20.7.18

O GOLPE É UM SEQUESTRO RELÂMPAGO CONTRA O BRASIL!

EMANUEL CANCELLA -


Todos brasileiros já tomaram conhecimento ou já foram vítimas de um sequestro relâmpago. O crime se dá pelo sequestro da vítima muitas vezes em seu próprio carro, ou a pé, e saem por aí gastando a rodo com cheque e/ou cartão de crédito da vítima. Outro sequestro se dá pelo telefone ameaçando de morte um parente do cidadão.

No caso do Brasil do golpe podemos considerar que dois anos é um sequestro relâmpago. Isso porque nosso país demora um pouco mais para ser pilhado já que é de dimensões continentais, de riquezas que vão da água ao petróleo e de conquistas que nos levaram à 6ª economia no mundo, passando a Inglaterra (5).

O golpe se deu quando em 2016 tiraram a presidente Dilma, eleita pelo povo, e sem ter cometido qualquer crime, e colocaram no poder o “Chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil”. E aí começou a tungagem. Apelamos para a Justiça, mas infelizmente constatamos que os ministros do STF e o PGR são também golpistas.

Quando começou o golpe, a ministra do STF, Rosa Weber, chegou a convocar a presidente afastada, Dilma, para explicar por que chama impeachment de “Golpe” (1).  De tão ridícula a convocatória, a própria ministra a cancelou.

Pensamos em denunciar o golpe na mídia, principalmente na Globo, mas já havíamos constatado que eles foram os grandes articuladores do golpe, e ainda hoje lhe dão toda sustentação.

Na verdade, hoje, o menos perigoso dos golpistas é o presidente golpista MiShell Temer. Sim, porque aprendi na política a não chutar cachorro morto. Temer só está ali para convalidar a roubalheira e o entreguismo. Sozinho não tem força para nada.

E quem ousa contrariar os golpistas é perseguido e até preso.

Quando a Petrobrás e os petroleiros desenvolveram tecnologia inédita no mundo, que permitiu a descoberta do pré-sal, o almirante Othon Pinheiro, presidente da Eletronuclear, conhecido como pai da energia nuclear no Brasil e respeitado no mundo, correu para construir o submarino atômico, cujo principal objetivo é proteger o pré-sal.

O almirante Othon estava preocupado com os inimigos estrangeiros do pré-sal, mas não imaginava que o inimigo não mora ao lado, mora no Brasil.

Enquanto advogados, eu e Dr. André de Paula fomos visitar o Almirante no quartel de Fuzileiros Navais do Rio. Fomos impedidos e não podemos, por ordem superior, abraçar aquele que consideramos herói nacional.

Pois esse herói foi preso pela Lava Jato, com acusações de ter recebido propina, suspeita nunca comprovada. Até porque o valor da propina, levianamente atribuída ao Almirante Othon, é muito menos do que ele poderia ganhar realizando seminários, palestras, etc. O Almirante pertence a um seleto grupo de cientistas que atrai público no mundo inteiro.

O Almirante denominou seus inquisidores, principalmente o juiz Sérgio Moro e o PGR, Rodrigo Janot: "Brasileiros transnacionais são aqueles que, embora tenham nascido neste belo país, gostariam de ser cidadãos de outros países, em particular dos Estados Unidos” (2).

Não gostariam só de ter nascido nos EUA. O saudoso, Moniz Bandeira, cientista político, é conhecido por dissecar o poderio norte-americano na desestabilização de países e segundo ele: "Moro e Janot atuam com os Estados Unidos contra o Brasil" (3)

Todos que contrariam os golpistas são ameaçados:  “Jurista diz que Doge inventou dois crimes para perseguir um juiz. (...) Ao questionar a decisão da procuradora-geral de pedir abertura de inquérito contra o desembargador Rogério Favreto, que determinou a liberdade de Lula, numa ordem descumprida pelo Poder Judiciário”.

Professor Lenio Streck, um dos maiores juristas do país: "Decisão judicial se cumpre, quem não cumpre comete crime de desobediência. O jurista se referia ao juiz Sérgio Moro (4).

Vale lembrar que os golpistas, em resposta à campanha “Fora Temer” .ameaçavam com o golpe dentro do golpe, que seria a eleição do sucessor do temeroso num colégio eleitoral, formado por deputados e senadores em sua maioria golpistas.

E volta e meia, os golpistas, como chantagem, ameaçam a sociedade com um novo golpe militar!

Em 1966, durante a ditadura militar, Oduvaldo Vianna Filho e Ferreira Gullar, com participação de Marieta Severo, satirizando a ditadura militar, fizeram a peça: “Se correr o bicho pega se ficar o bicho come!” (6)  Essa mensagem vale para o golpe de hoje.

Mas em resposta os trabalhadores acrescentaram: “Se unir o bicho foge!”.

Fonte:

MORO PROTEGE CUNHA E A MULHER, O TRF- 4, SE JULGA PODEROSO, ELA É CONDENADA

HELIO FERNANDES -


O ex-presidente da Câmara, preso em Curitiba, recebe todos os favores do juiz. Ha 2 anos, noticiei que Cunha seria condenado mais uma vez, um dos processos estava em cima da mesa. Expliquei: quando o juiz coloca o processo na mesa, é porque está pronto para a sentença. Não aconteceu nada, meu informante não errou, foi o juiz que mudou de convicção. E o processo sumiu.

Leia mais na COLUNA

NÚMEROS COMPROVAM A FALÊNCIA DA INTERVENÇÃO FEDERAL MILITAR NO RIO

MÁRIO AUGUSTO JAKOBSKIND -

A intervenção federal militar no Rio de Janeiro só fez aumentar os homicídios decorrentes de ações policiais em quase 60% / foto: Agência Brasil.
A intervenção federal militar no Rio de Janeiro só fez aumentar os homicídios decorrentes de ações policiais. Mais do que palavras, vale apresentar os números de junho. Em relação ao ano passado, o mês de junho de 2018, segundo dados oficiais, teve um aumento de 59,8% e ainda cresceram 9,2% em comparação com o mês anterior de maio.

É preciso que o general Braga Neto, o interventor nomeado por Michel Temer como responsável pela segurança do Rio, responda uma pergunta sobre tal fato. Como de um modo geral, o militar não vem sendo cobrado por isso e outras incursões policiais em áreas pobres da cidade, tudo continuará a acontecer, sob o silêncio da mídia comercial, que de um modo aprova esse tipo de ação que mata jovens negros.

É mais do que necessário que a sociedade civil pressione as autoridades responsáveis pelo que tem acontecido, para que a violência institucional tenha fim.

Não podem mais os cariocas assistir passivamente a violência que atinge principalmente parte da população mais necessitada e que deveria ter a assistência do Estado. É uma realidade que precisa ser apresentada sem subterfúgios, porque se isso não for feito, as autoridades responsáveis pela violência continuarão agindo dessa forma e ainda por cima receberão elogios de setores que compactuam com essa forma de ação.

É necessário, portanto, que se dê um basta de uma vez por todas a esse tipo de ação policial, que não só não produz resultados, como ainda por cima agrava o quadro da segurança na cidade que o cancioneiro popular ainda considera maravilhosa.

Na verdade, esse tipo de ação faz parte do repertório de alguns setores da população, na prática estimuladores do racismo, que as autoridades reproduzem. E uma forma de agir inócua que deve ser repudiada pela população brasileira que tenha um mínimo de consciência.

Os números aqui apresentados que demonstram o crescimento da violência policial contra os pobres devem ser repudiados e servirem de fator de convencimento da necessidade de se acabar o mais rápido possível com a intervenção federal militar. Não se pode aceitar que essa prática siga até o fim de dezembro.

Está mais do que provado que as ações policiais sob o comando do general Braga Neto são inócuas e para combater a violência é preciso que a inteligência seja prioritária.

Realmente essa forma de agir não é aceita pelo governo que decretou a intervenção na área da segurança do Rio, porque  os seus integrantes preferem seguir os parâmetros do senso comum, ou seja, que através da violência policial em áreas pobres se combate o crime.

Nesse sentido, certas coberturas da mídia comercial de alguma forma ajudam a fortalecer essa ideia preconceituosa que prejudica os pobres, como comprovam os fatos.

É hora, vale sempre repetir, de acabar com isso! (via Brasil de Fato)

1- INADIMPLÊNCIA ATINGE 61,8 MILHÕES DE CONSUMIDORES, MAIOR DO SERASA DESDE 2016; 2- CENTRÃO OFICIALIZA APOIO A ALCKMIN

REDAÇÃO -


O índice de inadimplência do consumidor cresceu 1,98% em junho na comparação com o mesmo mês de 2017, informa a Serasa Experian. O número de brasileiros inadimplentes no país atingiu 61,8 milhões em junho, o maior desde o início da série histórica, iniciada em 2016. No período, as dívidas somaram R$ 273,4 bilhões, com média de quatro por CPF, totalizando R$ 4.426 por pessoa.

O enfraquecimento do ritmo de crescimento econômico contribui para manter em nível elevado a taxa de desemprego e, consequentemente, a inadimplência do consumidor, explicam os economistas da entidade.

O montante de inadimplentes com faixa etária acima de 61 anos foi o que mais cresceu nos últimos dois anos, segundo a Serasa, embora não seja o mais elevado. Em junho, 35% dos brasileiros com idade acima dessa idade estavam com contas atrasadas, um crescimento de 2,6 pontos porcentuais em relação ao mesmo mês de 2016.

A faixa etária de pessoas inadimplentes continua sendo a dos adultos entre 36 e 40 anos, com 47,3%, embora tenha crescido menos do que a de idosos. Segundo a Serasa, no Brasil, 40,3% da população adulta está inadimplente. (…)

***
Centrão oficializa apoio a Alckmin

Após reunião de líderes com Geraldo Alckmin em Brasília nesta quinta-feira (19), o Centrão decidiu apoiar o tucano.

A disputa estava entre Ciro Gomes (PDT) e o ex-governador de SP. Com isso, Alckmin recebe apoio do DEM, PP, PRB, PR e SD.

Josué Gomes (PR), filho do ex-vice-presidente José Alencar, será o vice. (via DCM)

PLANOS DE SAÚDE ASSALTAM O CLIENTE, ACUMPLICIADOS COM A ANS

HELIO FERNANDES -


É a maior polemica provocando revolta geral. São 45 milhões de pessoas dependentes desses Planos enriquecidos, e cada vez mais exploradores. Aumentam desabridamente os preços, protegidos pela Agencia Nacional de Saúde (ANS).

O presidente desse órgão autoriza os aumentos absurdos. E diante dos protestos coletivos, tem a audácia e imprudência de afirmar: "A Agencia de Saúde não é órgão de defesa do consumidor". Espantoso.

Insistindo nos aumentos abusivos, consultaram a inútil Advogada Geral da União, que afirmou: "Não ha nenhuma inconstitucionalidade nesses aumentos". Ela só defende o presidente corrupto e usurpador, abandonando a União.

A Datafolha fez pesquisa sobre o assunto, publicou o resultado: "96% dos clientes têm queixas contra os Planos". Não poderia ser de outra forma, os Planos só se interessam por dinheiro. Para quem apelar?

OS MARAVILHOSOS ADOLESCENTES DA TAILANDIA

Protagonistas do fato que emocionou e comoveu o mundo, ficará inesquecível para sempre. O drama quase tragédia, desencadeou um Movimento de solidariedade que empolgou milhões, liberando o que a Humanidade tem de melhor. Mas mostraram que são predestinados. No dia em que saíram do hospital, deram entrevista coletiva para mais de 600 jornalistas do mundo todo.

Espetáculo de simpatia, grandeza, desprendimento, simplicidade. Personalidade. Contaram o que aconteceu nos 10 dias em que ficaram perdidos e isolados, e sem arrogância, ou pose de heroísmo. Já surgem sinais de interesse num filme, obrigatório.

VACÂNCIA NA PRESIDÊNCIA

Pela segunda vez, e por 3 dias cada, Carmen Lucia troca a presidência do STF, pela presidência da Republica. Os substitutos naturais, seriam o presidente da Câmara ou do senado. Se assumissem, não poderiam disputar a reeleição. Então arranjaram uma viagem oficial, com tudo pago pelo Congresso.

A partir de setembro, quem substitui o presidente usurpador, é o ministro Toffoli. Não devia estar no STF é alçado á presidência da República.

Em 1964, Castelo Branco tentava assumir como "presidente" eleito pelo Congresso. Fez tudo para enganar Juscelino. Um dia, na casa do deputado Joaquim Ramos, (irmão do Nereu), convidou José Maria Alckmin (que estava presente) para ser seu vice. Ele aceitou e assumiu.

4 meses depois, Castelo viajou, o vice Alckmin teve que ir dormir 5 dias num motel do Paraguai. Para não assumir!!!

1- GOVERNO DOS EUA DEVOLVE 364 CRIANÇAS MIGRANTES AOS PAIS; 2- LEI QUE DEFINE ISRAEL COMO “ESTADO-NAÇÃO DO POVO JUDEU” É APROVADA E PROVOCA ACUSAÇÕES DE RACISMO

REDAÇÃO -


O governo dos Estados Unidos informou nesta quinta-feira (19) que devolveu aos pais 364 crianças imigrantes irregulares maiores de 5 anos que tinham sido detidas na fronteira com o México.

A reunificação das famílias é resultado da determinação de um juiz federal de San Diego, que deu ao governo federal até o dia 26 de julho para devolver 2.551 menores imigrantes, com idades entre 5 e 17 anos, separados dos responsáveis pelas autoridades americanas.

Em documento apresentado nesta quinta-feira ao juiz Dana Sabraw, o governo informou que, dos 2.551 menores nessa faixa de idade, 1.606 são elegíveis para serem reunificados aos pais, enquanto mais de 900 nomes não se enquadram na medida porque, entre outros motivos, os progenitores têm antecedentes criminais ou renunciaram a esse benefício.

Do grupo catalogado como elegível, 848 pais já passaram da etapa de investigação e poderão ser reunificados aos seus filhos, enquanto outros estão à espera de serem entrevistados pelas autoridades federais ou foram libertados pelo Escritório de Imigração e Alfândegas (ICE) dos EUA.

No texto judicial, o governo federal informou que conta com ordens de deportação para 719 pais incluídos neste processo coletivo, elaborado pela União Americana de Liberdades Civis (ACLU). (...)
(via Agência EFE)

***
Lei que define Israel como “Estado-nação do povo judeu” é aprovada e provoca acusações de racismo

Via RFI:

Adotado por 62 votos contra 55, o texto estipula, entre outras coisas, que o hebreu se torne a única língua oficial de Israel, eliminando o árabe, e afirma que “os assentamentos judeus são de interesse nacional”. Proclama também que Jerusalém é a capital de Israel, excluindo a parte oriental da cidade anexada.

O novo texto entra na categoria de lei fundamental da Constituição de Israel e define “o Estado de Israel como o Estado nacional do povo judeu, onde se aplica seu direito natural, cultural, religioso, histórico, assim como seu direito de autodeterminação”. O artigo mais controverso – que mencionava a possibilidade de criar localidades exclusivamente reservadas para os judeus, o que excluía os cidadãos árabes israelenses – foi alvo de uma emenda.

O premiê Benjamin Netanyahu comemorou o resultado. Segundo ele, trata-se de “um momento decisivo na história do Estado de Israel, que inscreve no mármore nossa língua, nosso hino e nossa bandeira”. O novo artigo recebeu fortes críticas da oposição. O deputado árabe Ayman Odeh falou na tribuna sobre “a morte da democracia”.

Para deputados árabes, lei incentiva discriminação

Outro deputado árabe, Yussef Jabareen, afirmou que a lei incentiva “não apenas a discriminação como também o racismo, mas perpetua o estatuto de inferioridade dos árabes em Israel”.

Os árabes israelenses são descendentes dos palestinos que ficaram em suas terras depois da criação de Israel, em 1948. Eles representam 17,5% da população do país, principalmente judia, e dizem ser vítimas de discriminação. A emenda afirma que o “Estado considera o desenvolvimento das colônias judaicas de interesse nacional e que o Estado adotará as medidas necessárias para promover, avançar e servir a este interesse”.

Desde a criação de Israel, em 1948, não se havia votado qualquer lei sobre línguas oficiais. O hebreu e o árabe eram considerados línguas quase oficiais, utilizadas em todos os documentos do Estado. Esta versão suscitou severas críticas, especialmente do presidente Reuven Rivlin, do procurador-geral, Avishai Mandelblit, e da delegação da União Europeia em Israel em razão de seu caráter discriminatório.

19.7.18

A COREIA DO NORTE NA COPA DO MUNDO DE 1966

LUCAS RUBIO -

A seleção da Coreia do Norte, que ficou conhecida como seleção Chollima.
O dia de hoje marca os 52 anos do histórico jogo entre a seleção nacional da Coreia do Norte e a seleção da Itália na Copa do Mundo de 1966, disputada na Inglaterra. Contrariando todas as previsões, em 19 de julho de 1966, a Coreia do Norte ganhou da Itália por 1 a 0, eliminando a seleção que era conhecida como 'Azzurra'. Conheça agora um pouco da história da seleção da Coreia do Norte e sua participação lendária na Copa de 1966.

A seleção nacional da República Popular Democrática da Coreia ficou conhecida como 'a seleção Chollima', em referência a um ser mitológico da cultura coreana capaz de percorrer grandes espaços em pouquíssimo tempo. Em 1966, a Coreia do Norte se tornou o primeiro país asiático a participar de uma Copa do Mundo, que nesse ano foi disputada na Inglaterra, país que viria a vencer a competição.

A seleção norte-coreana havia se associado à FIFA em 1945, pouco após o fim da guerra anti-japonesa liderada pelo Presidente KIM IL SUNG, e surpreendeu todos quando conseguiu se classificar para o mundial; mesmo assim, era cotada como uma das seleções mais fracas e ninguém depositava qualquer expectativa sobre os rapazes da Coreia. Naturalmente, essa era a primeira grande competição esportiva que a seleção norte-coreana disputava e muitos dos jogadores carregavam consigo os grandes traumas da Guerra da Coreia (1950-1953), uma das guerras mais sangrentas da História, que destruiu completamente o país. A seleção coreana conseguiu acesso ao mundial após vencer a Austrália por um placar surpreendente de 9 a 2! Na época, a FIFA havia cedido apenas uma vaga para um time das regiões da Ásia, África e Oceania, lugar esse conquistado pela Coreia do Norte.

A Coreia do Norte ficou no grupo 4 da copa, composto por grandes seleções como União Soviética, Itália e Chile. O primeiro jogo do time foi contra a União Soviética do lendário Lev Yashin, no dia 12 de julho de 1966, com vitória soviética de 3 a 0, até então, sem surpresas. O segundo jogo foi contra o Chile, em 15 de julho, e acabou com um empate de 1 a 1, com gol de Pak Seung Jin.

O grande jogo, que colocou a Coreia do Norte para sempre na história das Copas, ocorreu em 19 de julho. O jogo era contra a Itália e, jogando de uniforme vermelho com a bandeira nacional da Coreia no peito, aos 42 minutos de jogo a seleção Chollima surpreendeu a todos ao meter um gol contra a seleção Azzurra, tendo como autor do gol e herói do jogo Pak Doo Ik. Os italianos continuaram o jogo confiantes de si mesmos e desdenhosos com os jogadores coreanos, certos de que eles iriam perder o fôlego e abrir a defesa para que a Itália se recuperasse. Mas o que aconteceu foi que a seleção coreana conseguiu segurar a vitória até o último segundo do jogo! Assim, a Coreia do Norte avançava para as quartas de final. Essa foi a maior surpresa daquela edição da Copa e a vitória da Coreia do Norte acabou eliminando a Itália da competição, em um dos maiores choques de todas as edições da competição. Dizem que os italianos voltaram para casa com uma salva de ovos e tomates podres. A seleção coreana caiu no gosto do público inglês que saiu do estádio eufórico com o resultado surpresa.

O próximo jogo ocorreu contra Portugal, no dia 23 de julho de 1966, no Estádio Goodison Park, na cidade inglesa de Liverpool, que teve sua lotação máxima esgotada - mais de 40 mil pessoas foram assistir o jogo, em sua maioria torcendo para a Coreia do Norte. Um grupo de 3.000 ingleses havia cruzado a Inglaterra especialmente para assistir essa partida, admirados com a vitória sobre a Itália.

Logo no primeiro minuto de jogo, a Coreia do Norte saiu na frente marcando um gol contra a seleção portuguesa com Pak Seung Jin, levantando a torcida! A seleção portuguesa estava lenta e retraída, ao passo que os coreanos estavam jogando com rapidez e sempre avançando para o ataque. Aos 22 minutos, a Coreia do Norte abriu o segundo gol com Li Dong Woon e aos 25 minutos surpreendeu mais ainda ao marcar o terceiro gol com Yang Sung Kook. Em apenas 25 minutos de jogo a seleção asiática tinha 3 a 0 contra Portugal! Há rumores que, durante o intervalo, o técnico português Otto Glória teria dito aos jogadores no vestiário: vocês deram cabo do Brasil mas estão perdendo da Coreia?!

O que a seleção Chollima não esperava era a atuação do grande craque português Eusébio, que protagonizou uma das maiores reviravoltas de todas as Copas ao marcar sucessivamente 4 gols. Durante um lance português, o goleiro norte-coreano Lee Chang Myung foi pisoteado por vários jogadores lusitanos, mas o juiz nada fez. José Augusto viria a marcar o 5º gol para Portugal e a Coreia do Norte deixou a competição com uma derrota de 5 a 3, num dos jogos mais emocionantes e históricos das Copas. A seleção coreana saiu do estádio aclamada pelo público, que aplaudiu de pé, e seus jogadores foram recebidos em casa como verdadeiros heróis nacionais.

A participação da Coreia do Norte na Copa de 1966, marcada pela eliminação da Itália e pelo emocionante jogo contra Portugal, ficou gravada na memória das Copas do Mundo e na história do esporte nacional da Coreia Socialista. Os rapazes da seleção Chollima vinham de condições complicadas em que seu país tentava se levantar após uma guerra devastadora e mortal promovida pelos Estados Unidos e mesmo assim representaram muito bem o seu país e sua Revolução Socialista, deixando marcado para sempre o nome da Coreia Popular no cenário futebolístico mundial.

A Coreia do Norte só voltaria a participar de uma Copa do Mundo apenas 44 anos depois, na Copa da África do Sul de 2010, com uma campanha fraca em que chegou até mesmo a jogar contra o Brasil, marcando um gol contra nossa seleção.

Em 2002 a rede britânica BBC fez uma viagem para a Coreia do Norte e gravou um documentário com os jogadores da seleção Chollima de 1966, que, após a histórica participação, viraram heróis do Exército, treinadores esportivos ou continuaram na vida de atleta. O herói do jogo que eliminou a Itália, Pak Doo Ik, foi promovido a sargento do Exército Popular da Coreia e no início dos anos 2000 era treinador de times juvenis da capital coreana Pyongyang. Você pode ver o documentário, chamado "O Jogo da Vida Deles" nesse link: https://youtu.be/rG-ivV-ps50

Em frente à estátua de KIM IL SUNG. Esses são os atletas vivos da lendária seleção Chollima de 1966 descobertos em Pyongyang por uma equipe britânica de reportagem.
Veja agora uma seleção especial de fotografias da atuação coreana na Copa de 1966. Não deixe também de conferir esse vídeo especial que eu achei e editei com a escalação do time e algumas cenas da lendária seleção Chollima! https://youtu.be/N50HFwpbGIw

* Lucas Rubio - Presidente do Centro de Estudos da Política Songun-Brasil, colaborador do site TRIBUNA DA IMPRENSA Sindical.

LULA: AFASTE DE MIM ESTE CALE-SE

Por LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA - Via Folha  -

Em texto para o jornal "Folha de S. Paulo", o ex-presidente criticou a decisão da juíza Carolina Lebbos de impedi-lo de falar à mídia.


Estou preso há mais de cem dias. Lá fora o desemprego aumenta, mais pais e mães não têm como sustentar suas famílias, e uma política absurda de preço dos combustíveis causou uma greve de caminhoneiros que desabasteceu as cidades brasileiras. Aumenta o número de pessoas queimadas ao cozinhar com álcool devido ao preço alto do gás de cozinha para as famílias pobres. A pobreza cresce, e as perspectivas econômicas do país pioram a cada dia.

Crianças brasileiras são presas separadas de suas famílias nos EUA, enquanto nosso governo se humilha para o vice-presidente americano. A Embraer, empresa de alta tecnologia construída ao longo de décadas, é vendida por um valor tão baixo que espanta até o mercado.

Um governo ilegítimo corre nos seus últimos meses para liquidar o máximo possível do patrimônio e soberania nacional que conseguir —reservas do pré-sal, gasodutos, distribuidoras de energia, petroquímica—, além de abrir a Amazônia para tropas estrangeiras. Enquanto a fome volta, a vacinação de crianças cai, parte do Judiciário luta para manter seu auxílio-moradia e, quem sabe, ganhar um aumento salarial.

Semana passada, a juíza Carolina Lebbos decidiu que não posso dar entrevistas ou gravar vídeos como pré-candidato do Partido dos Trabalhadores, o maior deste país, que me indicou para ser seu candidato à Presidência. Parece que não bastou me prender. Querem me calar.

Aqueles que não querem que eu fale, o que vocês temem que eu diga? O que está acontecendo hoje com o povo? Não querem que eu discuta soluções para este país? Depois de anos me caluniando, não querem que eu tenha o direito de falar em minha defesa?

É para isso que vocês, os poderosos sem votos e sem ideias, derrubaram uma presidente eleita, humilharam o país internacionalmente e me prenderam com uma condenação sem provas, em uma sentença que me envia para a prisão por “atos indeterminados”, após quatro anos de investigação contra mim e minha família? Fizeram tudo isso porque têm medo de eu dar entrevistas?

Lembro-me da presidente do Supremo Tribunal Federal que dizia “cala boca já morreu”. Lembro-me do Grupo Globo, que não está preocupado com esse impedimento à liberdade de imprensa —ao contrário, o comemora.

Juristas, ex-chefes de Estado de vários países do mundo e até adversários políticos reconhecem o absurdo do processo que me condenou. Eu posso estar fisicamente em uma cela, mas são os que me condenaram que estão presos à mentira que armaram. Interesses poderosos querem transformar essa situação absurda em um fato político consumado, me impedindo de disputar as eleições, contra a recomendação do Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Eu já perdi três disputas presidenciais —em 1989, 1994 e 1998— e sempre respeitei os resultados, me preparando para a próxima eleição.

Eu sou candidato porque não cometi nenhum crime. Desafio os que me acusam a mostrar provas do que foi que eu fiz para estar nesta cela. Por que falam em “atos de ofício indeterminados” no lugar de apontar o que eu fiz de errado? Por que falam em apartamento “atribuído” em vez de apresentar provas de propriedade do apartamento de Guarujá, que era de uma empresa, dado como garantia bancária? Vão impedir o curso da democracia no Brasil com absurdos como esse?

Falo isso com a mesma seriedade com que disse para Michel Temer que ele não deveria embarcar em uma aventura para derrubar a presidente Dilma Rousseff, que ele iria se arrepender disso. Os maiores interessados em que eu dispute as eleições deveriam ser aqueles que não querem que eu seja presidente.

Querem me derrotar? Façam isso de forma limpa, nas urnas. Discutam propostas para o país e tenham responsabilidade, ainda mais neste momento em que as elites brasileiras namoram propostas autoritárias de gente que defende a céu aberto assassinato de seres humanos.

Todos sabem que, como presidente, exerci o diálogo. Não busquei um terceiro mandato quando tinha de rejeição só o que Temer tem hoje de aprovação. Trabalhei para que a inclusão social fosse o motor da economia e para que todos os brasileiros tivessem direito real, não só no papel, de comer, estudar e ter moradia.

Querem que as pessoas se esqueçam de que o Brasil já teve dias melhores? Querem impedir que o povo brasileiro —de quem todo o poder emana, segundo a Constituição— possa escolher em quem quer votar nas eleições de 7 de outubro?

O que temem? A volta do diálogo, do desenvolvimento, do tempo em que menos teve conflito social neste país? Quando a inclusão dos pobres fez as empresas brasileiras crescerem?

O Brasil precisa restaurar sua democracia e se libertar dos ódios que plantaram para tirar o PT do governo, implantar uma agenda de retirada dos direitos dos trabalhadores e dos aposentados e trazer de volta a exploração desenfreada dos mais pobres. O Brasil precisa se reencontrar consigo mesmo e ser feliz de novo.

Podem me prender. Podem tentar me calar. Mas eu não vou mudar esta minha fé nos brasileiros, na esperança de milhões em um futuro melhor. E eu tenho certeza de que esta fé em nós mesmos contra o complexo de vira-lata é a solução para a crise que vivemos.

A DEGENERAÇÃO DA BOLSA DE VALORES EM PURA ESPECULAÇÃO

JOSÉ CARLOS DE ASSIS -


As bolsas de valores foram invenções magníficas na origem do capitalismo. Juntavam aplicadores em ativos financeiros, de um lado, e investidores físicos, de outro. O sujeito tinha dinheiro sobrando mas não queria fazer, ele próprio, investimentos produtivos. Ia para a bolsa. O outro queria fazer investimentos produtivos, correndo os riscos inerentes da atividade, e tomava os recursos disponibilizados pelo primeiro. Se o investimento produtivo desse certo, ambos ganhavam. Se desse errado, o aplicador em papel perdia, embora nem tudo, pois a empresa podia reeguer-se.

Entretanto, no caso de grandes corridas bancárias, sendo os bancos intermediários da compra e venda de ações, a perda em papel pode ser aguda e, eventualmente, total. É o que aconteceu nas grandes crises do capital, desde a tulipomania na Holanda, no fim de século XVII, até a recente quebra das bolsas, puxadas pela de Nova Iorque, em 2008. Entre as duas entrou um elemento novo: a extrema especulação financeira. Como diz o Papa Francisco, a adoração de Mamon, o deus dinheiro, que gera dinheiro em bolsas a partir de pura especulação, sem produto físico envolvido.

Estamos nas bordas de um processo especulativo sem paralelo na História. Os ativos financeiros somam 700 trilhões de dólares, ,enquanto os ativos físicos, medidos pelo PIB mundial, se limitam a 70 trilhões. Essa imensa bolha começou a estourar a partir do mais especulativo dos ativos especulativos, as chamadas moedas virtuais copiadas da bitcoin, e dela própria. A bitcoin é uma não moeda que gera dinheiro. Debaixo dela não tem nada, exceto a voracidade especulativa de alguns vigaristas que acharam que iriam ganhar imensas somas de dinheiro sem responsabilidade e sem pagar imposto.

Como disse em artigo anterior, a febre da bitcoin se baseia no princípio das correntes e das pirâmides, vigarice bastante conhecida no mundo desde, pelo menos, o início do século XX nos Estados Unidos, com um sujeito chamado Ponzi. Os esquemas Ponzi foram combatidos pelas autoridades, mas a avidez de ganhar dinheiro a partir de dinheiro (D gerando D´, segundo Marx) contaminou muita gente. Seu princípio é pagar o penúltimo aplicador com o dinheiro recolhido do último. Enquanto houver um otário para fazer novas aplicações, o esquema funciona a serviço do inventor da trapaça, que gasta o dinheiro para imensas despesas pessoais e não para investimentos.

O maior estouro de esquemas Ponzi de todos os tempos aconteceu sob a batuta do norte-americano Bernie Madoff. Sua pirâmide rendeu bilhões de dólares. No bojo da crise financeira mundial iniciada em 2008 ele foi preso e condenado à prisão nos Estados Unidos. Entretanto, Madoff era um primitivo em termos de tecnologia de informação. Foi depois que que surgiram, paralelamente ao bitcoin, avalanches de esquemas Ponzi no mundo, prometendo ganho fácil a partir de aplicações baixinhas, digamos, 1 real. A rentabilidade pode ser 1300%, 1500% ou 5000% ao ano, à escolha do freguês.

O sistema, não fosse uma picaretagem Ponzi, parece magnífico. Você pode aplicar qualquer coisa, digamos, um real. Os supercomputadores cuidam do resto. A valorização da aplicação em tempo real, sinalizada pela entrada no esquema de outros idiotas, ou ingênuos, dá a impressão de uma fortíssima alta em tempo recorde. Nesse caso, quem aplicou um real se anima a aplicar 10, 20, 100, mil reais. É um ganho potencialmente sem fim. Pessoas atraídas por ganhos fáceis acabam aderindo ao esquema, no rastro de propaganda boca a boca, que é a melhor forma de publicidade.

Contudo, animados pelo próprio sucesso, alguns dos milhares de iniciadores de esquemas bitcoins não se limitam à propaganda boca a boca. Desafiando governos e a polícia, anunciam moedas virtuais sem qualquer escrúpulo. Uma delas, chamada Ethereum, chega a atrair crianças para o jogo: são ensinadas a aplicar um dólar, aprendendo didaticamente como fazê-lo. Claro, se o mundo tem cerca de 7 bilhões de habitantes, e pelo menos um desses 7 bilhões, em média, tem um dólar para aplicar, o operador do esquema pode embolsar, em tese, 7 bilhões de dólares – sem falar nos que aplicaram mais.

É a aparente parafernália tecnológica que envolve a bitcoin que a torna supostamente invulnerável. Ela é apoiada também em ideologia, na medida em que os bilionários do Fórum Econômico de Davos não gostam de pagar impostos, e a bitcoin é uma forma de ganhar dinheiro sem pagar imposto. Não há nenhuma dificuldade em liquidar com criptomoedas. Basta o governo querer. No Brasil, não será fácil, porque, sem um governo moralmente acima de suspeita, é bem possível que instituições como a Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República, em lugar de combatê-las, acabem aderindo a elas.

Pelo que se viu ontem nos mercados de criptomoedas, a corrente de todos os mercados começou a ruir - lembrando Lenin, pelo elo mais fraco. Vejo isso com entusiasmo. Se estivéssemos diante de quebra de empresas produtivas como as grandes construtoras nacionais que foram quase liquidadas pela Lava Jato, eu teria escrúpulos em contribuir para a desmontagem desse esquema. Como estou diante de pura especulação, ou de homens e mulheres que se tornaram adoradores de Mamon, agradeço aos céus a oportunidade de ajudar a estourar esse pseudo-mercado apoiado em pura especulação.

Em 1983 e 1984, escrevi três livros denunciando escândalos financeiros da ditadura, esta já em seu final. Na maior parte eram fatos históricos, mas houve pelo menos um relativa a empresa em atividade, a Delfin. Eram inequívocas minhas provas de conluio entre a empresa e o governo. Mesmo assim, lamentei pelos 3 mil empregos ameaçados e aderi à campanha pela absorção dos desempregados pela CEF. Agora, como se trata sobretudo de especuladores, terão de se virar já que o Governo não terá como bancar todos, aqui e lá fora. Em verdade vos digo: este é o fim da financeirização extrema da economia capitalista.

1- LEI CRIA O DIA MARIELLE FRANCO CONTRA O GENOCÍDIO DA MULHER NEGRA; 2- BEMVINDO: CHEGAMOS À BARBÁRIE? [VÍDEO]

REDAÇÃO -


O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, sancionou, no Diário Oficial desta quarta-feira (18), a lei nº 8.054, que inclui no calendário oficial do estado o "Dia Marielle Franco - Dia de Luta contra o genocídio da Mulher Negra" a ser comemorado em 14 de março. Nesta data, as instituições públicas e privadas deverão promover debates e palestras com o intuito de provocar a reflexão sobre o genocídio de mulheres negras.

Segundo Renata Souza, ex-chefe de gabinete da vereadora, a decisão é algo simbólico. Ela afirmou que o importante são as mulheres negras estarem no foco de políticas públicas. Seu relato foi publicado no Globo.

"Ter o dia 14 de março como uma data que resgate e rememore a luta de Marielle Franco pela vida das mulheres negras, pobres, faveladas e periféricas é muito importante e simbólico. É urgente que as mulheres negras sejam foco das políticas públicas, porque são as principais vítimas da falta de assistência do Estado. Por isso, são essas mulheres negras que nos últimos 10 anos tem os maiores índices de feminicídio, quando são assassinadas por seus companheiros, em relações abusivas", disse.

"Também são as principais vítimas de violência obstétrica, nos hospitais públicos e também por conta dos abortos em clínicas de fundo de quintal. São elas as principais vítimas de morte materna. Ou tratamos desses assuntos com seriedade, como a Marielle os tratou, ou mulheres negras continuarão sendo as principais vítimas fatais da omissão do Estado", complementou.

Marielle foi assassinada dentro de um carro no dia 14 de março, no centro do Rio. De acordo com a Polícia Civil, os criminosos escolheram um ponto cego e cometeram o homicídio em um lugar sem câmeras. Entre as dificuldades das investigações do assassinato está justamente a falta de imagens do momento do crime. Também perseguiram a parlamentar por cerca de quatro quilômetros e atiraram a cerca de 2 metros de distância. (via Rio247)

***
BEMVINDO: CHEGAMOS À BARBÁRIE?

A GLOBO, COMO DE HÁBITO, APOIOU E CRESCEU NA SOMBRA DA DITADURA MILITAR E DEPOIS A JOGOU NO LIXO!

EMANUEL CANCELLA -


A Globo vai jogar no lixo Moro e Aécio, como fez com MiShell Temer, a ditadura militar e Fernando Collor!

A Globo foi o maior cabo eleitoral de MiShell Temer, no golpe que derrubou Dilma. Agora, enquanto finge que é seu desafeto, continua assinando embaixo no estrago que o temeroso causa ao Brasil.

Já são quase 18 milhões de desempregados, a CLT cassada, o patrimônio publico, principalmente o petróleo sendo entregue aos gringos, a violência crescendo no campo e na cidade e a mídia, principalmente a Globo dizendo que estamos em recuperação.

Leia mais na COLUNA

CONSTRUÇÃO INSTITUCIONAL: PROJETO NECESSÁRIO E SUAS OPOSIÇÕES

Por PEDRO AUGUSTO PINHO -


Por todos os tempos sempre houve aquele poder que se impôs e construiu o modelo institucional da sociedade. Obviamente, o modelo institucional que lhe fosse mais favorável e lhe garantisse o maior e mais longo domínio. Assim estava excluída ou dificultada a possibilidade de troca do poder.

Não estou tratando de governos, mas de poder. Aquela força que impõe sua vontade sobre a sociedade e, para isso, domina suas instituições.

Leia mais na COLUNA

A PRISÃO DE MARCELO CRIVELLA

MIRSON MURAD -


A Justiça decretou o bloqueio de bens no valor de R$3.000.000,00 do "bispo", aquele que elegeu-se prefeito do Rio de Janeiro mas não governa para o povo, só para a seita Universal do titio. Todas as benesses são oferecidas à patota, para isso, segundo ele, fora eleito.

Crivella deveria ser preso! Se não vejamos; quando o "bispo" candidatou-se a senador, sua declaração do imposto de renda dizia possuir em bens R$50.000,00. Está desde então vivendo de cargos eletivos na política. Pois bem: se a Justiça bloqueou bens do Marcelão no valor de 3 milhões de reais é porque ele possui tais bens. Como conseguiu tudo isso? Com o salário conquistado como senador, ministro e agora prefeito é que não é. Consequentemente...

---
Leia também:

A POLÍCIA DORME, O JUDICIÁRIO DORME. O QUE FAZEM OS MEMBROS DA JUSTIÇA?

A CAFAJESTICE DOS 39

PREFEITO VELHACO, VAI OU NÃO VAI?

TRÊS TAREFAS

JOÃO FRANZIN -


Terminada a Copa do Mundo na Rússia, muito boa, aliás, cabe retomar as tarefas prioritárias. Há três, que são ao mesmo tempo prioridades e urgências.

Primeira - Realizar campanhas salariais organizadas, que resistam às maldades da lei trabalhista e ensejem possibilidade de avanços. Entre tais avanços, buscar acordos que assegurem meios de custeio às entidades de classe. Vale também agregar apoio de entidades, ainda que de outras categorias profissionais.

Segunda - Identificar, desde já, candidatos e candidaturas que tenham ligações ou compromissos com o campo trabalhista e sindical. Tais candidatos não precisam, necessariamente, ser dirigentes de classe. Importa que se comprometam com a agenda sindical, a exemplo da Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora, lançada pelas Centrais em 6 de junho. Identificar, apoiar e despejar o voto nessas candidaturas.

Terceira - Fazer junto às bases uma ampla campanha de valorização do voto. Reforçar que se trata de um direito indispensável à democracia e à cidadania. Utilizar, para tanto, a imprensa sindical e a rede disponível na internet. Motivar o eleitor a não anular o voto ou a votar em branco. Desestimular a ideia muito forte hoje da abstenção, alertando que isso só fortalece os políticos profissionais, espertos, articulados e acostumados a vencer eleições em colégios eleitorais amplos. Em colégios menores, se elegerão ainda mais facilmente.

Nosso sindicalismo é amplo, porque o próprio Brasil é amplo. Nosso sindicalismo é complexo, porque o próprio País é complexo. Nosso sindicalismo nem sempre lê com precisão o ambiente político, porque a política ora é ciência, ora é arte, ora é malabarismo, ora é confusão.

De todo modo, as tarefas estão aí, pedindo que sejam entendidas e enfrentadas.

Agência - Como de costume, nossa rede dará espaço a todas as candidaturas e propostas ligadas ao mundo do trabalho.

João Franzin é jornalista e diretor da Agência de Comunicação Sindical

1- PORTARIA PERMITE REMANEJAMENTO DE SERVIDORES E EXTRAPOLA LIMITES SEM AMPARO LEGAL; 2- FRACASSOS EM DUAS OPÇÕES DE VICE EXPÕEM ISOLAMENTO DE BOLSONARO PARA ELEIÇÃO

REDAÇÃO -

No último dia 4 de julho, o Ministério do Planejamento divulgou portaria permitindo o remanejamento de servidores federais sem a necessidade de autorização do órgão de origem do servidor. O objetivo da medida é combater pontos de ociosidade bem como de gargalo, reduzindo a necessidade de realização de novos concursos públicos para preenchimento de vagas.


Para o advogado e sócio do escritório Mauro Menezes & Advogados, Rodrigo Peres Torelly, mesmo com aparente autorização legislativa, a "Portaria 193/18 extrapolou os limites de seu poder normativo, vez que impôs condições e critérios que, além de avançarem sobre garantias legais e constitucionais dos servidores públicos, não encontram amparo legal”, destaca. E nessas condições, alerta Torelly, “a portaria pode ser inquinada [manchada] de ilegal”.

O advogado vai além: “mesmo que ultrapassada essa questão formal, subsistem as ilegalidades, em especial aquela relacionada com a impossibilidade de recusa, conforme dita o documento.

Em relação a essa situação, não podem ser desconsideradas para análise da possibilidade de movimentação questões específicas de cada servidor, como, por exemplo, aquelas relacionadas com a família, que possui assento constitucional (art.226).”

Necessidade de processo administrativo

Rodrigo Torelly ressalta que toda e qualquer decisão de movimentação de servidor deve necessariamente ser precedida de processo administrativo, em que sejam garantidos os direitos de ampla defesa e contraditório do servidor, “além da imprescindível motivação dos atos administrativos, prevista na Constituição e na Lei 9.784/99, o que não foi previsto na Portaria 193/18.”

É preciso observar a aplicação dessa portaria, devendo cada situação ser analisada de forma particularizada levando-se em conta as peculiaridades de cada caso concreto. E tendo em vista suas contradições, tentar buscar a sua revogação”, alerta o advogado. (via DIAP)

***
Fracassos em duas opções de vice expõem isolamento de Bolsonaro para eleição

Texto de Leandro Loyola no Globo afirma que o deputado Jair Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PSL, está isolado. Sofreu duas derrotas políticas nas últimas 24 horas.

Segundo o jornal, o PR, partido do ex-mensaleiro Valdemar Costa Neto e integrante do “blocão”, desistiu de uma aliança, pela qual forneceria o vice da chapa. Bolsonaro abraçou, então, o general da reserva Augusto Heleno, filiado ao minúsculo PRP. Mas o PRP também recusou o convite para ser o vice.

A imagem que fica é que ninguém quer a companhia de Bolsonaro, mesmo sendo ele o líder nas pesquisas de intenção de voto neste momento. Derrota assim é coisa rara na política, diz o jornal O Globo. (via DCM)