18.9.18

A ABI NÃO PODE SER USADA PARA CALAR QUEM LUTA PELA SOBERANIA NACIONAL

CHAPA VILLA-LOBOS (ABI) - Por MÁRIO A. JAKOBSKIND -

A coordenação da Chapa Villa-Lobos, Associação Brasileira de Imprensa (ABI), retoma sua marcha interrompida arbitrariamente pela atual diretoria, antes do pleito 2016-2019, que objetivava restaurar entre os Confrades à condição de trincheira da liberdade de expressão e dos direitos humanos.


A ABI não pode ser usada para calar quem luta pela Soberania Nacional. Precisa retomar a sua trilha na História do Brasil.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) tornou-se, com a atual diretoria capitaneada por Domingos Meirelles, uma entidade defensora de causas espúrias, como, por exemplo, a defesa do atual governo de Michel Temer. Meirelles até se utilizou do site da ABI para conseguir espaços midiáticos para si mesmo. Isso para não falar de cartas pessoais enviadas ao presidente Michel Temer sugerindo nomes para compor seu ministério. E tudo com o uso indevido da chancela da ABI, jogando no lixo a história de lutas da entidade.

Mas agora o momento é de lutar para reerguer a entidade e fazer com que ela retorne às trilhas históricas dos períodos em que os presidentes eram Barbosa Lima Sobrinho, Maurício Azêdo, entre outros.

E para tanto não adianta afirmar apenas que fará isso ou aquilo, mas se colocar efetivamente, ou seja, agir de acordo com os parâmetros históricos da entidade. Em outras palavras: honrar a tradição de luta da ABI.


É preciso também estar atento aos grupos que durante muito tempo se aliaram ao esquema de Domingos Meirelles e hoje tentam se apresentar como opositores aos diretores que tomaram conta da ABI.

É preciso nesse sentido lembrar também a ação espúria do grupo de Meirelles, que simplesmente eliminou, fraudulentamente, uma chapa de concorrer na última eleição para a renovação da diretoria, em uma demonstração concreta de temor de ver ameaçada a chapa que numa quantidade ínfima de votos acabou assumindo a direção da ABI, para neutralizar exatamente a história de uma entidade de lutas em defesa não apenas dos jornalistas como dos interesses nacionais.

É exatamente isso o que pretende, e já deu mostras nesse sentido, a Chapa Villa-Lobos, retirada do último pleito (2016-2019), pelo grupo capitaneado por Domingos Meirelles.

Agora o momento é de retomada desse trabalho, que até a Justiça já reconheceu que foi vítima de perseguição por parte do grupo capitaneado por Domingos Meirelles.

Você Associado da ABI que quer ver a entidade reerguida venha se somar conosco a essa luta.

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* Mário Augusto Jakobskind, é Professor, Jornalista, Escritor, vice-presidente na Chapa Villa- Lobos, arbitrariamente impedida de concorrer à direção da ABI (2016/2019) e Coordenador de História do IDEA, Programa de TV transmitido pela Unitevê - Canal Universitário de Niterói.

QUASE 63 MILHÕES DE BRASILEIROS ESTÃO INADIMPLENTES, COM RESTRIÇÕES NO CPF

REDAÇÃO -


Em agosto, 62,9 milhões (3,63%) de brasileiros não conseguiram pagar as contas e tiveram o nome negativo. Este foi o 11º mês consecutivo de crescimento da inadimplência da série histórica, de acordo com o levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (Serasa).

Os dados revelam que 41% da população adulta brasileira têm contas em atraso e, portanto, estão com o nome sujo. Isso significa que estão com restrições ao CPF, dificuldades para obter financiamentos ou fazer compras parceladas.

Em São Paulo, 20% das famílias estão endividadas. É o maior número de inadimplentes desde maio de 2012. Das famílias que estão no vermelho, metade já afirmou que não tem condições de pagar as contas que estão atrasadas no próximo mês.

Os principais vilões da inadimplência são a perda do emprego (37%), que chega a 38% nas classes C e D, a redução da renda (24%) e a falta de controle financeiro (12%).

Ansiedade e problemas no trabalho contribuíram para desequilíbrio no orçamento dos inadimplentes

As emoções diante de determinadas situações também geram consumo desordenado em muitas pessoas. Ao investigar que tipo de acontecimento pode ter contribuído para o desequilíbrio das finanças no período em que os entrevistados fizeram a dívida, a pesquisa constatou que o fator número um está ligado à ansiedade (21%). Em seguida, foi mencionada a insatisfação ou problemas no trabalho (13%) como responsável por esse tipo de comportamento. Outros 12% contraíram dívidas em momentos de estado emocional abalado por dificuldades financeiras, enquanto 9% passavam por problemas no relacionamento familiar.

O estado emocional dos entrevistados também interfere na gestão do orçamento, uma vez que 36% admitem comprar, algumas vezes, coisas que não haviam planejado para se sentirem melhor. Já 27% excedem o orçamento para ficarem mais bonitos.

Considerando apenas os 12% que se endividaram por descontrole do orçamento ou porque tiveram crédito fácil, 39% afirmam que quiseram aproveitar as promoções oferecidas pelas lojas, levando-os a contrair gastos extras sem avaliar o orçamento. Já 24% reconhecem não ter negociado bem os preços no momento da compra e 14% disseram que costumam comprar mais do que o necessário para se sentir bem quando estão ansiosos.

Metodologia

A pesquisa ouviu 609 consumidores que possuem contas em atraso há mais de 90 dias em todas as capitais do país, de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de no máximo 3,97 pp a uma margem de confiança de 95%. (via CUT)

FALTAM 3 SEMANAS PARA O PRIMEIRO TURNO, A GRANDE INCERTEZA É O SEGUNDO


HELIO FERNANDES -


A confusão é total entre os presidenciáveis civis e militares. Bolsonaro dispara na falta de credibilidade para o segundo turno, apesar de aparentemente estar garantido no primeiro. E mais nada, perde para todos no segundo, a tendência é "eliminarem" esse segundo decisivo e definitivo, descumprirem a Constituição, o que não seria inédito nem surpreendente.

A Republica nasceu militar, militarista e militarizada, os "Propagandistas da Republica"  foram superados, alijados, ultrapassados, por 2 marechais, (Deodoro e Floriano Peixoto) que vieram brigados e rompidos da estranha Guerra do Paraguai.

Reconciliados na madrugada de 15 de novembro tomaram o Poder. Deodoro presidente, Floriano vice, mas acumulando com o cargo poderoso de ministro da Guerra.

8 meses depois, Floriano demitiu Deodoro, assumiu a presidência, mandou prender lideres civis, começando pelo notável Saldanha Marinho. (Que em 1860, em pleno Império, lançou o jornal  diário, "A Republica"). Preso por ordem direta de Floriano pronunciou a frase desesperançada e desalentada, "essa não é a  Republica dos  nossos sonhos". Que dura até hoje.

Rui Barbosa protestou, Floriano mandou avisar o presidente do Senado, Prudente de Moraes, (depois o primeiro presidente civil) que ia mandar prender Rui Barbosa, tido e havido, "como o maior brasileiro vivo". Alertado, Rui se exilou na Inglaterra. Só voltou em 1896, quando se elegeu senador.

Nos 129 anos da Republica, o pais se dividiu entre ditaduras civis ou militares, inseparáveis e acumpliciados. O civil Vargas ficou 15 anos, apoiado pelos militares. Estes ficaram 21 anos, garantidos pelos civis corruptos. Com o inesquecível e desonesto Delfim Neto, 12 anos Ministro da Fazenda e da Agricultura, 4 como embaixador na França.

Voltou, novamente Ministro de João Figueiredo, mais 4 anos ministro da Fazenda da "transição", até á indireta de 1985.

PS- Agora, depois do capitão Bolsonaro, surge o general Mourão como segundo. Sem nenhuma chance de ser presidente, Bolsonaro tenta todas as formas de eliminar o segundo turno. E tomar posse apenas com a vitória plausível no primeiro turno.

PS2- Alguns militares enamorados pelo poder, admitem voltar, explicam publicamente: "Não queremos o poder pelo poder, e sim defender a democracia e o equilíbrio do país”.

PS3- Existe uma duvida que não favorece Bolsonaro, e pode consolidar a sucessão. Se for presidente da Republica, Bolsonaro será o "comandante em Chefe das Forças Armadas".

PS4- Generais, Almirantes e Brigadeiros, subordinados a um capitão da reserva, terão que reverenciá-lo e prestar cumprimento e continência. Muitos consideram isso revoltante.

PS5- Nas 3 semanas até 7 de outubro muita coisa acontecerá. De 7 a 28, os fatos se agravarão, impossível fazer uma analise profunda.

PS6- A cada dia aumenta a responsabilidade dos 146 milhões de cidadaões-contribuintes-eleitores, inscritos para votar. É preciso votar, o voto lúcido e compenetrado, é a salvação e a solução para o país.

1- DECISÃO QUE PERMITE CANDIDATURA DE GAROTINHO CONTRADIZ IMPUGNAÇÃO DE LULA; 2- HADDAD NÃO TEM RECUO: VAI PRA CIMA DA GLOBO! [VÍDEO]

REDAÇÃO -

O ex-governador Anthony Garotinho (PRP) obteve uma liminar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para continuar na disputa estadual do Rio de Janeiro neste domingo (16). O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) havia impugnado sua candidatura no dia 6 de setembro. O argumento do TSE é que Garotinho ainda pode recorrer da sentença do TRE, portanto tem direito a continuar fazendo campanha eleitoral até serem esgotados os recursos jurídicos.

Interpretação do Ministro Og Fernandes (acima) não beneficiaria candidatura Lula. Advogados eleitorais divergem da posição / Gustavo Lima/STJ
Segundo advogados consultados pelo Brasil de Fato, a situação jurídica do candidato a governador do Rio de Janeiro é similar à de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, no entanto, teve todas as tentativas de obtenção de liminares negadas.

Para estes advogados, todas as candidaturas impugnadas com chance de recursos devem ser consideradas sub judice, ou seja, são casos que ainda podem ter uma nova determinação judicial. Se essa tivesse sido a posição do Judiciário sobre Lula, ele poderia ter obtido uma liminar.

Fernando Amaral explica que o termo “sub judice” deve incluir candidaturas que pudessem ser debatidas em instância acima do TSE.

“Esgotaria quando não tivesse mais recursos. Só há trânsito em julgado, ou seja, deixa de estar sob judice, quando esgotadas as fases recursais. E no registro, apesar de entender que para presidencial se inicia no TSE, na última instância eleitoral, há sempre possibilidade de recurso para o Supremo”, afirma.

Destacando que a decisão sobre Garotinho encontra amparo na legislação, Bruno Caires também critica o entendimento que o Tribunal vem adotando para os julgamentos que se iniciam no próprio TSE.

“A diferença que existe entre os dois casos é que o TSE  é o órgão legitimado para o pleito de presidente da República. A liminar [para Garotinho] foi concedida em relação a uma decisão do [Tribunal] Regional. A gente nunca teve uma impugnação de candidato a presidente da República, e foi dada essa interpretação [no caso Lula]. Eu entendo de forma diversa, cabendo recursos previstos em lei de competência do STF, seria incoerente dizer que o Eleitoral seria a última instância”, argumenta.

Garotinho foi condenado em julho pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por improbidade administrativa. O TRE enquadrou o político na chamada Lei da Ficha Limpa, também aplicada pelo TSE no caso de Lula.

O ministro do TSE, Og Fernandes determinou que a inelegibilidade seja suspensa até que o mérito da questão seja julgada por pelo próprio TSE. “O candidato cujo registro esteja sub judice poderá prosseguir na campanha eleitoral – inclusive com o nome e foto na urna eletrônica – até o julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral em única ou última instância", afirma parte da decisão.

Como Garotinho aguarda decisão sobre recurso ao próprio TSE, foi beneficiado pela interpretação do Tribunal.

Segundo a visão de ambos advogados, com a impugnação no TSE, o Judiciário deveria ter concedido a liminar para que o PT decidisse continuar ou não com a candidatura de Lula, mesmo sob o risco de ter seus votos anulados entre o primeiro e o segundo turno, o que aconteceria caso o STF confirmasse a negação de sua candidatura. (via Brasil de Fato)

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HADDAD NÃO TEM RECUO:
VAI PRA CIMA DA GLOBO!
(via Conversa Afiada)

MODELO DE CONSTITUINTE TALVEZ AO AGRADO DO SENADOR REQUIÃO

JOSÉ CARLOS DE ASSIS -


Meu mestre em política, senador Roberto Requião, está prestes a chegar ao terceiro mandato como senador depois de um terceiro mandato também como governador, um como prefeito, um como deputado estadual. Uma biografia absolutamente intocável, sem um único deslize, reconhecida pela total dedicação ao povo e ao serviço público, e só bloqueado na sua ascensão natural à Presidência da República pela intriga e a corrupção na cúpula do MDB. Esse mestre em política é de difícil refutação nessa matéria. Porém, vou tentá-la.

Requião considerou corporativo o sistema de constituinte que propus, ou seja, prevendo um poder dividido por classes especializadas. Minha intenção era evitar a demagogia, de um lado, e o domínio por grupos de poder e de interesses, por outro. Em termos bem pedagógicos, evitar que o Sistema Globo domine a criação da futura Constituição, inevitável, como certamente ocorreria hoje – e ocorreu pelo menos parcialmente em 1988. Concordo, porém, que no sistema proposto haveria fortes elementos corporativos.

Como resolver essa situação de extrema complexidade? Não há fórmulas simples no passado, pois o mundo mudou. Acredito porém que a dialética hegeliana ajude no processo construtivo de uma nova Constituição. Seria preciso combinar elementos corporativos – eles existem na sociedade, não há como evitá-los – com elementos democráticos. O processo poderia funcionar assim: as corporações elegeriam seus representantes, mas ficariam impedidas de votar as matérias de seu interesse, num processo hegeliano de tese e antítese.

Isso não teria grandes dificuldades práticas de funcionamento. O processo individual de proclamar o próprio impedimento em momentos de decisão, seja no Parlamento, seja no Judiciário, é muito bem conhecido e não é contestado. A questão seria elevá-lo a nível geral para atingir grupos de interesse. Já o impedimento de determinadas categorias sociais seria compensado pelo de outras, e o resultado geral seria uma forma muito mais segura de defesa do interesse geral, contra o poder inevitável das corporações concentradas.

Não sei ainda o que o senador Requião vai pensar desse esquema. Sei, porém, que a sugestão que ele me deu numa conversa apressada não me parece adequada. Requião acha que assessorias competentes do Parlamento impediriam o controle corporativo ou o domínio da demagogia. Não acredito nisso. As assessorias acabariam dominando o Parlamento, como em parte já acontece hoje. A solução, a meu ver, é o sistema que chamo de demofilia, um sistema baseado no respeito ao povo mas infenso aos interesses corporativos.

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Espero que esse desvio pela Filosofia Política não tire o foco da questão central que tenho abordado nas últimas semanas, a saber, o imperativo de elegermos uma maioria parlamentar de deputados federais e senadores progressistas. Para isso, criamos o Movimento de Democratização do Congresso Nacional, articulado pelo site frentepelasoberania.com.br e por comitês em todo o país. Nosso objetivo é mostrar à população quem são os traidores do povo e quem está comprometido com seus interesses e os interesses nacionais.

Os traidores do povo são fáceis de identificar objetivamente: basta ver como deputados e senadores votaram os infames projetos de Temer depois do impeachment, aí incluídas a reforma trabalhista, o orçamento zero e a entrega do pré-sal. Está tudo lá no site. Os candidatos novos poderão ter sua posição identificada pela assinatura do Decálogo de Compromissos, também no site, o qual assinala os princípios fundamentais que orientarão os mandatos alinhados com os interesses populares e a defesa do interesse nacional.

SINDICALISTAS REALIZAM PLENÁRIA EM APOIO A FERNANDO HADDAD

REDAÇÃO -

São Paulo - Sindicalistas ligados a CUT, CTB, Força Sindical e Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) realizam, nesta quinta-feira (20), uma grande plenária em apoio a Fernando Haddad e Luiz Marinho, candidatos à presidência da República e ao governo do estado de São Paulo pelo PT, respectivamente.

Os sindicalistas e militantes se concentrarão no Largo do Café, às 16h, depois, a partir das 17h, seguirão em caminhada até a quadra dos bancários, na Rua Tabatinguera, 192, onde realizam um ato político previsto para ter início às 20h.


“A classe trabalhadora é Haddad e Marinho porque eles defendem a revogação das medidas do ilegítimo Temer que prejudicam trabalhadores, em especial os mais pobres, e também o Brasil”, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas, se referindo a aprovação da reforma Trabalhista, da PEC que congelou os gastos de saúde e educação por 20 anos e o programa de privatização do governo Michel Temer que está entregando as empresas públicas brasileiras a grupos estrangeiros a preço de banana.

De acordo com Vagner, eleger Haddad e Marinho é fundamental para reverter todas as maldades feitas depois de 2016 contra a classe trabalhada, a mais prejudicada pelo golpe de Estado que destituiu a presidenta Dilma Rousseff.

“A resposta que vamos dar ao golpe será a eleição, no dia 7 de outubro, de quem tem compromisso com os trabalhadores e trabalhadoras e toda a sociedade brasileira”, afirma o presidente da CUT.

Para o presidente nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Adilson Araújo, com Haddad e Manuela d’Ávila (PC do B), vice da chapa, em Brasília; e Marinho, em São Paulo, os trabalhadores e as trabalhadoras terão, de fato, no Palácio do Planalto e no Palácio dos Bandeirantes governos comprometidos com a Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora, que contempla a revogação da reforma trabalhista e da Emenda Constitucional 95, medidas emergenciais de combate ao desemprego e o resgate do projeto nacional de desenvolvimento com democracia, soberania e valorização do trabalho.

“Em São Paulo, Marinho é o único candidato comprometido com a nossa agenda”, diz Adilson.

Segundo ele, a plenária dos sindicalistas é um dos passos que o movimento sindical dará até outubro para mostrar ao povo brasileiro que é preciso participar ativa e intensamente na campanha política com o objetivo de derrotar os candidatos conservadores representados no pleito em São Paulo por João Doria (PSDB) e Paulo Skaf (MDB), e no pleito presidencial, principalmente por Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSL).

O dirigente do Sindicato dos Químicos da Força Sindical, Sérgio Luiz Leite, acrescenta que trabalhador tem de apoiar candidatos que defendem seus direitos e implementem políticas de geração de emprego e renda para acabar com os recordes de desemprego que vêm sendo registrados desde o golpe.

“Haddad e Marinho têm compromisso com a classe trabalhadora e vão resgatar a geração de emprego no país. É por isso que estamos com eles”, diz Serginho, como é mais conhecido.

Vagner, Adilson e Serginho ressaltam também que é indispensável apoiar as candidaturas comprometidas com a luta da classe trabalhadora, tanto para os cargos de presidente da república quanto de governadores, sem menosprezar a não menos importante eleição para o Congresso Nacional e as Assembleias Legislativas.

“É fundamental trabalhar para mudar a composição social dessas instituições que aprovam as leis e medidas como a PEC do congelamento que prejudicam toda a sociedade brasileira, em especial os mais pobres”, diz Adilson.

“Para derrotar as medidas nefastas do golpe, temos de eleger também deputados e senadores comprometidos com nossos direitos”, afirma Vagner.

Fonte:  por Marize Muniz - CUT

ELEIÇÃO, INTOLERÂNCIA E CORRUPÇÃO

HÉLIO DUQUE -


A pedagogia da intolerância se expande no Brasil com incrível velocidade. Nas relações políticas, pessoais e até em setores econômicos, em que a racionalidade deveria prevalecer. O oponente foi transformado no inimigo que precisa ser abatido. Ignora que o oponente tem o mesmo direito e liberdade de pensar diferente. Essa é a essência do viver democrático. Na sua origem está um tempo recente no qual a sociedade foi catalogada em tempo binário: ou é amigo ou é inimigo. Gerando um radicalismo irracional, em uma sociedade que nos últimos 30 anos vem buscando consolidar o Estado de Direito Democrático.

Em momento de disputa eleitoral, a antipolítica desperta como coração pulsante. A pedagogia da intolerância ganha dimensão perigosa para o futuro. Ao invés do debate de ideias e propostas concretas para enfrentar os graves problemas nacionais, a campanha eleitoral se marca pelos rancores.

A origem está na existência de partidos oportunistas, na sua maioria, que oscilam de conformidade com as suas conveniências em usufruir dos benefícios do Estado, bem diagnosticado pelo professor titular da USP, Gaudêncio Torquato: “A política tornou-se um grande empreendimento, tornou-se um negócio”, gerando grande ameaça ao Estado democrático, pela degradação do sentido aristotélico da política, que deve buscar e servir ao bem comum. A corrupção sistêmica pelo suborno, tráfico de influência, informação privilegiada, integram a plataforma operacional desses cínicos agentes públicos.

O balcão de negócios tornou-se presença ativa. As relações no executivo e no legislativo, com raras exceções, passaram a ser o levar vantagem. A grande vítima é a sociedade em que a expressão inglesa “Politics is business” é cumprida com determinação. Outra expressão saxônica “Under the table” (por baixo da mesa) tem ativa presença. A propina transformou-se em política de Estado. Exemplo: em troca de vantagens incestuosas muitos governos estaduais foram capturados por grupos de corruptores, garantindo aos “novos ricos” êxito nos seus negócios fraudulentos.

Nos Estados a eleição de notórios incompetentes para a administração pública tornou-se um mantra. Elegendo quem é deslumbrado com as vantagens do poder e não oferece risco para a continuidade da expropriação dos recursos públicos. Experiência e competência na condução dos negócios públicos tem presença irrelevante nas disputas eleitorais.

O choque anafilático positivo que a Operação Lava Jato deu nos corruptos e corruptores ainda não foi suficiente para estancar as veias abertas na corrupção. Os episódios recentes, envolvendo figuras públicas na manipulação do dinheiro público mancomunado com aventureiros econômicos não foram interrompidos. Meditem sobre o pensamento do professor emérito da USP, José de Souza Martins.

“Não é surpresa que, no Brasil, muitos dos apanhados com a boca na botija da corrupção não sejam pobres que, eventualmente, tenham descoberto caminhos alternativos e ilícitos para enriquecer. No cenário das condenações e dos aprisionamentos são ricos e poderosos ou gente de classe média que se tornou poderosa, e por isso, rica. A corrupção aqui é uma prática lúdica, uma diversão, um jogo de quem tem tudo e quer mais”.

Ante essa realidade, em 7 de outubro, o brasileiro deve usar o seu voto conscientemente na escolha menos dolosa e perniciosa, enxergando o futuro dos seus filhos e netos. Para os desequilibrados e amantes do autoritarismo, meditem sobre o alerta do professor Eugênio Bucci: “Há multidões crescentes no Brasil que aprenderam a se jactar de desprezar a política, sem saber que, sem política, não teriam direito de sequer de expressar o seu desprezo pela política. Essas multidões não sabem o que desfazem”.

*Hélio Duque é doutor em Ciências, área econômica, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Foi Deputado Federal (1978-1991). É autor de vários livros sobre a economia brasileira.

PROJETO DIVERSIDADE SOCIAL GARANTE CAPACITAÇÃO PARA MULHERES TRANS

REDAÇÃO -

Em mais uma ação sindical, o Departamento da Diversidade Social do Siemaco, entidade filiada a UGT, em parceria com Central de Cursos da entidade, levou trabalhadoras muito especiais para a sala de aula, na sexta-feira (14). Quatro mulheres trans participaram do curso "O Real Papel da Supervisão", ministrado na subsede do sindicato, em Santo Amaro.


Valéria Diva de Jesus, Nádia Pereira, Edileusa Rodrigues e Aline Vieira Fonrobert participaram do curso de capacitação profissional ministrado pelos professores Silvio e Lea Guerreiro. Foram  seis hora-aulas, quando a turma de quase quarenta alunos recebeceu as noções básicas sobre a rotina do profissional de limpeza, competências esperadas e informações de como melhorar o desempenho profissional das equipes de limpeza.

Animadas com a proposta do Siemaco de aumentar a empregabilidade no segmento da Limpeza a partir da capacitação profissional, Valéria, Nádia, Edileusa e Aline, que também integram as ações do Transcidadania, reforçaram a essencialidade da educação formal. Até o final do ano letivo todas terão concluído o Ensino Médio.

Discriminação que gera o Preconceito

Edileusa já trabalhou como auxiliar de limpeza e sofre na pele a discriminação. Apesar de saber muito bem como defender os seus direitos individuais, espera que o Siemaco estenda a informação sobre a importância da valorização da diversidade humana entre as empresas e trabalhadores.

"A realidade é diferente no mundo do trabalho, falta emprego por conta da hipocrisia", afirmou Nádia. Aline é a única do grupo que está trabalhando, apesar de informalmente e sem carteira assinada. Por isso, ela aceitou o convite do sindicato para tentar uma vaga formal de emprego.

Valéria Diva completou que o Telemarketing é uma das poucas áreas que emprega Mulheres Trans. Ela trabalhou com carteira assinada durante cinco anos, mas largou o emprego para voltar a estudar.

A diretora responsável pela ação sindical, Andrea Ferreira, ressaltou que o Siemaco não tem o poder de empregar trabalhadores. "Estamos negociando com empresas e, para isso, estamos promovendo a capacitação profissional que garantirá às trabalhadoras trans competirem de forma justa por uma vaga formal no mercado de trabalho", justificou. (via UGT)

GILMAR MENDES, NOVAMENTE NAS MANCHETES COMPROMETIDAS; ROMERO JUCÁ EM TERCEIRO LUGAR PARA A REELEIÇÃO

HELIO FERNANDES -

O ex-governador Beto Richa, a mulher e o irmão, com montanhas de acusações, foram presos legalmente, por ordem judicial, com provas, insofismáveis. Beto Richa foi tido e havido, "como o chefe da quadrilha". No mesmo dia, entraram com HC, negado imediatamente.

Recorreram diretamente para o ministro Gilmar, vitória espetacular.

O ministro generoso, nem (pensou?) muito. Na mesma hora mandou soltar não apenas toda a família, mas também os outros 14 membros da quadrilha. E para garantir a liberdade eterna concedeu o HC para o futuro. Essência da sua decisão esdrúxula, inconsciente e estapafúrdia.

Determinou que todos os acusados não podem  ser presos de MODO ALGUM com base nessas acusações.

Como HC de ministro do STF, não pode ser revogado por outro ministro, Richa será eleito e empossado no senado.

PS- Imune e impune.


ROMERO JUCÁ EM TERCEIRO LUGAR PARA A REELEIÇÃO

Ele, Renan Calheiros, Lobão e outros da quadrilha, tinham garantidos mais 8 anos no senado. Renan e Jucá já disputavam quem seria presidente do senado em 2019. Jucá chegou a afirmar: "É a minha vez de ser presidente, jamais ocupei esse cargo".

Renan está disparado na reeleição, idem, idem para seu filho governador. Lobão também, apesar dos processos. Surpresa satisfatória, a derrota de Jucá. Está desesperado, mas faz uma campanha, que acredita, garantirá o segundo lugar.

Até amigos íntimos e apaniguados, não acreditam na reação. Ele bota a culpa na fuga dos venezuelanos.

17.9.18

1- REFORMA TRABALHISTA: 78% DAS VAGAS SÃO INTERMITENTES E PARCIAIS; 2- BEMVINDO: VAI PRO ASILO, VELHO! [VÍDEO]

REDAÇÃO -

Houve redução da ocupação em geral, mas em especial de empregos com carteira assinada e a sua substituição por contratos atípicos.

Com a divulgação do saldo de empregos de julho, tem-se que desde a entrada em vigor da Reforma Trabalhista (Lei 13.467/17) foram gerados apenas 50.545 postos de empregos formais em 9 meses. O resultado é irrisório frente ao fechamento de 2,9 milhões de empregos com carteira entre dez/14 e dez/17, uma média de 79,5 mil postos a menos por mês, durante 36 meses. (via DIAP)

Reforma trabalhista: 78% de vagas criadas são intermitentes ou parciais. Entre dezembro de 2014 e dezembro de 2017 foram fechados 2,9 milhões de empregos com carteira | Foto: José Cruz | Agência Brasil
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VAI PRO ASILO, VELHO!
(Por Bemvindo Sequeira)


ISA COLLI RECEBE DIA 19 NA OAB-RJ O PRÊMIO ‘DESTAQUE LIBERDADE DE IMPRENSA’

DANIEL MAZOLA -

Nesta quarta-feira (19), celebraremos na OAB-RJ as personalidades, entidades, sindicalistas, comunicadores populares e jornalistas que vêm se destacando em 2018, fortalecendo a luta dos trabalhadores, e atuando em defesa da mídia democrática e popular.

Além das homenagens póstumas aos jornalistas Vito Giannotti, José Louzeiro e Audálio Dantas, Tribuna da Imprensa Sindical e o Centro de Documentação e Pesquisa da OAB-RJ premiarão os lutadores de hoje. Entre os destaques da noite, nossa colaboradora, a escritora e jornalista Isa Colii será homenageada.

Isa sendo entrevista pela RTK - TV nacional do Kosovo - durante a Feira do Livro de Frankfurt, outubro de 2017
“De livro em livro, viajo o mundo com parada obrigatória em todas as dimensões existentes no universo.” Essa é a filosofia de Isa Colli, escritora ítalo-brasileira, de Presidente Kennedy, Espírito Santo, que atualmente reside em Bruxelas, na Bélgica.

Isa começou a escrever aos 12 anos. Até a publicação de seu primeiro livro, percorreu uma longa estrada. Por muitos anos, trabalhou em emissoras de TV, exercendo as funções de cabeleireira e maquiadora. Em 2009, formou-se em Jornalismo. Em 2011, lançou a obra “Um Amor, um Verão e o Milagre da Vida”, e não parou mais.

Atualmente, além dos artigos sobre educação publicados nessa Tribuna e no blog pessoal, a literatura é seu principal ofício, no qual coloca seus melhores ensinamentos, emoções e sonhos para compartilhar com os leitores. A maioria de seus livros é voltada ao público infanto-juvenil, mas os romances e as poesias também fazem parte de sua coletânea.

Participe - Você está convidado(a) para a 2ª edição do Prêmio Destaque Sindical e Destaque Liberdade de Imprensa. 19 de setembro, quarta-feira, das 17h às 20h no confortável Plenário Evandro Lins e Silva, 4º andar da OAB-RJ. Programação completa e endereço abaixo, ou no site da OAB-RJ.


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Evento no Facebook:
II Prêmio em Defesa do Movimento Sindical e Liberdade de Imprensa

Saiba mais:

2ª EDIÇÃO DO PRÊMIO EM DEFESA DO MOVIMENTO SINDICAL E LIBERDADE DE IMPRENSA

SILAS MALAFAIA DESRESPEITA SEUS FIÉIS AFRODESCENDENTES E O QUINTO MANDAMENTO DE DEUS: NÃO MATARÁS!

EMANUEL CANCELLA -


Não preciso ir à Igreja da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, presidida pelo pastor Silas Malafaia, para constatar que grande parte dos fiéis são afrodescendentes.

Malafaia apoia Bolsonaro, apesar das suas posições antagônicas às da igreja de Deus, tais como:

- Afrodescendente não presta nem para procriar (1);
- Bolsonaro já propôs matar FHC e mais 30 mil brasileiros (2);

No Acre, Jair Bolsonaro prometeu matar todos os Petistas (3).

Malafaia, por ser pastor protestante, deveria ser um ardoroso defensor do quinto Mandamento de deus: Não Matarás.

Quanto às mulheres, disse Bolsonaro: Não é justo a mulher ganhar igual ao homem, já que ela engravida (4). Quanto aos gays: “Se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater” diz Deputado Bolsonaro (5) .

Muitas igrejas evangélicas propõem a cura gay, mas nenhuma delas estimula que se bata nos homossexuais. Lembrando a nossa Constituição Federal no artigo 5º “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo – se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do Direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade nos termos seguintes (...).”

Apesar de não ser evangélico, mas temente a deus, reconheço o trabalho dessas igrejas, principalmente na pregação da crença em Deus e no apoio aos detentos, aos drogados, aos viciados em jogo, alcoólatras e viciados de uma forma geral.

Veja o que diz o pastor de Niterói, Henrique Vieira para contestar Malafaia e Bolsonaro (6).

Mas o candidato Bolsonaro é antagônico ao que prega todas as igrejas principalmente as católicas e protestantes!

Fonte:

BOLSONARO PRENUNCIA TORMENTA MILITAR EM REAÇÃO À VITÓRIA DO HADDAD

JEFERSON MIOLA -


Mesmo em recuperação hospitalar que recomenda cuidado parcimonioso, Bolsonaro gravou vídeo de 15 minutos para disseminar nas mídias sociais.

Nele, Bolsonaro passou recibo da vitória do Haddad na eleição de outubro e reconheceu, implicitamente, que poderá ser derrotado já no primeiro turno.

Mais que fazer prognóstico eleitoral, contudo, Bolsonaro gravou o vídeo para prenunciar uma tormenta política e institucional que os militares parecem dispostos a provocar em caso de vitória petista, que é tida como líquida e certa em todas as pesquisas.

Bolsonaro repetiu a versão estapafúrdia que tem sido propagada por lideranças militares ligadas a ele, de que o PT fraudará a apuração da urna eletrônica [sic] para garantir a vitória do Haddad que, eleito, soltaria Lula e o nomearia ministro da Casa Civil.

O desatino do Bolsonaro poderia ser catalogado como delírio puro, é verdade, mas em nenhuma hipótese pode ser subestimado, porque revela a existência do sentimento e do intento real dos segmentos conspirativos atuantes no meio militar.

A mensagem do Bolsonaro deve ser entendida como de fato é, ou seja, como prenúncio de um movimento perigoso que tem o propósito de tumultuar o já conturbado ambiente político e institucional do país para legitimar a entrada em cena das forças armadas.

A posição do Bolsonaro [e do seu vice Mourão] coincide com as manifestações de setores da oficialidade que apregoam abertamente a assunção, pelas forças armadas, de funções políticas e institucionais que não encontram amparo na Constituição do Brasil.

Neste rol de insubordinados está, por exemplo, o Comandante do Exército, que prometeu desrespeitar a soberania popular se a eleição de outubro confirmar a eleição de um petista. O militar que no vizinho Uruguai ocupa cargo homólogo ao Villas Boas ficará detido por 30 dias, e por infração disciplinar menos grave que a cometida pelo general brasileiro.

No programa Painel apresentado pela Globo News no sábado, 15/9, o general Luiz Eduardo Rocha Paiva expôs com assombrosa naturalidade opiniões militaristas e também defendeu abertamente a implantação do poder militar.

O planejamento do establishment deu errado. Fracassaram todas as tentativas de assassinar politicamente e eleitoralmente Lula e o PT, realidade que representa risco de sobrevivência para a ditadura Globo-Lava Jato e para a continuidade do golpe.

São cada vez mais notórios os sinais de que o establishment não aceitará o resultado das urnas, e que está disposto a lançar mão de qualquer método de sabotagem e tumulto, mesmo que isso signifique adicionar o componente militar ao regime exceção.

A eleição do Haddad, antes de significar o início da restauração democrática no Brasil, poderá inaugurar um período de conflito social e de instabilidade política de altíssima intensidade, equiparável aos momentos dramáticos de crise como os enfrentados por Getúlio, Jango e Dilma.

É preciso haver, desde logo, um grande empenho nacional e internacional em defesa da democracia e do Estado de Direito e frontalmente contra a adoção de qualquer saída militarista no Brasil. A OAB, o ministério público, o judiciário e o Congresso têm a obrigação de tomarem imediatamente as medidas legais e institucionais para evitar a concretização desta tragédia anunciada.

QUEM SAI AOS SEUS NÃO DEGENERA

MIRSON MURAD -

O filhote do "bispo", prefeito ausente Marcelo Crivella, o Marcelinho, que é candidato a cargo político pelo Rio e Janeiro, é o mesmo que o paipai nomeou, logo no primeiro dia de ocupação da prefeitura do Rio, como seu secretário da Casa Civil mas teve e descontratar, intimado pela Justiça. O mesmo tendo acontecido com outra nomeação de um criminoso fichado pela polícia carioca.


Pois bem; Marcelinho já fazia propaganda política bem antes da liberação pelo Tribunal Eleitoral. Inclusive, na quarta-feira, anterior à data permitida, o filhote do "bispo" estava no Supermercado Guanabara discursando para os fregueses que faziam suas compras no estabelecimento, filial Tijuca, com conivência do estabelecimento comercial e, na ocasião, algumas pessoas ali presentes disseram que Marcelinho já vinha percorrendo as diversas filiais do Guanabara. Isso pode? Nenhuma punição para o filhote e também para o Supermercado Guanabara? E o "bispo Pinóquio", quando será cassado e preso? Quem viver, verá!...

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CENTENAS PROTESTAM CONTRA AS 800 DEMISSÕES E CALOTE DA ABRIL

REDAÇÃO -

Cerca de 300 jornalistas, administrativos, distribuidores, gráficos demitidos em massa pela Abril, além de profissionais freelancers dispensados, fizeram um protesto contra as demissões e o calote dado pela editora, em ato público nesta sexta-feira (14) em frente à portaria da gráfica da empresa, próxima da Marginal Tietê, na zona oeste da capital paulista. A manifestação, organizada pelos sindicatos das categorias, começou ao meio dia e, no mesmo horário, trabalhadores da Abril no bairro do Morumbi, na zona sul, desceram do prédio em solidariedade aos colegas demitidos e dispensados.


Mesmo sob a chuva que não deu trégua, os trabalhadores e trabalhadoras, junto com seus familiares, criticaram a dispensa coletiva e o calote da Abril, que atinge cerca de 1.500 pessoas. Do total, são 804 celetistas demitidos no último dia 6 de agosto e que não receberam verbas rescisórias nem a multa de 40% do Fundo de Garantia. Outras centenas foram demitidos desde dezembro passado, com verbas rescisórias parceladas em dez vezes, mais vários profissionais freelancers que foram dispensados também em agosto último – todos tiveram seus direitos trabalhistas desrespeitados pela editora, que empurrou os pagamentos devidos ao incluir os valores na dívida da recuperação judicial, no último dia 15 de agosto, sem prazo para quitação.

Com faixas, cartazes e palavras de ordem, os manifestantes caminharam ocupando duas faixas da Marginal Tietê até a portaria principal da editora, na Avenida Otaviano Alves de Lima nº 4400. Em frente ao prédio, todos gritaram “Paga Civita!” e outros cantaram “Gianca caloteiro, cadê o meu dinheiro?”, referindo-se a Giancarlo Civita, um dos herdeiros e ex-presidente do Grupo Abril.

Uma comissão tentou protocolar com um representante da empresa uma carta aberta à família Civita, mas o documento só foi recebido formalmente por um segurança. No documento, lido em voz alta em frente ao prédio durante o protesto, as categorias cobram que os herdeiros do Grupo Abril paguem o que devem aos trabalhadores o mais breve possível, e que a família Civita assuma pessoalmente a dívida trabalhista de R$ 110 milhões tornando-se credora da recuperação judicial. A dívida com os trabalhadores representa cerca de 1% da fortuna de R$ 10 bilhões que os Civita acumularam ao longo dos anos e à custa dos que se dedicaram à editora.

Com a inclusão da dívida trabalhista na recuperação judicial da empresa, até que ocorra todo o processo, não há prazo certo para que os demitidos e dispensados recebam tudo a que têm direito.

#AbrilComFome

“Temos filhos, temos família e os donos da Abril estão passeando no exterior enquanto não temos dinheiro para colocar comida em casa. Isso é uma imoralidade, uma vergonha e estamos aqui sob a chuva protestando porque a família Civita não paga o que deve. Exigimos que a Abril honre seus compromissos pagando imediatamente os trabalhadores demitidos”, cobrou Paulo Zocchi, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e também jornalista da editora.

Enfrentado a chuva com o filho de um ano e seis meses nos braços, o jornalista Fernando, ex-editor de uma das publicações fechadas pela Abril, afirma que as demissões eram esperadas devido à má gestão da editora, mas conta que recebeu a notícia do calote com muita indignação, depois de 18 anos nos quais se dedicou à empresa.

“O que foi imoral por parte da empresa foi o comunicado do RH dizendo que iam parcelar as verbas rescisórias e a Abril dizer que ia ‘dar’ um salário a mais, quando na verdade ela tinha que fazer isso por lei devido ao atraso de pagamento. Depois, soubemos do pedido de recuperação judicial, ou seja, a Abril mentiu para 800 funcionários. O calote foi uma coisa muito grave, assim como a maneira como foi feito, na calada da noite”, critica o jornalista.

O jornalista Bruno Favoretto trabalhou durante 12 anos na Editora Abril, “virando noites, trabalhando fim de semana e nunca recebi nada por isso”. Ele relata que há três meses o ex-presidente Giancarlo Civita conversou com os trabalhadores da empresa prometendo uma ‘nova fase’.

Na ocasião, ao ser questionado sobre a dívida da editora, o herdeiro do Grupo Abril comentou que “dívida grande não se paga. Quem tem que pagar são vocês, que têm que pagar conta de luz”. Agora, com a recuperação judicial, critica Favoretto, “a Abril nos enquadrou como credores, quer dizer, eu sou a mesma coisa que o Itaú. Essa recuperação judicial foi um golpe. Mentiram e a filha do Giancarlo mora no bairro mais caro de Londres, fica ostentando nas redes sociais e esse cara dorme à noite, ele e os outros Civita. O lucro é dele, mas o prejuízo não é”.

Mobilização continua

Presidente da CUT Estadual São Paulo, Douglas Izzo, acompanhado do secretário geral, João Cayres, e do secretário de Mobilização, João Batista Gomes, destacou que o momento de dificuldade deve ser de unidade entre os trabalhadores de todas as categorias que estão sendo prejudicadas, pois é o caminho para fortalecer a luta por direitos.

Sobre os donos do Grupo Abril, o sindicalista afirmou: “São péssimos empresários, que fazem matéria em suas revistas como se fossem paladinos da verdade, da justiça e da ética no Brasil, mas, na verdade, são caloteiros que não pagam os direitos dos trabalhadores”.

Para o presidente da CUT São Paulo, “está muito claro porque a Abril e os grandes conglomerados da comunicação no Brasil apoiaram o golpe à democracia e, a partir daí, as ações do Congresso Nacional que abriram a possibilidade de arrancar e precarizar direitos dos trabalhadores. Está claro porque empresas como essa publicaram matérias defendendo a terceirização, a reforma trabalhista e políticas para que eles apliquem a retirada e a precarização de direitos de seus próprios trabalhadores”, concluiu.

O deputado estadual Carlos Giannazi (Psol) esteve no protesto prestando apoio aos trabalhadores e se comprometeu a realizar uma audiência pública na Assembleia Legislativa, neste 25 de setembro (terça-feira), às 19h, na qual a direção da Abril será convocada a explicar as demissões em massa seguidas do calote.

“Estamos acionando a Comissão de Direitos Humanos e de Relações do Trabalho, e a audiência terá transmissão ao vivo pela TV Assembleia para dar visibilidade, pois a imprensa não está cobrindo esse movimento”, pontuou o parlamentar.

O ato público ainda teve a participação de Leandro del Roy, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria Gráfica, da Comunicação Gráfica e dos Serviços Gráficos, dos Gráficos de Barueri, Osasco e Região (Sindigráficos) e dos Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região e do Sindicato dos Radialistas de São Paulo.

Os sindicatos dos Administrativos, dos Distribuidores, dos Gráficos e dos Jornalistas de São Paulo estiveram reunidos nesta quinta-feira (13) com representantes da Delloite Touche Tohmatsu Consultores, administradora judicial da recuperação da Editora Abril (saiba mais). As reuniões continuarão para que as entidades pressionem pelo pagamento da dívida. (via CUT)