14.11.18

HOMENAGEM AO JORNALISTA E ESCRITOR MÁRIO AUGUSTO MUDA DE ENDEREÇO E LOCAL

REDAÇÃO -


O Deputado Estadual Paulo Ramos, dará seguimento a série de homenagens aqueles que se destacaram na defesa do nosso País, convidando familiares e amigos do companheiro das boas lutas, Jornalista e Escritor, Mário Augusto Jakobskind (1943-2018), para a Sessão Solene em sua homenagem “post mortem,” mas agora, por motivo de força maior, o evento será realizada às 18:30 horas, do dia 28 de novembro, na Sede da Casa José Martí, na Av. 13 de Maio, nº 23 Sala 1.624, Centro do Rio de Janeiro (Metrô Cinelândia).

O ato que ocorreria dia 22 de novembro, no Plenário Barbosa Lima Sobrinho, Palácio Tiradentes, Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, foi cancelado.

Fonte: blog Jornal da ABI

O MTST, E O SONHO DA CASA PRÓPRIA, E O MST, TRANSFORMANDO O BRASIL NUM CELEIRO DE ALIMENTOS!

EMANUEL CANCELLA -


A elite brasileira não aceita os movimentos sociais principalmente o MST e MTST porque estes movimentos expõem as carências do Estado.

O Brasil, para quem não sabe, é dos últimos países no mundo a não fazer a reforma agrária.

“Estudo da Oxfam aponta o aumento da concentração de terras no Brasil, que nunca levou a cabo uma distribuição efetiva das áreas rurais” (1).

E o MST, que empunha a bandeira da reforma agrária, é tratado como bandidos e baderneiros.

Volta e meia assistimos a nossos governos distribuindo terras para multinacionais, nas chamadas guerras fiscais, que pouco ou nenhum retorno traz para o país.

O sem-terra quer a terra para plantar e estabelecer-se com sua família no campo. Assim evita-se o êxodo rural que leva o retirante para a cidade e o consequente aumento da violência. Levar o pessoal do campo para a cidade é como tirar o peixe da água.  Nas cidades, essas famílias vão morar nas favelas e se transformam em subempregados.

A Agricultura Familiar, braço do MST, é responsável por 70% dos alimentos do campo que vão para mesa dos brasileiros (1). Com a reforma agrária poderíamos dobrar a produção desses alimentos.

Quanto ao MTST, o tratamento dispensado pelas autoridades não é diferente do MST, já que tratam a questão da moradia como caso de polícia.

O ex-presidente do BNDES, Carlos Lessa, em palestra na faculdade Cândido Mendes no Rio disse. “O sonho número um dos homens e mulheres do planeta, ricos ou pobres,  é a casa própria”.

Os dirigentes desses movimentos, que organizam a sociedade em torno do sonho da casa própria, deveriam ser exaltados, pois são eles que evitam a multiplicação de tragédias como a de Niterói no Rio, que matou 14 pessoas (2). Pessoas moram com suas famílias em locais de alto risco, como essas de Niterói. Elas permanecem no local mesmo sendo alertadas pelas autoridades do perigo, porque não têm onde morar.

O déficit de moradia no Brasil é de 7.7 milhões. E o Brasil possui 6,05 milhões de imóveis desocupados há décadas (4).

Agora o governo Michel Temer quer transformar a lei antiterrorismo, que foi criada por Dilma, por exigência internacional, durante as Olimpíadas e Copa do Mundo, para atingir os movimentos sociais principalmente o MST e o MTST. Movimentos sociais não constava da lei (5). Vale lembrar que tanto a luta pela terra como a dos imoveis urbanos são recepcionadas pela Constituição Federal.

Tanto Temer quanto Bolsonaro querem criminalizar os movimentos sociais, principalmente o MST e o MTST. É bom saber deles quantas famílias serão assentadas pela reforma agrária e quantas famílias vão ser contempladas pela obtenção de moradia?

Ou a politica para este setor é só a repressão!

Fonte:

TRABALHO VAI MANTER STATUS DE MINISTÉRIO, DIZ BOLSONARO

REDAÇÃO -


O presidente eleito Jair Bolsonaro informou nesta terça-feira (13) que a pasta do Trabalho manterá status de ministério e não se tornará uma secretaria.

Bolsonaro deu a declaração numa entrevista coletiva em Brasília, após ser questionado sobre o assunto.

Na semana passada, o presidente eleito havia dito que pasta do Trabalho perderia status ministerial e seria incorporada a algum ministério.

Questionado se o ministério irá incorporar alguma pasta, respondeu:

"Vai ser ministério disso, disso e Trabalho. É igual o Ministério da Indústria e Comércio, é tudo junto, está certo? O que vale é o status".

Na avaliação do presidente eleito, "ninguém está menosprezando" o Ministério do Trabalho.

Na semana passada, após Bolsonaro dizer que o Ministério do Trabalho seria incorporado a outra pasta, servidores protestaram na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e deram um abraço simbólico no prédio onde funciona o órgão. Nesta terça houve um novo protesto.

Segundo o presidente eleito, a meta atual é reduzir o número de ministérios de 29 para 17, mas pode chegar a 18 – inicialmente, Bolsonaro havia dito que seriam "no máximo" 15 pastas.

"Se tiver que aumentar mais um ou dois, que aumente. A gente não pode é prejudicar administrar da nação por fixar o número 15. Está em 17, e talvez seja 18", disse.

Fonte: G1 e TV Globo - Brasília

BOLSONARO TENTA SALVAR A LIBERDADE DE TEMER, ENCONTRA ENORMES DIFICULDADES


HELIO FERNANDES -


Estabeleceram, logo e surpreendentemente, excelente relacionamento. O presidente corrupto e usurpador, facilitou  tudo para a transição, obrigatória. Chegou a nomear o futuro Chefe da Casa Civil, ministro Extraordinário, fato inédito. Depois insistiu com o presidente eleito, para aprovar imediatamente a badalada, inútil e desnecessária reforma da Previdência.

Bolsonaro aceitou entusiasmado, mas é difícil aprovar essa farsa do déficit da Previdência,  déficit que não existe. O que se conhece é a roubalheira e a sonegação, incessante e interminável. (O competente jornalista e advogado, José Carlos Werneck, escreveu verdadeiros Tratados sobre o assunto, sem o mínimo desmentido).

Ontem, Bolsonaro desistiu, afirmou: "Reforma da Previdência, só em 1919". Mas manteve o propósito de livrá-lo da punição, a partir do primeiro dia de 2019. Parecia fácil, a nomeação como embaixador, mesmo de terceira categoria. Só que pesquisas e sondagens, mesmo fortuitas, concluíram, era praticamente impossível qualquer agrément. Mudaram a expectativa para um cargo a ser preenchido  com simples indicação do governo brasileiro.

O surpreendente Joaquin Levy, que não para em cargo algum, aceitou presidir o BNDES, deixou um cargo suculento nos EUA. Só que esse não serve para o presidente corrupto e usurpador, precisa  ser economista. Existem outros, Bolsonaro continua com a ideia.

PS- Agora a situação complicou tremendamente para o presidente corrupto usurpador. Ele tem 10 dias para sancionar ou vetar, aumentar o salário  dos  magistrados ou manter como estão.

PS2- Sancionar: agrada a 40 mil magistrados de todas as instancias.

PS3- Vetar: agrada apenas o presidente eleito, desagrada e até revolta os 40 mil magistrados, que não ganharão o aumento de 6 mil reais mensais.

PS4- E vetarão toda e qualquer providencia de Bolsonaro, favorecendo Temer.

O BRASIL NÃO TERÁ MINISTRO DO EXTERIOR?

É o que parece. Por causa da reputação do candidato, chamado de nazista e fascista, por todos os grandes jornais do mundo, deveria ser a primeira nomeação, recaindo naturalmente por uma figura excelsa do Itamarati.

O ministério já está praticamente completo, e nada de nomes como chanceler. Surgiram 2 lembranças de embaixadores aposentados, o que é desapreço com a renomada e respeitada diplomacia. Em todas as carreiras ou profissões, o aposentado cumpriu sua trajetória. Não pode ser considerado indispensável. Dentro de 1 mês, o presidente eleito será submetido a uma cirurgia.

E a escolha do Ministro do Exterior, haja o que houver, será anunciada ás pressas.

NINGUÉM ACREDITA EM SERGIO MORO, NA VERDADE, SEMPRE FOI DESACREDITADO

Como a corrupção atingiu níveis espantosos, o combate atingiu uma repercussão sem precedentes. E agindo matreiramente, faturou pessoalmente a revolta da comunidade, capitalizando a popularidade provocada pelo vulto da roubalheira. Mas quando foi contestado, e colocado diante de atos e fatos controversos, ficou totalmente a descoberto, mentindo, mistificando, trapaceando verbalmente.

Os dois assuntos, o domínio total da corrupção, e a campanha presidencial, ocorreram ao mesmo tempo. Era natural, portanto, que seu nome aparecesse como candidato. Veio a publico varias vezes, até com raiva (forçada e inexistente) e violência, desmentindo que essa possibilidade pudesse ocorrer. E para reforçar o que pretendia que fosse convicção inabalável, afirmou como se fosse um fato eterno, imortal e duradouro.

Textual: "Não deixarei a magistratura por nada, muito menos para fazer carreira política".

Não transcorreram 2 anos, começou vibrante carreira política, sem deixar a magistratura. Plantou um relacionamento criminoso com Jair Bolsonaro. E para conseguir o objetivo dos dois, a permanência na magistratura era fundamental. Cumpriu a sua parte no acordo, sem ele e para favorecer o capitão, o ex-presidente Lula continuaria elegível e candidato. Com a coordenação Moro-Bolsonaro, os dois conversaram por três vezes, com os resultados que dominam o noticiário hoje.

Só que Bolsonaro é presidente eleito, e Moro continua fingindo, como no Fantástico: "Não serei candidato a presidente". Então por que abandonou a magistratura por um ministério, do qual pode ser demitido a qualquer momento? Alem do mais, responde a uma investigação no CNJ, cuja conclusão pode se altamente ruinosa para ele.

MORADORES DE FAVELA ESTÃO COM MEDO DE SNIPERS DE WITZEL

REDAÇÃO -



No estado onde operações policiais levam a 16 mortes em média por semana, o governador eleito trata execuções sumárias como estratégia de segurança pública. Moradores de uma das comunidades mais violentas estão céticos.



Quando começaram os tiros, Sandra* não pensou duas vezes: pegou o filho e se trancou no quarto, no andar de cima da casa. Ela não havia feito nada –muito menos a criança, de apenas três anos. Mas tinha medo mesmo assim.



“Fiquei com medo de um policial entrar e eu ser pega desprevenida com meu filho. Pensei que, se alguém arrombasse a porta da entrada, com a porta do quarto trancada, eu teria tempo de avisar que havia criança lá dentro.”



Era madrugada de quarta-feira (7), e a polícia havia acabado de iniciar uma operação no bairro da Maré, que reúne 17 favelas habitadas por 130 mil moradores, na zona norte do Rio de Janeiro. (…)



Outras oito pessoas foram atingidas, como o cantor MC Rodson. Ele tinha saído para passear com o cachorro quando foi baleado no tórax. Após passar por cirurgia, seu estado de saúde foi estabilizado. Uma de suas músicas mais famosas pede paz na comunidade e defende que a favela seja lugar de “alegria para crianças”.



Do quarto de sua casa num beco próximo a uma biblioteca popular, Sandra, que é teóloga e educadora, só ouvia os tiros. “É uma sensação muito ruim, de indignação, confinamento, insegurança”, diz a mãe, de 35 anos.



O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, tem defendido posições polêmicas no combate ao crime organizado. Ele já afirmou, por exemplo, que não faltariam lugares para alocar criminosos no estado. “Cova a gente cava, e presídio, se precisar, a gente bota navio em alto mar”, disse durante a campanha.



Após a vitória eleitoral, ele não moderou o discurso e declarou que treinaria snipers (atiradores de elite) para “abater” criminosos com fuzil. “A polícia vai fazer o correto: vai mirar na cabecinha e… fogo! Para não ter erro”, disse, posteriormente, em entrevista ao jornal “Estado de S. Paulo”. (…)



13.11.18

A ARTE DA DIPLOMACIA EXIGE CONHECIMENTO E AUTONOMIA

ANDRÉ MOREAU -



A falta de visão comercial com a China, parceiro que mais importa proteína animal do Brasil, anuncia com contornos do macartismo (EUA 1950 e Brasil 1964 - prática de repressão política contra comunistas), “Brasil, ame-o ou deixe-o,” carregado na propaganda do canal de televisão SBT, do apresentador Silvio Santos, retirada do ar no último dia 6, indica o aumento do grau de retrocesso no qual a população brasileira tende a ser submetida nessa quadra da história, com a expansão de futilidades nos meios de comunicação de massas, do agronegócio no campo, de doenças e sub-empregos.

O Presidente da Câmara Brasil-China, Charles Tang, falou da preocupação do seu governo com a onda de ameaças que poderá mudar o rumo do comércio com o Brasil, à Reuters: “Os chefes de muitas grandes empresas chinesas estão preocupados. Os negócios simplesmente estão em compasso de espera. Ninguém vai vir se não for bem vindo. Os chineses estão cheios de dúvidas”.

Tang lembrou dos acordos entre a chinesa CNPC e a Petrobrás que objetivam a conclusão das obras da refinaria do Comperj no Rio de Janeiro: “O presidente eleito Bolsonaro deve entender que é muito melhor terminar o Comperj que deixar apodrecendo. Tem de dar graças a Deus que chineses querem vir terminar”.

As ameaças também preocupam autoridades da Argentina, Uruguai e Paraguai, que já estão fazendo seus cálculos a respeito dos impactos que se anunciam nas relações comerciais no Continente, em decorrência da consideração do futuro ministro da Economia, ao estilo dos Chicago Boys, que aponta “inclinações bolivarianas” no MERCOSUL.

Para agravar o quadro, o rastro de incertezas poderá atrair o terrorismo para o Brasil, caso o presidente eleito coloque em prática o plano de retirar a Embaixada da Palestina, do Setor de Embaixadas Norte, de Brasília e de transferir a embaixada de Israel de Tel-Aviv, para Jerusalém, por reconhecer a região habitada por árabes, como capital israelense, envolvendo o Brasil na guerra econômica acirrada na gestão Donad Trump.

Sentindo-se ameaçados pela posição unilateral do futuro governo que optou por se alinhar sem contestação ao governo dos Estados Unidos, líderes do governo do Egito cancelaram a reunião no Cairo com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira. Caso o novo governo insista nos mencionados planos, a neutralidade do Brasil que vinha garantindo as relações comerciais com os países árabes, poderá ser colocada por terra, gerando animosidade entre os países árabes e o Brasil.

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*André Moreau, é Professor, Jornalista, Cineasta, Coordenador-Geral da Pastoral de Inclusão dos "D" Eficientes nas Artes (Pastoral IDEA), Diretor do IDEA, Programa de TV transmitido pela Unitevê – Canal Universitário de Niterói e Coordenador da Chapa Villa-Lobos – ABI – Associação Brasileira de Imprensa, arbitrariamente impedida de concorrer à direção da ABI nas eleições de 2016-2019 jornalabi.blogspot.com

RENDA COM IMPOSTO SINDICAL TEM QUEDA DE 86% EM UM ANO

REDAÇÃO -


Sem a verba, que tinha 90% de sua arrecadação repartida entre entidades sindicais de trabalhadores e empresários, a saída foi reduzir funcionários, prestação de serviços como assistência médica e colônia de férias e vender imóveis. E buscar compensação com mais sindicalização.

O presidente do SintraconSP, que reúne trabalhadores da construção civil, Antonio de Sousa Ramalho, afirma que o sindicato perdeu cerca de 60% da receita. “Foi um baque, tivemos de apertar as contas e cortar despesas”, diz. “Hoje temos um terço dos funcionários, cortamos 30% do salário da diretoria, vendemos nossa subsede e metade da frota de veículos.”

Segundo Ramalho, o número de homologações feitas no sindicato, que também deixaram de ser obrigatórias, caiu de 270 por dia para 12. Apesar das dificuldades, ele vê um lado positivo na reforma. “Os sindicatos e as centrais foram obrigados a voltar para a rua, mostrar serviço e fazer com que a categoria perceba a importância do nosso trabalho. Cerca de 80% dos sindicatos eram formados por pelegos e precisavam desse choque de realidade.”

Na UGT, 80% do orçamento vinham da arrecadação sindical. Além de ter reduzido a agenda e manter apenas cinco dos 30 funcionários que tinha antes, a central busca outras fontes de renda, como a sublocação de andares da sede, além de reajustar em 50% o valor da mensalidade paga pelos sindicatos e realizar campanhas de sindicalização.

Aumentar o número de associados também é umas das estratégias da CUT, maior central sindical do País, além de oferecer cursos e serviços. O quadro de funcionários foi reduzido em 30% e custos de viagens para encontros e eventos são divididos com os sindicatos filiados.

Segundo Wagner Gomes, secretário-geral da CTB, a entidade avalia a adoção de uma contribuição negocial, que seria aprovada pelas categorias durante as campanhas salariais.

Para João Carlos Gonçalves (o Juruna), da Força Sindical, o corte no orçamento teve reflexo na mobilização dos trabalhadores, pois enfraqueceu os sindicatos. A central defende que a lei seja melhorada e planeja para 2019 levar a discussão novamente ao Congresso.

InteressesDenivea de Matos, de 33 anos, diz estar satisfeita com seu contrato como atendente, três dias por semana, em um bar em Brasília. Antes exercia a mesma função, mas sem carteira assinada. Perdeu o emprego e, após a reforma, foi convidada para o trabalho intermitente.

“Foi um encontro de interesses. Eu queria continuar na função e ainda tenho acesso aos benefícios que os funcionários fixos têm. Ganho entre R$ 1,3 mil e R$ 1,7 mil por mês. Como moro sozinha e não tenho filhos, é o suficiente”, diz ela, que complementa a renda vendendo cosméticos de porta em porta.

O sócio do bar, Aylton Tristão, conta que ficou inseguro de fazer contratações pelo regime intermitente, mas buscou assessoria jurídica e viu que seria boa opção para seu negócio. “Nosso movimento é maior de quintafeira a sábado e não faz sentido manter uma equipe grande nos outros dias. Ao mesmo tempo, não queria ter funcionários sem registro. Foi uma forma de regularizar.” Além de Denivea, ele tem mais um funcionário intermitente numa equipe de 12 pessoas e pretende abrir novas vagas nesse sistema.

O advogado trabalhista Julio Conrado, do escritório FNC Fritz, Nunes e Conrado, diz que a vantagem desse tipo de contrato é a equiparação de direitos com funcionários com jornada diária. Para ele, o número de vagas nessa modalidade só não é maior porque a economia ainda está estagnada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: CUT

A PIOR SEMANA DE BOLSONARO, DEPOIS DE PRESIDENTE ELEITO

HELIO FERNANDES -


A partir da arrogância da vitoria no segundo turno, 15 dias de contradições, erros, desacertos e  equívocos insanáveis e irrefutáveis na formação da equipe. E como consequência, derrotas e mais derrotas, no plano militar, legislativo, judiciário. A mais clamorosa, acachapante, destruiu o que ele cultivava como "seu grande trunfo", no caso do visível e previsível fracasso administrativo: o que insinuava e deixava á mostra, uma intervenção militar.

Isso que ele tentava deixar público como fato rigorosamente verdadeiro, não resistiu  a uma entrevista do general-ministro Villas Boas. Usando radio jornal e televisão, retumbou: "A eleição  do Bolsonaro não significa a volta dos militares á vida civil". Muita gente lembrou que o mesmo general tentou impedir  que o STF concedesse HC ao ex-presidente Lula.

Foi um fato de bastidores, com o sigilo desvendado. Agora, uma entrevista gravada, falada, escrita, assinada e confirmada. Bolsonaro sentiu o  golpe, ficou sozinho e isolado. As derrotas se acumulariam, registrarei as mais  importantes. Uma, pessoal e irreversível, diante do presidente do senado. Tendo sabido que o presidente Eunicio de Oliveira, (não reeleito) iria colocar em pauta o aumento dos ministros do STF, teto para o salário publico, pediu a ele, pessoalmente, que retirasse o projeto da pauta.

Eunicio fez exatamente o contrario, em 72 horas estava tudo aprovado. E o presidente eleito mostrando a falta de prestigio. Ficou revoltado, tinha encontro marcado com o presidente da Câmara e senado. Revoltado, desmarcou. Hoje estará novamente em Brasília, talvez mude de ideia.

Faltava Bolsonaro e suas ligações nada republicanas com Sergio Moro, serem devassadas pelo judiciário. Não falta mais. O corregedor do CNJ, (Conselho Nacional de Justiça, presidido pelo presidente do STF, criado para investigar o comportamento de magistrados) determinou uma devassa para que se esclareça a razão da nomeação de um magistrado de tão grande participação na campanha e na eleição de Bolsonaro, logo elevado á condição  de ministro de duas pastas, e o personagem mais importante da Republica, logo depois do presidente eleito.

Não estou descobrindo o assunto agora. Durante toda campanha eleitoral, e  principalmente de bastidores, denunciei  a ligação espúria e rigorosamente  criminosa entre o candidato e o magistrado que aplainou o caminho, para que ele chegasse ao Planalto.  Tive acesso a 3 encontros entre o candidato  e o magistrado. Único assunto tratado, coordenado, conversado. As  providencias para que o ex-presidente Lula ficasse inelegível.

Era o ponto vulnerável e fundamental, para que a candidatura Bolsonaro passasse a existir. Com Lula elegível, Bolsonaro ficaria sem mandato. Nem presidente nem deputado. Escrevi sobre isso, até o fim.

PS- O CNJ tem poderes para pedir ao Facebook, a transcrição de tudo que escrevi sobre a ligação Bolsonaro-Moro.

PS2- Nem precisa, mas têm minha autorização antecipada.

ARMÍNIO FRAGA MOSTRA QUE BOLSONARO NÃO VÊ NEM O ÓBVIO

Destacado economista, notável presidente do Banco Central, sabe que a vida não se esgota apenas nesse assunto. Numa entrevista à repórter Alexa Salomão, diz que o presidente eleito precisa compreender que os assuntos sociais e culturais, tem prioridade sobre todos os outros, porque provocam as maiores desigualdades. Como economista, ele trata de todas as matérias, e se surpreende com o desconhecimento de um futuro presidente da República.

Falando com a repórter, mas se dirigindo diretamente à Bolsonaro, recomenda que o debate seja o mais amplo possível. Nem apenas econômico, nem desconhecendo os assuntos que atingem principalmente as minorias, completamente abandonadas. Terminando, ele ensina com toda a categoria: "Não sabemos ainda, as implicações econômicas do conservadorismo cultural".

TÉCNICOS DO TSE APONTAM 17 INDÍCIOS DE IRREGULARIDADE EM PRESTAÇÃO DE CONTAS DE JAIR BOLSONARO

REDAÇÃO -

Reportagem de Letícia Casado e Ranier Bragon na Folha de S.Paulo informa que a área técnica do Tribunal Superior Eleitoral concluiu na noite desta segunda-feira (12) a análise preliminar da prestação de contas da campanha de Jair Bolsonaro (PSL) e apontou 17 indícios de irregularidade na documentação entregue pela equipe do presidente eleito.

De acordo com a publicação, com isso, os técnicos pedem que o ministro-relator, Luís Roberto Barroso, dê prazo de três dias para que Bolsonaro encaminhe documentos e esclarecimentos sobre os 17 itens levantados, além de outros seis temas em que apontam inconsistências. Entre os problemas listados pela equipe de análise de prestação de contas está o descumprimento de prazos para informe à Justiça Eleitoral de receitas e gastos, inconsistências entre dados informados pela campanha e aqueles registrados em órgãos oficiais e recebimento de doações de fontes vedadas.

Jair Bolsonaro. Foto: José Cruz/Agência Brasil – 6.nov.2018
Há ainda a afirmação de que a AM4, maior fornecedora da campanha de Bolsonaro, não tem autorização da Justiça Eleitoral para fazer arrecadação de doações pela internet, maior fonte de recursos da campanha do capitão reformado. O dono da empresa, Marcos Aurélio Carvalho, foi nomeado para a equipe de transição do governo e depois disse ter renunciado à remuneração. Ao Todo, Bolsonaro declarou ter recebido R$ 3,7 milhões de financiamento coletivo, 85% de tudo aquilo que informou como receita (R$ 4,4 milhões), completa a Folha. (via DCM)

DAS DELICADEZAS DO BRASIL - MULHERES RENDEIRAS

LUIZ ANTONIO SIMAS -

O ofício das rendeiras, difundido a partir do final da Idade Média na Europa Ocidental, chegou ao Brasil no período colonial, certamente a partir da colonização portuguesa, espraiando-se sobretudo ao longo do vasto litoral brasileiro a partir do século XVII.


Enquanto na Europa era praticado por moças das camadas mais abastadas da sociedade, aqui acabou se popularizando e se entranhando na cultura popular com grande intensidade, permanecendo como tradição dinâmica que passa entre mulheres da mesma família, em um enlace de saberes minuciosos e matriarcais exercidos de forma coletiva.

Existem diversos tipos de renda, divididas em duas formas mais amplas de técnica de trabalho: os bordados feitos com bilros (peças de madeira com tamanhos e formas variáveis) e os confeccionados com agulhas.

Nos bilros, são enroladas as linhas que serão usadas para fazer a renda. O desenho do bordado é feito picado em papelão, espetado em uma almofada com alfinetes (em outros tempos, os espinhos eram utilizados com este fim, para impedir que a maresia enferrujasse os alfinetes). Dentro dessa grande divisão entre as peças feitas com bilros ou agulhas, vários estilos de renda são encontrados no Brasil: renda filé, renda renascença, renda irlandesa, renda labirinto, etc.

A complexidade do artesanato das rendeiras se manifesta também na existência de inúmeros pontos de bordado. São mais de 100 pontos diferentes, com denominações curiosas: ziguezague, trança, coração, escadinha de Cupido, aranha, mataxim, etc.

(Mulheres rendeiras: gente do Brasil de delicadezas miúdas que, nas bordas do horror, faz da beleza, alternativa de vida e acolhimento de mundo.)

(O Almanaque Brasilidades será lançado em São Paulo, na Tapera Taperá, no sábado, dia 17, a partir das 16:30. Mais cedo, às 14 h, dou uma aula no mesmo espaço sobre encantarias brasileiras)

*Fonte: Facebook / Ilustração: Aldemir Martins. Mulher Rendeira. Texto: Luiz Antonio Simas. Trecho do "Almanaque Brasilidades". p. 142

CENTRAIS ANUNCIAM PROPOSTAS E ATOS PARA BARRAR A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

REDAÇÃO -

Contra a reforma da Previdência do presidente eleito, Jair Bolsonaro, as principais centrais sindicais do Brasil - CUT, Força Sindical, CTB,  Intersindical, CSB, CSP-Conlutas, NCST, UGT e CGTB - lançaram nesta segunda-feira (12), no auditório da Escola Dieese de Ciências do Trabalho, em São Paulo, um documento com princípios gerais que garantem a universalidade e o futuro da Previdência e da Seguridade Social. Também foram anunciados mobilizações contra o fim da aposentadoria nos dias 22 e 26 deste mês.


O documento divulgado pelos sindicalistas destaca direitos a serem assegurados, políticas públicas a serem aprimoradas, formas de financiamento alternativas que podem melhorar a gestão, como a revisão de todas as desonerações e isenções e a recriação do Ministério da Previdência Social, além de medidas de avaliação e monitoramento permanente do sistema previdenciário brasileiro.

“Com o lançamento deste documento, demos início a uma campanha permanente em defesa da Previdência e do direito dos trabalhadores e trabalhadoras se aposentarem", disse o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.


Fonte: CUT

SOBERANIA E RELAÇÕES EXTERIORES

HÉLIO DUQUE -


Nas relações internacionais a diplomacia exerce papel fundamental na construção e consolidação da visão que o mundo tem sobre o país. O livro “A diplomacia na construção do Brasil”: 1750-2016”, do embaixador Rubens Ricupero, é leitura fascinante. Revela 266 anos (desde os tempos coloniais) da luta dos brasileiros para integrar o país com o mundo. Enfatiza, deste o tempo de colônia portuguesa até a contemporaneidade, o objetivo brasileiro de ter presença na comunidade internacional.

Leitura recomendável para os futuros ocupantes do poder que, a partir de 1º de janeiro de 2019, terão a missão de governar o Brasil. Devem estar conscientes da importância do Ministério das Relações Exteriores na manutenção de relações harmônicas entre Estados soberanos. Fundamentada nos ensinamentos da história, entendendo que a diplomacia busca resolver conflitos sem uso da ofensa ou da violência nas relações internacionais.

O Ministério das Relações Exteriores é um “órgão político da Administração direta cuja missão institucional é auxiliar o presidente da República na formulação da política exterior do Brasil.” Como disse a jornalista Eliane Cantanhêde “política externa é de Estado e não de governo”. Em política externa é o interesse do Brasil acima de tudo e de todos”.

Institucionalmente as relações internacionais do Brasil estão definidas no artigo 4º da Constituição de 1988, determinando no relacionamento com outros países e organismos multilaterais os princípios da não intervenção, da autoderminação dos povos e a cooperação internacional na solução pacífica de conflitos. Nesse século XXI, com a emergência de um mundo multicêntrico, em que os aspectos econômicos e comerciais passaram a integrar ativamente a vida dos Estados e em diferentes sociedades, vontades de governos não podem se sobrepor aos interesses nacionais.

Infelizmente, na última década e meia, ao buscar caminho diplomático de priorizar relações chamadas de “Sul-Sul”, o Brasil negou a caminhada histórica do Itamaraty. Não existe ideologia nas relações econômicas e comerciais. John Foster Dulles, secretário de Estado dos EUA, definiu: “Uma nação não tem amigos, tem interesses”. A defesa dos interesses nacionais é o grande balizador. Repedir a fracassada experiência de passado recente, com outra roupagem, é um desserviço ao Brasil. O governo de Jair Bolsonaro produziu na área externa, antes de assumir o poder, três extravagâncias diplomáticas contra Argentina, China e países árabes.

No primeiro caso, em relação à Argentina, foi ignorado o fato de ser o maior mercado que tem o nosso país na exportação de bens manufaturados. E sólidas relações econômicas e comerciais que não podem ser marginalizada por vontades oniscientes. No segundo caso, a China, desde 2009 é o principal parceiro e mercado mundial para os produtos brasileiros, com “superávits” crescentes na escala de vários bilhões de dólares, no comércio externo.

Um alinhamento brasileiro com a política exterior do presidente dos Estados Unidos, em relação aos chineses, como em editorial o jornal “China Daily”, principal porta voz do governo, alertou “pode custar caro ao Brasil”. Os investimentos da China no Brasil são estimados em R$ 124 bilhões. No comércio exterior, as exportações do Brasil, até agosto, atingiram US$ 74 bilhões. Com elevado saldo que nos favorece nas exportações.

No terceiro, o anúncio da mudança da nossa Embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, se traduz em gratuita hostilidade aos países árabes. Negando o papel histórico do brasileiro Oswaldo Aranha, quando presidente da Assembléia Geral, apoiava a criação do Estado de Israel e defendeu igualmente a criação de um Estado árabe palestino. O Brasil sempre teve posição definida defendendo dois Estados na região. Se mantida a decisão, os reflexos econômicos e comerciais serão claros. Em 2017, as exportações brasileiras para o mundo árabe representaram US$ 13,7 bilhões com “superávit” favorável ao Brasil de US$ 7,7 bilhões. Hoje a quarta parceria comercial do Brasil com o mundo, tem nos países árabes mercado em ascensão, destacadamente para os produtos do agronegócio. Os EUA, ao transferir a sua Embaixada para Jerusalém, tem a única companhia de um país periférico, Guatemala. Presidida pelo pastor evangélico Jimmy Morales, adepto da chamada “verdade bíblica” da eterna Jerusalém.

Por tudo isso, não deve o novo governo brasileiro insistir nas relações internacionais em posições confrontistas. No caso da China poderá significar redução de investimentos nas parcerias estratégicas na infraestrutura. O mesmo valendo para os investimentos dos Fundos Soberanos árabes interessados em investimentos no Brasil, em áreas distintas. Política externa é coisa séria.

*Hélio Duque é doutor em Ciências, área econômica, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Foi Deputado Federal (1978-1991). É autor de vários livros sobre a economia brasileira.

EU CONCORDO COM O DEPUTADO, EDUARDO BOLSONARO, SÓ QUE PRENDER 100 MIL É UM NÚMERO SUPER EXAGERADO (1)!

EMANUEL CANCELLA -


Concordo, principalmente se for para prender, entre outros, o deputado Onix lorenzoni, do DEM/RS, que é réu confesso de caixa dois de campanha. Lorenzoni confessou o crime para o futuro ministro da Justiça de Bolsonaro, o juiz Sérgio Moro (4). MORO JÁ DISSE QUE CAIXA 2 É PIOR QUE CORRUPÇÃO (6). E agora Moro?

Concordo também se for para prender Paulo Guedes, futuro superministro da economia de Bolsonaro, que é investigado por  rombo bilionário nos fundos de pensão das estatais. Com o agravante de que os funcionários da Petrobrás ligados a Petros, ativos e aposentados, que não têm nada a ver com a gestão do Fundo, é que já estão pagando, no contracheque, esse rombo (2).

Vários aposentados se mataram por não suportar o desconto que é, no mínimo, de 13% do salário, durante 18 anos. Agora já sabemos de quem cobrar o rombo.

Ou se for para prender o presidente golpista Michel Temer, denunciado 2 vezes por corrupção e a terceira denúncia está a caminho (3). Lamentavelmente, ao invés de prisão, querem colocá-lo como embaixador brasileiro na Itália. Vergonhoso! (7).

Quem sabe prender também o deputado Rodrigo Amorim (PSL), que quebrou a placa de rua, patrimônio público em homenagem a Marielle Franco, na presença do juiz Wilson Witzel, que foi eleito governador do Rio e que também participou do ato (5). Marielle e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados barbaramente. Marille virou símbolo mundial dos direitos humanos.

Sou a favor da prisão de todos os corruptos e corruptores, respeitado o devido processo legal, e que seja dado aos réus o amplo direito de defesa previsto na lei!

Fonte:

12.11.18

TEATRO RIVAL PETROBRAS APRESENTA: ORQUESTRA TABAJARA COM PARTICIPAÇÃO DE ZEZÉ MOTTA

REDAÇÃO -


Símbolos de resistência cultural, a Orquestra Tabajara e o Teatro Rival Petrobras, seguem a parceria de sucesso firmada em junho deste ano, trazendo todos os meses um show dançante com participações especiais. Desta vez, a apresentação será no dia 17 de novembro (sábado), às 19H30, com a participação especial da cantora Zezé Motta.

A Orquestra Tabajara foi fundada em 1934, em João Pessoa, na Paraíba, por Oliver Von Sohsten, que veio da Holanda para dirigir uma empresa que se instalara na cidade. Em 1937, com a inauguração da Rádio Tabajara na mesma cidade, a orquestra foi contratada para fazer parte de seu elenco. Naquela época, Severino Araújo foi convidado para integrar o naipe de sax da Jazz Tabajara, que já contava com músicos famosos, dos quais destacava-se K-Ximbinho. Com a morte repentina de Luna Freire, foi então que Severino Araújo, com apenas 21 anos, assumiu a direção daquela que seria considerada a mais famosa orquestra popular do Brasil. Atualmente, quem administra a Orquestra Tabajara é Ronaldo Araújo, enquanto a regência é de Francisco Araújo.

A atriz Zezé Motta, convidada especial desta 4ª edição, lançou em julho no palco do Teatro Rival Petrobras o CD “O samba mandou me chamar”, dedicado ao samba. O álbum é décimo disco solo após sete anos fora dos estúdios. A atriz retomou a carreira musical, que teve início nos anos 1970 quando ela era crooner na noite paulista.

Serviço

Teatro Rival Petrobras - Rua Álvaro Alvim, 33/37 - Centro/Cinelândia - Rio de Janeiro. Data: 17 de novembro (Sábado). Horário: 19h30. Abertura da casa: 18h. Ingressos: Setor A: R$ 80,00 (Inteira), R$ 50,00 (promoção para os 100 primeiros pagantes), R$ 40,00 (meia-entrada) | Setor B - Mezanino B: R$ 70,00 (Inteira), R$ 35,00 (meia-entrada) | Pista: R$ 50,00 (Inteira), R$ 25,00 (meia-entrada). Venda antecipada pela Eventim -http://bit.ly/Ingressos2z0P23j. Bilheteria: Terça a Sexta das 13h às 21h | Sábados e Feriados das 16h às 22h Censura: 18 anos. www.rivalpetrobras.com.br. Informações: (21) 2240-9796. Capacidade: 350 pessoas. Metrô/VLT: Estação Cinelândia.

*Divulgação / Meia entrada: Estudante, Idosos, Professores da Rede Pública, Funcionários da Petrobras, Clientes com Cartão Petrobras e Assinantes O Globo

PAULO GUEDES, DO PINOCHETISMO AO BOLSONARISMO

JEFERSON MIOLA -

A ditadura de Augusto Pinochet estava a todo vapor, e a universidade vivia sob intervenção militar. Economistas de Chicago haviam sido convidados pelo regime a implementar uma política econômica liberal, baseada nos fundamentos da economia de mercado defendidos por Milton Friedman. Chamados de ‘Chicago boys’, eles se instalaram na universidade e se revezaram em cargos no governo. O convite a Guedes partiu de um deles, Jorge Selume, então diretor da Faculdade de Economia e Negócios e diretor de Orçamento de Pinochet”.


Essa passagem da vida do Paulo Guedes é retratada na reportagem da repórter Malu Gaspar na edição 144 da Revista Piauí.

A retórica atual do banqueiro indica que ele continua pensando da mesma maneira que pensava quando serviu intelectualmente a uma das mais sangrentas ditaduras da América Latina trabalhando na produção e implantação do programa econômico ultraliberal de Pinochet.

O pinochetismo [1973/1990], vale lembrar, legou ao Chile contemporâneo a maior taxa mundial de suicídios de idosos; fenômeno que é consequência direta das fórmulas macabras dos economistas da mesma escola do Guedes, que acabaram com a previdência pública e privatizaram radicalmente o sistema de aposentadorias e de seguridade social chileno.

Além de czar da economia, Guedes recebeu de Bolsonaro superpoderes. Ele terá atribuições para decidir sobre os fatores que embasam um pacto societário civilizado e democrático, como a previdência pública, os direitos do mundo do trabalho, a solidariedade e proteção social, a repartição e distribuição de renda, e o desenvolvimento soberano do país.

Guedes anunciou medidas drásticas, até mais profundas que as implementadas no Chile. Ele promete reduzir direitos de cidadania e aprofundar a reforma trabalhista; destruir bens comuns e públicos como a previdência social, o SUS, o ensino e a Universidade pública, para introduzir dispositivos de mercantilização e monetização das políticas sociais de Estado.

Guedes defendeu um programa selvagem de privatizações, a abertura indiscriminada da economia com desproteção da produção nacional, o abandono do MERCOSUL e o isolamento geopolítico e econômico que causará mais desindustrialização, piora da participação do Brasil no comércio mundial e perda de divisas.

A reportagem da Malu Gaspar faz ver, ainda, que Guedes tem mais identidade que diferença com a visão de mundo autoritária e reducionista do Bolsonaro. Os traços comuns entre os 2 são perceptíveis na evocação de Guedes de valores como ordem, autoridade, normatividade comportamental, poder, intolerância ideológica:

– “Eu posso entender quando Bolsonaro diz que a esquerda está deformando a qualidade do ensino. Ensinar uma ideologia obsoleta, destruidora de riqueza, desagregadora socialmente para uma criança é uma mutilação.

– Foi aí, nos valores, que eu comecei a entender quem era o cara. Não existe mais lei, não existe mais ordem. O Brasil virou uma zorra. O político rouba e não acontece nada. O black bloc rouba e não acontece nada. O MST quebra sua casa com um trator, faz o que quer, e não acontece nada. Nenhum político fala isso. São covardes. Têm medo do MST.

– Se morasse no campo e tivesse um pessoal querendo invadir minha casa, eu queria ter uma metralhadora.

–  Mataram a moça aí, e ficam ‘Marielle, Marielle, Marielle!’ Quando morre uma pessoa e fica todo mundo falando, eu suspeito. Não sou idiota. […] eu suspeito que tem algo por trás, que querem fazer alguma coisa com a morte dela.

– Eu sabia que tinha uma ditadura, mas para mim isso era irrelevante do ponto de vista intelectual.

– Eu comecei a ver que a política é uma ferramenta suja nas mãos dos menos aptos”.

O programa ultraliberal do Paulo Guedes se inspira no experimento ultraliberal executado no Chile sob o terror da ditadura pinochetista apoiada pelos EUA.

É um programa devastador, que desconstrói o ideal de nação e de Estado brasileiro. Se aplicado, trará consequências estruturais e trágicas que comprometem o futuro do Brasil, assim como da atual e das próximas gerações de brasileiros e brasileiras.