28.2.17

1 - PETROLEIRAS FIZERAM LOBBY PELO FIM DO CONTEÚDO NACIONAL NO PETRÓLEO; 2 - PROCURADORA CULPA VÍTIMAS DA 'KISS' POR ESTAREM BÊBADAS NA NOITE DA TRAGÉDIA

REDAÇÃO -


Quando Edward Snowden revelou a espionagem executada pela NSA, agência americana de segurança, soube-se que o Brasil era um dos países mais espionados pelos Estados Unidos e que o foco do interesse era o pré-sal.

Antes disso, documentos do Wikileaks indicaram que o senador José Serra (PSDB-MG), ex-chanceler de Michel Temer, havia prometido à multinacional americana Chevron a abertura do pré-sal.

No ano passado, quando se concretizou o golpe contra a democracia brasileira, a presidente eleita Dilma Rousseff garantiu que o pré-sal seria a primeira vítima do novo regime.

Não deu outra. Temer fez de Serra seu chanceler e o governo aprovou a abertura do pré-sal. Se isso não bastasse, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, cedeu a empresas estrangeiras, como Total e Statoil, blocos inteiros da companhia.

Na semana passada, no entanto, veio a grande surpresa. Temer praticamente eliminou, por decreto, as exigências de conteúdo nacional no setor. Ou seja: agora, plataformas inteiras, assim como tubos e equipamentos de perfuração poderão vir da China, de Cingapura e outros países.

Sentindo-se traída por Temer, a indústria brasileira anunciou que cerca de 1 milhão de brasileiros deverão perder seus empregos, num Brasil pós-golpe que já tem 13 milhões de desempregados – saiba mais na entrevista de Cesar Prata, que comanda a área de óleo e gás da Abimaq e apontou uma relação incestuosa entre o governo Temer e as multinacionais do petróleo.

Por trás do lobby pelo fim do conteúdo nacional, está uma entidade, o Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), que reúne as grandes multinacionais do setor. Em Brasília, o IBP contratou os serviços da Arko Advice, do cientista político Murilo Aragão, que disse ao 247 ter feito um trabalho de inteligência e monitoramento legislativo para o IBP.

O fato é que a mudança veio imposta de cima para baixo – e nem passou pelo Congresso. Ao mesmo tempo em que o ministro licenciado da Casa Civil, Eliseu Padilha, negociava com empresários brasileiros a questão do conteúdo nacional – havia uma reunião marcada para quarta-feira de cinzas – o ministro Fernando Bezerra, de Minas e Energia, já anunciava para as multinacionais o fim do conteúdo nacional.

O resultado hoje é uma inusitada aliança entre trabalhadores e empresários. Tanto a Federação Única dos Petroleiros como as entidades empresariais, que se reuniram numa entidade chamada Produz Brasil, avaliam que o projeto entreguista de Temer não só entregou o pré-sal, como toda a cadeia produtiva do setor. "Perdemos uma batalha, mas não a guerra", diz Cesar Prata, do Produz Brasil. "Há estudos que mostram que com mais investimentos, outros empregos serão criados", pontua Murilo Aragão, que foi contratado pelo IBP.

Em nota enviada ao 247, o IBP justificou sua posição. Confira abaixo:

O Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis, IBP, avalia que as novas regras de conteúdo local anunciadas hoje representam uma importante simplificação e adequação das regras à capacidade de fornecimento da indústria nacional e vão colaborar para destravar investimentos, gerar empregos e estimular maior competição na 14ª rodada de licitações de blocos.

Para o IBP, a definição de índices globais por segmentos representa um avanço frente ao modelo atual, e acreditamos que traz uma sinalização de que se persegue o caminho de maior atratividade para os projetos futuros, cenário que favorece novos investimentos na indústria de óleo e gás no Brasil.

O IBP entende que o diálogo do setor de óleo e gás com as autoridades governamentais e a indústria nacional amadureceu e avançou durante as discussões sobre conteúdo local na direção de regras que estimulam o investimento e a geração de empregos no Brasil. (via 247)

***
Procuradora culpa vítimas da Kiss por estarem bêbadas na noite da tragédia

Uma procuradora de Santa Maria (RS) causou revolta em familiares das vítimas do incêndio na boate Kiss, que matou 242 pessoas em janeiro de 2013, ao sugerir que a embriaguez de algumas das vítimas colaborou para as suas mortes.

No documento, que contesta na Justiça um pedido de indenização por danos morais feito pela família de um dos jovens mortos na tragédia, a procuradora Mirela Marquezan ressalta: “Certamente diferentes fatores contribuíram para esta diferença de condutas e desfechos, sendo, um deles, o estado de sobriedade ou de embriaguez de cada um dos frequentadores do estabelecimento, fato que deve ser bem analisado em cada caso concreto”.

O trecho foi tornado público pelo advogado Luiz Fernando Scherer Smaniotto, representante de alguns familiares de vítimas.

A procuradora diz na contestação: “Apesar da comoção generalizada e luto coletivo ocorridos com a tragédia da boate Kiss, e mesmo podendo parecer insensível mencionar a possibilidade de ocorrência de culpa das próprias vítimas; não há como ignorar o fato de que diversas pessoas que estavam em frente ao palco, onde começou o incêndio, conseguiram sair do local; ao passo que outras tantas, que estavam muito mais próximas à porta de saída, não abandonaram o recinto”.

A citação causou indignação nos familiares de mortos e sobreviventes. “Quero saber em qual técnica ela se baseou para escrever isso. Primeiro, ela não é médica. Segundo, não é bombeiro para saber se as pessoas podiam ou não sair da boate. Ela não tem conhecimento técnico para usar esse argumento”, afirma o presidente da AVTSM (Associação dos Familiares das Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria), Sérgio Silva. (via Uol)

27.2.17

O HERÓI MONETÁRIO DE GASPARI E O BANCO CENTRAL AUTÔNOMO

JOSÉ CARLOS DE ASSIS -


Elio Gaspari (foto) descobriu um herói do sistema de bancos centrais independentes na figura de um russo, Ivan Shipov, que recusou a liberação de dinheiro aos comissários do Lênin na revolução de 1917. É evidente a simpatia do jornalista para com esse banqueiro central que se dizia autônomo, certamente dentro da onda de valorização de bancos centrais independentes receitados para países em desenvolvimento desde os anos 80 até hoje. Na pena de um economista de banco que defende interesses próprios, pode ser considerado algo justificável. Na pena de Gaspari não passa de uma rematada bobagem.

A primeira coisa que ele deveria ter feito era investigar a natureza do Banco da Rússia em 1917. Teria descoberto que, diferentemente de qualquer banco central convencional dos nossos dias, era um banco criado no século XVIII nos moldes do Banco da Inglaterra, porém como uma entidade estatal dedicada ao comércio e à industria. Isso lhe dava enorme superioridade quanto à defesa de uma política monetária de interesse público, não comandada pela alta finança, como o banco inglês. É que o liberalismo econômico imposto pela Inglaterra ao mundo servia muito bem aos interesses dos ricos, não a povos de países em desenvolvimento como a Rússia.

Vou dar um exemplo. Quando surgia um déficit comercial na Inglaterra por conta de quebra de colheitas, por exemplo, o Banco deixava a libra valorizar-se livremente. Como consequência, fluxos de ouro (estávamos no tempo do padrão-ouro) entravam no país para se aproveitarem de juros mais elevados, consequência da valorização da libra, até equilibrar a balança comercial. O processo poderia implicar inflação, por causa dos juros e do câmbio mais elevado, mas acabaria contrabalançado pelo aumento das importações. Nesse esquema, a economia liberal, supostamente, entraria em equilíbrio comercial e financeiro.

Agora vejamos a situação do ângulo de um país em desenvolvimento que estivesse em relações comerciais com a Inglaterra. O déficit comercial em manufaturas revelaria uma incapacidade de gerar divisas, a não ser que se deixasse a taxa de câmbio e a taxa de juros serem elevadas a níveis insuportáveis, gerando inflação. O reequilíbrio dificilmente seria atingido exceto na base de uma moratória, já que não haveria mecanismo estável, sobretudo num contexto de economia liberal, de redução ou eliminação do déficit comercial. Nós experimentamos algo parecido nos anos 80 e 90, com a crise da dívida externa.

Voltemos ao Banco Central autônomo de Elio Gaspari. O grande modelo do tipo é o Banco da Inglaterra, que foi privado, depois público, e agora autônomo. Como um país de produção de manufatura, e não de produtos primários, ele pode se dar o luxo de fingir certa autonomia. Na verdade, ela opera conjuntamente com o Tesouro. O mesmo, de maneira ainda mais formal, acontece com o o FED (banco central norte-americano) e o Banco do Japão. Para se ter ideia da “autonomia” do FED, o Tesouro sacou sobre ele R$ 7 trilhões em seis anos, depois da crise de 2008. Já dos saques do Tesouro sobre o Banco do Japão perdi a conta.

Nesses dois casos, mesmo que a economia não tenha entrado em boom, houve considerável queda do desemprego. Já no terreno próprio de um banco tipicamente autônomo, o Banco Central Europeu, temos visto uma situação de terra arrasada: alguém gostaria de iniciar uma vida profissional na Grécia, na Espanha, na Itália, na Irlanda, em Portugal e mesmo na França? Todos esses países exibem retração ou crescimento extremamente baixo, em alguns casos com terríveis taxas de desemprego. O que falta a eles? Talvez ordem de um novo Lenin ao Ivan Shipov do atual BCE para que seja entregue à Europa do euro dinheiro suficiente para uma retomada da economia e do emprego!

1 - NA ONU, MINISTRA QUE SE DEU CARGO INEXISTENTE DIZ QUE TEMER “COMBATE A CORRUPÇÃO”; 2 - JUDEUS FAZEM PETIÇÃO CONTRA PALESTRA DE BOLSONARO NA HEBRAICA; 3 - O VEXAME DO OSCAR ERRADO PARA “LA LA LAND” COMO MELHOR FILME [VÍDEO]

REDAÇÃO -

Ao reassumir o assento no Conselho de Direitos Humanos da ONU, o governo brasileiro declara que suas instituições estão funcionando e que tem como um dos seus objetivos lutar contra a corrupção. O discurso em sua versão integral e que fica como registro oficial ainda insistiu à comunidade internacional: “o Brasil está de volta, de forma plena”.

Por um ano, por opção do governo de Dilma Rousseff, o Brasil se manteve fora do Conselho da ONU. Decidiu por voltar no final do ano passado e, hoje, reassumiu seu posto por dois anos. Mas vem sendo questionado por ongs e sofrendo resistência até mesmo de outros governos. Durante a sessão do Conselho, a ex-presidente Dilma Rousseff estará em Genebra para participar de eventos paralelos à reunião da ONU.

Mas, no discurso oficial brasileiro, a ordem era a de dar garantias. “Depois de um processo político difícil, o Brasil se levanta para mostrar ao mundo a robustez de nossas instituições, nosso apego à lei e à Justiça e, acima de tudo, o caráter aberto e democrático de nossa sociedade e de nosso sistema político”, disse a ministra de Direitos Humanos, Luislinda Valois.

“Tivemos eleições livres em outubro de 2016, cujos resultados são aceitos por todos”, afirmou. “Hoje, como sempre, perseveramos no combate contra a corrupção, com o pleno empenho do Poder Público e total respeito ao devido processo legal e às garantias individuais preconizadas na Carta Magna Brasileira”, afirmou, no discurso entregue também à secretaria da ONU e sem qualquer referência ao fato de que ministros do atual governo tem sido alvo de suspeitas.

O governo brasileiro foi alvo de um questionamento de advogados de Lula na ONU que justamente questionam o “devido processo legal” e acusam o juiz Sérgio Moro de ser parcial.

Segundo a ministra, o Brasil enfrentou de forma “diligente e consciente” nos últimos meses crises nas prisões, violência urbana e criminalidade, desemprego “aviltante” e a “pior recessão de que se tem memória”. Mas ela garantiu: “Estamos recolocando o Brasil nos trilhos”.

Seu discurso, que chegou a citar Temer como “nobre presidente”, ainda vem com uma série de promessas: “equilibraremos as contas da Nação, tornamos norma constitucional a responsabilidade com gastos públicos federais”, disse. “Um novo sistema de previdência social, a fim de garantir como direito sagrado de nossas futuras gerações está em curso”, afirmou a ministra.

Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, o Planalto havia mencionado em seu currículo o fato de ser “embaixadora da ONU”, cargo que jamais existiu. A assessoria de imprensa da ministra afirmou que ela não falaria com a imprensa durante sua passagem por Genebra por conta de uma agenda carregada. Depois do discurso, ela seguiu para um almoço na embaixada do Brasil na cidade. (via Estadão)

***
Judeus fazem petição online contra palestra de Bolsonaro na Hebraica

Impossível ficar passivo ao convite para que Jair Bolsonaro venha ser entrevistado para uma plateia na Hebraica de São Paulo.

Tomados pela incredulidade de convite para entrevista com plateia de Jair Bolsonaro na sede do clube, nós judeus brasileiros chamamos a direção da Hebraica-SP para ponderar as implicações de tal atividade para a comunidade judaica brasileira como um todo, e a paulista em especial.

Bolsonaro representa a extrema direita brasileira e em todas oportunidades em que lhe é permitido falar, explora e ataca as minorias entre as quais, nós judeus, nos encontramos.

Ele é homofóbico, misógino, racista e antissemita por natureza e convicção.  Idolatra a extrema direita neonazista e admira os torturadores da ditadura militar, a qual enaltece em todas as oportunidades.

Por tudo isso que em nome da memória de Vladmir Herzog, Iara Iavelberg, Ana Rosa Kucinski, Gelson Reicher, Chael Charles Schreier, e tantos outros judeus vítimas da ditadura, os abaixo assinados pedem que a Hebraica – SP não permita ato com Jair Bosonaro na sede do clube. (via Change.org)

***
O vexame do Oscar errado para “La La Land” como melhor filme

CARNAVAL CARIOCA, UM CAOS ORGANIZADO. MILHÕES DE FOLIÕES CELEBRAM O REINADO DE MOMO

ALCYR CAVALCANTI -

O Carnaval na cidade maravilhosa não se resume a três dias de folia. O Reinado de Momo que já começou há muito tempo não vai "se acabar na quarta feira" como na poesia de Vinicius de Morais embora o atual alcaide não veja com bons olhos a farra carioca da cidade que o elegeu e preferiu ficar longe da folia. O Carnaval Carioca vai oficialmente até o desfile das campeãs, que termina na madrugada de domingo, dias depois da quarta feira de cinzas. Já se foi o tempo em que a folia terminava em pancadaria e intensa repressão policial, em alguns casos na meia noite de terça feira, como nos anos setenta onde a "poliçada" irritada pela farra sem fim enfiava o cacete e de quebra levava os mais renitentes no camburão.


Agora uma série de fatores resolveu estender a farra, apesar da já ter sido iniciada há algumas semanas provocando um enorme prejuízo para uns e uma alegria desmedida para outros. Fazer um Carnaval é o equivalente a fazer um caos, onde tudo se confunde, em uma total inversão: homens podem se vestir de mulher, adultos em crianças, mulheres em heróis masculinos, debochados em religiosos, pobres em nobres, crianças em super heróis ou monstros terríveis. No Carnaval da Barra da Tijuca uma Jack Sparrow como um tropical Brad Pitt do Piratas do Caribe ao lado de uma heroína- aranha cantavam o samba enredo da Viradouro. Acontece uma anulação entre as barreiras sociais, embora muito efêmera, os pobres vão continuar cada vez mais pobres e os corruptos e corruptores vão continuar dando as ordens e rapinar nosso suado dinheiro, apesar dos juízes impolutos que se assemelham (segundo eles) a semideuses.

O ponto alto do Reinado de Momo, oficialmente é o desfile das escolas de samba, em seu palco planejado pelo gênio de Oscar Niemayer, o Sambódromo, agora em uma apresentação de quatro dias, dois para o Grupo de Acesso e dois para a Elite do Samba. A verdadeira alegria está  nas ruas da cidade, em todos os bairros o folião cai no samba, ou nas marchinhas proibidas  em nome de um equivocado politicamente correto para exorcizar os fantasmas oriundos de Brasília, que ameaçam todos nós. O carioca tem mais medo dos vampiros de Brasília do que das delações da Lava Jato. Ma como quase tudo acaba em samba, centenas de blocos e bandas fazem a festa, para todos os gostos, todos os gêneros e para o reinado efêmero do Rei da Folia, para tudo se acabar em uma segunda feira, de Cinzas.

O NOVO COLLOR

CARLOS CHAGAS -


Mais uma vez, o prefeito João Dória Júnior procurou o governador Geraldo  Alckmin para jurar que não é candidato a presidente da República, em 2018. Mentira ou  precipitação?

Contam-se nos dedos de uma só mão as vezes em que, na história da República, eram para valer as afirmações de presidentes da República que, quando candidatos, desmentiam suas pretensões.

Traduzindo: João Dória Júnior só não disputará o palácio do Planalto caso careça de popularidade, recursos e de um  partido que o apoie.

Quanto a concluir que dispõe de chances, é outra conversa. Recente pesquisa revelou  ser o alcaide paulistano conhecido de 70% dos consultados, inclusive no Nordeste.

O que parece respaldar as referências a João Dória Júnior é o mesmo fenômeno que, guardadas as proporções, um dia alimentou a candidatura de Fernando Collor: a busca pelas elites conservadoras de um novo nome capaz de derrotar adversários desgastados, de um lado, e  de outro quem parecia disposto a virar o país de cabeça para baixo sob acusações de implantar o socialismo e sucedâneos.

Os desgastados de hoje são o próprio Alckmin, Aécio Neves, José Serra, Ciro Gomes, Marina Silva e mais classificados como ultrapassados políticos profissionais, à maneira do que foram em 1989, Aureliano Chaves, Ulisses Guimarães, Mário Covas, Paulo Maluf, Leonel Brizola e outros.

A “perigosa ameaça ideológica” de agora,  em condições de revogar as  linhas conservadoras  e reacionárias,  é o mesmo: o Lula, que perdeu para Collor mas,  anos depois, elegeu-se contra Serra.

Dizem  que a História só se repete como farsa, mas ressurge  o vaticínio de Marx e de Lenin: a  possibilidade  de o segundo turno das eleições do ano que vem ferir-se entre João Dória Júnior e Lula.

Um, centralizando a esperança das elites financeiras e da  parcela da classe média que se aferra ao modelo neoliberal. Outro, disposto a mudar as diretrizes agora impostas pelas reformas do governo Michel Temer. Claro que descontado o interregno em que  o Lula e o PT  já ocuparam o poder, fator capaz de gerar mudanças nas concepções atuais do eleitorado. Mas, de qualquer forma, a disputa poderá travar-se entre as duas forças históricas e  conflitantes de sempre: conservadores e reformistas.

CARNAVAL: 1 - FOLIÕES DO BRASIL CANALIZAM RAIVA CONTRA TEMER, DIZ JORNAL AMERICANO; 2 - CORRESPONDENTE DA GLOBO EM NOVA YORK É PRESO POR DESACATO EM SALVADOR; 3 - NA GLOBO, TURISTA ESCOCÊS DIZ QUE TEM OUVIDO MUITO “FORA TEMER” [VÍDEO]

REDAÇÃO -


A exuberante celebração do Carnaval está dando aos esquerdistas maltratados do Brasil um palco para exalar suas frustrações – mesmo curtindo muito – depois de um ano em que viram seu afastamento do poder e as conquistas econômicas de uma década solapadas por uma crise persistente.

Milhares de pessoas se apresentam em todo o país desde sexta-feira com camisas, faixas e máscaras exigindo a saída do presidente conservador Michel Temer, que em agosto substituiu sua antecessora de centro-esquerda Dilma Rousseff.

Alguns usam camisetas simples estampadas com “Fora Temer!” Outros são mais brincalhões. Os cânticos de zombaria de “Tchau, querida”, que acompanharam a expulsão de Rousseff, agora encontram uma réplica com camisas implorando: “Volte, querida!” Um homem que usava uma máscara de Temer em uma festa de rua vestiu-se com enfeites de Natal, divertindo-se com um político que uma vez descreveu seu papel como “decorativo”.

“Essa é nossa vingança contra o homem que roubou nosso governo”, disse a professora aposentada Silvia Barros, de 72 anos.

Membro do Partido dos Trabalhadores, ela preparou banners anti-Temer no Rio, um tradicional ponto de encontro para os eleitores de esquerda. “Golpistas, fascistas, não passarão!”, diz um cartaz.

“As pessoas precisam saber que ele está lá apenas para anular nossos direitos e nossa democracia”, disse ela.

O economista de 25 anos Rodrigo Socrates disse que o Carnaval é um “alívio antes do ano piorar para sempre”.

“Nós estávamos na defensiva por um longo tempo. Dilma não era uma boa presidente e era embaraçoso ficar contra ela”, disse ele. “Agora podemos dizer o que queremos: os direitistas estão quietos agora”.

A esquerda do Brasil estava em ascensão desde a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, que protagonizou um boom econômico mesclado com políticas sociais que elevaram o padrão de vida de milhões de pessoas.

Mas o boom terminou sob sua sucessora. Em meio à queda dos padrões de vida, ao aumento do desemprego e ao aumento da dívida pessoal, o clima político se agravou ainda mais com as revelações de um mar de corrupção centrado na empresa petrolífera estatal que afogou políticos à esquerda, à direita e no centro.

Isso é alimentado com um poderoso humor anti-político em todo o país. Embora Rousseff fosse profundamente impopular quando foi destituída pelo Congresso por violações na lei do orçamento, Temer é igualmente desprezado nas ruas, mesmo com o apoio de parlamentares.

Temer estava passando o Carnaval em uma base naval no nordeste da Bahia, não muito longe de alguns dos maiores protestos contra ele.

Em um show no sábado à noite em Salvador, milhares de pessoas cantavam contra o presidente, enquanto o vencedor do Grammy Caetano Veloso falava para a multidão: ”Isso é tão bonito”. (via San Francisco Chronicle)

***
Correspondente da Globo em Nova York é preso por desacato em Salvador

Correspondente da Globo em Nova York, Felipe Santana foi preso na noite deste domingo (26) em Salvador, onde passa o Carnaval _ele está em férias na emissora. Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, o jornalista é acusado de desacato à autoridade, algo que deixou de ser considerado crime no Brasil. Ao ser detido, Santana disse que os policiais foram truculentos.

A prisão ocorreu após Santana e um amigo que o acompanhava, o jornalista e cineasta Bruno Della Latta, que trabalha na produção do Fantástico, terem se desentendido com policiais militares da capital baiana. Latta teria sido atingido na cabeça por um cassetete. Ele sofreu um corte no supercílio e foi encaminhado para o Hospital Aliança, onde ficou em observação.

Os jornalistas acusam os policiais de truculência e todos os envolvidos foram encaminhados para fazer exame de corpo de delito, já que os PMs também tiveram ferimentos na boca e no braço. A Secretaria de Segurança Pública da Bahia disse que está apurando o caso.

Apesar da acusação contra Santana e Latta, desacato deixou de ser crime no Brasil em dezembro do ano passado, em uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça que afirma que criminalizar o desacato à autoridade contraria leis internacionais de direitos humanos.

“Não há dúvida de que a criminalização do desacato está na contramão do humanismo porque ressalta a preponderância do Estado, personificado em seus agentes, sobre o indivíduo”, escreveu o ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas em seu parecer.

Santana ainda não se pronunciou sobre o caso. Em seu Twitter, a mensagem mais recente é do dia 18, na qual ele informa que está de férias. A internauta Elisandra questionou a ausência do jornalista das redes sociais durante o Oscar, realizado neste domingo. “Noite de Oscar e nosso repórter cineasta preferido não está online para comentar sobre os filmes conosco. O que achou da premiação?”, escreveu ela.

Já o usuário Saulo aproveitou a prisão para uma provocação. “E aí? A Globo vai continuar defendendo os militares?”, enviou no Twitter para o perfil de Santana. (via Notícias da TV)

***
Na Globo, turista escocês diz que tem ouvido muito “Fora Temer” no Carnaval

A AUTONOMIA MILITAR E A SOBERANIA NACIONAL

Por ROBERTO AMARAL -

O país que não incentiva a modernização das Forças Armadas renuncia ao futuro. Lamentavelmente, não se pode esperar essa visão do atual governo.

Em artigo a Carta Capital (“O Brasil precisa de um setor siderúrgico eficiente e competitivo”, publicado na edição 940 de CartaCapital com o título “As três autonomias”), a propósito de oportuna defesa da siderurgia brasileira, ponto de partida, como ensinou Getúlio Vargas, de qualquer projeto de construção nacional, o ex-ministro Antonio Delfim Neto, destaque do pensamento conservador, delineia as três autonomias sem as quais, diz ele, “nenhuma nação será independente”.

Eu quase diria que é um bom ponto de partida para um Programa Nacional, um Projeto de País, de que tanto carecemos. E assim vou comenta-las.  Essas condicionantes, inafastáveis, são: 1) a autonomia alimentar, 2) a autonomia energética e 3) a autonomia militar. Vejamos.

Leia mais em POLÍTICA

*Artigo enviado por e-mail. Roberto Amaral é escritor e ex-ministro de Ciência e Tecnologia.

CARNAVAL: 1 - COLISÃO DE CARRO ALEGÓRICO FERE 20 PESSOAS NA SAPUCAÍ; 2 - GRUPO DE SALVADOR PODE SER VETADO DO CARNAVAL POR PUXAR CORO “FORA TEMER”; 3 - ACM NETO É VAIADO E CHAMADO DE GOLPISTA NA SAÍDA DO BLOCO ILÊ AIÊ [VÍDEO]

REDAÇÃO -

Ferida gravemente, vítima é amparada por soldado do Corpo de Bombeiros.
Ao menos vinte pessoas ficaram feridas após um acidente com um carro alegórico da escola de samba Paraíso do Tuiuti, neste domingo, 21, primeiro dia desfile do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí. Segundo os primeiros relatos, o carro teria colidido com a grade que separa a arquibancada e a pista e os integrantes foram presos na grade. Os feridos foram sendo levados para o hospital Souza Aguiar. Entre os feridos está a jornalista Lúcia Melo, entre outros profissionais da imprensa.

Segundo o diretor de carnaval da Liga das Escolas de Samba (Liesa), Elmo José dos Santos, o carro se desgovernou por conta da chuva e pressionou as pessoas que estavam dentro da pista acompanhando o desfile da escola. "Com a chuva o carro pendeu para o lado esquerdo e se desgovernou um pouco", disse. Entre os oito feridos com mais gravidade, dois foram levados para o Hospital Souza Aguiar e uma delas está em estado mais grave com uma fratura exposta. As outras vítimas estão sendo atendidas no posto médico da Marques de Sapucaí. A Polícia Civil está no local e fará uma perícia no carro.

O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Jorge Castanheira, disse que o acidente com o carro alegórico do Paraíso do Tuiuti é inédito na Sapucaí. "Pelo que que saiba é a primeira vez que acontece um acidente dessa gravidade", disse, ao fim da apresentação da escola. Testemunhas contaram que o carro, que era o último da escola e tinha uma parte acoplada, o que dificulta o manejo, entrou na avenida de forma apressada. Isso porque a escola estava atrasada - este ano, a apresentação foi encurtada de 82 para 75 minutos.

O carnavalesco Jaime Cezário, que é do Porto da Pedra, escola da série A, e assistia a Escola Tuiti da pista, foi um dos feridos. Ele contou que o motorista entrou errado na avenida e, na pressa, imprensou quem estava no setor 1. Na tentativa de consertar o erro e evitar perda de pontos por estouro no tempo, ele jogou o carro para o outro lado, e aí feriu também quem estava neste ponto - caso de Cezário.

"O desfile estava atrasado, já tinha aberto um espaço. Eles estavam preocupados para que o carro entrasse logo. Na pressa, o motorista acabou jogando o carro para o outro lado. No lado ímpar, as pessoas ficaram mais graves. Por ser alto, eu consegui escapar um pouco", disse o carnavalesco, que ficou com um corte na perna esquerda de 10 centímetros e foi atendido no posto médico do sambódromo. A Polícia Civil fez uma perícia ainda no local. Também fora identificados, entre os feridos, o fotógrafo Severino Silva, do jornal O Dia, e a repórter Lucia Mello, do site especializado Tititi do samba.
(informações Diário do Poder)

***
Grupo de Salvador pode ser vetado do Carnaval por puxar coro “Fora Temer”

O navio pirata da BaianaSystem, que costuma arrastar multidões por onde passa, pode não navegar no mar de gente do Carnaval de Salvador em 2018. Em mais uma apresentação no Furdunço, desta vez no Circuito Osmar (Campo Grande), o líder da banda, Russo Passapusso, entoou o coro “machistas, fascistas, não passarão”, além de dar início a um “Fora, Temer”.

Russo foi acompanhado unanimemente por um público fervoroso que costuma vibrar ao som do verso “a mais de mil decibéis, virado numa goteira”, da música Playsson. De acordo com o presidente do Conselho Municipal do Carnaval de Salvador (Comcar), Pedro Costa, o ato é considerado grave e pode render à banda uma punição proporcional.

“O código de ética é claro, é terminantemente proibido que o artista use o carnaval para denegrir alguém, como foi feito pelo Baiana System. Há um risco concreto de punição grave, que seria a exclusão deles”, explicou o Pedro.

Ainda conforme o representante do Comcar, a comissão da ética vai se reunir logo após o Carnaval para assistir aos vídeos e avaliar a punição da banda. “Foi um ato de politicagem e eles não foram pagos para isso. Embora tenhamos muito orgulho de tê-los conosco nesta realização, é inaceitável e vai haver punição, sim. São 700 atrações envolvidas, se todos resolverem fazer isso, vira um palanque político”, ressalta.

O presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), responsável pela organização do Carnaval, Isaac Edington, afirmou que é imaturo assumir qualquer posição sobre o assunto em pleno Carnaval 2017. “O nosso foco agora é realizar um evento extraordinário, como está sendo”, salientou, acrescentando que é contra qualquer tipo de censura.

“Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo. Essa frase, atribuída a Voltaire, demonstra um pouco a forma como eu vejo esse assunto”, disse. (via Correio24horas)

***
ACM Neto é vaiado e chamado de golpista na saída do bloco Ilê Aiê em Salvador

26.2.17

A SAÚDE DOENTE

SEBASTIÃO NERY -


Rio de Janeiro – Um terço da população não é capaz de ler e compreender um texto mais elaborado. Segundo o Inaf (Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional), em pesquisa nacional, só 26% do povo brasileiro é plenamente alfabetizado. Mesmo entre os com curso superior, encontram dificuldades de entender nas suas mais diversas áreas do conhecimento, em setores profissionais fundamentais para o desenvolvimento. E o mais dramático é que o Brasil investe em educação o equivalente aos países mais desenvolvidos. A grande vítima dessa realidade é a própria população. Há anos a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) vem realizando exames para os bacharéis saídos das Faculdades de Direito. A cada ano aumenta o número de reprovados para obtenção da carteira de advogado: 8 de cada 10 não alcançam o nível de conhecimento jurídico para se filiar ao órgão. É um número espantoso que atinge as centenas de milhares de saídos dos cursos de Direito, ao longo das últimas décadas.

Leia mais na COLUNA

PSDB JOGA NA LAMA STF, MPF, PGR E POLÍCIA FEDERAL

EMANUEL CANCELLA -


Estamos aguardando pronunciamentos de membros dessas instituições (STF, MPF, PGR, Policia Federal), pois a sociedade acredita que existe algo além da banda podre. Na PF, o delegado Armando Coelho Neto tem sido um expoente contra o golpe. O juiz Siro Darlan perdeu a Coordenação de uma Vara da Infância porque rejeitou e criticou o auxílio educação (3). Entretanto auferiu, credito, a sua dignidade!

A mídia, principalmente a Globo, tem sido o alicerce do golpe e protetora mor dos tucanos. Além de golpista, nossa mídia é corrupta, está na lista do Swissleaks, com contas no HSBC para lavagem de dinheiro. Isso envolve empresas de comunicação, como Globo, Band, Folha, Grupo RBS, Rede Massa do “Ratinho”, Editora Abril, responsável pela revista Veja, entre outros. O HSBC teve que vender seus bancos no Brasil e com esses corruptos nada aconteceu!

A partir daí, começamos a entender a blindagem da Lava Jato, chefiada pelo Juiz Sérgio Moro, aos tucanos. Enganando o povo dizendo que querem acabar com a corrupção, na verdade, tudo faz parte de um complô para a entrega de nossas riquezas, principalmente o petróleo, aos americanos. Complô esse formado pelo PSDB e mídia, com o conluio gritante de parte de nossas instituições.

Moro foi premiado pela Globo que, no governo de FHC, fez campanha pela privatização da Petrobrás. Moro é exaltado pelas principais revistas estadunidenses, Time e Fortune (1,2).

Moro convocou os procuradores americanos para investigar a Petrobrás; e ainda mandou os corruptos da empresa, presos, testemunhar contra a Petrobrás em tribunais estadunidenses, em detrimento do Brasil.

A Globo, que chamou os petroleiros de marajá e comparou a Petrobrás a um paquiderme, no governo de FHC, agora a Globo, em editorial, de dezembro de 2015 diz que: O Pré-sal pode ser patrimônio inútil. Isso para desmoralizar nossas riquezas para facilitar sua entrega.

A Lava Jato, mesmo com todas as evidências da participação do governo de FHC na corrupção na Petrobrás, finge que não vê esse período. Como também não investiga a gestão do tucano Pedro Parente na Petrobrás, apesar da realização da maior queima de ativos de petróleo do mundo, como a venda do campo de Carcará do pré-sal, sem licitação e a preço de um refrigerante o barril.

Indignado, como petroleiro, entrei com denúncia formal no MPF contra a omissão da Lava Jato na gestão de Pedro parente na Petrobrás (8). Isso em novembro de 2016. E o MPF, além de não acatar a denuncia, ainda veio me atacando. Isso porque, em dezembro do mesmo ano, o   MPF me intimou, a pedido do juiz Sérgio Moro, alegando que eu teria praticado crime contra a honra do servidor público (7), no caso, do Moro. E o bota-fora de bens públicos continua!

O importante é que a blindagem vergonhosa de nossas instituições aos tucanos chegou às ruas, no carnaval, e virou marchinhas. Conheça algumas delas:
Só tucano que não cai (5);
Não fique cutucano (6);
Marchinha gloupista (6).

Fonte:

*Emanuel Cancella que é da coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e autor do livro “A outra face de Sérgio Moro”

1 - MICHEL TEMER EM COMA; 2 - TEMER E MEIRELES. JOÃOZINHO E O LOBO

MIRSON MURAD - Atualizado às 16h05 -

O governo do golpista Michel Mishell Digamos Assim Notáveis Corruptos Belo Recatado e do Lar Pinóquio Lavajato Temer está em estado de coma. São tantos os escândalos envolvendo seus "notáveis" ministros que a saída da Operação Abafa tem sido renunciarem o troglodita Zé Pinóquio Chevron Pré-Sal Lavajato Metrô de São Paulo Serra, o afastamento de Eliseu Lavajato 10 Milhões de Dólares Padilha com a desculpa de operação de próstata, teve também o Romero Estancar Essa Sangria Lavajato Suruba Jucá (por que esse ignóbil ainda está solto?), o Geddel (ainda não foi preso por que?) e outros mais. O Gatinho Angorá está na marca do pênalti, onde o gol é altamente provável. O índice de aprovação do Mishel é quase zero, como nunca antes nesse país. Consequentemente, o (des)governo Temer está na UTI, em coma...

***
TEMER E MEIRELES. JOÃOZINHO E O LOBO


Na história infantil de Joãozinho e o Lobo, o garoto vigiava as ovelhas para não serem comidas pelo lobo. Contudo, Joãozinho gostava de enganar as pessoas e gritava: Lobo! Lobo! Foi ficando manjado e ninguém mais acreditava nele, até que o lobo veio, de verdade, e comeu as ovelhas. Temer e Meirelles, muito piores que o Joãozinho, cinicamente, tentam iludir o povo brasileiro e o mundo afirmando que a recessão foi vencida. O IBGE acaba de revelar o resultado de pesquisa onde ficou constatado que o desemprego aumentou vertiginosamente, tornando-se o maior dos últimos anos, portanto... É muito cinismo, muita cara e pau, nem Pinóquio seria capaz de mentira tão desastrosa. Será que existe alguém que acredita em tal afirmativa? Zé Pinóquio Alta Traição Chevron Pré-Sal Metro de São Paulo Lavajato Compro o Uruguai Serra foi renunciado do ministério das Relações Exteriores com dor nas costas. No dia seguinte, Padilha foi licenciado para cuidar da próstata. Provavelmente, muito provavelmente, o Gatinho Angorá em breve, muito em breve, arranjará outra desculpa. E "la nave vá..."
---
Leia também:

O ARTIGO MALANDRO DE LARA RESENDE SOBRE A REDUÇÃO DA TAXA DE JUROS

JOSÉ CARLOS DE ASSIS -


De André Lara Resende, a propósito de seu recente ensaio “Juros e conservadorismo intelectual”, no jornal Valor, pode-se dizer o que em outro tempo se dizia do velho PCB: seus melhores textos eram os de autocrítica. É irreparável a demonstração teórica feita no ensaio de que taxas de juros mais altas provocam mais inflação, e não o contrário. Impressionante é o fato de que Lara Resende e seus pares só tenham descoberto isso agora. Como orientadores de política econômica sempre recomendaram juros mais altos para controlar a inflação.

Leia mais em POLÍTICA

O SENTIMENTO DO MEDO

CARLOS CHAGAS -


Vale recontar a história. Juscelino Kubitschek era governador de Minas, candidato declarado  à presidência da República, mesmo  que o PSD  ainda não tivesse realizado  sua convenção. Tinha audiência com Café Filho, presidente, e informou aos jornalistas, no palácio do Catete, que não trataria de política, mas da questão do café, cujo preço desagradava os fazendeiros mineiros. Ao entrar no gabinete presidencial, foi surpreendido com exagerados gestos de euforia. De início, Café levou-o à sua mesa de trabalho, insistindo para que  sentasse na cadeira presidencial.

Leia mais na COLUNA

A INFLUÊNCIA ECONÔMICA CHINESA NA AMÉRICA DO SUL

ILUSKA LOPES -


A China emprestou 21,2 bilhões de dólares para a América do Sul no ano passado, segundo os números divulgado no blog do jornalista Lúcio Flávio Pinto. Embora tenha sido um montante ligeiramente inferior ao valor concedido em 2015, que foi de US$ 24,6 bilhões, é mais do que a soma (US$ 19,8 bilhões) do total de financiamentos do Banco Mundial (US$ 8,2 bilhões) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (US$ 11,6 bilhões).

Os empréstimos foram concedidos através do Banco de Desenvolvimento da China e do Banco Chinês de Exportações e Importações, ambos estatais. Desde 2005, o fluxo de financiamento chinês na América Latina superou US$ 141 bilhões (o equivalente a quase 550 bilhões de reais, 10% do PIB do Brasil).

O Brasil, aliás, foi de longe o país que mais recebeu dinheiro chinês no ano passado (US$ 15 bilhões), destinado principalmente para a Petrobras, em troca de petróleo. Os outros maiores emprestadores foram Venezuela e Equador, que fecharam 2016 com agudas recessões econômicas, o que ressalta a importância do fluxo de crédito da China para a região.

Os três países receberam 92% do total, segundo estudo do Centro de Estudos Diálogo Interamericano, realizado em parceria com a Universidade de Boston. As duas instituições coletam dados sobre a China no continente desde 2005.

O relatório observa que a Argentina, que ocupava as primeiras posições do ranking anteriormente, não registrou nenhum empréstimo em 2016. Relaciona o fato à mudança de governo, com a substituição de Cristina Kirchner pelo oposicionista Mauricio Macri na presidência da república.

Seria indicador do componente político nas regras técnicas dos empréstimos. O novo governo já fez algumas mudanças na política econômica, mas já deu sinais de que pode recorrer à China para financiar seu ambicioso plano de infraestrutura.

“A China é uma fonte fundamental de financiamento, especialmente para países como Venezuela, Equador, Brasil e Argentina, que tiveram um acesso relativamente limitado aos mercados de capital internacionais nos últimos anos”, apontou o relatório. Ele prevê que Pequim continuará sendo um “salva-vidas” para as economias mais frágeis da região.

DEPOIS DA CEDAE, O ALVO DESTRUTIVO DE PEZÃO E TEMER É A CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Por ROBERTO BITENCOURT DA SILVA - Via GGN -


O ilegítimo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), já com mandato cassado pelo TRE/RJ, tem demonstrado absoluto desprezo pelos servidores e serviços públicos. Sobretudo às instituições da Ciência e Tecnologia (Uerj, Uenf, Faetec, Cecierj, Uezo, Proderj e Faperj).

Em relação ao pagamento dos salários e demais direitos trabalhistas do funcionalismo público, há meses tem estabelecido uma divisão hierarquizante entre os setores do estado.

Leia mais em POLÍTICA