25.7.17

GOVERNO TEMER PÕE BUNDA DE FORA COM CORRUPÇÃO EXPLÍCITA

JOSÉ CARLOS DE ASSIS -


O economista Mauro Ozório atribui a decadência econômica e política do Estado do Rio de Janeiro ao que chama de degeneração do seu marco institucional, ou seja, a tomada do poder político por máfias e quadrilhas que se empoleiraram em todos os setores estaduais. Se tivéssemos tido sorte, isso poderia ter sido mudado ao longo do tempo por pressão popular. Aconteceu o contrário. Enquanto o Rio não se livrava de um marco institucional perverso, foi o Brasil como um todo que entrou num processo de violenta degradação institucional.

Agora estamos todos no mesmo barco. O espetáculo da compra de votos para evitar o julgamento de Michel Temer é exemplar. Foi e continua sendo um exercício de banditismo, de fisiologismo no mais alto nível. Troca de parlamentares “suspeitos” de independência na Comissão de Justiça da Câmara, manipulação de cargos ministeriais, e liberação de emendas, muitas emendas, para molhar a mão de deputados. É demais. Sem qualquer escrúpulo, este Governo está subindo na janela e expondo a bunda para a multidão.

Quem está dirigindo o país não é apenas Temer, mas um clube seleto de vigaristas apanhados com a boca na botija pela Lava Jato. Com a marcha das coisas, e sobretudo se a Lava Jato não adotar um viés de acobertamento de alguns apaniguados, teremos mais dirigentes na Papuda que no Planalto. O fato de Temer, perdida a honra, não ter renunciado a despeito dos indícios claros de que o dinheiro do estafeta Loures se destinava a ele, acabou por dar cobertura aos outros nove ministros para fingirem que a investigação não é com eles.

Esperei em vão alguma reação da sociedade. Nada. A despeito de que a própria imprensa cooptada tenha noticiado essa patifaria, não houve editoriais ou críticas contrárias. Esse parece ser o novo normal do país. Pode-se comprar votos, favorecer com cargos, encher o rabo de parlamentares com participações ministeriais, e tudo é engolido com incrível parcimônia, segundo o marco institucional construído no Rio depois do golpe de 64 e das cassações dos melhores parlamentares locais pela ditadura.

Diante de duas figuras de circo, Meirelles e Pezão, estamos assistindo, de novo como se fosse normal, a confluência dos dois marcos institucionais voltados para o assalto aos bens públicos. O ponto de convergência é a Cedae. Os bandidos querem dar a Cedae a um grupo de bancos privados, com participação mínima do BNDES. O Estado, sob uma liderança pusilânime que não serve para nada, está entregando sua joia da coroa aos assaltantes da banca que há muito se tornaram os maiores beneficiários da privataria brasileira.

Aqui também a manipulação é explícita. A origem da crise do Estado é, principalmente, a dívida que tem sido obrigado a pagar à União, por conta de uma consolidação em termos indevidos. Em lugar de reconhecer a nulidade dessa dívida – como sustento no livro “Acerto de Contas” –, o Governo federal usa a dívida como instrumento de tortura a fim de arrancar a concordância do Estado, que está com as finanças desestruturadas, mediante um inepto plano fiscal e de alienação de ativos cuja virtude será voltar ao estado atual daqui a três anos, quando esgotar-se a moratória prevista no acordo.

Temer se beneficia de virtual impunidade no cometimento de crimes contra a República por duas razões básicas: primeiro, porque o judiciário não pode julgá-lo sem autorização da Câmara, e a Câmara, muito bem comprada, não deverá permitir o processo contra ele no Supremo; segundo, porque os militares não estão dispostos a atuar fora de limites institucionais por mais escabrosos que sejam os crimes do Presidente. Diante disso, só temos uma saída: apostar na renovação do Congresso em 2018, tema a que pretendo voltar nos próximos dias.

PRESIDENTE DO SINTHORESSOR É REELEITO PARA DIRIGIR A FEDERAÇÃO QUE REPRESENTA A CATEGORIA



O presidente do SINTHORESSOR (Sindicato dos Trabalhadores do Setor Hoteleiro de Sorocaba e Região), Cícero Lourenço Pereira, foi reeleito para ocupar o cargo de diretor-presidente da FETRHOTEL (Federação Interestadual dos Trabalhadores Hoteleiros de São Paulo e Mato Grosso do Sul). A posse de Cícero foi realizada no último dia 22 de julho, em Salto Grande. O diretor-tesoureiro do SINTHORESSOR, Elias dos Santos, também foi empossado como conselheiro fiscal.

Uma cerimônia, na capela da Colônia de Férias do SINTHORESMAR (Sindicato dos Trabalhadores de Hotéis, Bares e Restaurantes de Marília, Ourinhos e região), em Salto Grande, marcou a posse da nova diretoria da federação.

Segundo Cícero, o evento foi uma demonstração de coragem, de que a entidade não irá recuar diante das medidas do governo.

“Não vamos desarticular a entidade e nem o movimento sindical. Vamos resistir”, disse Cícero.

A solenidade reuniu representantes sindicais de vários municípios do Estado de São Paulo e autoridades locais.

A mesa do cerimonial foi composta pelo presidente da FETRHOTEL, Edimundo Alves dos Santos (diretor executivo do SINTHORESP), Jadir Rafael da Silva (vice-presidente do SINTSHOGASTRO de Presidente Prudente e diretor da CONTRATUH - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade), o prefeito de Salto Grande João Carlos Ribeiro e a anfitriã, Dalcirene Bernardo Lourenço que faz parte da diretoria da federação e é também presidente do SINTHORESMAR.

Após a execução do Hino Nacional teve início a entrega das credenciais dos diretores empossados, que foi feita pelos integrantes da mesa.

Na sequência foi servido um almoço no restaurante da colônia, com cardápio diversificado e preparado exclusivamente para os participantes do evento. Após o almoço, os convidados foram animados com apresentação do músico Gabriel e por um grupo de pagode que tocaram até o final da tarde.

O espetáculo maior ficou por conta da natureza. Localizado nas margens da represa do Rio Paranapanema, os convidados puderem apreciar as belezas naturais e um pôr do sol esplendido.

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DIRETORIA DA FETRHOTEL TOMOU POSSE EM SALTO GRANDE

SUPREMO: MINISTRO NOMEADO POR TEMER, ARQUIVOU FORO PRIVILEGIADO, ESTÁ PRONTO PARA REPETIR A FAÇANHA COM A GRAVAÇÃO

HELIO FERNANDES -

Seu nome:Alexandre de Moraes. Jamais poderia pertencer ao mais alto tribunal do país. Nem teria chance nem vaga. Com a morte de Teori Zavascki, indicou, aprovou e nomeou um homem da sua mais suspeita intimidade e falta de credibilidade.

Logo no primeiro julgamento de que participou, mostrou do que era capaz. Com muito esforço e enfrentando protestos e resistências, a presidente Carmen Lucia e alguns Ministros acima de duvidas e suspeitas, conseguiram colocar em pauta a votação para acabar com o vergonhoso foro privilegiado. O relator, Luiz Roberto Barroso,num voto magistral, referendando suas convicções, abriu o placar, 1 a 0 contra o privilegio odioso.

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DIRETORIA DA FETRHOTEL TOMOU POSSE EM SALTO GRANDE

Via FETRHOTEL -


Uma cerimônia, na capela da Colônia de Férias do SINTHORESMAR (Sindicato dos Trabalhadores de Hotéis, Bares e Restaurantes de Marília, Ourinhos e região), em Salto Grande, marcou a posse dos diretores da FETRHOTEL (Federação Interestadual dos Trabalhadores Hoteleiros de São Paulo e Mato Grosso do Sul).

A posse ocorreu no último dia 22 de julho. “Este evento é uma demonstração de coragem, de que não iremos recuar diante das medidas do governo. Não vamos desarticular a entidade e nem o movimento sindical. Vamos resistir”, disse o presidente da federação Cícero Lourenço Pereira, ao iniciar o evento.

A solenidade reuniu representantes sindicais de vários municípios do Estado de São Paulo e autoridades locais. A mesa do cerimonial foi composta pelo presidente da FETRHOTEL, Edimundo Alves dos Santos (diretor executivo do SINTHORESP), Jadir Rafael da Silva (vice-presidente do SINTSHOGASTRO de Presidente Prudente e diretor da CONTRATUH – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade), o prefeito de Salto Grande João Carlos Ribeiro e a anfitriã, Dalcirene Bernardo Lourenço que faz parte da diretoria da federação e é também presidente do SINTHORESMAR.

Após a execução do Hino Nacional teve início a entrega das credenciais dos diretores empossados, que foi feita pelos integrantes da mesa. Na sequência foi servido um almoço no restaurante da colônia, com cardápio diversificado e preparado exclusivamente para os participantes do evento.

Após o almoço, os convidados foram animados com apresentação do músico Gabriel e por um grupo de pagode que tocaram até o final da tarde.

O espetáculo maior ficou por conta da natureza. Localizado nas margens da represa do Rio Paranapanema, os convidados puderem apreciar as belezas naturais e um pôr do sol esplendido.

DESINDUSTRIALIZAÇÃO E AGRONEGÓCIO

HÉLIO DUQUE -


No cenário mundial os países que alcançaram pleno nível de desenvolvimento priorizaram ao máximo o investimento em educação, infraestrutura e inovação tecnológica. É um tripé que aponta o caminho do futuro. A partir da Revolução Industrial, a emergência de países desenvolvidos se sustentou na modernização econômica e social. O Brasil foi ao longo da sua formação e estendendo-se a tempo presente, exemplo negativo dessa realidade. Retardatário no processo de modernização, a partir de 1930 até a década de 80, teve relativo êxito na substituição de importações, atingindo taxas de crescimento que o colocaram entre 1950 e 1980, entre os países que mais cresceram no mundo.

Nas últimas décadas, viu o processo de industrialização se reduzir drasticamente, como aponta o IBGE. São vários os fatores que determinaram o regressionismo. A falta de competitividade, garantido pelo protecionismo estatal, subsidiando privilegiadores e capitalismo de compadrio, travaram a marcha modernizante. A velha estrutura de economia fechada obstaculizou rota evolutiva impedindo a emergência de uma realidade nova e competitiva. O professor Harry West, do MIT (Massachusetss of Technology), ensina: “Educação, infraestrutura, são bases fundamentais para o desenvolvimento, gerando inovações produtivas, vale dizer tecnologia.” O grande salto do Japão e da Coréia do Sul na escala do desenvolvimento, nas últimas décadas, teve nesses ensinamentos a garantia do seu deslanchar. Foi a soma do capital humano (educação e conhecimento) e capital físico (capacidade produtiva e infraestrutura) a sua base de sustentação.

No Brasil, o investimento em educação representa em 2017, 6% do PIB e na infraestrutura, somando investimentos público e privado, alcança pouco mais de 2%. Insuficientes para garantir um ritmo sustentável de crescimento. É uma anatomia de um desastre anunciado. Hoje mais de dois terços do nosso PIB é gerado pelo setor de serviços, caracterizando-se por geração de empregos, em atividades diversas, bastante heterogêneas: os serviços mercantis, respondem por 23,4%; os serviços não mercantis, por 17,4%; o setor comercial, 15,2%; e o setor financeiro por 1,2%, do total do pessoal ocupado. A fonte é o IBGE e Contas Nacionais. Já em relação ao PIB, no setor serviços os mercantis participam com 28,4%; os serviços não mercantis, com 16,5%; o setor comercial, com 7,3%; e o setor financeiro, com 6,1%.

Paralelamente, nos últimos anos, o agronegócio vem sendo o polo mais dinâmico da economia brasileira, responsável por 23% do PIB. Responde por 41% das exportações para diferentes mercados mundiais. Sem ele os reflexos da brutal recessão em que mergulhou o País, nos últimos anos, a situação seria devastadora. O extraordinário trabalho de pesquisas e introdução de tecnologias produtivas modernas, nascida na Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), foi fundamental para o seu desenvolvimento. Fortalecê-lo e transformar sua presença no cenário mundial, como grande fornecedor de alimentos, é um caminho seguro. Exigindo investimentos em estradas, portos, aeroportos e energia, que garanta a sua competitividade.

A rigor, quando foi criado o BRIC (o S ocorreria anos depois com o ingresso da África do Sul), formado por Brasil, Rússia, Índia e China, analista econômico internacional contestou a formação do bloco. Excluía a Rússia e analisava que a China em uma década seria a fábrica do mundo; a Índia, a oficina pela sua elite de 200 milhões, dotada de elevada formação técnica, numa população subdesenvolvida de 1.2 bilhão; e o Brasil não poderia ser a fazenda do mundo. Hoje, na produção de “commodities”, não apenas agrícola mas nos setores de petróleo e minérios, o Brasil é um grande produtor mundial, mas não pode continuar sendo apenas um produtor de bens primários. Deveria avançar na “destruição criativa” de velhas estruturas buscando o crescimento diversificado e moderno das suas enormes potencialidades econômicas.

Comparativamente, a Petrobrás, no conjunto petróleo, gás natural e investimentos em múltiplos setores, responde, por 13% do PIB. Na exploração em águas profundas a empresa detém tecnologia pioneira em escala mundial. Na América Latina é quem mais investe na área de pesquisas tecnológicas. Na atual recessão econômica, a redução de investimentos da estatal, decorrente da corrupção e de projetos inviáveis e irresponsáveis, foi fatal para a economia nacional. A fonte da participação da estatal no PIB é o Boletim Focus, do Banco Central.

Baseado nesses exemplos de êxito, o grande desafio é enxergar o futuro com otimismo e extrair os exemplos positivos em outros setores que puderam incorporar a tecnologia e a modernidade na escala produtiva. Ao Estado é missão priorizar a educação, a infraestrutura e estimular a inovação tecnológica. Só assim o decadente setor industrial que vem perdendo força no PIB nacional poderá ter futuro no desenvolvimento brasileiro.

* Hélio Duque é doutor em Ciências, área econômica, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Foi Deputado Federal (1978-1991). É autor de vários livros sobre a economia brasileira.

1- SERVIDORES, PENSIONISTAS E APOSENTADOS DISCRIMINADOS PELO (DES)GOVERNO PEZÃO LANÇAM CARTA PÚBLICA DE DENÚNCIA À POPULAÇÃO FLUMINENSE; 2- BANCOS PODEM EMPRESTAR R$ 3,5 BI AO RIO COM GARANTIA DE AÇÕES DA CEDAE

REDAÇÃO -


CARTA ABERTA À POPULAÇÃO FLUMINENSE.

Os Servidores ativos, aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro declaram à população:

O governador Luiz Fernando Pezão (ex-aluno de escolas públicas de Piraí), junto com seus secretários, escolheram contar ao povo que não há como quitar os salários. Escolheu mentir à população! E mais do que isto: ao invés de procurar por saídas, escolheu pagar alguns… dividiu uma luta que é de toda sociedade, escolheu deixar Universidades como a UERJ, a UENF, a UEZO, agonizando! Agonizando segue a saúde, sucateada com equipamentos sem manutenção e hospitais fechando ou reduzindo o número de leitos!

O Estado escolheu deixar hospitais como o Pedro Ernesto morrerem aos poucos… Mas o governador, não vai fazer seu tratamento em hospitais públicos, não é mesmo? Vai para um Spa em Penedo, que também é um “centro de saúde”, que custa a bagatela de 11 mil reais por semana. Também é escolha deste Executivo, deixar sem as condições de funcionamento CECIERJ, FAETEC e matar também a CULTURA, não investindo em Ciência e Tecnologia.

E por último, nos causa revolta ver que este governo escolhe deixar milhares de SERVIDORES sem ter como arcar com suas despesas depois de terem honrado cada dia de suas vidas como funcionários públicos. NÓS SERVIDORES, ESTAMOS COM NOSSOS SALÁRIOS ATRASADOS E SEM DÉCIMO TERCEIRO DE 2016!

ATIVOS, APOSENTADOS E PENSIONISTAS ESTÃO À MINGUA, LUTANDO POR DIGNIDADE!

E para o Judiciário? Ah… para o Judiciário, isto é um “MERO ABORRECIMENTO”. Mas seus salários, estão em dia!

Junte-se a nós e escolha lutar por um funcionalismo forte, que tenha dignidade para viver, trabalhar e atender a população com o respeito que ela merece! Diga não à privatização da Saúde e da Educação Pública!!!

“OS SEM SALÁRIOS DO ESTADO”
UERJ – UENF – UEZO – CECIERJ – FAETEC – FAPERJ – CULTURA – SAÚDE – APOSENTADOS E PENSIONISTAS. (via blog do Pedlowski)

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BANCOS PODEM EMPRESTAR R$ 3,5 BI AO RIO COM GARANTIA DE AÇÕES DA CEDAE

O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Moreira Franco, disse nesta segunda-feira que duas alternativas estão em discussão no processo de privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Estado do Rio de Janeiro (Cedae): a empresa ser comprada diretamente pelo banco de fomento ou o BNDES liderar um grupo de bancos privados para a oferta de crédito de R$ 3,5 bilhões ao governo doo do Rio, tendo como garantia ações da companhia; no caso da oferta de crédito, poderá ser feita por processo licitatório, com crédito garantido pelo Tesouro Nacional e contragarantia de ações da Cedae, cuja privatização foi aprovada em fevereiro deste ano pela Assembleia Legislativa do Rio. (via 247)

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PRIVATIZAÇÃO DA COMPANHIA DE SANEAMENTO DO RJ PÕE EM RISCO O ACESSO À ÁGUA COMO DIREITO HUMANO

Via The Intercept -


A FÓRMULA DO DESASTRE: pegue uma substância natural que está entrando em escassez no planeta; coloque grandes reservas dessa mesma substância no subsolo de um país que não tem histórico de bom planejamento de longo prazo; combine com a tendência a entregar a exploração de bens naturais para a iniciativa privada.

Para quem ainda não matou a charada, o país é o Brasil. E a substância não é petróleo, é água. É por isso que a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) deve ser uma preocupação de todos os brasileiros.

Caso a estatal seja vendida, a maior estrutura de produção de água potável do mundo pode ir parar nas mãos da iniciativa privada, bem como licenças para captação em rios por até 50 anos. Isso em um mercado no qual o maior grupo privado do país é formado majoritariamente por companhias investigadas na Operação Lava Jato.

Levando em consideração que a água já foi eleita a próxima commodity a ser disputada — investidores dizem que ela está para o século XXI assim como o petróleo esteve para o século XX —, é urgente que as autoridades reflitam sobre o quanto essa infraestrutura vale hoje e o quão valiosa ela deverá ser em 2050. Esse foi um dos motivos que levou os servidores da empresa a se organizarem em protestos contra a sua privatização.

Para resolver crise do estado do Rio de Janeiro, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles já avisou que “não existe plano B”: segundo ele, a única saída é privatizar a Cedae. A especificidade da cobrança pela empresa é por conta de seus ativos: recentemente, ela foi avaliada em R$13 bilhões.

Dito desta forma – “ativos” – quase se torna possível esquecer o que exatamente está em jogo. Consta na lista, por exemplo, a Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, a maior estação do mundo, que produz 3,5 bilhões de litros por dia.

Conectada a ela está a elevatória do Lameirão, a maior elevatória subterrânea de água tratada do mundo, que bombeia 2,4 bilhões de litros por dia, também na lista de ativos. Segundo o site da empresa, ela “está prestes a quebrar seu próprio recorde”: o projeto Novo Guandu deve aumentar esse volume de água em 30%.

Por ser a gestora de toda essa infraestrutura, a Cedae é a maior usuária das águas transpostas do Rio Paraíba do Sul, este sob jurisdição federal, e da Bacia do Rio Guandu, sob domínio estadual.

O uso de água dos rios que estão sob domínio federal é controlado pela Agência Nacional de Águas (Ana). A aprovação da captação chama-se outorga, e pode ser transferida de uma empresa para a outra. Segundo a agência, “havendo a privatização ou venda, o novo titular deverá solicitar transferência da outorga e apresentar, à ANA, os motivos dessa transferência”.

A outorga dura o tempo dos contratos de abastecimento firmados entre a empresa e os municípios. No caso da capital fluminense, o contrato firmado em 2007 tem prazo de 50 anos, sendo prorrogável por mais outros 50. Segundo o relatório da administração e demonstrações financeiras de 2015, “demais Contratos de Programa possuem prazos médios de vigência de 30 anos”.

Enquanto autoridades e analistas econômicos discutem sobre como a empresa serviria para quitar a dívida do estado, todos parecem esquecer que quem comprar a empresa, leva para casa estes contratos como parte dos ativos.

O próprio projeto de lei da privatização foca apenas na alienação total das ações. Assustadoramente curto e simples, o PL se constitui de sete artigos, sendo um deles “Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação”. Não explica como será feita a transferência nos contratos, nem mesmo se o que será feito será uma privatização ou uma concessão, o que representa uma diferença semântica bem importante.

Enquanto o ministro da Fazenda e a agência de notícias do governo usam aberta e especificamente o tempo “privatização”, a presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) Maria Silvia Bastos Marques falou em outubro de 2016 sobre “concessões”.

Privatização, de forma geral, é entendida como a venda de uma estatal, ou seja, é irrevogável, e os novos donos têm controle total sobre o direcionamento e a gestão. Já na concessão, a transferência tem prazos definidos assim como as regras para a exploração do serviço.

A Cedae cobra tarifas progressivas considerando o bairro e o volume total consumido. A conta mínima domiciliar é de aproximadamente R$3,00 e a máxima é de R$28,36. Favelas e conjuntos habitacionais com moradores de baixa renda têm o benefício de uma tarifa social.

Enquanto isso, nas cidades do estado onde o abastecimento já está nas mãos da iniciativa privada, os moradores pagam de até 70% a mais do que os clientes dos 64 municípios atendidos só pela estatal.

O maior grupo privado de saneamento básico atuante no país é o Águas do Brasil, que já demonstrou interesse pela compra da estatal fluminense. Com atuação no estado do Rio, em São Paulo, em Minas Gerais e no Amazonas, a organização foi criada pela união de quatro empresas, das quais três são envolvidas em esquemas investigados na Lava Jato: Developer S.A. do grupo Carioca Engenharia , Queiroz Galvão Saneamento e Cowan S.A.

A legislação brasileira classifica a água como “um bem de domínio público”, mas, ao mesmo tempo, “um recurso natural limitado, dotado de valor econômico”. A pesquisadora do Centro de Direito e Meio Ambiente da FGV direito Rio, Bianca Medeiros, explica que essa definição visou fomentar o racionamento da água e não tinha intenção de regular a sua comercialização.

Ela critica tentativas de privatização do sistema de abastecimento sem um debate aprofundado e aponta que isso vai contra o movimento que várias cidades vêm passando, de remunicipalização do saneamento básico, como Paris e Berlim:

“A lógica da privatização do serviço de abastecimento inverte a lógica da racionalização prevista na Lei das Águas. Então a ideia anterior, de que era para tornar a água acessível a todos, muda para ser acessível a quem conseguir pagar. Passa-se a entender a água bruta como uma mercadoria e ela passa a ser gerida sob a lógica do lucro.”

É CULPA DO PT, O PARTIDO DOS TIRADENTES

Por PEDRO AUGUSTO PINHO -


Há uma história mítica, que nos conta o poder dominante, e uma história saída dos fatos, pesquisadas, no mais das vezes com extremo lavor, por historiadores, antropólogos e outros cientistas.

A passagem da Idade Média, do feudalismo, para Idade Moderna, para o capitalismo, é um exemplo bastante interessante. Para os discípulos fieis ao poder dominante, a Idade Média, na Europa, é uma só, igual de ponta a ponta, com briosos cavaleiros (nem sempre cavalheiros) levando a justiça e a fé na ponta de sua lança.

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O BRASILEIRO PERDEU A AUTOESTIMA, DIZIMADO PELA CORRUPÇÃO E O CINISMO DA POLÍTICA VIL

ROBERTO M. PINHO -


Enquanto os políticos que dizimaram o Brasil discutem e articulam de todas as formas, usando ardis e de explícito cinismo, até mesmo as fórmulas mais subterrâneas para se manter no poder. As águas desse país se tornaram caudalosas e turvas, deixando um rastro de injunções que afetam a economia, o social e ainda dizimou a auto-estima do brasileiro.

Não existe nenhum dos últimos cinco presidentes da República, e os ditadores dos “anos de chumbo 64-85”, que não tenha colaborado criminosamente para esse quadro delinquente que vivemos hoje. Isso sem contar com o insano ex-presidente Jânio Quadros, que bagunçou a República com a sua renúncia que abriu as portas para o golpe e contra Jango Goulart.

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A VIDA NÃO É TOUCH SCREEN

Por PETRÔNIO SOUZA GONÇALVES -


Pensava ser uma geração que só olha para baixo. Agora tenho certeza: é uma Era que só olha para baixo, para o celular, o próprio umbigo. Extasiados, tomados por um autismo pós-moderno, ficamos focados no mundo desfocado e virtual, contabilizando coisas que não têm importância e estão ao alcance apenas das pontas dos nossos dedos. Não sentimos mais o relevo, apenas clicamos. Tudo robotizado, quase um mundo separado, onde não se pode olhar para os lados, estender a mão, dar um abraço demorado. Tão pequeno que cabe na tela de um telefone.

Assim tem sido esse tempo virtual, em nuvem, nebuloso, sem o cheiro das coisas simples ou de um carinho preguiçoso. As casas se tornaram imensas lan houses, cada um em seu compartimento, seu mundo on line, falando com todos, menos com nós mesmo. É um tempo das coisas vãs, das conversas vazias, fugazes, da ausência do afago, da pergunta simples de quem olha nos olhos e lança um despretensioso “como você está?”. Estamos todos abduzidos por esse ‘tempo do tudo’ e não ‘do todo’.

Nas redes sociais, onde deveria ser o mundo das interações e trocas de experiências, encontramos os guetos virtuais, multiplicados e compartilhados em suas muitas versões e possibilidades. Tudo direcionado, reto, quando o aberto fica delimitado e se torna, espontaneamente, quase que privado. Nossas prisões internas, nossa primitiva necessidade de grupo, de pertencimento, exercem seu poder primitivo e nos conduzem ao mais amplo, planetário e intransponível encarceramento virtual.

Pelas ruas, caminhamos em linha reta, deixando claro que não queremos ir muito longe, pois o mundo raso que cabe em nossas mãos nos basta! É pouco, é desprovido de sentimento, de sutilidades, povoado apenas pelas coisas que não vivemos e que fazem nenhuma falta. Não estendemos mais as mãos por que elas seguram o celular. Falta poesia, falta cumplicidade, falta o abraço amigo em campos de trigo.

Um dia vi em uma cidade do interior, tarde da noite, jovens espalhados pela calçada de um pequeno prédio, à meia luz, olhando fixamente para o chão. Achei estranha a cena, pensei ser uma legião de drogados naquela pacata cidade. Quando alguém alertou: “eles estão utilizando o wi fi do escritório”. Estavam mesmo entorpecidos por aquele momento de viagens e conexões. Usavam assim sua solidão para falar com todos, falar com o mundo, o que não conseguem dizer para os que estão próximos. Esse é um tempo de silêncio e de insuperáveis distâncias. Assim os sentidos vão regredindo na mesma proporção que as palavras e suas descrições. É um tempo de contração do sentimento, do verbo e do verso.

É preciso ser livre para olhar para os lados, sentir o vento bater no rosto, escolher um caminho e seguir apreciando as cores da estrada. É preciso ser livre para exercer o poder da contemplação, com tempo para o coração. É preciso ser livre para sentir as coisas boas das horinhas de descuido e que enchem nossas vidas de sintilâncias e inutilidades. Além desse tempo, a vida vai, por dentro de nós, com nossos sonhos e carências mais infantis. Para nossa sorte, a vida não é touch screen.

*Via e-mail. Petrônio Souza Gonçalves é jornalista e escritor

EXEMPLO É A FORMA MAIS EFICAZ DE ENSINO-APRENDIZAGEM

ISA COLLI -


O exemplo é, desde que o mundo é mundo, a forma mais eficaz de ensino-aprendizagem.

Bons exemplos, boas lições e cidadãos melhores. Maus exemplos, falta de empatia e indiferença em relação às dores do outro. E um mundo infinitamente pior.

É por isso que o versículo bíblico, que já citei em outros artigos, nunca foi tão atual: “Ensina a criança no caminho em que deve andar e até quando envelhecer não se desviará dele”. Provérbios 22:6.

Então, a mudança que queremos no mundo deve começar em nós. Isso também é repetitivo, mas ainda há esperança, porque se formos boa referência para os nossos pequenos, eles farão diferença no mundo.

Se formos preconceituosos, ensinaremos nossas crianças a assimilarem ideias preconcebidas, discriminatórias e que promovem segregação e exclusão. De pequenos preconceitos a grandes estragos na sociedade, que comumente atinge em cheio as minorias: negros, mulheres, LGBT´s e pobres, geralmente das comunidades e periferias. Então devemos lidar com naturalidade com as diferenças.

Nada será tão eficaz quanto isso para produzir bons resultados na família, e consequentemente, na sociedade. Se não podemos mudar pensamentos de adultos que são incapazes de respeitar diferentes credos, culturas e raças, podemos ensinar nossas crianças que não somos superiores, mas que devemos viver fraternalmente. E não falo apenas de tolerância. Falo de respeito, aceitação, inclusão e convivência harmoniosa. E os benefícios são enormes, já que pela vida afora teremos que conviver com muitas diferenças e a nossa postura diante delas fará toda a diferença.

E sabem porquê? Porque só quem é capaz de trabalhar com a diversidade humana conseguirá seguir em frente, somando em qualquer lugar que estiver. E essa é a conta que vale, nesse caso. Somar esforços pelo bem comum.

Mas se há preconceito, sempre há tempo de mudar de atitude. E lembre-se que o que você faz (o exemplo) grita diante do que você faz. Então nunca diga uma coisa e faça outra.

São nas pequenas atitudes do dia a dia que as grandes mudanças que podem transformar o mundo num lugar melhor se efetivam.

Que tal começar agora?

24.7.17

FENEPOSPETRO VAI BRIGAR POR MAIS ESPAÇO NAS COMISSÕES DO BENZENO

Via FENEPOSPETRO -

Para garantir a implantação e o cumprimento das normas de segurança e saúde nos postos de combustíveis de todo o país, a Federação Nacional dos Frentistas vai fazer recomposição nas bancadas nacional e estaduais das comissões do benzeno. Em reunião, na sede da federação, dirigentes da categoria traçaram a estratégia de luta.


Não há limite seguro para a exposição ocupacional ao benzeno, mesmo quando a avaliação no posto de combustíveis não apresenta concentração acima do nível aceitável pelos pesquisadores. É o que constata pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com um grupo de frentistas no município do Rio de Janeiro. Para reduzir os riscos de contaminação no ambiente laboral, dirigentes dos frentistas do Rio de Janeiro, Bahia, Campinas e Mato Grosso do Sul participaram da construção do anexo II da NR 9, sobre exposição ocupacional ao benzeno em postos revendedores de combustíveis. Para garantir que a norma regulamentadora seja implantada e cumprida pelas empresas, a Federação Nacional dos Frentistas (FENEPOSPETRO) vai brigar por mais espaço nas comissões municipais, estatuais, regional e nacional do benzeno.

O secretário de saúde e segurança da federação, Lázaro Souza, diz que o realinhamento das composições das bancadas regionais, estaduais e municipais visa ampliar a participação dos representantes dos frentistas na Comissão Nacional Tripartite do Benzeno. De acordo com a portaria 1.109 do Ministério do Trabalho, que instituiu o anexo II da NR 9, os integrantes da comissão tripartite deverão se reunir em novembro para avaliar e revisar a aplicação da norma regulamentadora nos postos de combustíveis. Segundo Lázaro Souza, para garantir que a norma não sofra nenhuma alteração, no sentido de retroagir, é estratégico que toda bancada dos frentistas nos estados esteja presente nesta reunião.

Lázaro afirma que atualmente a bancada dos frentistas na Comissão Nacional Permanente do Benzeno (CNPBz) está defasada e, por isso, a federação vai reorganizar e atualizar os quadros. O secretário de saúde e segurança informa que apenas os estados da Bahia e de São Paulo têm hoje representação na CNPBz. De acordo com ele, a proposta tem por objetivo indicar um representante do frentista para cada comissão de benzeno que houver no país.

Os Sindicatos dos Frentistas filiados as centrais sindicais, que têm assento nas comissões do benzeno, vão reivindicar a indicação de um representante da categoria para a bancada. O secretário de saúde e segurança acrescenta que a ideia é fazer com os sindicatos reivindiquem junto as suas centrais espaços em todas as comissões de interesse da categoria.

FRENTISTA GESTANTE

Uma comissão formada pelo secretário de saúde e segurança, Lázaro Souza, pelo adjunto da pasta, Gilson Sá (MS), pelo secretário-geral adjunto Wellington Bezerra (ES) e pelos membros da Comissão Nacional da NR20, Aparecida Evaristo (RJ) e Comissão Nacional Permanente do Benzeno, Raimundo Nonato (Campinas-SP) vão avaliar as consequências da Lei da Reforma Trabalhista para as mulheres gestantes. De acordo com a lei, as mulheres grávidas ou lactantes poderão laborar em ambientes considerados insalubres, desde que a empresa apresente atestado médico que garanta que não há risco ao bebê nem à mãe. Essa medida vai afetar diretamente as trabalhadoras frentistas, que laboram em ambiente insalubre e periculoso.

* Estefania de Castro, assessoria de imprensa Fenepospetro

PROGRAMAÇÃO TEATRO/SHOWS/FESTAS - TEATRO RIVAL PETROBRAS E RIVALZINHO :: JULHO/AGOSTO 2017

REDAÇÃO -

Programação especial do Teatro Rival no mês de conscientização LGBT.
26/07 (quarta-feira) Cabaré Diferentão:
Irreverência, questionamento social, diversidade e empoderamento feminino. Essas são as armas do burlesco, gênero artístico defendido pelo Cabaré Diferentão. O espetáculo faz parte da programação especial do Teatro Rival no mês de conscientização LGBT. Uma reapresentação já está marcada para quem não conseguir comparecer na data: para o dia 30 de agosto. Com curadoria de Isabel Chavarri (a burlesca Delirious Fênix), o show de variedades traz nomes recorrentes nas festas e shows de cabaré cariocas, como Fairy Adams, Eva Brazil, Chayenne F., Iara Niixe, Frankie Monstro, Lola La Fabulosa e Blondiabolique. A apresentação vem na esteira de uma série de eventos com foco na arte burlesca que vêm tomando a agenda do Teatro Rival. Mensalmente, o Rival Rebolado promove encontro de teatro de revista, drag queen e burlesco. O Yes, Nós Temos Burlesco integrou artistas do gênero de diversas partes do mundo no mês de maio. Horário: 20h. Preços: R$ 40/20.

27/07 (quinta-feira) Adriana - Lançamento EP “Eu Mereço”
Horário: 20h. Preços: R$ 60/30 (mesas) e R$ 50/25 (lounge).

28/07 (sexta-feira) Elizethissima: Alaide Costa e Aurea Martins
Horário: 20h. Preços: R$ 80/40 (mesas A), R$ 60/30 (mesas B) e R$ 50/25 (lounge). No Rivalzinho, DJ Tito Figueiredo (19h).

29/07 (sábado) Mira Callado
Horário: 20h. Preços: R$ 40/20 (1o. lote) e R$ 50/25.

03/08 (quinta-feira) Moyseis Marques - “Passatempo”
Horário: 20h. Preços: R$ 40/20 (1o. lote) e R$ 60/30.

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Serviço:

Teatro Rival Petrobras
Rua Álvaro Alvim, 33/37 - Centro/Cinelândia - Rio de Janeiro
(21) 2240-9796
Capacidade: 400 pessoas
Censura: 18 anos

Bilheteria (novo horário!): terça à sexta das 13h às 21h; sábados e feriados das 16h às 22h.

http://www.rivalpetrobras.com.br/
https://www.facebook.com/teatro.rival/
Instagram: @teatro.rival
Twitter: @teatro_rival

VENDA DE INGRESSOS ONLINE: www.eventim.com.br (com cobrança de taxa de conveniência)
Aceitamos cartões de crédito e débito.
Abertura da casa: 1h antes do show

* Informações Joca Vidal - Assessoria de Comunicação

LAVA JATO PROTEGE A GESTÃO DO RÉU E RECALCITRANTE PEDRO PARENTE, NA PETROBRÁS

EMANUEL CANCELLA -

Será que, de volta ao golpe em 2016 como na música de Chico Buarque, ao invés de chamar a polícia, vamos ter que chamar o ladrão?


Um cidadão livre e de bons costumes jamais pode acusar quem quer que seja, sem provas e muito menos proteger parceiros, principalmente sabendo serem culpados. Mas quando isso acontece na Justiça torna-se ato abominável e arbitrário, como acontece na Lava Jato, que, por um lado persegue Lula sem ter prova alguma contra ele, mas por outro finge que não vê as inúmeras delações contra os tucanos Aécio Neves e FHC e os crimes cometidos por também tucano Pedro Parente, na Petrobrás.

Aliás, a Lava Jato vai virar filme e vai para as telas a partir de setembro de 2017 e a chamada do filme é “ Lava Jato - Polícia Federal: A lei é para todos”. O todos exclui o PSDB?

O governo tucano de FHC na Petrobrás já foi citado inúmeras vezes e em muitas envolvendo seu próprio filho em corrupção na empresa e até agora nada (1,2).

Tudo leva a crer que os tucanos são correligionários da Lava Jato, pois o chefe da operação, Sergio Moro, disse nos EUA que não investiga o PSDB porque as denúncias contra os tucanos não chegam até ele (6). Só contra Aécio Neves já são sete delações na Lava Jato e se Aécio foi desmascarado foi por conta de outro juízo.

E o chefe da força tarefa, da Lava Jato, Deltan Dellagnol, também disse ao jornalista Ricardo Boechat que a Lava Jato não investiga o PSDB (7).

Além dos tucanos Aécio e FHC, o também tucano Pedro lalau Parente é réu apontado por petroleiro, em venda ilegal de ativos, desde quando ministro de FHC e membro do Conselho de Administração na Petrobrás. E agora Lalau retorna à Petrobrás indicado pelo golpista Michel Temer e continua a prevaricar, vendendo  sem licitação, para quem quer e pelo preço que ele mesmo determina, ativos valiosíssimos e estratégicos da Petrobrás, tais como:

-  O campo de Carcará do pré-sal, ao preço de um refrigerante o barril;
-  a petroquímica de Suape a preço de 5 dias de faturamento;
- Os dutos do sudeste – NTS. Triste é que agora, além de entrar na fila junto com os concorrentes para usar esse transporte de combustíveis, a Petrobrás terá que pagar para usá-lo (3,4.5).

Lalau tirou a Petrobrás e entregou as concorrentes as áreas mais estratégicas, lucrativas e empregatícias, como as de gás, petroquímica, biocombustiveis e fertilizantes (10).

E Parente faz isso tudo com a  total omissão da Lava Jato, encarregada de fiscalizar a Petrobrás.

Na época do golpe militar, Chico Buarque fez uma música, cujo  título é Acorda Amor, que dizia um trecho:  “Chame, chame o ladrão, chame o ladrão”.

Será que, de volta ao golpe em 2016 como na música de Chico Buarque, ao invés de chamar a polícia, vamos ter que chamar o ladrão?

Isso porque nossas "autoridades" continuam a proteger os piores ladrões do Brasil, nem quando diretamente acionadas.

Em novembro de 2016, enquanto petroleiro e líder sindical, denunciei ao MPF a omissão da lava Jato, em relação à gestão do Pedro Lalau Parente, na Petrobrás. E, ao invés de investigarem essa entrega criminosa de patrimônio público, ainda me intimaram, em dezembro do mesmo ano, acusando-me de ofender a honra de Moro, e até o hoje o MPF não respondeu à denúncia(8.9). E os gringos se lambuzam com as nossas riquezas!

Fonte:

FUTEBOL E O PAÍS, ZONA, BAGUNÇA TOTAL

WILSON DE CARVALHO -


“Através de seu twitter oficial, time gaúcho pergunta se uniforme do Flamengo é uma homenagem às cores da tradicional equipe do Rio Grande do Sul”, publicou o UOL. Exatamente de acordo com o meu comentário nas redes sociais sábado, considerando absurda a camisa amarela lançada pelo Flamengo no jogo contra o Coritiba. Perguntei, inclusive, como ficaria o manto sagrado, como é chamada a camisa rubro-negra. Enfim, a bagunça é total.

A numeração agora é de basquete, 100, 98, 37, 46, fazendo com que o Flamengo não jogue com a 10, mística e imortalizada, em especial, por Zico. Por que o Diego com a 35? E tem mais bagunça: reservas estão invadindo o campo para comemorar gols e até reclamar da arbitragem. Impunemente. Antes da corrupção tomar conta da CBF, da Confederação Sul-Americana e da FIFA, havia controle. Hoje, os empresários, fabricantes de camisas e a TV Globo, que até pendura câmeras nas redes das balizas, oferecendo perigo aos jogadores, determinam tudo.

Os horários são absurdos e o calendário ficou mais criminoso, o que fez os mexicanos abandonarem a Libertadores. Não concordam com o excesso de competições disputadas ao mesmo tempo. Mas o que importa é faturar. Não os clubes, claro, pois estão falidos. Não conseguem segurar nem juniores. E vai por aí. O futebol que se dane. E quando acabar como fonte de renda, o que está próximo, conforme prova a média de público nos estádios, por falta, inclusive, de ídolos, essa turma do comércio irá embora. A TV Globo, inclusive.

ZONA

Querem saber da última? A TV a cabo, paga a peso de ouro, vem aumentando a cada dia a inserção de publicidade. O canal History chega a estar pior que a TV aberta. E ninguém aguenta os repetidos comerciais de uma agência de aluguel de apartamentos da rede hoteleira. Sem providência alguma. É o país também do inacreditável. Culpa desses vermes da política. Com raras exceções, é óbvio. E não culpem a sociedade, pois se pode fazer tudo em eleições eletrônicas. Na nossa, em especial, pois têm o sistema mais vulnerável. O Chile, por exemplo, um dos raros países que a adotava, desistiu. Tudo aqui é uma farsa. Ou quase tudo, uma zona...