EMANUEL CANCELLA




A GLOBO, COMO DE HÁBITO, APOIOU E CRESCEU NA SOMBRA DA DITADURA MILITAR E DEPOIS A JOGOU NO LIXO!


A Globo vai jogar no lixo Moro e Aécio, como fez com MiShell Temer, a ditadura militar e Fernando Collor!

A Globo foi o maior cabo eleitoral de MiShell Temer, no golpe que derrubou Dilma. Agora, enquanto finge que é seu desafeto, continua assinando embaixo no estrago que o temeroso causa ao Brasil.

Já são quase 18 milhões de desempregados, a CLT cassada, o patrimônio publico, principalmente o petróleo sendo entregue aos gringos, a violência crescendo no campo e na cidade e a mídia, principalmente a Globo dizendo que estamos em recuperação.

Chegamos ter o pleno emprego e a ser a sexta economia no mundo passando a Inglaterra e Lula que saiu do segundo governo com 87% de aprovação, autor destas e outras proezas esta preso sem provas, com clara intenção de impedir seu retorno ao governo (5,6).

É bom lembrar que a Globo não só apoiou como cresceu à sombra da ditadura militar. Depois fez autocrítica. “Desse conluio com a ditadura, nasceu o império que monopoliza as comunicações no país e abarrotou os cofres da família Marinho com uma fortuna de R$ 52 bilhões de reais” (1). A mídia não só a Globo sempre se locupletou com os golpes como agora!

E não é só a questão financeira, já que na ditadura milhares de brasileiros, civis e militares, foram perseguidos, presos, torturados e mortos. A autocrítica da Globo não vai ressuscitar os mortos e nem vai sarar as feridas das vítimas da ditadura e de seus familiares. Interessante que o generais militares que, volta e meia, dão pitacos na política, nada falam da Globo, como se só eles fossem os gorilas.

Fernando Collor foi outro deslumbrado pela Globo, que anunciou aos quatro cantos do país que ele ia colorir o Brasil. A Globo, segundo seu próprio diretor José Bonifácio de Andrade, o Boni,  ainda manipulou a eleição para garantir a vitória de Collor sobre Lula (2). E depois, a Globo foi a grande estimuladora da CPI que tirou Collor do Governo. A única personalidade que se insurgiu contra a CPI do chamado Collorgate foi Brizola, que disse; “Por mim a CPI não saía!” Brizola cobrava um mínimo de arrependimento da Globo, criadora do Collorido.

Depois tivemos a CPI da Dilma e agora do Crivella. Essa é a grande arma da Globo para destruir tanto seus outrora amigos quanto seus desafetos.

O tucano Aécio Neves teve como maior cabo eleitoral a Globo, mas mesmo assim Dilma o venceu. Foi a Globo que replicou matéria da capa da Veja, no Jornal Nacional, às vésperas da eleição, de que Lula e Dilma sabiam da corrupção na Petrobrás. Mesmo o TSE tendo proibido a divulgação da farsa (4).

A Globo já começa a defenestrar Aécio Neves, que já está mais sujo que pau de galinheiro, diz o Globo: “Aécio atuou para maquiar dados da CPI que investigou mensalão” (3)

O juiz Sérgio Moro é outro que está na fila para a trairagem da Globo. A Globo premiou o juiz Sérgio Moro, assim como adulou Temer, a ditadura militar e Collor.

Os dias do juiz Sergio Moro estão contados, os desgastes se avolumam: não conseguiu colocar a tornozeleira em José Dirceu, também não conseguiu condenar a senadora do PT, Gleisi Hoffmann. Moro queria fazer com Gleisi, o mesmo que fez com José Dirceu e Lula, entre outros petistas, condenando-os sem provas. E o STF acabou com a farra das “Conduções Coercitivas”. Por algumas horas, Lula esteve liberto através de habeas corpus que o próprio Moro sustou de forma arbitrária.

O tempo conta contra Moro. Alguém acredita que a Globo vá morrer afogada abraçada a Moro?
Fonte:



***


ENQUANTO CRIVELLA MANDA FALAR COM DONA MARCIA, OS GOLPISTAS FALAM COM, CARMEM LÚCIA, RAQUEL DODGE E MORO


Não votei no Marcelo Crivella, mas acho que ele não cometeu crime para justificar um impeachment. Falar com dona Márcia para fazer operação de catarata é coisa de pobre e eu apoio, assim como ajudar as igrejas com problemas de IPTU, com certeza que é igreja de pobre, não são as suntuosas do tio, o  Bispo Macedo.

Jamais vou concordar com governo que discrimina cultos africanos, o carnaval e qualquer religião, aliás, o Brasil é um país laico. Mas é claro que embora o político tenha que governar para todos, aquele que virar às costas para o seu eleitorado não se elege nunca mais.

O que eu não perdoo no Marcelo Crivella é o fato de ele ter votado no impeachment de Dilma, que também foi proposta da Globo. Aliás, é a Globo que está por trás do impeachment de Crivella, só que desta vez não conseguiu seu intento.

Com Dilma, até partidos e setores de esquerda apoiaram sua saída. Nada ficou provado contra Dilma e seu sucessor, MiShell Temer, é o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil e continua no poder (3).

Mas se Crivelal manda falar com dona Marcia.

MiShell Temer que indicou a PGR, Raquel Dodge tem uma aliada canina nada atinge Temer, nem o fato dele ter sido duas vezes indiciado.

Já a presidente do STF, Carmem Lucia tem encontros privados com MiShell Temer (2).

A presidente do STF, Carmem Lucia que deu o voto de minerva que resultou na prisão de Lula, votou a favor do tucano Aécio Neves, que foi inocentado pelo senado   e continua livre, e senador da República (4).

E Moro é outro parceirão de Aécio, mesmo sendo o mais delatado na Lava Jato nunca sequer o investigou. E Aécio como deboche ainda cobra arrependimento de Lula (5).

A Globo foi citada 14 vezes na justiça americana, por pressão dos partidos, PT, PDT e Psol, a PGR, Raquel Dodge mandou em novembro de 2017, o MPF do Rio investigar (6).  O MPF até hoje não se pronunciou. E este mesmo MPF pediu e a justiça bloqueou dos bens de Marcelo Crivella (7).

O mesmo MPF que até hoje não investigou a denúncia de omissão da Lava Jato, chefiada por Moro, protocolada em novembro de 2016 que aponta os crimes dos tucanos, FHC e Pedro Parente na Petrobrás. Veja a denuncia na íntegra (8).

Esse mesmo MPF, chefiado por Raquel Dodge, atendendo a pedido de Moro, intimou o petroleiro, Emanuel Cancella, autor da denuncia  de omissão da Lava Jato, duas vezes em um ano, por possíveis crimes contra a honra do juiz Sergio Moro (9,10).  Minha próxima audiência vai ser no dia 7/8/18, 13h, 10ª Vara Criminal do Rio de Janeiro (11).

Quando alguma coisa envolve a Globo me lembro do saudoso Leonel de Moura Brizola: “Se a Globo é a favor, somos contra ! É contra? Somos a favor.”

Fonte:



***



MORO, QUE PRENDE LULA SEM PROVAS, É CÚMPLICE DOS MAIORES LARÁPIOS DO BRASIL COMO FHC E AÉCIO NEVES!


O mesmo juiz Sérgio Moro que, desrespeitando a lei, impediu a aplicação do habeas corpus em favor de Lula, usa também a lei para defender bandidos da mais alta periculosidade como os tucanos Aécio Neves, FHC e Pedro Parente.

Moro, quando impediu a libertação de Lula, estava de férias, em Portugal e fora do processo. E ainda  levou o delegado de plantão em Curitiba ao erro.

Moro usa a lei brasileira para blindar os tucanos. Foi assim no Banestado, um escândalo exclusivamente tucano e nenhum deles foi preso.  Moro chefiou a investigação do Banestado, quando meio trilhão de reais foi desviado dos cofres públicos e os principais envolvidos, os tucanos, saíram ilesos. O Banestado, em valores, superou em muito o Mensalão e o Petrolão (1).

Moro chefia a Lava Jato que investiga a Petrobrás. Moro na gestão do PT na Petrobrás, usou a mídia, principalmente a Globo, para se promover, através de vazamentos diários, durante anos, o que constitui crime. Resultado: os principais ladrões da Petrobrás inexplicavelmente estão em suas casas, verdadeiros clubes de lazer, construídos com dinheiro da roubalheira, entre eles Paulo Roberto Costa, Sergio Machado, Alberto Youssef e Fernando Baiano (2).

Já na gestão dos tucanos na Petrobrás nenhum é sequer investigado pela Lava Jato. Como FHC, apesar de várias vezes citado, inclusive com seu filho, em corrupção na Petrobrás (3). FHC, como deboche, ainda publicou em seu livro, ‘Diários da Presidência’, que havia corrupção na Petrobras em seu governo (4). Como indícios fortíssimos da roubalheira de FHC na Petrobrás, ele possui apartamento de luxo em Paris e Nova York e fazenda com aeroporto no Brasil (5,6).

Outro blindado por Moro, é o tucano Pedro Parente que, enquanto presidente da Petrobrás, favoreceu os acionistas americanos com acordo de R$ 10 BI, mesmo sem a Petrobrás ter sido condenada (7). E Parente que já era réu, desde 2001, quando já vendia ilegalmente ativos da Petrobrás, o que compromete a Lava Jato, pois Parente nem poderia se presidente da Petrobrás (8).

Mas Parente fez pior, pois entregou também R$ 2 BI ao banco JP Morgan, uma dívida que só venceria em 2022. Pasmem! Parente é sócio do banco (9).

O juiz Moro também, como Chefe da lava Jato, foi acusado com provas, segundo o advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran de cobrar US$ 5 milhões por fora. Se Duran aceitasse esse acordo obteria prisão doméstica e também o perdão de US$ 10 milhões em dívida de multa da Odebrecht. A Lava Jato ofereceu a Duran o mesmo tratamento dado aos ladrões da Petrobrás. Ou por que estariam em casa esses larápios? (10).

Moro, por um lado, usa a lei para proteger o maior salafrário político, que é Aécio Neves, o mais citado em corrupção na Lava Jato, Aécio, como deboche cobra arrependimento de Lula (11).

Por outro lado, Moro, deturpa a lei para perseguir seus desafetos políticos, já que prende Lula por uma reforma no tríplex de Guarujá, que todo mundo sabe que não existiu. Há fotos, vídeos e notas fiscais falsas  que comprovam que a reforma foi uma farsa para impedir Lula de ser presidente! (12, 13,14)

Fonte:
14https://jornalggn.com.br/noticia/rovai-video-mostra-que-triplex-nao-tem-nada-que-possa-ser-chamado-de-luxuoso



***



DELEGADOS DA LAVA JATO DESRESPEITAM A LEI E XINGAM A MÃE!


A Polícia Federal de Curitiba parece uma milícia. Para começar, os delegados da Lava Jato chamaram uma senhora de “Anta” e nunca se desculparam.

E essa senhora era a presidenta da República, em campanha, que mesmo assim se reelegeu, inclusive derrotando o candidato desses delegados que era o tucano Aécio Neves. O que torna mais repugnante o fato é que um dos delegados que chamou Dilma de “Anta” foi promovido! (1)

Também com o claro intuito de prejudicar a campanha de Dilma e beneficiar Aécio,  vazou da Lava Jato, chefiada por Moro, às véspera da eleição, e com participação da Polícia Federal de Curitiba, a farsa de que Lula e Dilma sabiam da corrupção na Petrobrás. A farsa era tão gritante que foi proibida sua divulgação pelo TSE. Mesmo assim, na véspera da eleição, a mentira saiu na capa da revista Veja e deu no Jornal Nacional da rede Globo (4). Mesmo assim Dilma ganhou as eleições.

Mas as irregularidades continuaram. A Polícia Federal da Lava Jato, não só quebrou criminosamente o sigilo telefônico da então presidenta Dilma falando com Lula, como ainda vazou as conversas (2).

E agora, a Polícia Federal de Curitiba não acatou, por duas vezes, o habeas corpus do desembargador Rogério Favreto que mandava soltar Lula, desobedecendo assim a lei, já que qualquer estudante de direito sabe que ordem judicial não se discute, cumpre-se.

E o que torna mais grave é que   outra ordem ilegal, de não soltar Lula, veio de um subalterno do desembargador, do juiz federal de 1ª instância, Sergio Moro, já fora do processo e de férias em Portugal (3).

No caso de juízes, procuradores, policiais federais, funcionários públicos de uma forma geral e de estatais, que são pagos pelo contribuinte, estes senhores e senhoras têm que respeitar a sociedade como todo mundo, ainda mais se tratando de uma autoridade.

Creio que uma das mais importantes virtudes de um ser humano é respeitar a autoridade: do gari ao presidente da República.

Estamos falando de autoridade dentro de suas prerrogativas, mas, respeitar um delegado de Polícia Federal que chama uma senhora de “Anta”, e não se desculpa, jamais!

Muito estranha a atitude de um juiz como Sérgio Moro que quebra criminosamente o sigilo telefônico de uma presidenta da República com o ex-presidente Lula e ainda vaza as informações.

Mais estranho ainda é esse juiz desrespeitar por duas vezes ordem legal de um superior seu, em execução de um habeas corpus, em favor do ex-presidente, Lula. Isso é fato inédito na justiça, ainda mais considerando que Moro estava de férias e fora do processo. Moro poderia até nos bastidores trabalhar para cassar o habeas corpus, mas impedir sua execução, jamais!

E o mais grave, Moro,  com a cumplicidade do MPF, STF, Policia Federal e da mídia, mantem Lula preso por uma reforma nunca existiu(8).

O dono da OAS,Leo Pinheiro, preso pela Lava Jato, forjou a reforma do tríplex através de delação premiada para diminuir sua pena. E Moro para esconder a maracutaia da reforma pessoalmente impediu varias vezes os advogados de Lula de ter acesso ao tríplex de Guarujá, para vistoriar a reforma. Moro também pessoalmente impediu os advogados de Lula de ter acesso as notas ficais, todas falsas e algumas de Curitiba (11). Fotos e vídeos provam que a reforma nunca existiu (9,10).

Quanto ao tucano Aécio Neves, o mais delatado na Lava Jato, chefiada por Moro, nunca teve delação vazada para a imprensa pela Operação.

Aécio ainda, de deboche, cobra arrependimento de Lula (5).

Fica a sugestão às federações e aos sindicatos da Polícia Federal de criar, no acordo coletivo da categoria, como temos no acordo dos petroleiros: “O direito de recusa” (6,7).

Fonte:


***


MANIFANTOCHE BATE CARTEIRA É PERSEGUIDO POR MULTIDÃO ENFURECIDA E FOI SALVO NOS BRAÇOS DE UMA SENHORA!


Isso aconteceu ontem, quarta feira (11) na Rua Correa Dutra, bairro do Catete, no Rio de Janeiro. O cara passou correndo pelo logradouro e uma multidão gritando “Pega Ladrão!”, enfurecida atrás dele. Por fim, uma senhora abraçou-se ao meliante impedindo que ele fosse espancando pela multidão e o entregou à policia.

Se ladrão é a profissão mais antiga no mundo, batedor de carteira deve ser a mais perigosa. E quase nunca tem uma senhora protetora.

Com certeza que este jovem e muitos outros que estão agora no mundo do crime são desempregados, já que são quase 14 milhões no Brasil. Com certeza que muitos desses bateram panela e gritaram “Fora Dilma”.

Normalmente quem esta trabalhando não vai roubar. E quando trabalha e vira fora da lei vai para o crime mais sofisticado, no caso do “Colarinho Branco”. Vamos lembrar alguns exemplos:

- A mala de 51 milhões de reais que nem o Geddel (4);

- A cobrança “Por Fora” que nem na Lava Jato, chefiada pelo Moro, US$ 5 milhões (2);

- O Aécio Neves, 2 milhões de reais com gravação e tudo(3);

- A mala do MiShell Temer é mais modesta, R$ 500 mil (1);

- Do Aloisio Nunes, Ministro das Relações Exteriores de Temer, com R$ 121 milhões na Suíça e suspeito de ter uma fortuna em paraíso fiscal (5);

- Essa turma não perdoa nem dinheiro de merenda, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, é acusado de desviar mais de R$ 10 milhões da merenda (6).

Os Marinhos da Globo sonegam bilhões no imposto de renda, foi na tranmissão da Copa de 2002, e na lavagem de dinheiro no Swssleaks e Panamá Papers. E sonegação é crime.

- Aqui no Rio, Índio da Costa (secretário de Administração da Prefeitura do Rio de Janeiro entre 2001 e 2006), também é acusado de desviar dinheiro da merenda e ainda se apropriou de ser o relator do projeto Ficha Limpa (7,8).

Se os manifantoches estão batendo em retirada para Portugal, Miami e até batendo carteira, os golpistas na chefia dos três poderes continuam dando as cartas, desempregando mais de 13 milhões de brasileiros, tirando direitos trabalhistas e entregando nosso patrimônio como o petróleo, Eletrobrás e Embraer.

Pasmem! Ainda contam com apoio do STF, PGR e até da Polícia Federal.

O caso mais emblemático foi o de Moro, juiz de primeira instância, em Portugal de férias e já estando fora do processo, mandou o delegado, chefe de Curitiba, não processar o habeas corpus de Lula concedido por um seu superior, desembargador Favreto.

E a Polícia Federal da Lava Jato tem agido totalmente fora da lei: além de não ter aceito o habeas corpus de Lula; grampeou de forma criminosa o telefonema da então presidente da República Dilma para o ex presidente Lula ; chamou Dilma e Lula de “Anta” e ainda proibiu a visita do enviado do Papa ao Lula.

Já constatamos que não adianta nem acionar a justiça ou chamar a polícia para barrar os golpistas.

Há trinta anos, mais de um milhão de brasileiros foram à Candelária exigir Diretas Já e conseguiram!  (9). Vamos juntar a turma de todo Brasil que grita para o batedor de carteira  “Pega Ladrão” e gritar “Fora Golpistas”. Com certeza vai dar mais de hum milhão!
Fonte:


***

PARAFRASEANDO CAZUZA: SÉRGIO MORO, CARMEM LÚCIA E RAQUEL DODGE TRANSFORMAM O BRASIL INTEIRO NUM PUTEIRO!


O Brasil de Rui Barbosa, a “Águia de Haia”, e de tantos outros juristas reconhecidos internacionalmente, é transformado num puteiro por um juiz de primeira instância, Sergio Moro, acobertado principalmente pela presidente do STF, Carmem Lucia, e pela PGR, Raquel Dodge.

Carmem Lúcia, presidente do STF, deu o voto de minerva autorizando o juiz Sérgio Moro a prender Lula em segunda instância, num total desrespeito à Constituição Federal (1).

Sobre Carmem Lúcia: “Ela deve ter algum problema pessoal com o ex-presidente, já que, para Aécio, contra quem há provas concretas de crime, foi uma mãe ao dar o voto que permitiu que o Senado parasse o processo dele no STF, onde poderia julgá-lo e não quis”.

Resultado: Lula está preso, sem nenhuma prova, e Aécio com provas concretas, está livre e com mandato de senador da República. Como deboche, Aécio, recordista em denúncias na Lava Jato, ainda cobra arrependimento de Lula. (2).

Moro, despachando da praia de Portugal, domingo, 8, onde passa férias, sustou o habeas corpus que mandava libertar Lula. Esse habeas corpus fora dado por Rogério Favreto, um desembargador.  Entretanto Moro já fora do processo, de forma truculenta e autoritária, desautorizou a ordem de um superior, na soltura de Lula por duas vezes. Moro, ainda de conluio com o delegado que chefia a seção de Curitiba, mancha a imagem da Polícia Federal!

Aliás, decisão judicial não se discute, tem que ser cumprida. Ou isso também não vale para Moro?

Além disso, Lula está preso pela Lava Jato, chefiado pelo juiz, Sérgio Moro, por conta de uma reforma no tríplex que foi comprovadamente inventada (4). Fotos e vídeos disponíveis na internet  provam isso (5,6).

Além de a reforma não ter existido, a Lava Jato nunca provou que o ex-presidente é o dono do tríplex. Nenhum documento apenso no processo prova isso.

A reforma do tríplex foi uma armação de Moro e do dono da OAS, Leo Pinheiro, através de delação premiada. Assim Pinheiro para diminuir sua pena disse que a reforma do tríplex foi um pedido de Lula, o que caracterizaria propina.

Moro, para impedir que fosse descoberto que não havia reforma alguma, não permitiu aos advogados de Lula, por várias vezes, vistoriarem em loco a alegada obra e também impediu aos advogados do ex-presidente o acesso às notas fiscais, hoje sabemos que são todas falsas, algumas de Curitiba (7).

A PGR, Raquel Dodge, é outra escudeira das picaretagens do juiz Sergio Moro. Fiz denúncia, enquanto petroleiro e sindicalista, ao MPF chefiado por Raquel, referente à omissão da Lava Jato em relação aos crimes perpetrados na Petrobrás pelos tucanos FHC e Pedro Parente, em novembro de 2016, e até hoje sem resposta. Veja a íntegra da denúncia (8).

Mas dona Raquel, que não apura a denúncia de omissão da Lava Jato, atendendo ao pedido do juiz Sérgio Moro, intimou-me por duas vezes em um ano, acusando-me por possíveis crimes contra  funcionário público. O funcionário público é o Moro (10,11).

O MPF da Raquel Dodge, que até hoje não apurou a denúncia contra a Lava Jato de Moro, marcou minha próxima audiência (mandado de intimação) para o  dia 07/08/2018, terça feira, às 13 horas, na 10ª Vara Federal Criminal, na Av. Venezuela, 134, BL. 2 – 5º andar, Saúde RJ (9). Será que querem me calar?

Ainda cazuza: “Transformam o país inteiro num puteiro. Pois assim se ganha mais dinheiro”. E o pior é que os brasileiros não perdem só dinheiro com o golpe, já que perdem o emprego, perdem também os direitos trabalhistas, saúde, educação, segurança, petróleo etc.

Fonte:
11http://emanuelcancella.blogspot.com.br/2017/12/mandado-de-citacao-e-intimacao-contra_6.html



***


VAMOS RECEPCIONAR MORO ATÉ NO AEROPORTO, NA VOLTA DE PORTUGAL!



O juiz Sérgio Moro, de férias em Portugal, autorizou o descumprimento da ordem de um superior, um desembargador, que concedera um habeas corpus a Lula, sendo Moro  juiz federal de 1ª instancia. Advogados entraram com pedido de prisão contra Moro (5).

O delegado da Polícia Federal de Curitiba acompanhou a orientação de Moro. Ambos cometeram o mesmo crime de desacato à lei, já que decisão judicial não se discute, cumpre-se!

Moro é um dos principais artífices do golpe que tirou Dilma, a presidenta  honesta, do poder e colocou o “Chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil”, MiShell Temer (1).

Para não deixar dúvida da cumplicidade do juiz Sergio Moro com MiShell Temer, foi Moro que cancelou 21 das 41 perguntas do ex-presidente da Câmara, preso, Eduardo Cunha. Moro fez isso num claro intuito de proteger Temer (2).

O juiz Sérgio Moro aceitou a denúncia sem provas, mas com convicção, do procurador Deltan Dallagol. Com base nessa denúncia vazia, Moro condenou Lula a 9 anos e meio de prisão. Mesmo assim, o TRF4 confirmou a condenação e ampliou a pena.

A Lava Jato nunca provou a propriedade de Lula ao tríplex de Guarujá, pois não existe no processo registro de imóvel ou qualquer outro documento recepcionado pela justiça que comprove que Lula é o proprietário do imóvel.

E pasmem! Moro prendeu Lula por uma reforma que nunca foi feita, num tríplex que não é de Lula. E o mais grave, a farsa da reforma do tríplex tem a digital do juiz Sergio Moro. O dono da OAS, Leo Pinheiro, através delação premiada, juntamente com Moro, inventou essa reforma do tríplex alegando que a mesma fora feita a pedido de Lula, como propina.  Já há comprovação de que essa reforma do tríplex tratou-se de uma farsa, o que pode ser visto através de fotos e vídeo, disponíveis a todos na internet (6,7). E as notas fiscais eram falsas, algumas até de Curitiba.

Leo Pinheiro fez essa denúncia mentirosa e criminosa para diminuir sua pena. O que  coloca Moro em suspeição foi sua atitude de impedir, por várias vezes, os advogados de Lula de vistoriarem o tríplex e também de terem acesso às notas fiscais da obra, o que comprovaria logo no início que não houve reforma alguma.

Além de perseguir Lula, a Lava Jato, chefiada por Moro, é responsável pela entrega da Petrobrás, pela destruição da indústria nacional e a indústria naval. Mais de 13 milhões de brasileiros estão desempregados principalmente pela irresponsabilidade de Moro (3,4).

A Lava Jato prendeu na petrobrás, diretores e gerentes no governo do PT, já na gestão dos tucanos, na Petrobrás, FHC e Pedro Parente, a Lava Jato é omissa. Chegou a ser até denunciada no MPF, em novembro de 2016 por omissão criminosa, até hoje sem resposta. Veja a denúncia na íntegra (8).

Apesar de este (des)serviço prestado à justiça, Moro é blindado pelo STF, PGR e MPF. Mas as coisas começam a mudar: Moro foi desautorizado a colocar tornozeleira eletronica em José Dirceu; o desembargador Rogério Favreto deu habeas corpus para soltura de Lula; existe pedido de prisão de Moro (9).

Mas a PGR, Raquel Dodge, que não apura a denuncia de omissão criminosa da Lava Jato, a pedido do juiz Sergio Moro, intimou- me por duas vezes, em um ano, acusando-me por possíveis ofensas ao juiz Sérgio Moro (8).

Minha próxima audiência vai ser no dia 07/08/2018, terça feira, às 13 horas, 10ª Vara Federal Criminal, na Av. Venezuela, 134, BL.2 – 5º andar, saúde RJ (11).

Já que a balança da justiça ainda está pendendo para Moro, como se diz na linguagem futebolística, “Beneficiando o Infrator” vamos usar a tática de Moro que, mesmo de férias, interveio na decisão de um superior: vamos convocar os movimentos, sociais, estudantis, MTST, MST, Centrais Sindicais e partidos políticos para pressionar Moro. Como no futebol marcação homem a homem em todo o campo, lembrando que estamos diante de um fora da lei.

A começar pela volta de Moro de Portugal, no aeroporto!

Fonte:
11 https://emanuelcancella.blogspot.com/2018/07/audiencia-na-10-vara.html




***




CARLOS CHAGAS (arquivo)

SÓ DECLARANDO GUERRA A DONALD TRUMP


O presidente Michel Temer reúne amanhã os governadores estaduais. Prevê-se que nenhum falte, dada a miséria em se encontram seus Estados. Todos vem atrás de dinheiro, imaginando rolar suas dívidas com a União, obter mais empréstimos e poder ao menos assegurar o pagamento do próprio funcionalismo.

Impossível que tragam sugestões capazes de ajudar o governo federal a sair do sufoco. Saber quem está pior, se os governadores ou o presidente da República, dá no mesmo. Andam todos à espera de um milagre.

Fez sucesso, muitos anos atrás, um filme intitulado de “O Rato que Ruge”, com o inigualável e saudoso Peter Sellers, acumulando três papéis: a rainha de um pequeno país europeu, o primeiro-ministro e um capitão da guarda. Reunidos, eles concluíram haver uma só saída para o país: declarar guerra aos Estados Unidos, iniciá-la e logo depois perder. Ou todos os países que haviam perdido guerras para os americanos, como o Japão e a Alemanha, não se encontravam no melhor dos mundos, ricos e prósperos?

Assim fizeram, embarcando seu limitado exército num cargueiro de quinta categoria, com arcos, flechas e escudos. Invadiram Nova York, cuja população nem se deu conta da invasão. Aconteceu, porém, um inusitado: os invasores entram na residência de um cientista nuclear que acabara de descobrir a fórmula de uma bomba atômica de bolso. O resto da trama fica por conta do leitor encontrar uma cópia do filme e deliciar-se com o espetáculo.

Porque se conta essa história que seria cômica se não fosse trágica? Afinal, sexta-feira assume um novo presidente dos Estados Unidos. Que tal Michel Temer e os governadores declararem guerra ao governo Donald Trump? O triste seria se nós ganhássemos...



***


“Acordei de madrugada, com o coração cheio de boas lembranças de meu pai”



Por HELENA CHAGAS -




O que dizer de tanto carinho, homenagens, elogios? Seu Carlos Chagas, o jornalista, lá do céu deve estar dizendo: uai, gente, não precisava tanto... Modéstia de quem, mineiramente, não gostava de mostrar a própria grandeza. Mas tenho certeza de que adorou. Principalmente porque tudo isso fez com que eu, mamãe, Claudia, netos e bisnetos nos sentíssemos abraçados e confortados. Porque eu tenho certeza de que, até nessa hora, ele está pensando na gente. E eu acordei de madrugada com o coração cheio de boas lembranças do meu pai.

Quando eu era bebê, meu pai me enrolava no lençol, como uma mumiazinha, e me prendia no berço com clipes de papel para eu não me descobrir à noite – o que, obviamente, não adiantava nada. Ele me levou à praia aos seis meses de idade, e de lá saiu com um pacote à milanesa debaixo do braço, deixando menos areia em Copacabana porque eu havia engolido um bocado. Ele me obrigou, literalmente, a gostar de jujuba. Aí eu já devia ter mais ou menos um ano e meio, era supergeniosa e berrava enquanto ele colocava as balas na minha boca e eu tentava cuspir. Até que comecei a sentir o açúcar. Amo jujuba até hoje.

Meu pai foi o ídolo de crianças das mais diversas gerações, das filhas, afilhados, sobrinhos, filhos dos amigos, amigos das filhas, dos netos e dos bisnetos. Conversava e brincava como um igual, se encarapitava no alto das árvores, subia no telhado, levava aqueles bandos de meninos para praias desertas, ainda no Rio, e ao Zoológico de Brasília, onde ele deveria ter recebido um título de sócio, de tanto que ia. O vovô é uma criança velha, definiu um dia o neto Cacá, quando tinha lá seus sete anos. Ele contava histórias muito bem. Do universo, do mundo, do Brasil. Às vezes eu chegava na escola e achava que a professora estava repetindo o que meu pai tinha inventado.

Ele me deu todos os livros que eu pude ler, e os que eu não pude também. Acho que nunca vi meu pai sem um livro por perto, e ele cercou-se deles de tal forma que as estantes foram se estendendo pela casa toda, transbordando da biblioteca para quartos, corredores, qualquer espaço possível. Como contou minha irmã de coração, Carol Brígido, em seu lindo texto sobre o padrinho, papai tinha estantes com filas duplas de livros. Olho em volta, aqui em casa, e, entre pilhas de livros, vejo que quem sai aos seus não degenera.

Meu pai passou a primeira noite da primeira neta em casa andando com ela, aos berros, pelo corredor. E ele não ligou a mínima para o fato de, cronologicamente, a neta ter chegado antes do casamento. Quando, sem graça, aos dezenove, contei a ele que estava grávida, a reação foi uma sonora gargalhada de quem tinha desde sempre o sonho de ser avô – e que avô. Quando finalmente resolvi casar, e estávamos só nós dois em casa, antes de sair para a igreja já lotada de parentes e amigos, papai virou para mim e perguntou: “Tem certeza de que você quer mesmo ir? Não tem nenhum problema desistir. Você fica aqui, eu vou lá na igreja agora e aviso a todo mundo que você mudou de ideia...”. É claro que casei, e ele ganhou um genro que acabou por amar como a um filho.

Quando resolvi ser jornalista, tinha muito medo de ser apontada como “peixinho”, filhinha de papai que não conquistara seu espaço por merecimento. Então, resolvi que nunca trabalharia com ele, nunca aceitaria qualquer notícia que ele me passasse ou que obtivesse por fontes que encontrava na casa dele e nem falaria com ele sobre o meu trabalho. Ele entrou no meu jogo e, nas conversas em família, não falávamos de trabalho. Ignorávamos o assunto. Comecei, com certa mágoa – olha a loucura - a achar que ele não estava nem aí mesmo para meu destino jornalístico. Até que um dia entrei em seu escritório e achei um texto meu, publicado no Jornal de Brasília uns dias antes, todo rabiscado - “copidescado”, como se dizia antigamente - com erros e palavras mal empregadas sublinhados. Não sei o que ele ia fazer com aquilo se eu não tivesse achado.

Brigamos e discutimos muitas vezes, em família, por causa de política. Na minha casa, todo mundo dizia o que queria e professava o credo que lhe aprouvesse. Geralmente ficávamos eu e Claudia contra ele. Mamãe, a psicóloga, mediando e botando panos quentes. Mas aprendi com ele que essas divergências não têm, ao fim e ao cabo, a menor importância na ordem geral das coisas e da vida. Entendemos - e acho que não só nós, mas também suas legiões de alunos – a importância do respeito e da tolerância a posições contrárias.

Aprendi com meu pai a nunca perder um amigo por discordar ou pensar diferente. Lembro um domingo em que o Zé Aparecido, então governador do DF e grande amigo dos meus pais, chegou lá em casa esbaforido depois de ser vaiado por uma manifestação de estudantes. Na qual, quando olhou bem, reconheceu minha irmã Claudia. Papai achou a maior graça.

Seu Carlos Chagas, o jornalista, fazia e escrevia o que queria, fiel a seus princípios. Não hesitava em fazer artigos ácidos e críticas duras a personagens de A a Z do espectro político quando achava que devia. Nem mesmo quando no alvo estavam governos em que trabalhavam amigos ou suas próprias filhas. Tive que resolver isso na minha cabeça: o pai era muito mais importante que o emprego, então dane-se. Quando ministra da Secom de Dilma, botava para correr os chatos que vinham me mostrar artigos críticos do meu pai ao governo de cuja comunicação eu cuidava. Democracia começa em casa, e meu amor pelo meu pai é maior do que tudo isso, respondia eu. Minha então chefe sempre entendeu e nunca reclamou.

Num momento difícil nessa profissão às vezes maldita, às vezes bendita, resolvi que não ia mais ser jornalista. Estava me sentindo injustiçada, sofrendo muito, tinha errado na escolha, melhor seria ter feito Direito e ser advogada, ia parar de trabalhar, largar tudo... Ele me olhou com aquela cara de quem não estava levando a sério aquelas bobagens: “Isso é a sua vida...”. Às vezes, meu pai sabia mais de mim do que eu mesma.

Ontem, minha neta Heloísa, de quatro anos, virou para a mãe e disse que nunca mais vai desenhar. É o luto dela, que passava horas sentada no colo do Vovô Carlos (bisavô), na escrivaninha de trabalho dele, os dois desenhando juntos. Sábado passado foi a última vez.

É claro que a Heloísa vai voltar a desenhar, porque a vida continua. E essa foi mais uma das lições do Carlos Chagas: boa ou ruim, a vida continua, temos que resistir e seguir em frente. Tudo tem seu jeito, dizia ele, porque a única coisa que não tem remédio mesmo é a morte. Pois é, né, pai...
* Enviado para o e-mail da Redação






_____________CARLOS CHAGAS
O último artigo!

NEM TODOS VOLTARÃO


Dos 28 ministros do presidente Temer, 18 são parlamentares. Estão todos demitidos, obrigados a reassumir seus mandatos de deputado ou senador. A obrigação deles não é apenas votar as reformas previdenciária e trabalhista, de acordo com os projetos do governo: devem garantir os votos de suas bancadas, comportando-se como líderes. Ainda não há data fixa para as votações, coisa que prenuncia tempo razoável para voltarem a ser ministros. Por enquanto a pergunta não diz respeito a quando voltarão a seus ministérios, mas se todos voltarão. Porque muita gente sustenta não existir melhor oportunidade para o presidente reformular sua equipe. Aprovadas as reformas, por que não buscar na sociedade civil as melhores expressões de cada setor? Senão desfeita, a base parlamentar do governo terá cumprido seus compromissos.

Duvida-se de que até Michel Temer vacilará se lhe pedirem para referir de bate-pronto o nome de todos os seus ministros, bem como os partidos a que pertencem e as metas de cada ministério.

Abre-se agora, para o governo, a etapa da eficiência administrativa, capaz de estender-se até o fim do ano. Depois, num terceiro tempo, será hora de cuidar da sucessão presidencial. Temer não será candidato, ainda que disponha da prerrogativa de disputar um novo mandato. A premissa será de que o PMDB está no páreo, mesmo carente de candidatos. Poderá ser Henrique Meirelles, se a retomada do crescimento econômico obtiver sucesso. Por que não Roberto Requião, mais do que uma rima?

Em suma, a prioridade são as reformas, mas depois delas garantidas, como parece, o governo cuidará de suas estruturas. Sendo ano que vem um ano eleitoral, nem todos os ministros ficarão aborrecidos se não retornarem.





***




SÉRGIO MORO: APENAS UM DETALHE



“Onde foi que eu errei?” - deve estar se perguntando o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, agora que foi condenado a quinze anos e quatro meses de prisão. Receber propinas da Petrobras e muitas empreiteiras não terá sido motivo, tais e tamanhos tem sido os assaltos aos cofres públicos por ele e sua quadrilha, praticados ao longo das últimas décadas. Distribuição de percentuais aos deputados que votaram nele para presidente da Câmara, também não. Afinal, não precisou oferecer: a maioria agiu como quem cobrava dívidas antigas. Aceitar um de múltiplos pedidos de impeachment contra Dilma Rousseff? Já estava tudo acertado para a defenestração da então presidente da República.

Sobra, então, um tiro que acabou saindo pela culatra: Eduardo Cunha foi para as profundezas por ter tentado dar um passo maior do que suas pernas. Sua estratégia era conhecida de todos e ele não percebeu onde sua ambição poderia levá-lo. No caso, perdeu tudo porque pretendia subir mais um degrau na escada que o levaria de imediato ao poder maior. Precipitou-se. Como presidente da Câmara, ocupava posição privilegiada para chegar ao palácio do Planalto. Não escondia de ninguém que se Dilma fosse cassada, havendo ou não motivos para isso, Michel Temer não assumiria. Faltavam votos para o vice-presidente tornar-se presidente, enquanto Eduardo Cunha tinha tudo arrumadinho: Michel Temer também seria garfado. Ou não estava garantida a eleição indireta do presidente da Câmara, tendo em vista os favores e as benesses por ele concedidos à quadrilha que acabava de compor?

Esqueceu-se Eduardo Cunha de que Michel Temer também tinha suas malandragens. Era o primeiro da fila, na hipótese de Dilma ser posta para fora, ainda que lhe faltasse apoio para assumir. Na mesma hora começaram as defecções na maioria que o presidente da Câmara tinha certeza de possuir. Logo armou-se a teia de aranha para capturar o grupo dos amigos do Cunha e entregar a Temer a cadeira presidencial. Isso porque ele ofereceu mais, ainda que trabalhando na moita. Cunha logo perdeu a metade mais um dos deputados, ou seja, estava garantida a eleição do vice, na base do “quem dá mais”, muito acima da Constituição.

A posse de Temer serviu para comprovar a loteria que o favoreceu. Bastou verificar o loteamento do ministério e do governo, que permanecem até hoje. Cunha tinha sua ascensão garantida. Perdeu na jogada final. Para completá-la, a Câmara foi reunindo acusações e armando o sacrifício, para que não surgissem duvidas. Em suma, o grande estrategista foi mergulhando cada vez mais fundo, perdeu a presidência da República, a cadeira de deputado e a própria liberdade, por açodamento. Sérgio Moro tem sido apenas um detalhe, na degola de Eduardo Cunha...




***





MATANÇA ATÉ QUANDO?




Impossível mudar os costumes, que vem da pré-história, acoplados à necessidade sempre justificada pela sobrevivência do ser humano. Tem sido assim e assim continuará, espera-se que não até o fim do mundo.

No entanto… No entanto, não haverá um único cidadão que deixe de horrorizar-se quando vê despedaçadas e dependuradas carcaças e partes de animais,  expostas ao consumo geral, mesmo sabendo que pouco depois irão para a mesa na forma de bifes suculentos ou de costelas apetitosas. Menos ainda se livrará do horror quem  assiste a degola desses milhões de seres ditos inferiores, mas quem sabe plenos de consciência quando deles se aproxima o golpe  final? Basta atentar para como se comportam na fila do abate: os berros são lamentos impossíveis de ser esquecidos.

Choca a imagem das peças de boi nos ganchos dos frigoríficos, sangrando e logo esfaqueadas à espera de novos capítulos da ronda dessa matança permanente. São vidas abatidas em nome da vida dos que irão degluti-los.

Poderia ser diferente? Por enquanto, nem pensar. Raramente fazemos questão de assistir esse festival macabro, exceção dos encarregados dele. A ninguém será dado imaginar a humanidade sem comer carne de animais. Ainda bem que só de animais, pois em tempos imemoriais comia-se também o ser humano. É claro que o sacrifício serve para minorar as agruras dos homens famintos, a começar pelas crianças, mas nem por isso deixa de se constituir em indiscriminada matança.

A crise que assola nossa produção de carne, pelo jeito a maior do planeta, desperta a atenção de quantos são agredidos pelas imagens dos últimos dias. Haveria alternativa, além de desligar a televisão? Ou de cobrir as vitrinas dos açougues? Por enquanto, não. Mas um dia, quem sabe, a Humanidade encontrará sucedâneos para dispensar essa degola, ainda hoje capaz de chocar o ser humano.

Além de tudo, acresce que se ganha muito dinheiro com tal atividade. E até dinheiro podre, da corrupção. Que tal condenar os culpados ao trabalho social da prestação de serviços nos frigoríficos?