25.8.16

MINISTRO DO STF, GILMAR MENDES, MANDA UM RECADO PARA O JUIZ SÉRGIO MORO: O CEMITÉRIO ESTÁ CHEIO DE HERÓIS

EMANUEL CANCELLA -

Os golpistas acreditam que a luta em defesa do mandato da eleita pela maioria da vontade popular vai somente até a votação no Senado, tanto que a mídia publica diariamente a intenção dos votos dos senadores. E os golpistas vão além, caso não consigam afastar Dilma no Senado, ainda querem apelar para o TSE, presidido pelo ministro Gilmar Mendes, que, de forma nada escamoteada, já antecipou seu voto contra o mandato da presidente Dilma.

Aliás, Gilmar Mendes ainda disse que a lei da ‘Ficha Limpa” não é uma lei sóbria. Ora, até um embriagado entende que Gilmar, com a tentativa de desmoralizar o Congresso, rotulando seus integrantes de um bando de bêbados quando aprovou a lei da ‘Ficha Limpa’, é somente para livrar a cara do golpista de plantão, Michel Temer, que está inelegível por oito anos pela lei da ‘Ficha Limpa”.

Os golpistas têm pressa até porque não estão claros, para a maioria da sociedade, os planos daqueles que, em nome do combate à corrupção, querem saquear o país. As gravações do ex-presidente da Transpetro deixam claro que Dilma foi afastada principalmente porque não interferia nas investigações da PF (1).

Agora assistimos à briga do STF com a Lava Jato, em torno da delação da OAS que citou o ministro do STF Dias Toffoli.  Gilmar Mendes, em claro recado ao juiz Sérgio Moro(2), afirmou:  ‘O cemitério está cheio de heróis’. Isso não é palavreado de ministro do STF, parece linguajar de bandido chefe de alguma facção. Como se não bastasse, o procurador geral da República, Rodrigo Janot, disse em entrevista que dorme com uma pistola. Essas pessoas estão mostrando a que vieram!

As contradições entre os golpistas começam a aflorar, por isso eles têm pressa. E por isso tentam passar a ideia de que tudo termina no Senado.

O golpe, capitaneada por Michel Temer, vai muito além da retirada de uma presidente legitimamente eleita, o que já é muito grave!

Os golpistas querem retirar direitos trabalhistas, como tornar negociável aquilo que era direito consagrado na CLT, como férias e 13°; querem passar a semana de trabalho de 40 para 80 horas; aposentadoria para os golpistas é aos 70 anos; querem acabar com acúmulo de aposentadorias e pensão por morte. Isso representaria um impacto fiscal significativo, mas essa mesma preocupação o governo não teve quando deu reajuste generoso a várias categorias, em especial ao Judiciário. E os mais prejudicados serão os aposentados e pensionistas de baixa renda, que são a ampla maioria dos envolvidos. Ou seja, aumento para eles e os pobres coitados que paguem a conta!

Como se não bastasse, querem retomar a Privataria Tucana, entregando aquilo que o governo de FHC não conseguiu entregar, como a Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica, Furnas etc. Vão ainda congelar por dez anos o orçamento dos estados, consequentemente impedindo o crescimento dessas regiões, impulsionando o desemprego; vão também reduzir os programas sociais entre outros, Minha casa Minha Vida, Fies, políticas de Cotas, Pronatec, Mais Médicos, Bolsa Familia e Bolsa Esporte, sendo que o Bolsa Esporte resultou na maioria das medalhas na Olimpíadas. Querem também destruir o SUS, para privilegiar os donos dos planos de saúde, seus comparsas!

A mídia esconde, mas a maioria da sociedade entende, e a cada dia mais, que estamos diante de um golpe, não na Dilma, mas no povo brasileiro e em nossas riquezas. A sociedade não percebeu, ainda, o tamanho da roubalheira que os golpistas estão nos impondo, entretanto, apesar da Globo e da mídia golpista, a sociedade acordará!

Chico Buarque falava em música, na gota d’água, acerca da revolta dos brasileiros, que ainda não será na troca de gentileza entre o STF e a Lava Jato.

Os golpistas devem lembrar que Collor caiu quando mandou que os brasileiros colocassem na janela bandeira verde e amarela e o povo colocou a bandeira preta. Também a rainha da França perdeu o pescoço na guilhotina, na revolta popular que resultou na queda da Bastilha, quando propôs ao povo revoltado e faminto : ‘Não tem pão come brioche’.

Do Congresso Nacional, STF, PF, MPF nada a esperar, no limite a briga do STF e da Lava Jato, que se assemelha a coisa de bandidos.

A verdadeira luta na defesa do nosso patrimônio, dos nossos direitos e da soberania nacional não tardará e vai ser travada nas ruas!

A propósito a luta entre os golpistas já começou!

Fonte:

*Emanuel Cancella é da coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

NESTE AMALDIÇOADO 2016, O BRASIL PODE TER 3 PRESIDENTES

HELIO FERNANDES -

No momento, o país está numa situação anômala, inédita, inconveniente, única em toda a Historia. Estamos com 2 presidentes, mas insatisfeitos, podemos ter um terceiro, que ocasionalmente, eliminaria toda essa confusão. Viria por decisão do TSE, já deveria ter vindo antes. Mas não lamentemos o tempo perdido. Pois esse terceiro viria do povo, do voto, das urnas. O que, pelo menos, alimentaria uma esperança, a ser consolidada ou não.

Podem refutar e descrer da esperança do repórter, lembrando: "Dona Dilma também foi eleita". E se quiserem, acrescentar. E ainda foi reeleita, aproveitando a brecha na democracia, aberta por FHC. Aberta, comprada e paga por empresários. Que como recompensa, receberam enormes desonerações. Que comprometeram tudo, desaguaram nesta tragédia nada grega, que corrompe e corrompeu o Brasil. E leva uma eternidade para encontrar o caminho de volta. Com as mais diversas expectativas.

Leia mais na COLUNA

O MAIS NO MESMO

CARLOS CHAGAS -


Admitindo-se que Michel Temer se torne presidente definitivo da República, dentro de uma semana, seu primeiro grande problema coincidirá com o afastamento de Dilma Rousseff: o aumento salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal, do Procurador Geral e dos Defensores Públicos, com reflexos no custo de vida, na inflação e na popularidade do novo chefe do governo.

Até agora, Michel só fez bondades e aumentou as despesas do governo. Deveria adiar mais essa, mas terá coragem?

Às trapalhadas de Madame seguir-se-á a confusão do sucessor? Continuará a população sofrendo as consequências de péssimos governos, já que as contas permanecerão sendo pagas pelo cidadão comum? Ainda mais porque o tempo das maldades está à vista de todos, com as reformas da Previdência Social e Trabalhista, além da elevação de impostos.

Não demora que novos pedidos de impeachment venham a pipocar na Praça dos Três Poderes. Porque popularidade o presidente nunca teve. Nem terá, se sua performance for igual à da antecessora. Acaba de perder o apoio do PSDB e do DEM, sem saber se manterá o PMDB. Os sindicatos fogem dele, as massas com maior intensidade. A classe média nem chegou perto do palácio do Planalto e as elites bancam o avestruz em meio à tempestade, enfiando a cabeça na areia.

Em suma, a nação dá sinais de distância, passo inicial para a rejeição. Não demora muito para repetir-se o drama anterior. Também, nada existe que justifique mudanças fundamentais no processo institucional. Faltam dois anos para o Brasil continuar na mesma. Só que desta vez o desfecho será pior. A continuidade do mais no mesmo levará à desagregação final.

Teria Michel Temer viajando para China, Japão, Índia, Argentina e Estados Unidos, condições para retomar o desenvolvimento nacional? Carece o provável novo governo de respaldo para dar a volta por cima.

Novas eleições gerais resolveriam alguma coisa? O povo não mudou, continua o mesmo. Os problemas, mais agudos.

A desilusão, no mínimo igual. Mas a proximidade do caos, cada vez mais perto.

Os ministros do Supremo chegando aos 40 mil reais mensais, fora as polpudas vantagens, olham lá de cima os 880 reais que mais da metade da população recebe. Nem se fala, hoje, dos parlamentares, dos funcionários públicos privilegiados e de quantos se abrigam à sombra do Estado Nacional. Melhor seria caracterizar o afastamento desses dois Brasís: o formal e o real. O mais no mesmo permanecerá por quanto tempo ainda?

PRESIDENTE OU PRESIDENTA? O TSE CASARRÁ OS DOIS, SEJA LÁ O QUE A REGRA GRAMATICAL VALIDAR. POVO, POLÍTICOS E JUDICIÁRIO NÃO QUEREM DILMA

ROBERTO MONTEIRO PINHO -


Porque será que estão polemizando quanto o tratamento de presidente ou presidenta? Ou é falta do que fazer, ou então estão jogando uma nebulosa no processo do impeachment da presidetE Dilma Rousseff.

Possivelmente a chapa Dilma-Temer seja cassada pelo TSE. Nascerá então outra polêmica. Teremos novas eleições antecipadas? A discussão estará focada em dois pontos: os escândalos dos governos já citados acima, e no projeto de um novo governo.

A pergunta é: que projeto alguns dos possíveis candidatos, apresentariam? Afinal essa retórica já vem sendo apresentada a cada eleição, mas o que se fala, nao se pratica e a sociedade é que paga a conta da insanidade desrespeito público. Imoralidade, cinismo e traição, me parece ser o tema mais lúcido a ser discutido até mesmo nesta eleição municipal.

Uma nação que contabiliza um dos índices per capita mais baixos do planeta, alta taxa de desemprego, juros escorchantes, não tem saneamento básico em mais da metade de suas cidades, 22% de analfabetos (a China tem 0,2%), não controla a inflação que atinge, dois dígitos, e deve uma fortuna. Sinceramente não pode embarcar nessa de discutir em petit comité manifestação da afastada presidentE Dilma, que data venia pelo desserviço prestado não merece nenhum apreço da comunidade.

Dilma é culpada pelo esfacelamento da articulação política em sua gestão implodiu o PT, inviabilizou a eleição de prefeitos e vereadores nas eleições de outubro. Considerada o mais grave erro cometido pelo ex-presidente Lula da Silva, que já admite ter avaliado mal a sucessão, indicando Dilma Roussef para um  segundo mandato.

Agora surge com uma Carta cujas linhas iniciais diz: "Na jornada para me defender do impeachment me aproximei mais do povo, tive oportunidade de ouvir seu reconhecimento, de receber seu carinho. Ouvi também críticas duras ao meu governo, a erros que foram cometidos e a medidas e políticas que não foram adotadas". Que povo e reconhecimento? Agoniza a afastada presidente.

Depois confessa: "Acolho essas críticas com humildade e determinação para que possamos construir um novo caminho". O caminho de casa evidente!

Como se embriagada pelo pouco que restou de sua conturbada estada no topo da política, disparou: "Quem afasta o presidente pelo 'conjunto da obra' é o povo e, só o povo, nas eleições. Por isso, afirmamos que, se consumado o impeachment sem crime de responsabilidade, teríamos um golpe de Estado", declarou.

Ocorre que a presidentE, embora negue (eis que não sabia de nada) esta sendo acusada de ter adotado operações ilegais na gestão das contas públicas, para manter gastos em alta, mesmo com a queda de arrecadação. Ela nega qualquer irregularidade e diz que seus antecessores adotaram as mesmas medidas.

Depois empurra a conta para outro: "Os atos que pratiquei foram atos legais, atos necessários, atos de governo. Atos idênticos foram executados pelos presidentes que me antecederam. Não era crime na época deles, e também não é crime agora".

Da mesma forma que outros militantes da esquerda durante o regime militar (1964/1985), vendem seu “peixe” relembrando seu passado em que chegou a ser presa e torturada. Como se isso fosse curriculun para se livrar das fartas acusações. Pesa sobre a presidentE, à corrupção que envolve Pasadena, Petrobras, Belo Monte, BNDES e CAIXA, entre outros crimes os quais são investigados pela policia federal.

Sou “Honesta” declara Dilma em sua Carta aos senadores. Fala para duas dezenas deles E nem precisaria falar, eis que os mesmo são ventríloquos de um sistema, que tinha como propósito escravizar a nação brasileira, comandada pela sigla petista, sob a flama de “projeto de poder”.

Entrega a Carta e vai pra casa. Caiu em desgraça pública, só está sendo defendida por uma ala da CUT e de funcionários públicos (autêntico boquinhas), que dormem alimentados pelos contra cheques e a vida estável conquistada num concurso, de múltipla escolha.

O Brasil não tem sido contemplado por bons dirigentes. Desde Itamar, Collor FHC, Lula, Dilma e o interino Temer.

Porém, por mais que se critique os demais. Dilma foi um desastre sob vários aspectos. Omissão, preguiçosa, rancorosa, desarticulada e traidora. Vive de um passado conturbado, pouco explicado e nebuloso, que lhe deu o prêmio de ser presidente de uma nação, isso porque seu padrinho o ex-presidente Lula, a colocou no pedestal.

Outros que muito mais fizeram na luta armada, ou estão cobertos por lápide, desaparecidos ou recebendo o bolsa-ditadura. Hoje nem Lula, seu malfadado criador, e até os Sem Terra não querem Dilma.

PRÊMIOS

MIRANDA SÁ -

“Esportes não formam o caráter. Revelam-no.” (Hippolyte Jean Giraudoux)


Nesta pós-Olimpíada ainda temos margem para falar de premiação. Nos três primeiros lugares, temos os Estados Unidos com um total de 121 medalhas, sendo 46 de ouro, 37 de prata e 38 de bronze, depois vem a Grã-Bretanha com 67, 27 de ouro, 23 de prata e 17 de bronze; a China ficou em terceiro, alcançando 70, 26 de ouro, 18 de prata e 26 de bronze.

Nós, os verde-amarelos-azul e branco, ficamos com 19 condecorações, 7 de ouro, 6 de prata e 6 de bronze. Esperávamos mais, é, entretanto, desconhecida a razão do fracasso, exceto por sabermos da incompetência do PT-governo e a extorsão propineira dos seus corruptos de estimação no Ministério dos Esportes.

Não adianta chorar o leite derramado. Nossos atletas deram o melhor de si, e foram os mais modestos, sem-nome na mídia, que nos deram as maiores alegrias. Prêmio é prêmio; internacionalmente a maior distinção e mais conhecida é o Prêmio Nobel, distribuído a cientistas, literatas, e contribuintes para a paz mundial.

Por outro lado, um publicitário norte-americano John Wilson, criou a “Framboesa de Ouro”, prêmio dado ao pior entre os piores filmes do ano. Assim, os galardões não são distribuídos apenas para os melhores.

No panorama olímpico que o contribuinte brasileiro patrocinou, a Fundação Heinrich Böll pelo Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas do Rio de Janeiro fala da realidade brasileira e a herança que a Olimpíada deixa para o povo no documento “Os jogos da exclusão”.

Lembramos o que ocorreu na Copa do Mundo, e a roubalheira já caiu no esquecimento da imprensa e mesmo da cidadania. O avanço gigantesco nas verbas e um amontoado de obras inacabadas, como às que encontramos hoje no Rio de Janeiro, no negativo das fitas de propaganda da Prefeitura.

Para os promotores do megaevento eu daria medalhas enferrujadas pelo desprezo dado à população mais carente. Quantos hospitais e escolas teriam sido construídos com os bilionários gastos? Como seria bom, garantir medicamentos para os enfermos e distribuir material didático para as crianças carentes!

Isto me leva a recompensar negativamente o joio e positivamente o trigo. Para os bons, como negar medalhas de ouro para a Polícia Federal, o Ministério Público e o Juizado Federal nas modalidades que exercitam?

No pódio, sobrariam ainda medalhas de prata para os políticos não envolvidos nem esquemas de corrupção (o que é de sua obrigação), e medalhas de bronze para os delatores em seu desempenho para livrarem-se de penas maiores pelos delitos praticados…

Do outro lado, os que fazem da corrupção um esporte (e vice-versa), revelando-se seus caracteres, deveriam ser agraciados com medalhas feitas com o metal enferrujado de Pasadena.

“Framboesa de Ouro” para Dilma, na soberba e arrogância da mediocridade, pela sua falta de respeito à cidadania no cometimento de um péssimo governo. Ao lado de Dilma que exibirá a faixa do impeachment, teremos o seu criador e mentor, Lula da Silva, chefe de um partido transformado em organização criminosa.

24.8.16

VOCÊ JÁ FOI MULTADO HOJE?

Via UGT -

O Sindicato dos Mensageiros, Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas Intermunicipal do Estado de São Paulo (SindmotoSP), entidade filiada a União Geral dos Trabalhadores (UGT) realizou, nesta terça-feira (23), uma grande manifestação pelas ruas paulistanas. A ação, que mobilizou mais de três mil motociclistas, entre motoboys e motoclubes, teve como objetivo protestar contra as promessas não cumpridas pela prefeitura e, principalmente, contra a indústria das multas que foi instalada na cidade e que está prejudicando os profissionais e os usuários de carro e moto da capital.

“É um absurdo o que estão fazendo, reduziram a velocidade em toda a cidade para 50 KM e encheram São Paulo de radar. Já existem profissionais que estão perdendo a carteira de habilitação e quando seus patrões souberem que estes estão sem CNH, o que acontecerá com eles? Ficarão desempregados?”, explica Gilberto Almeida (Gil), presidente do SindmotoSP.

Segundo o presidente do SindmotoSP, essa é uma situação que está afetando não só os motoboys, mas também toda a categoria de trabalhadores que dependem de CNH para sobreviver. “Somos trabalhadores e estamos sendo prejudicados, mas temos certeza que da forma que foi feito esse sistema desenfreado de aplicação de multas na cidade, toda a população está sendo prejudicada. São Paulo não aguenta mais a indústria das multas”, diz Gil.

Segundo Canindé Pegado, secretário Geral da UGT nacional a manifestação é uma reação contra a arbitrariedade e o autoritarismo da atual administração municipal que, durante os quatro anos de mandato, prometeu mundos e fundos para os motoboys, mas na prática só implantou aquilo que era interessante para a prefeitura aumentar sua arrecadação. “O senhor (prefeito Haddad) precisa entender que as coisas não podem ser da maneira que você quer e sim como nós, o conjunto da sociedade, queremos”, discursou Pegado.

A manifestação iniciou na sede do Sindicato, que fica no bairro do Brooklin Novo, percorreu as principais avenidas da cidade, como o corredor Norte-Sul, pelas avenidas Rubem Berta e 23 de Maio, fez uma parada em frente ao prédio da prefeitura e seguiu até o escritório da presidência da república, que fica na Avenida Paulista. No encerramento, um documento de reivindicação da categoria foi protocolado e destinado ao presidente interino Michel Temer.

No ato, além de protestar contra a indústria da multa, os trabalhadores reivindicaram a volta dos bolsões e das faixas exclusivas para moto, que são promessas não cumpridas pela atual prefeitura.

A ação contou também com o apoio dos sindicatos de motoboys de João Pessoa, Alagoas e Rio Grande do Norte, respectivamente representados por Ernani bandeira, Henrique Balthazar da Silveira e José Barreto de Melo.

*Por Fábio Ramalho – imprensa UGT / Fotos FH Mendes.

FOTÓGRAFO É CONSIDERADO CULPADO POR LEVAR TIRO NO OLHO E FICAR CEGO

ALCYR CAVALCANTI -

Pela segunda vez, em menos de dois anos o repórter fotográfico Sergio Silva foi considerado culpado por simplesmente ter exercido sua função de registrar situações sociais através de imagens. Foi atingido por no olho esquerdo por projétil de borracha por um agente da Policia Militar do Estado de São Paulo durante as manifestações de protesto contra o aumento de passagens em transporte público em 2013. O traumatismo causou fratura da órbita e afetou sua visão, órgão essencial para o exercício de sua atividade funcional. As autoridades continuam a denominar esse tipo de armamento como "não letal", embora tenha havido vítimas fatais e deveria ser considerado como "de baixa letalidade" conforme recomendação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, conforme audiência publica em São Paulo (2013) em Seminário sobre "Violência Contra Jornalistas e Comunicadores"  do qual participei em um Grupo de Trabalho representando a Associação Brasileira de Imprensa.


Em 26/09/2014 o desembargador Vicente de Abreu Amadei absolveu o Estado de qualquer responsabilidade pelo "tiro não letal" que acabou com a visão do olho esquerdo do fotojornalista Alex Silveira que cobria uma manifestação de professores na Avenida Paulista em 18/07/2000. Em agosto foi a vez de Sergio Silva ter tido sua condenação assinada pelo juiz de primeira instancia Olavo Zampol Junior. Foi condenado por ter "culpa exclusiva " pela própria cegueira. Sergio, assim como muitos profissionais estavam registrando os protestos no Centro de São Paulo contra aumento abusivo de tarifas de transporte.

Sergio Silva declarou "Antes de ser o fotógrafo que perdeu o olho sou um ser humano mutilado pela Policia Militar. O órgão que perdi não era essencial apenas para minha profissão: Era essencial para minha vida. A decisão é mais uma demonstração que o Estado defende apenas seus próprios interesses _ e de que esses interesses definitivamente não são os mesmos interesses da cidadania. O que fazer diante de tamanha injustiça?" declarou Sergio.

A truculência  policial durante as manifestações de protesto nas principais capitais do país, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro tem mostrado nitidamente um despreparo policial que pode levar a uma escalada de violência a níveis intoleráveis. Jornalistas e comunicadores tem sido ameaçados pelo aparato repressivo durante manifestações populares, embora estejam somente cumprindo a tarefa de informar. Causa surpresa que um Estado que se diz "democrático e de direito" fique agindo como nos tempos da ditadura, onde tudo era proibido, principalmente o direito à informação, um dos pilares da democracia. É inadmissível que profissionais em seu legítimo direito tenham sido vitimados pelos excessos do aparato repressivo que só sabe agir em situações de conflito partindo para o confronto, com máquina de guerra  e usando força desproporcional contra cidadãos desarmados.

FEPOSPETRO DEBATE COM CARREFOUR E EXTRA DIREITOS DOS FRENTISTAS

Via FENEPOSPETRO -


O  presidente da Federação Estadual dos Frentistas- Fepospetro-, Luiz Arraes, e dirigentes dos 16 sindicatos dos Empregados em Postos de Gasolina e Lojas de Conveniência  filiados a entidade terão, nesta quinta-feira (25), um dia reuniões  na sede da Fepospetro, em São Paulo, com  representantes das redes varejistas Carrefour e Extra. O encontro trará para debate temas pendentes entre os dois grupos, tais como Participação nos Lucros e Resultados – PLR, e questões sobre as quais estariam as empresas incorrendo em irregularidades, ao descumprirem normas da convenção coletiva, sobretudo no que se refere à escala de horário de almoço  dos trabalhadores da categoria. Segundo Arraes, há casos nas duas  empresas, de  tentativas de impor aos  funcionários a redução do  intervalo reservados às refeições, de uma hora para 15 minutos.

Marcada para as 10 horas, a  primeira reunião do dia será com o Carrefour. Arismar Ferreira de Souza, do setor de Relações Trabalhistas e Sindicais representará a  rede varejista dona de 72 postos em 11 estados, sendo vinte e cinco em São Paulo. As  14h , os problemas  relativos ao Grupo Extra serão discutidos  com Lucélia Alves Martins, coordenadora de Relações Sindicais e Trabalhistas da empresa  possuidora  de 83 postos de combustíveis em todo o Brasil. De acordo com Arraes, presidente da Fepospetro, que representa no estado cerca de 100 mil trabalhadores, corrigir e impedir as ilegalidades trabalhistas, mantendo assim a dignidade e o respeito para com a categoria, é a principal finalidade do encontro.


*Assessoria de Imprensa Fenepospetro- Leila de Oliveira.

SÃO PAULO GANHA 1ª DELEGACIA DE DEFESA DA MULHER 24 HORAS

Via UGT -

A União Geral dos Trabalhadores (UGT) participou, na noite desta segunda-feira (22), da inauguração da primeira Delegacia de Defesa da Mulher com período de atendimento 24 horas. A cerimônia aconteceu com a presença de militantes ugetistas e do movimento feminino, de Geraldo Alckmin, governador do Estado, de Alexandre de Moraes, Ministro da Justiça, entre outras autoridade. “Este é um grande avanço neste processo de enfrentamento a violência contra a mulher”, comenta Cássia Bufelli, secretária adjunta da Mulher da UGT.

Como esta é uma antiga reivindicação da UGT e de diversos movimentos sindicais e sociais, cerca de 40 militantes ugetistas compareceram ao ato representando o Sindicato dos Comerciários de São Paulo e o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (SIEMACO).

Cássia ressaltou que é alto o número dos casos de violência doméstica que não são denunciados, muito porque a grande maioria dos casos acontecem justamente por pessoas muito próximas as vítimas, como  pai, irmão ou marido. “Isso torna-se uma barreira natural para as vítimas fazerem as denúncias”, diz Cássio.

“Lutamos pelo atendimento ininterrupto como forma de enfrentamento aos casos de abuso contra as mulheres, justamente porque temos dados de que o aumento das ocorrências acontecem justamente aos finais de semana, quando os parceiros das vítimas, em muitos casos, fazem uso de drogas ou abusam no consumo de álcool”, explica Isabel Kausz dos Reis, diretora do Sindicato dos Comerciários.

A UGT contou com a presença de Josineide de Camargo Souza, a Josi, é secretária nacional de Formação da UGT e Márcia Adão, secretária Geral do Siemaco. “A violência está afetando inclusive as nossa meninas, que cedo começam a ser agredidas pelos namorados. O sindicato também trabalha deter esse ciclo, apoiando, instruindo, capacitando e promovendo as mulheres da categoria", comenta Márcia.

Essa foi um avanço que as mulheres conquistaram justamente no ano em que a Lei Maria da Penha completa 10 anos. A Central de Flagrante que é subordinada à 1ª Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher, funcionará na Rua Bittencourt Rodrigues, 200, na região da Sé, no centro da cidade e contará com duas delegadas, uma escrivã, dois investigadores de polícia e uma psicóloga.

Dados da ONG Minha Sampa, revelam que o maior desafio no combate a violência de gênero, justamente é fazer com que as vítimas denunciem, uma vez que cerca de 90% dos casos no país não são registrados e, segundo números do Sistema Único de Saúde (SUS) 65% das agressões partem de pessoas próximas da vítima e 72% delas acontecem dentro de casa.

*Por Fábio Ramalho – Imprensa UGT / Foto – FH Mendes.

DITADURA IMPLACÁVEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO CONTRA VÍTIMAS DA BARRAGEM

JOSÉ CARLOS DE ASSIS -


Leio estarrecido notícia no Monitor Mercantil segundo a qual o Ministério Público Federal conseguiu anular o acordo entre a União, os Estados de Minas e do Espírito Santo com as mineradoras Samarco, Vale e BHP para a recuperação do rio Doce e indenização das vítimas do rompimento da barragem. É simplesmente estarrecedor. A Constituição de 1988 deu excesso de poderes ao Ministério Público e ele, em lugar de defender o interesse público, tem-se preocupado mais em se tornar uma vitrina de exibição de interesses pessoais e vaidade.

O desastre em Minas e no Espírito Santo deveria ser uma oportunidade de demonstração de solidariedade e espírito público entre os atores envolvidos em face das dimensões da calamidade. Como ocorre sempre, os processos se arrastam com imensa lentidão em detrimento das vítimas e do meio ambiente. Ter-se chegado a um acordo em tempo relativamente rápido foi uma vitória importante. Entretanto, por pura insensatez, o Ministério Público se mete no meio do caminho para anulá-lo e arrastá-lo talvez por anos.

É verdade que o Tribunal Regional Federal da 1ª. Região legitimou judicialmente a anulação do acordo. Entretanto, em razão do que vem acontecendo na Lava Jato e do que já aconteceu no chamado mensalão, os tribunais superiores do país estão agachados diante do Ministério Público, intimidados diante de suas investidas. De fato, a simples leitura dos arrazoados das ações propostas por ele é suficiente para se perceber a extensão da arrogância e as ameaças implícitas contra decisões que não estão de acordo com suas pretensões.

Por cima de tudo, a Lei Magna de 88 deu a promotores e procuradores total liberdade de ação sem prestar contas a ninguém. Se fosse ser calculado o valor por trás da paralisação de obras de hidrelétricas e outras construções por interferência impertinente do Ministério Público chegariam à casa dos bilhões, talvez muito acima do que se presume ser o prejuízo público do petrolão. Dezenas, talvez centenas de elefantes brancos iniciados e paralisados se estendem pelo país afora, quando poderiam ter sido concluídos mediante acordos decentes.

A impunidade do Ministério Público ao fazer o que bem entende é um estímulo a ações de puro efeito midiático. É em razão disso que, sem qualquer simpatia pelo senador Renan Calheiro, louvo a iniciativa dele de colocar em votação o projeto que pune o abuso de autoridade no Brasil. Os promotores e procuradores estão em pânico, cinicamente advertindo que o projeto visa a “acabar” com a Lava Jato. Gostaria de saber como. Então, para proteger a Lava Jato, a autoridade deve ter um salvo conjunto para o abuso de autoridade?

Isso remete também à iniciativa dos procuradores de propor - eles que não foram eleitos para isso, e que são simples burocratas do Estado -, uma lei em dez pontos para acabar com a corrupção no Brasil. Um outro procurador, Celso Três, rompendo o espírito de corpo da categoria, desmontou ponto por ponto nove dos dez itens, demonstrando sua total impertinência. O senador Requião deu publicidade a essa crítica demolidora, o que apenas confirma a indignação dos políticos que nada tem a temer em relação aos novos messias do Ministério Público com seu impertinente abuso de autoridade.

Entretanto, não quero ser injusto. Há procuradores e promotores que se dedicam com grande espírito público à proteção dos interesses sociais e nacionais. São encontrados entre os mais discretos profissionais da área, os que buscam efetivamente a justiça. Minha experiência pessoal com eles, porém, não é das melhores. Certa vez, no governo Lula, denunciei formalmente Ministério Público e à Polícia Federal, como extremamente danosas ao erário público, as operações de swap cambial reverso conduzidas pelo então presidente do Banco Central, Henrique Meireles. Não adiantou nada. Nem a Polícia nem os procuradores foram capazes de desvendar o mistério dos derivativos suspeitos por trás das operações.

*Economista, professor, doutor pela Coppe/UFRJ.

RETROCESSO: "AQUARIUS" É BOICOTADO PELO GOVERNO FEDERAL; ROTHSCHILD NÃO PERDE NUNCA

ILUSKA LOPES -


Aquarius, o novo filme do diretor Kleber Mendonça Filho, ainda não estreou no Brasil e já ganhou destaque quando o elenco denunciou, com corajosos cartazes e entrevistas o golpe de Estado em curso no Brasil, com dizeres como “O mundo não pode aceitar este governo ilegítimo. 54 milhões e votos foram queimados”.

Agora, às vésperas de estrear por aqui, o Ministério da Justiça determina uma classificação indicativa de 18 anos para o longa, sob a alegação de que há cenas de situação sexual complexa. Diretor e elenco negaram o conteúdo sexual e protestaram contra a classificação indicativa. Aproveito e reproduzo a opinião do internauta Leandro Fortes, no Facebook:

Além da repressão e do arbítrio, uma das principais características de toda ditadura é o ridículo.

A ocupação do espaço público de forma ilegítima, sem voto nem sustentação constitucional, torna o governo uma ferida aberta para todo tipo de parasita, sobretudo os mais patéticos, os mais mesquinhos.

Essa decisão de impor uma censura de 18 anos ao filme Aquarius - Filme é uma dessas retaliações que só um governo ridículo, comandado por imbecis, poder ter coragem de fazer assim, à luz do dia.

É o tipo de censura que os patetas de 1964 faziam à imprensa por meio de bilhetinhos enviados às redações, um mosaico nonsense de mensagens que ajuda a entender o tamanho do ridículo daquela ditadura.

Incrível é que, ainda assim, em nome da doença do antipetismo e com a força do protofascismo nacional, estejamos às vésperas da consolidação de um golpe de Estado.

Para manter essa gente, ridícula e mesquinha, sem voto e sem vergonha, no poder.

Rothschild não perde nunca

Um dos ‘senhores do universo’ das fusões e aquisições, o banco Rothschild está assessorando a venda do segmento de serviços do UOL que pertence ao Grupo Folha.

A princípio não estaria em negociação o segmento de conteúdo. A ideia é faturar pelo menos R$ 1 bilhão com a venda do Pagseguro, do Shopping UOL e outros serviços menores.

Uma grande financeira ligada aos sanguessugas britânicos está esperta, vai aproveitar e lucrar muito no Brasil, teremos vários empreendimentos vendidos na bacia das almas ou a preço de banana.

A VERDADE TERRÍVEL QUE GILMAR DESCOBRIU COM O VAZAMENTO CONTRA SEU AMIGO TOFFOLI; O JORNALISMO DE GUERRA MATOU GENETON MORAES MUITO ANTES DO ANEURISMA FATAL

Por PAULO NOGUEIRA - Via DCM -


Centenas de vazamentos vis, criminosos, inconsequentes, manipulados, destinados apenas a sabotar Dilma, Lula e o PT.

E Gilmar Mendes calado.

Um vazamento em que seu amigo Toffoli é citado e Gilmar tem um ataque histérico. Liga para Mônica Bergamo, da Folha, e critica os procuradores da Lava Jato, aos quais certamente atribui o vazamentos, com a dureza que habitualmente reserva ao PT.

Depois, irrompe no Estadão dizendo que “o cemitério está cheio desses herois”, os procuradores.

Quer dizer: só agora Gilmar descobre o caráter abjeto dos vazamentos?

O vazamento, em si, é uma notícia de rodapé. Uma construtora teria feito um serviço simples, e gratuito, na casa de Toffoli.

Não é exatamente um ato pelo qual Toffoli e a construtora mereçam ser condecorados, mas muito muito é motivo para uma capa da Veja. Só que em seu jornalismo de guerra, e em seu desespero para adiar sua morte inevitável, a Veja é capaz de tudo.

Toffoli, na versão de Gilmar, foi vítima de vingança dos procuradores por haver mandado soltar Paulo Bernardo.

Há uma ironia em que o veículo que deu a facada em Toffoli seja a Veja, amicíssima de Gilmar. Gilmar jamais se constrangeu em tirar fotos ao lado de jornalistas da Veja. Outra ironia é que ele próprio cansou de vazar coisas à Veja contra Lula. Estavam unidos, Veja e ele, na campanha para destruir a reputação de Lula.

Fora das ironias, é um sinal portentoso do uso político, pessoal e desonesto de tantos vazamentos. É também um retrato acabado do caráter de Moro e sua Lava Jato.

Gilmar sempre soube de tudo isso.

Mas, como os vazamentos alcançavam seus inimigos, se calou.

Ele parece ter acabado de descobrir uma verdade terrível: abusos como os da Lava Lava Jato, quando não imediatamente denunciados e reprimidos, podem atingir qualquer um.

Até seu amigo Toffoli. E até ele próprio, Gilmar.

***

O jornalismo de guerra matou Geneton muito antes do aneurisma fatal

Dos jornalistas que conheci em meus anos de Globo, entre 2006 e 2008, Geneton Moraes Neto foi quem mais me impressionou, pessoal e profissionalmente.

Geneton trabalhava no Fantástico, e detestava o que fazia.

Era de uma geração em que jornalistas de talento estavam nos jornais e nas revistas. Televisão era, para ele, uma mídia de segunda linha.

Ele dedicou um livro que escreveu a seus herois: Paulo Francis e Henfil, Ivan Lessa, Millôr Fernandes, Sérgio Augusto, Ziraldo, Jaguar, Fausto Wolff — o time que no Pasquim despertou sua “paixão pelo jornalismo”.

Ninguém da televisão entrou na lista de Geneton.

Houve um sentimento de simpatia instantânea de mim por ele, e ouso dizer que a recíproca foi verdadeira.

A mídia revista ainda não estava tecnicamente morta nos dias em que nos conhecemos. Concebemos, na editora Globo, uma “Revista do Fantástico”, da qual Geneton foi um dos maiores entusiastas.

Era sua chance de escrever mais, muito mais que as esquálidas linhas de textos de tevê.

A crise das revistas abortou o projeto depois de alguns números, mas nossas conversas não cessaram. Tentei levar Geneton para a Época, mas no meio das negociações me desentendi com auxiliares dos Marinhos e deixei a Globo.

Mantivemos contato, agora mais esgarçado. Seguiamo-nos no Twitter, e uma vez ele me avisou que eu grafara errado o nome de Ali Kamel num texto. Escrevi Kamell, com dois eles.

Pensei bastante em Geneton nos últimos tempos, desde que soube que ele sofrera um aneurisma que acabaria por matá-lo nesta semana, aos 60 anos.

O jornalismo de guerra da Globo, e não só dela, matou Geneton.

Desde que a mídia plutocrática começou sua campanha contra Lula, Dilma e o PT jornalistas como ele foram sendo encostados nas redações.

Não tinha serventia quem não fizesse o que os patrões desejavam. Geneton não foi o único esquecido. Foi um entre tantos. Mas foi um dos mais talentosos entre os excluídos.

Não era um jornalista para caçar vazamentos de procuradores com brutal interesse político. Não era um jornalista para manter aceso um caso abjeto a qualquer preço, como o Triplex de Lula.

Portanto, não servia mais para nada.

O jornalismo de guerra era e é para Merval, Kamel, Míriam Leitão, Sardenberg, Escosteguy.

É para alguém como Erick Bretas, que aceita colocar o avatar de Sergio Moro no seu Facebook e conclamar os seus seguidores a marchar pelo golpe.

Fora da Globo, é para Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi, Augusto Nunes e Marco Antônio Villa, entre tantos outros que ascenderam a postos de destaque na condição de fâmulos dos patrões.

Era um romântico do jornalismo, como mostra sua dedicatória aos caras do Pasquim. Sonhava melhorar o mundo, e não simplesmente defender do jeito que fosse os interesses e as causas dos barões da imprensa.

Numa homenagem tocante nas redes sociais,  Caetano Veloso tocou na essência de Geneton. “Geneton era um repórter adolescente quando o conheci. Gostei dele imediata e imensamente. Depois, fiquei tão impressionado com a honradez que ele demonstrou ao publicar nosso diálogo (eu tinha dito alguma coisa que soaria picante se fosse usada por um jornalista ordinário, e ele, tendo entendido o sentido respeitoso com que foi dito o que eu disse, nem publicou a frase arriscada), fiquei mesmo tão grato à sua grandeza que, para deixar para trás um período de dois anos em que me recusava a conceder entrevista a qualquer veículo da imprensa (muita agressão gratuita e muita inverdade oportunista se lia nas páginas dedicadas à música), escolhi falar com ele, e só com ele, para reiniciar um diálogo normal com a confusão dos cadernos B. A impressão que o garoto pernambucano me causara e a percepção de sua inteligência honesta só fizeram crescer ao longo dos anos. Se o jornalismo brasileiro tem algo de que se orgulhar, Geneton o representa melhor que ninguém – se não for exemplo único. Eu o adorava. Fiquei tristíssimo hoje ao saber que ele tinha morrido. Eu nem sabia que ele estava doente. Como disse Fernando Salem, essa é “a notícia que mata a notícia. Quando morre um verdadeiro jornalista a verdade fica triste.”

Pouco depois da Globo, a montagem do DCM me absorveu por completo, e nos distanciamos.

De vez em quando, imaginava como seria bom sentarmos numa mesa de bar e conversar sobre os descaminhos do jornalismo.

Mas era uma coisa complicada. Para pagar as contas, e por falta de alternativa profissional, ele permaneceu na Globo, na qual por razões óbvias sou persona non grata.

Ficou em mim a memória doce de um jornalista que reunia caráter e talento, um homem que não foi feito para estes tempos, uma vítima colateral do jornalismo de guerra que vigora no Brasil.