeza se apagarão, por ação do ministro Teori Zavaski, abruptamente interrompida mas já completada em sua fase mais importante.

Agora é aguardar as investigações já iniciadas pelas autoridades competentes para apurar o acidente nas águas de Parati. Que o exemplo do morto ilustre permaneça para sempre na crônica do Poder Judiciário. Onde quer que ele se encontre, deixará marcada sua passagem com a lição de que, se a alma não é pequena, valeu à pena…

O XADREZ DA LAVA JATO COM A MORTE DE TEORI

Por LUIS NASSIF - Via jornal GGN -


Figura curiosa, a do Ministro Teori Zavascki.

No cargo, personificou a figura do magistrado, com as virtudes públicas da discrição, da firmeza, em tempos em que Ministros passaram a se comportar como celebridades e figuras públicas se confundem com perfis de Facebook e, para se tornar presidenciável basta cometer frases como “não se mude do Brasil, mas mude o Brasil”.

Em um país em que a única forma de julgamento é midiático, Teori foi discreto ao extremo, no trabalho e na vida pessoal. Tanto que passou a ideia de um ser sisudo e, pelos depoimentos de amigos e parentes, aparece o cidadão bem-humorado, com a ironia fina e o afeto discreto dos tímidos, que cativou de Gilmar Mendes a Eugênio Aragão, de Dilma e Lula a Joaquim Barbosa.

Leia mais em POLÍTICA

1 - TEORI MORREU POR POLITRAUMATISMO, DIZ LAUDO DO IML; 2 - TESTEMUNHA RELATA FUMAÇA BRANCA NA AERONAVE; 3 - ATRASO NA LAVA JATO DÁ AO GOVERNO JANELA PARA APROVAR REFORMAS, DIZ CONSULTORIA

REDAÇÃO -

A causa da morte do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki foi politraumatismo (lesões múltiplas pelo corpo), e não afogamento, segundo laudo divulgado pelo IML de Angra dos Reis, município do Rio de Janeiro vizinho a Paraty.

Nesta quinta-feira 19, um avião particular onde estava o ministro e outras quatro pessoas caiu no mar de Paraty, próximo a Ilha Rasa. A aeronave partiu de São Paulo e pertencia ao Grupo Emiliano, do empresário Carlos Alberto Filgueiras, dono do Hotel Emiliano, que também morreu no acidente.

O corpo do ministro será liberado pelo IML na noite desta sexta, seguirá para a Base Aérea do Galeão, no Rio, e de lá para a Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul, na madrugada deste sábado 21. O velório será em Porto Alegre.

O corpo será recebido pelo filho de Teori Zavascki e pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia. Michel Temer confirmou presença na cerimônia.
(via Rio247)

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TESTEMUNHA RELATA FUMAÇA BRANCA NA AERONAVE ANTES DA QUEDA

Uma testemunha que viu o momento da queda do avião onde estava o ministro do STF Teori Zavascki nesta quinta-feira 19 em Paraty (RJ) diz ter visto uma fumaça branca na aeronave antes do acidente.

"Parecia a esquadrilha da fumaça", disse o barqueiro Célio de Araújo, segundo reportagem de Leslie Leitão, da Veja.

"Vi o avião baixando cada vez mais e avisei: 'Ele vai cair'. De repente ele soltou um bolo de fumaça branca, parecia a esquadrilha da fumaça. Passou por cima de nós, depois foi perdendo altitude, veio rodando pela direita, bateu com a asa direita na água e capotou", relatou.

Ele contou ter acionado a Defesa Civil e que o resgate chegou "bem rápido". O barqueiro também disse que chovia na hora da queda "naquele ponto, mas a chuva mais forte caiu depois, durante o resgate. Pela fumaça que vi, a queda nada teve a ver com o tempo. Houve um problema na aeronave", palpitou. (via Rio247)

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Atraso na Lava Jato dá ao governo janela para aprovar reformas, diz consultoria

A morte do ministro Teori Zavascki, responsável pela relatoria da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), atrasará o andamento da maior investigação sobre corrupção e lavagem de dinheiro feita no Brasil – o que cria uma “janela” para o governo de Michel Temer aprovar reformas, diz a Eurasia Group.

A consultoria sediada em Nova York analisa o impacto de eventos políticos no mundo inteiro para investidores.

Em relatório divulgado nesta quinta-feira (19), a Eurasia destaca que Zavascki era responsável por deliberar sobre o “volume massivo de informação” levado à Corte por meio dos 900 depoimentos feitos por 77 executivos da Odebrecht, concluídos em dezembro.

“Especulava-se muito em Brasília que o ministro tornaria pública boa parte desses depoimentos no início de fevereiro. Isso não deve mais ocorrer, e as próximas semanas serão tomadas pela comoção nacional pelo altamente respeitado ministro”, diz a consultoria.

Para a consultoria, decisões importantes relacionadas à Lava Jato só devem ocorrer após a nomeação do novo relator da Lava Jato, “apesar de um ministro da Corte poder tomar decisões sensíveis” ligadas à operação.

Pelo regimento interno do STF, no artigo 38, “em caso de aposentadoria, renúncia ou morte”, o relator é substituído pelo ministro que será nomeado pelo presidente da República para sua vaga.

Há, no entanto, uma exceção também prevista no regimento do STF, no artigo 68, para a redistribuição desses processos para outros ministros em casos urgentes. Não ha prazo previsto para a escolha do novo ministro do STF. (informações IG)

TRATAMENTO DADO AOS NOSSOS HERÓIS NACIONAIS - CAPÍTULO 5

Por PAULO METRI -



Falar sobre um herói desconhecido é, a primeira vista, irracional. Mas, se for explicado que é um herói almejado, já planejado em detalhes, e que faria muito bem para a sociedade se existisse, começa a fazer sentido. Por outro lado, talvez ele já exista e eu não se sei sobre a sua existência.

Este herói nacional é o militar perfeito. Escrevi, em artigos passados, que a postura do militar deveria ser a de não tomar posição a favor de nenhum lado político e não se envolver com este debate. Enfim, cumprir a risca o que a Constituição diz. Mudei de opinião ao me conscientizar que o texto constitucional não retrata o que é melhor para a sociedade.

Em uma entrevista ao Estadão, em 11/12/16, o Comandante do Exército, General Villas Boas, após dizer que a chance de uma intervenção militar hoje era zero, disse: “Eu avisei (ao presidente e ao ministro) que é preciso cuidado, porque essas coisas são como uma panela de pressão. Às vezes, basta um tresloucado desses tomar uma atitude insana para desencadear uma reação em cadeia.” “Atitude insana” seria o pedido de um golpe militar? E, se o pedido for este, “reação em cadeia” seria o fato do pedido se agigantar? E, se ele se agigantar, qual a reação dos militares da ativa? Seria extremamente importante o General não deixar nenhuma dúvida no ar.

Ao falar sobre os militares da reserva, o General disse que a reserva é sempre mais arisca, mais audaciosa, mas "até o momento está bem, sob controle". Ele não me tranquilizou sobre o que é possível acontecer no futuro. Existe a possibilidade dos militares da reserva ficarem fora de controle? E, aí, o que acontecerá?

O artigo 142 da Constituição Federal de 1988 diz que: “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

Promulgada três anos depois dos 21 anos de ditadura civil-militar, ainda assim a Constituição contém a obsessão das Forças Armadas serem as garantidoras da lei e da ordem. Não há a preocupação que estas Forças garantam a inclusão social ou que se oponham à entrega de um patrimônio nacional a estrangeiros. A obsessão exclusiva pela lei e pela ordem pode ser interpretada como sendo um excelente pretexto para a usurpação do poder de políticos escolhidos pelo povo e que não são da preferência de grupos econômicos e de políticos perdedores da eleição. A ordem assim conseguida é na base da repressão. A população é dominada por medo. Esta ordem lembra muito a “paz de cemitério”.

Desta forma, o militar perfeito não deve ter ânsia de poder e não deve satisfazer os anseios de nenhum grupo, que queira se apossar do poder, pela força ou por imposição midiática, inclusive com golpe parlamentar e do judiciário, alegando argumentos fictícios. A única transmissão de poder deve se dar nas épocas combinadas previamente e em respeito ao voto popular.

Eu tive um sonho. Todo o Alto Comando das Forças Armadas estava em um amplo salão. Estavam lá oficiais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, e também os que servem no Estado Maior das Forças Armadas. Creio que, como uma deferência ao Exército, era o Comandante desta Força que ia falar. Logo no início da sua fala, disse que, para as afirmações que faria, tinha a concordância de todas as patentes e os comandos daquela sala, que “são os atuais representantes das Forças Armadas”.

Ele disse que estava ali para comunicar uma mensagem, que seria transmitida uma única vez, que os militares continuavam sem querer se envolver em política partidária, que não querem também opinar sobre as diversas leis que tramitam no Congresso ou as políticas de governo, excetuando aquelas relacionadas à Defesa Nacional. Que os militares continuavam reconhecendo o Presidente da República como Comandante-em-Chefe das Forças Armadas.

Deu uma pausa e disse: “No entanto, os militares não podem se calar, sem serem cúmplices, da entrega que está sendo feita do patrimônio nacional. Este patrimônio não pertence aos políticos que estão em cargos públicos no momento, nem a grupos empresariais ou a uma geração. Ele pertence a todas as gerações, a atual e as futuras, da sociedade brasileira. Trata-se de verdadeiro crime de lesa-pátria querer explorá-lo rapidamente e trazendo pouco benefício para a sociedade.

Continuou, dizendo: “A Constituição de 1988 era um excelente ponto de partida para a sociedade. No entanto, políticos representantes de grupos econômicos vêm a modificando a cada mandato, sem terem sido eleitos como constituintes, e hoje, ela é uma colcha de retalhos, que se distanciou da proteção à sociedade. As Forças Armadas existem para defender a Pátria, que não é só os acidentes geográficos existentes em nossa região do planeta. Pátria inclui seus habitantes e nossas Forças não podem ficar alheias ao fato que grupos os estão explorando.

Finalizou da seguinte forma: “No presente governo, existiram várias transações, quase doações, e todas seguiram o que os instrumentos jurídicos mandam. Contudo, estes instrumentos foram criados ou administrados por inimigos do povo. Por exemplo, parte do campo de Carcará, grande parte da malha de gasodutos, campos do Pré-Sal, empreendimentos na Petroquímica e muitos outros, compõem o assalto recente no setor de petróleo ao bem público e em benefício de petrolíferas estrangeiras. Essas transações devem ser desfeitas. Não há ‘ato jurídico perfeito’ quando um dos lados teve preços e condições aviltados nos contratos.

Após esta comunicação, fiquei pensando: “Isto é um ultimato. Não há a chance de não ser obedecido sem ser deposto, mesmo o Comandante-em-Chefe. E, se este quiser substituir a liderança militar, pelo que foi dito, não existirá substituto, ou seja, não há oficial que aceite o cargo. Se o Comandante-em-Chefe não cumprir o determinado, possivelmente o poder será passado de imediato para o seguinte na linha sucessória. Este é um golpe? Sim, o ‘golpe do bem’” Acordei feliz, pois tinha conhecido a versão atual do militar perfeito. Estes já existiram no passado. Cometerei o erro de citar só três, pois excluirei vários outros: General Horta Barbosa, Almirante Álvaro Alberto e Brigadeiro Sergio Ferolla. Certamente, eles existem hoje, mas algo os proíbe de aflorar.

E o tratamento que é dado a eles pela sociedade? Esta não sabe que eles podem existir e, muito menos, como eles poderiam nos beneficiar. Aliás, não vamos longe, a sociedade se manifesta pouco ou quase nada sobre as Forças Armadas que quer. Quando, na verdade, elas podem ser um fator de indução de bem-estar.

* Enviado para o e-mail da redação. Paulo Metri é conselheiro do Clube de engengaria/Blog do autor: http://paulometri.blogspot.com.br

20.1.17

1 - EMPORIUM SÃO PAULO CHAMA A POLÍCIA E SINDICATO PROTESTA; 2 - COMERCIÁRIOS ASSINAM CONVENÇÃO COLETIVA PARA TRABALHADORES DE CONCESSIONÁRIAS

Via SINDICATO DOS COMERCIÁRIOS-SP -


Na manhã desta sexta-feira (20), a militância do Sindicato dos Comerciários de São Paulo realizou um ato em frente ao Emporium São Paulo, na Vila Nova Conceição.

Além de proibir que seus funcionários comprem na loja e não oferecer a refeição diária (garantida na Convenção Coletiva de Trabalho), a Emporium foi denunciada por desenvolver práticas antissindicais – proibindo a relação  sindicato e empregado, considerando a questão como caso de polícia.

Durante a ação, os representantes da empresa assumiram o compromisso de comparecer ao departamento jurídico da entidade sindical, no dia 15 de fevereiro, para tratar das questões denunciadas.

***
Comerciários assinam convenção coletiva para trabalhadores de concessionárias

Na manhã desta quinta-feira (19), o Sindicato dos Comerciários de São Paulo e os sindicatos representados pela Federação dos Trabalhadores no Comércio do Estado São Paulo assinaram, junto ao sindicato patronal – SINCODIV, a Convenção Coletiva de Trabalho 2017 (CCT) para os comerciários de concessionárias.

Após intensos meses de negociações, o documento assinado garante um reajuste salarial de 9,15% sobre o salário de outubro de 2016, data base da categoria.

As diferenças referentes aos meses de outubro, novembro, dezembro poderão ser pagas em até três parcelas, a partir de 20 de fevereiro.

Além do reajuste salarial, a CCT mantêm todas as cláusulas sociais relacionadas ao direito do trabalhador, como comissão, folgas, horas extras, licenças, férias, refeição, trabalho aos domingos e feriados.

Os trabalhadores que desejarem apresentar carta de oposição ao desconto da contribuição assistencial devem comparecer à sede da entidade sindical (à Rua Formosa, 99, Centro) ou em uma das subsedes do Sindicato, das 9h às 17h. Aos sábados, domingos e feriados somente na sede, das 9 às 17h. Essas cartas deverão conter nome, RG e CPF do trabalhador, bem como o nome da empresa em que trabalha. O prazo é de 30 dias a iniciar da data de assinatura da CCT.

1 - GRAVADOR DE VOZ DE AVIÃO QUE LEVAVA TEORI É RECUPERADO EM BOM ESTADO; 2 - DONO DO EMILIANO ERA SÓCIO DO BTG PACTUAL, INVESTIGADO NA LAVA JATO; 3 - MARCO AURÉLIO MELLO SUGERE ALEXANDRE DE MORAES PARA O LUGAR DE TEORI

REDAÇÃO -

A Força Aérea Brasileira (FAB) recuperou nesta sexta-feira (20) o gravador que registra as conversas na cabine do avião que caiu com o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Chamado de Cockpit Voice Recorder (CVR), o equipamento aparenta estar em boa condição, ainda segundo a FAB. O gravador de voz pode ser fundamental para esclarecer o que provocou a queda do avião. O equipamento registra os diálogos do piloto na cabine do avião, seja com outros passageiros ou com o controle de tráfego aéreo.

O aparelho passará por perícia em Brasília para que os investigadores descubram se ele estava ligado e registrou conversas durante o voo. A análise será em um laboratório na sede do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Uma equipe de militares da FAB iniciou nesta sexta investigação no local do acidente aéreo.. A primeira fase da apuração consiste na coleta de dados no local da tragédia.

Pela legislação, aeronaves de pequeno porte particulares, como o King Air que caiu, não são obrigadas a ter gravador de dados de voz nem gravador de dados de voo –este monitora o comportamento dos sistema do avião durante o voo. O King Air não tinha gravador de dados de voo, chamado de Flight Data Recorder (FDR).

Além da investigação conduzida pela FAB, há outras duas em curso: uma aberta pelo Ministério Público Federal (MPF); e uma conduzida pela Polícia Federal. MPF e Polícia Federal irão apurar se houve eventual intenção deliberada de derrubar o avião.

A investigação da FAB está na chamada “fase de ação inicial”, quando há a coleta de dados. Nessa etapa, os militares analisam os destroços, buscam indícios de falhas, levantam hipóteses sobre a performance da aeronave nos momentos finais do voo, fotografam detalhes e retiram partes da aeronave para análise, se for o caso.

Depois da fase inicial de coleta de dados, a investigação prossegue com a fase de análise dos dados, explicou a FAB. (via G1)

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Dono do Emiliano era sócio do BTG Pactual, investigado na Lava Jato

Empresário Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, dono do Hotel Emiliano e que morreu junto com o ministro Teori Zavascki na queda do avião em Paraty, era sócio do Banco BTG Pactual, cujo ex-presidente André Esteves figura entre os investigados da operação Lava Jato.

Segundo o jornalista Alceu Castilho, do blog Outras Palavras, a Forte Mar Empreendimentos e Participações, uma das empresas de Filgueiras, tem 90% de seu capital social em nome do Development Fund Warehouse, um fundo de investimentos do BTG. Em dezembro de 2015, Teori Zavascki revogou prisão de Esteves, enviando-o ao recolhimento domiciliar. Em abril de 2016, o ministro suspendeu as medidas cautelares contra o banqueiro.

Leia a íntegra da reportagem no blog Outras Palavras.

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Marco Aurélio Mello sugere Alexandre de Moraes para o lugar de Teori

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, sugere para o lugar de Teori Zavascki alguém que, desde que assumiu sua pasta no governo Temer, só causou, para usar um eufemismo, problemas: Alexandre de Moraes.

“Aí nós temos, por exemplo, o ministro que está no Ministério da Justiça, que foi do Ministério Público, é professor, constitucionalista, foi secretário de Segurança Pública do prefeito Kassab, secretário de Justiça e Segurança Pública do governo Alckmin, e aceitou o sacrifício de ir para Brasília trabalhar no Ministério da Justiça”, disse à Agência Estado.

Segundo Marco Aurélio, “o perfil ideal é um nome com bagagem jurídica e experiência”.

Ele fez uma ressalva sobre a opção Moro.

“O risco ocorreria, por exemplo, se escolhêssemos este grande nome da magistratura, para ir para o Supremo, né? Ressalto que é o juiz Sergio Moro. Por quê? Porque ele domina o processo que está em curso no Paraná, os diversos processos”, falou.

“E, no Supremo, estaria impedido de julgar, no grau recursal ou habeas corpus, esses processos, em que já havia atuado na primeira instância. Aí teríamos um duplo prejuízo, perderíamos uma pedreira da magistratura, que é a primeira instância e também no Supremo.” (via DCM)

S.O.S EMPREGO e FIST FAZEM ATO EM UNIDADES DA PETROBRÁS

Via FIST -


Militantes dos movimentos acima citados fizeram manifestação e passeata do Edifício Central da Petrobrás(EDISE) até outra unidade da empresa na Rua Henrique Valadares (EDISEN). Na oportunidade, denunciaram o desmonte da empresa, as demissões que a Petrobrás vem fazendo, a situação de penúria dos trabalhadores do COMPERJ e os leilões que a empresa vem fazendo de seu petróleo, além da venda de seus ativos. Recentemente, a empresa doou à estatal norueguesa STARTOIL uma vasta área denominada “Carcará”. A Noruega tem melhor IDH do mundo, proveniente da exploração do petróleo que é feita por sua estatal, demonstrando que, assim como a China e a Venezuela, o petróleo deve ser explorado pelas estatais e não pelo famigerado  capital internacional que só pensa no lucro.


A Frente Internacionalista dos Sem-Teto (FIST) e o SOS EMPREGO conclamaram, finalmente, a população para uma grande greve geral para a derrubada do governo golpista de Temer e por uma saída comandada pelos trabalhadores.



FIST (Frente Internacionalista dos Sem-Teto)

PELO MENOS 50 MANIFESTANTES ANTI-TRUMP PRESOS, INFORMA POLÍCIA DE WASHINGTON; REPÓRTER DA GLOBONEWS ENTREVISTA VESGO, DO PÂNICO, ACHANDO QUE É UM AMERICANO [VÍDEO]

REDAÇÃO -

Mais cedo, cerca de 500 manifestantes entraram em confronto com autoridades policiais.


Pelo menos 50 manifestantes anti-Donald Trump foram presos em Washington, DC por se envolverem em violência, informou a polícia local a Sputnik na tarde desta sexta-feira que marca a posse do republicano.

No início do dia, cerca de 500 manifestantes anti-Trump enfrentaram 100 policiais, que estavam equipados com bastões e gás lacrimogêneo, em um local apenas a alguns quarteirões do Capitólio onde Trump assumiu o 45º presidente dos Estados Unidos.

Manifestantes também destruíram uma limousine, quebraram janelas de uma agência do Bank of America e arremessaram stands de jornais no centro da capital americana.
(via Sputnik)

Washington Post: Manifestantes usam táticas de black blocs em confronto com polícia

Os manifestantes presos pela Polícia de Washington na tarde de hoje usavam técnicas de confronto semelhantes às táticas dos black blocs, informou o The Washington Post.

Os detidos vestiam preto e usavam máscaras para cobrir os rostos. Ataques a carros caros — como o registrado contra uma limusine — e o método de provocação a autoridades policiais são compatíveis com técnicas do grupo, completou Gomez.

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Repórter da GloboNews entrevista Vesgo, do Pânico, achando que é um americano

“Tem até americano brincando de ser Donald Trump aqui perto de mim”, disse a correspondente Carolina Cimenti, da GloboNews, sem se dar conta que estava, na verdade, entrevistando Rodrigo Scarpa, o Vesgo do “Pânico”. A entrevista foi ao ar, ao vivo, por volta das 21h40 desta quinta-feira (19). Ao final da conversa, ainda sem perceber que foi enganada, a repórter observa: “Enfim, é uma posse cheia de emoções”. Na verdade, uma posse com direito a trollada! (informações UOL)

POPULAÇÃO E MOVIMENTOS SOCIAIS SE REÚNEM EM DEFESA DA UERJ [VÍDEO]

ROGER MCNAUGHT -


Diante do cenário avassalador de desmonte da estrutura do serviço público imposto pelo (des)governo do PMDB nas esferas federal e estadual, movimentos sociais convocaram um abraço à UERJ, Universidade Estadual que foi pioneira em políticas de acesso ao ensino superior no estado e no país.

Prontamente, uma multidão compareceu, e mesmo a população que passava ao local a pé ou em veículos expressava apoio repetidas vezes ao movimento que denunciava a covardia perpetrada contra a população. 

Ao microfone, trabalhadores das mais diversas áreas, desde o ensino público até movimentos sociais se manifestaram em defesa da Universidade pública, gratuita e de qualidade e denunciaram que o desmonte vai muito além da educação propondo até mesmo a privatização da CEDAE, responsável pela distribuição de água e coleta de esgoto no Rio de Janeiro.

O que seria trágico se não fosse cômico é o fato de que o desmonte da educação pública, gratuita e de qualidade é um objetivo constante da direita elitista brasileira e já foi desafiado pelo saudoso ex-governador Leonel de Moura Brizola que à sua época enfrentou de peito aberto os inimigos do serviço público de qualidade implementando escolas para a população mais necessitada.  Vê-se hoje que a luta continua nesse patamar delicado e que o ex-governador faz falta pelo seu raciocínio afiado e coragem ao denunciar publicamente os mandatários da destruição do patrimônio popular.

Vale ressaltar que no caso da UERJ, muito além do papel social de inclusão há também outras questões delicadas como o Hospital Universitário que é vital para o atendimento na região e os setores de produção científica notórios por sua qualidade.  O fechamento e/ou privatização afetaria irremediavelmente toda a população do Rio de Janeiro que é atendida pelos serviços diretos e indiretos de todos os setores ligados à universidade.

O ato, que foi realizado de forma pacífica do início ao fim – uma vez que a polícia militar não causou nenhuma obstrução ao ato milagrosamente – terminou de forma satisfatória e toda a UERJ foi cercada pelos manifestantes, sendo abraçada por um cordão humano que cobriu todo o perímetro exterior do campus.

O primeiro movimento popular já foi feito, agora é esperar que ele tenha o impacto necessário para evitar mais essa tragédia planejada contra a população.  Os movimentos sociais estão de olho!

UERJ RESISTE!

A PARTIR DE HOJE, A CASA BRANCA TEM NOVO RESIDENTE, NADA PARECIDO COM UM PRESIDENTE

HELIO FERNANDES -

Pode ser tudo, menos presidente dos EUA. Mas de qualquer maneira, já assinou o livro de posse, discursou, cansou, irritou. Como tem raiva da humanidade, espera que todos se retirem, para começar sua peregrinação de 4 anos. A não ser que seu mandato dure tanto ou menos do que o de Nixon, ou talvez nem chegue lá.

Mas é quase certo que o Lloyd de Londres, a maior casa de apostas do mundo, erre completamente. No momento, estão pagando 11 libras por cada 10 apostadas, no começo da construção do muro do México. A mesma coisa pela transferência da embaixada americana, de Tel Aviv para Jerusalém. Na verdade, ninguém terá boa recompensa apostando em Trump.

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ACORDO ASSINADO, FRENTISTAS DE CHAPECÓ/SC COMEÇAM A RECEBER VALE-ALIMENTAÇÃO

Via FENEPOSPETRO -


Em Chapecó-SC, começaram pela primeira vez a receber vale-alimentação os trabalhadores nas empresas revendedoras de combustíveis, Borracharias e serviços de lavagens de veículos, representados pelo Sitercomoc, entidade filiada à Federação Nacional dos Frentistas – Fenepospetro.

O presidente do sindicato, Juscemar M. Pavão, em visita às bases soube na última quarta-feira (18) que algumas empresas se anteciparam à data (5 de fevereiro) na entrega do benefício, que  passou a constar na Convenção Coletiva negociada em dezembro entre o sindicato e o Sindipostos, a patronal do município. O acordo selado garantiu, além do item, que tem valor de sessenta reais, reajuste salarial de 8,02%, o que permitiu, além da reposição total da inflação, mais 1,43% de aumento real. Com a mudança, passou a ser de  1.564,42 (já inclusos 30% de periculosidade) o salário médio da categoria de Chapecó-SC, estimada em setecentos trabalhadores, com data-base em 1° de janeiro.

O desfecho positivo da negociação aproxima Chapecó da realidade de avanços que usufrui a categoria da região oeste, meio oeste e planalto norte de Santa Catarina, estimada em dois mil trabalhadores, também da base do Sitercomoc: “Nossa luta em defesa da categoria inclui principalmente  fazer avançar as melhorias, e garantir direitos conquistados em nossas convenções” afirmou o presidente da entidade, Juscemar Pavão.

*Assessoria de Imprensa Fenepospetro- Leila de Oliveira

RETIRADA DE DIREITOS NÃO GERA EMPREGO!

Por LUIZ CARLOS MOTTA - Via UGT -

Luiz Carlos Motta, Presidente da Federação dos Comerciários do Estado de São Paulo,
entidade filiada a União Geral dos Trabalhadores (UGT).
Os 70 Sindicatos Filiados à Federação dos Comerciários do Estado de São Paulo (Fecomerciários), juntamente com suas respectivas Centrais Sindicais, estão unidos e mobilizados para evitar que a complexa Reforma Trabalhista seja aprovada com o conteúdo que foi encaminhado ao Congresso Nacional pelo presidente Temer.

Por isso, estamos reivindicando junto ao governo a composição efetiva de uma frente de diálogo e ampla negociação com o sindicalismo, com a presença dos patrões, ante a proposta de Reforma Trabalhista, a fim de evitar retrocessos e para que o Projeto de Lei (PL) 6787/2016, não seja votado em regime de urgência.

Leia o artigo em TRIBUNA SINDICAL

A HISTÓRIA DA ABI MANCHADA POR QUEM APLAUDIU O DONO DA CORDA COM MEDO DA FORCA

Por ANDRÉ MOREAU -

Atentos ao retrocesso que vem atingindo a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), desde outubro de 2013, os membros da Chapa Villa-Lobos, o Conselheiro Deliberativo Efetivo da ABI, Daniel Mazola, juntamente com o advogado e confrade André de Paula, entregaram (19) solicitação de apresentação dos seguintes documentos, para o Presidente do Conselho Deliberativo da ABI, Ivan Cavalcanti Proença:

1. Ata da Assembléia que autorizou a utilização do voto eletrônico através de máquinas de primeira geração e pela Internet.

2. Assembléia que trata dos fatos ocorridos antes da eleição 2016/2019, que reelegeu o Sr. Domingos Meirelles com pouco mais de cinqüenta e dois votos.

Cumpre ressaltar que chapas de diretoria são compostas por cinqüenta e dois membros associados.

A ABI, criada em 7 de abril de 1908, é uma entidade marcada por posições nacionalistas, visando assegurar à classe jornalística os direitos assistenciais e tornar-se um centro poderoso de ação.

Hoje em tempos de exceção como em 64, de duros embates sobre diferentes opiniões, a Casa dos Jornalistas, apóia o "impeachment," sem mérito, mesmo que a contra gosto de inúmeros associados.

História

O Presidente Barbosa Lima Sobrinho, foi incansável defensor da soberania nacional. Dentre outras bandeiras, defendeu a criação da Petrobrás e as "Diretas Já". Barbosa é autor da celebre frase que sintetiza as diferenças sociais do Brasil só havia dois partidos: o de Tiradentes e o de Silvério dos Reis.

Com a morte de Barbosa, Fernando Segismundo, foi eleito Presidente da ABI. A Casa dos Jornalistas se manteve com retidão e ética, seguindo a concepção do seu fundador, o jornalista, Gustavo de Lacerda que teve como principal objetivo assegurar à classe jornalística os direitos assistenciais, tornando a ABI num centro poderoso de ação. Segundo o próprio Lacerda, a Associação deveria ser um campo neutro em que se pudessem abrigar todos os trabalhadores da imprensa.

Segismundo, ressaltou que "além das finalidades fundamentais, a associação deve interpretar o pensamento, as aspirações, os reclamos, a expressão cultural e cívica de nossa imprensa; preservar a dignidade profissional dos jornalistas - e não apenas a de seus sócios; acautelar os interesses da classe; estimular entre os jornalistas o sentimento de defesa do patrimônio cultural e material da Pátria; realçar a atuação da imprensa nos fatos da nossa história; e colaborar em tudo que diga respeito ao desenvolvimento intelectual do País".

Em sintonia com os acelerados tempos de tecnologia informática, durante a administração de Fernando Segismundo, o confrade Osvaldo Maneschy, foi responsável pela criação do site da ABI.

Posteriormente, cumpre ressaltar, Fernando Segismundo autorizou por escrito o funcionamento do movimento teatral junto a ABI, proposto pelo autor deste artigo, em parceria com criadores da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT), movimento integrado a "A ABI que nós queremos," campanha de membros da Casa dos Jornalistas, mais adiante denominada Chapa Prudente de Moraes, neto (2002 – 2004), que indicou e elegeu o jornalista Maurício Azêdo, Presidente da ABI.

Destacado profissional do jornalismo, enquanto Presidente da ABI, Maurício Azêdo foi responsável pela elaboração do Jornal da ABI, veículo com requintadas feições gráficas que circulou mensalmente, até a sua morte. As edições eram enviadas regularmente por mala direta aos associados, brasileiros e estrangeiras. O Jornal da ABI, deu maior visibilidade às lutas por liberdade de expressão e Direitos Humanos.

As reuniões do Conselho da ABI que antecederam a morte do jornalista Maurício Azêdo (11/2013), foram marcadas por duros embates

Até essa quadra da História da ABI, o conselheiro Domingos Meirelles, foi considerado amigo de Azêdo e leal membro da Chapa Prudente de Moraes, neto.

A descoberta de que Meirelles resolveu trabalhar na divisão da Chapa Prudente de Moraes, neto, objetivando promover a Chapa Wladimir Herzog, encabeçada por ele mesmo, surpreendeu seus pares, mas o pior ainda estava por vir.

O clima de embates se intensificou até a última reeleição da Prudente de Moraes, neto, encabeçada por Maurício Azêdo.

Insatisfeitos com o resultado das urnas, membros da Chapa Wladimir Herzog, resolveram ingressar na justiça propondo cancelar a vitória da Prudente de Morais, neto.

A decisão jurídica em primeira instância favoreceu Domingos Meirelles. Considerada desproporcional, a decisão foi questionada na justiça e após meses de mobilizações, Maurício foi reconduzindo à presidência da Casa dos Jornalistas, no entanto, sua saúde havia sido abalada pelo golpe vindo de um velho amigo.

A última edição do Jornal da ABI contendo a carta chamamento de Azêdo, elaborada no seu leito de morte, ficaria fora de circulação, se não fossem os protestos de Marilca, a viúva. No texto Maurício denuncia a narrativa golpista em curso na América Latina.

Com base na previsão estatutária de vacância, em casos de morte, David Fichel, questiona a possibilidade do vice-Presidente Tarcisio Holanda, assumir a presidência. Em uma Assembléia histórica, David Fichel acaba sendo escolhido para assumir a presidência interina da ABI.

Dos embates saudáveis entre conselheiros, a ABI foi mergulhada num retrocesso de grande escala, como órgão auxiliar das ações de obscurantismo promovidas pelas organizações Globo. Com a fragmentação da Chapa Prudente de Moraes, neto, Domingos Meirelles, acaba reassumindo a direção da ABI.

Domingos Meirelles, transformou o site da ABI, numa espécie de órgão de circulação interna dos defensores do impeachment, sem mérito. O Jornal da ABI, saiu de circulação. Pouco a pouco aquela ABI de lutas, foi saindo de sintonia, em apoio a entidades e empresas patronais como as organizações Globo. A ABI foi perdendo visibilidade, até ser transformada numa espécie de agência de poucos candidatos, para menos empregos, ainda.

Apática, a diretoria da ABI passou a aceitar os caprichos do Presidente, ausente

Esse Modus Operandis perpassou a primeira gestão de Meirelles, até abril de 2016, quando pode se verificar através da denúncia do conselheiro, então Presidente da Comissão Eleitoral (2016/2019), Carlos Newton, que cansado com as arbitrariedades do que denominou ser semelhante ao reinado da rainha da Inglaterra que tem trono, mas não governa. Newton questionou publicamente as conspirações de Meirelles, para impedir a Chapa Villa-Lobos, encabeçada pelo Jornalista e escritor José Louzeiro, de concorrer (2016/2019), visando se perpetuar na presidência da ABI, mesmo que com poucos mais do que cinqüenta e dois votos.

*André Moreau, Professor e Jornalista, Diretor do IDEA – Unitevê (Canal Universitário de Niterói) e Coordenador-Geral da Pastoral de Inclusão dos "D" Eficientes Nas Artes/Fonte: blog Jornal da ABI.