EMANUEL CANCELLA




LULA ESTÁ PRESO NA POLÍCIA FEDERAL QUE É FINANCIADA PELA CIA E O FBI!


Enquanto o caminhoneiro faz greve, pois não tem como abastecer o caminhão, o presidente da Petrobrás celebra acordo de R$ 10 BI favorecendo acionistas americanos, sem a Petrobrás  sequer ter sido condenada (9).

Enquanto a dona de casa pobre está substituindo o gás de cozinha pela lenha, por não poder comprar o botijão de gás, MiShell Temer aprova lei que isenta as petroleiras em um trilhão de reais em impostos, a mais favorecida é a Shell (4).

Embora a mídia tente abafar, foi no governo de Lula que a Petrobrás desenvolveu tecnologia inédita no mundo que permitiu a descoberta do pré-sal, garantindo assim o abastecimento de combustível no mínimo nos próximos 50 anos. Foi nos governos do PT que o Brasil também  retomou a indústria naval destruída por FHC.

Enquanto os caminhoneiros os desempregados as donas de casa vão ao desespero, os golpistas, capitaneados por MiShel Temer e o tucano Pedro Parente, na Petrobrás, estão entregando o pré-sal e mandando construir navios e plataformas no exterior, gerando emprego e renda para os gringos.

A Lava Jato, que na gestão do PT na Petrobrás prendeu diretores e gerentes, agora acumpliciou-se aos tucanos. Sergio Moro, chefe da Lava Jato, chegou a dizer nos EUA que não investiga os tucanos porque a denúncias contra o PSDB não chegam até ele (10).

É muita cara de pau do Moro: o tucano Aécio Neves é o recordista de denúncias na Lava Jato  e continua livre leve e solto e com mandato de senador (5).

O tucano FHC também nem sequer é investigado. FHC, debochando da sociedade, confessa em seu livro, que havia corrupção na Petrobrás em seu governo. Além disso  é citado inúmeras vezes em corrupção na Lava Jato e possui apartamento de luxo em Paris e Nova York e fazenda no Brasil com aeroporto (6,7).

E Lula que a Lava Jato nunca provou ser o dono do tríplex em Guarujá e do sítio em Atibaia, que teria origem em propina da OAS na Petrobrás, está preso.

O dono da OAS, Leo Pinheiro, em delação premiada, na Lava Jato, disse que teria feito uma reforma milionária de R$ 1,2 mi no tríplex a pedido de Lula.   Lula foi preso por conta de uma reforma num imóvel que nunca provaram ser de Lula e que agora ainda já ficou comprovado que essa reforma foi inventada,  nunca existiu.

Moro é o autor dessa tramoia, pois foi ele que impediu pessoalmente os advogados de Lula de fazerem vistoria na reforma e também tivessem acesso as notas fiscais. Hoje sabemos que a  reforma nunca existiu e as notas fiscais são frias(8).

E Lula está preso na Polícia Federal, financiada pela CIA e pelo FBI, dos EUA. Não por acaso, os EUA  estão por trás do golpe no Brasil e não seria a primeira vez. Os EUA  são os grandes favorecidos na entrega do nosso petróleo.

“Já em abril de 2004, uma matéria do Estadão, informava que o presidente da Federação Nacional de Policiais Federais (Fenapef), Francisco Garisto, confirmou  que “a Polícia Federal recebe dinheiro do serviço secreto americano (CIA) e de outras instituições como a de combate ao narcotráfico – DEA – e do Federal Bureau Investigation (FBI)” (2)!

A mesma CIA que combate o narcotráfico é acusada, por um ex-agente, de conspirar contra governantes de países, principalmente aqueles que possuem grandes reservas de petróleo, como é o caso de Brasil e Venezuela.

O livro Assassino Econômico foi escrito por um ex-agente da CIA, John Perkins, que, arrependido, denunciou em detalhes como age a CIA: primeiro eles tentam cooptar o governante, caso não consigam passam a ameaçá-lo e por fim o assassinam (3)!

Não é à toa que precisavam afastar Dilma da presidência, para assim poderem levar todas as nossas riquezas, como estão fazendo. Do mesmo modo, não podem deixar Lula nem sequer ser candidato.

Mishel Temer, FHC e Pedro Parente são protegidos da Lava Jato porque juntos eles servem aos americanos! Eles podem tudo: por um lado estão fazendo a alegria dos gringos, quando entregam nosso petróleo e gera emprego no exterior, e por outro fazem o caos no país, gerando desemprego em massa e levando caminhoneiros e as donas de casa ao desespero.

Fonte:
10https://www.ocafezinho.com/2016/08/03/nos-eua-sergio-moro-explica-por-que-nao-julga-politicos-do-psdb/



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QUEM DIRIA, OS CAMINHONEIROS QUE AJUDARAM A DERRUBAR DILMA, ESTÃO DERRUBANDO MISHELL TEMER!


Aproveitando a greve dos caminhoneiros, várias categorias estão entrando em greve, como portuários e petroleiros e outras.

É sabido que a cúpula dos caminhoneiros é golpista, foram eles que organizaram o Fora Dilma!, fechando estradas e  fazendo buzinaço. Nada ficou provado contra Dilma, mas sabemos que Temer é o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil.

A cúpula dos transporte não sabe, por que nunca fizeram greve, mas para os sindicalistas é fácil fazer a greve difícil é sair dela.

Com certeza que o interesse da cúpula dos transportes é diferente do caminhoneiro.  O caminhoneiro em greve está lutando pela sua sobrevivência.

Eles são as vozes dos mais de 13 milhões de desempregados, como das donas de casas que estão trocando o gás de cozinha pela lenha.

Os caminhoneiros representam o grito dos 36 milhões de brasileiros que perderam o Bolsa-Família e voltaram para à linha da pobreza, e de milhões de crianças que retornaram para o mapa da fome da ONU.

Enquanto o golpista MiShel Temer enche os bolsos de dinheiro dos banqueiros, só o Itaú embolsou R$ 25 BI e os milhões de sem- teto aguardam o minha Casa Minha Vida (3). É um Brasil de injustiças.

Os que perderam sua moradia, no prédio que pegou fogo e caiu em São Paulo, estão na praça, aguardando, no mínimo, o Aluguel Social de R$ 600,00.  Enquanto isso, o juiz Sérgio Moro, chefe da Lava Jato recebe só de auxílio-moradia de R$ 4.377,00 mensais, mesmo trabalhando a três quilômetros da sua residência própria.

A lava Jato se cala ao entreguismo criminoso do tucano Pedro Parente na Petrobrás, que celebra acordo de R$ 10 BI com acionistas americanos, mesmo sem a Petrobrás ter sido condenada. A lava Jato também nada falou da lei aprovada por MIshell Temer, que isenta em um trilhão de reais as petroleiras estrangeiras (2,5).

A lava Jato, chefiada por Moro, prende Lula do PT sem provas mas é cúmplice dos tucanos criminosos. Em novembro de 2016, formalizei denúncia contra a omissão criminosa da Lava Jato em relação à gestão criminosa dos tucanos FHC e Pedro Parente na Petrobrás, até hoje sem resposta. Veja a denúncia na íntegra (4).

Só através da mobilização que nós vamos retomar os rumos de nosso país que possam atender aos interesses de todos os brasileiros, principalmente dos mais pobres.

Vamos aproveitar a luta dos caminhoneiros, como uma onda, e rechaçar qualquer tentativa golpista.

Foi nas ruas que derrubamos a ditadura e conquistamos as Diretas Já. Até a vitória, sempre!

Fonte:



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CARLOS CHAGAS (arquivo)

SÓ DECLARANDO GUERRA A DONALD TRUMP


O presidente Michel Temer reúne amanhã os governadores estaduais. Prevê-se que nenhum falte, dada a miséria em se encontram seus Estados. Todos vem atrás de dinheiro, imaginando rolar suas dívidas com a União, obter mais empréstimos e poder ao menos assegurar o pagamento do próprio funcionalismo.

Impossível que tragam sugestões capazes de ajudar o governo federal a sair do sufoco. Saber quem está pior, se os governadores ou o presidente da República, dá no mesmo. Andam todos à espera de um milagre.

Fez sucesso, muitos anos atrás, um filme intitulado de “O Rato que Ruge”, com o inigualável e saudoso Peter Sellers, acumulando três papéis: a rainha de um pequeno país europeu, o primeiro-ministro e um capitão da guarda. Reunidos, eles concluíram haver uma só saída para o país: declarar guerra aos Estados Unidos, iniciá-la e logo depois perder. Ou todos os países que haviam perdido guerras para os americanos, como o Japão e a Alemanha, não se encontravam no melhor dos mundos, ricos e prósperos?

Assim fizeram, embarcando seu limitado exército num cargueiro de quinta categoria, com arcos, flechas e escudos. Invadiram Nova York, cuja população nem se deu conta da invasão. Aconteceu, porém, um inusitado: os invasores entram na residência de um cientista nuclear que acabara de descobrir a fórmula de uma bomba atômica de bolso. O resto da trama fica por conta do leitor encontrar uma cópia do filme e deliciar-se com o espetáculo.

Porque se conta essa história que seria cômica se não fosse trágica? Afinal, sexta-feira assume um novo presidente dos Estados Unidos. Que tal Michel Temer e os governadores declararem guerra ao governo Donald Trump? O triste seria se nós ganhássemos...



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“Acordei de madrugada, com o coração cheio de boas lembranças de meu pai”



Por HELENA CHAGAS -




O que dizer de tanto carinho, homenagens, elogios? Seu Carlos Chagas, o jornalista, lá do céu deve estar dizendo: uai, gente, não precisava tanto... Modéstia de quem, mineiramente, não gostava de mostrar a própria grandeza. Mas tenho certeza de que adorou. Principalmente porque tudo isso fez com que eu, mamãe, Claudia, netos e bisnetos nos sentíssemos abraçados e confortados. Porque eu tenho certeza de que, até nessa hora, ele está pensando na gente. E eu acordei de madrugada com o coração cheio de boas lembranças do meu pai.

Quando eu era bebê, meu pai me enrolava no lençol, como uma mumiazinha, e me prendia no berço com clipes de papel para eu não me descobrir à noite – o que, obviamente, não adiantava nada. Ele me levou à praia aos seis meses de idade, e de lá saiu com um pacote à milanesa debaixo do braço, deixando menos areia em Copacabana porque eu havia engolido um bocado. Ele me obrigou, literalmente, a gostar de jujuba. Aí eu já devia ter mais ou menos um ano e meio, era supergeniosa e berrava enquanto ele colocava as balas na minha boca e eu tentava cuspir. Até que comecei a sentir o açúcar. Amo jujuba até hoje.

Meu pai foi o ídolo de crianças das mais diversas gerações, das filhas, afilhados, sobrinhos, filhos dos amigos, amigos das filhas, dos netos e dos bisnetos. Conversava e brincava como um igual, se encarapitava no alto das árvores, subia no telhado, levava aqueles bandos de meninos para praias desertas, ainda no Rio, e ao Zoológico de Brasília, onde ele deveria ter recebido um título de sócio, de tanto que ia. O vovô é uma criança velha, definiu um dia o neto Cacá, quando tinha lá seus sete anos. Ele contava histórias muito bem. Do universo, do mundo, do Brasil. Às vezes eu chegava na escola e achava que a professora estava repetindo o que meu pai tinha inventado.

Ele me deu todos os livros que eu pude ler, e os que eu não pude também. Acho que nunca vi meu pai sem um livro por perto, e ele cercou-se deles de tal forma que as estantes foram se estendendo pela casa toda, transbordando da biblioteca para quartos, corredores, qualquer espaço possível. Como contou minha irmã de coração, Carol Brígido, em seu lindo texto sobre o padrinho, papai tinha estantes com filas duplas de livros. Olho em volta, aqui em casa, e, entre pilhas de livros, vejo que quem sai aos seus não degenera.

Meu pai passou a primeira noite da primeira neta em casa andando com ela, aos berros, pelo corredor. E ele não ligou a mínima para o fato de, cronologicamente, a neta ter chegado antes do casamento. Quando, sem graça, aos dezenove, contei a ele que estava grávida, a reação foi uma sonora gargalhada de quem tinha desde sempre o sonho de ser avô – e que avô. Quando finalmente resolvi casar, e estávamos só nós dois em casa, antes de sair para a igreja já lotada de parentes e amigos, papai virou para mim e perguntou: “Tem certeza de que você quer mesmo ir? Não tem nenhum problema desistir. Você fica aqui, eu vou lá na igreja agora e aviso a todo mundo que você mudou de ideia...”. É claro que casei, e ele ganhou um genro que acabou por amar como a um filho.

Quando resolvi ser jornalista, tinha muito medo de ser apontada como “peixinho”, filhinha de papai que não conquistara seu espaço por merecimento. Então, resolvi que nunca trabalharia com ele, nunca aceitaria qualquer notícia que ele me passasse ou que obtivesse por fontes que encontrava na casa dele e nem falaria com ele sobre o meu trabalho. Ele entrou no meu jogo e, nas conversas em família, não falávamos de trabalho. Ignorávamos o assunto. Comecei, com certa mágoa – olha a loucura - a achar que ele não estava nem aí mesmo para meu destino jornalístico. Até que um dia entrei em seu escritório e achei um texto meu, publicado no Jornal de Brasília uns dias antes, todo rabiscado - “copidescado”, como se dizia antigamente - com erros e palavras mal empregadas sublinhados. Não sei o que ele ia fazer com aquilo se eu não tivesse achado.

Brigamos e discutimos muitas vezes, em família, por causa de política. Na minha casa, todo mundo dizia o que queria e professava o credo que lhe aprouvesse. Geralmente ficávamos eu e Claudia contra ele. Mamãe, a psicóloga, mediando e botando panos quentes. Mas aprendi com ele que essas divergências não têm, ao fim e ao cabo, a menor importância na ordem geral das coisas e da vida. Entendemos - e acho que não só nós, mas também suas legiões de alunos – a importância do respeito e da tolerância a posições contrárias.

Aprendi com meu pai a nunca perder um amigo por discordar ou pensar diferente. Lembro um domingo em que o Zé Aparecido, então governador do DF e grande amigo dos meus pais, chegou lá em casa esbaforido depois de ser vaiado por uma manifestação de estudantes. Na qual, quando olhou bem, reconheceu minha irmã Claudia. Papai achou a maior graça.

Seu Carlos Chagas, o jornalista, fazia e escrevia o que queria, fiel a seus princípios. Não hesitava em fazer artigos ácidos e críticas duras a personagens de A a Z do espectro político quando achava que devia. Nem mesmo quando no alvo estavam governos em que trabalhavam amigos ou suas próprias filhas. Tive que resolver isso na minha cabeça: o pai era muito mais importante que o emprego, então dane-se. Quando ministra da Secom de Dilma, botava para correr os chatos que vinham me mostrar artigos críticos do meu pai ao governo de cuja comunicação eu cuidava. Democracia começa em casa, e meu amor pelo meu pai é maior do que tudo isso, respondia eu. Minha então chefe sempre entendeu e nunca reclamou.

Num momento difícil nessa profissão às vezes maldita, às vezes bendita, resolvi que não ia mais ser jornalista. Estava me sentindo injustiçada, sofrendo muito, tinha errado na escolha, melhor seria ter feito Direito e ser advogada, ia parar de trabalhar, largar tudo... Ele me olhou com aquela cara de quem não estava levando a sério aquelas bobagens: “Isso é a sua vida...”. Às vezes, meu pai sabia mais de mim do que eu mesma.

Ontem, minha neta Heloísa, de quatro anos, virou para a mãe e disse que nunca mais vai desenhar. É o luto dela, que passava horas sentada no colo do Vovô Carlos (bisavô), na escrivaninha de trabalho dele, os dois desenhando juntos. Sábado passado foi a última vez.

É claro que a Heloísa vai voltar a desenhar, porque a vida continua. E essa foi mais uma das lições do Carlos Chagas: boa ou ruim, a vida continua, temos que resistir e seguir em frente. Tudo tem seu jeito, dizia ele, porque a única coisa que não tem remédio mesmo é a morte. Pois é, né, pai...
* Enviado para o e-mail da Redação






_____________CARLOS CHAGAS
O último artigo!

NEM TODOS VOLTARÃO


Dos 28 ministros do presidente Temer, 18 são parlamentares. Estão todos demitidos, obrigados a reassumir seus mandatos de deputado ou senador. A obrigação deles não é apenas votar as reformas previdenciária e trabalhista, de acordo com os projetos do governo: devem garantir os votos de suas bancadas, comportando-se como líderes. Ainda não há data fixa para as votações, coisa que prenuncia tempo razoável para voltarem a ser ministros. Por enquanto a pergunta não diz respeito a quando voltarão a seus ministérios, mas se todos voltarão. Porque muita gente sustenta não existir melhor oportunidade para o presidente reformular sua equipe. Aprovadas as reformas, por que não buscar na sociedade civil as melhores expressões de cada setor? Senão desfeita, a base parlamentar do governo terá cumprido seus compromissos.

Duvida-se de que até Michel Temer vacilará se lhe pedirem para referir de bate-pronto o nome de todos os seus ministros, bem como os partidos a que pertencem e as metas de cada ministério.

Abre-se agora, para o governo, a etapa da eficiência administrativa, capaz de estender-se até o fim do ano. Depois, num terceiro tempo, será hora de cuidar da sucessão presidencial. Temer não será candidato, ainda que disponha da prerrogativa de disputar um novo mandato. A premissa será de que o PMDB está no páreo, mesmo carente de candidatos. Poderá ser Henrique Meirelles, se a retomada do crescimento econômico obtiver sucesso. Por que não Roberto Requião, mais do que uma rima?

Em suma, a prioridade são as reformas, mas depois delas garantidas, como parece, o governo cuidará de suas estruturas. Sendo ano que vem um ano eleitoral, nem todos os ministros ficarão aborrecidos se não retornarem.





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SÉRGIO MORO: APENAS UM DETALHE



“Onde foi que eu errei?” - deve estar se perguntando o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, agora que foi condenado a quinze anos e quatro meses de prisão. Receber propinas da Petrobras e muitas empreiteiras não terá sido motivo, tais e tamanhos tem sido os assaltos aos cofres públicos por ele e sua quadrilha, praticados ao longo das últimas décadas. Distribuição de percentuais aos deputados que votaram nele para presidente da Câmara, também não. Afinal, não precisou oferecer: a maioria agiu como quem cobrava dívidas antigas. Aceitar um de múltiplos pedidos de impeachment contra Dilma Rousseff? Já estava tudo acertado para a defenestração da então presidente da República.

Sobra, então, um tiro que acabou saindo pela culatra: Eduardo Cunha foi para as profundezas por ter tentado dar um passo maior do que suas pernas. Sua estratégia era conhecida de todos e ele não percebeu onde sua ambição poderia levá-lo. No caso, perdeu tudo porque pretendia subir mais um degrau na escada que o levaria de imediato ao poder maior. Precipitou-se. Como presidente da Câmara, ocupava posição privilegiada para chegar ao palácio do Planalto. Não escondia de ninguém que se Dilma fosse cassada, havendo ou não motivos para isso, Michel Temer não assumiria. Faltavam votos para o vice-presidente tornar-se presidente, enquanto Eduardo Cunha tinha tudo arrumadinho: Michel Temer também seria garfado. Ou não estava garantida a eleição indireta do presidente da Câmara, tendo em vista os favores e as benesses por ele concedidos à quadrilha que acabava de compor?

Esqueceu-se Eduardo Cunha de que Michel Temer também tinha suas malandragens. Era o primeiro da fila, na hipótese de Dilma ser posta para fora, ainda que lhe faltasse apoio para assumir. Na mesma hora começaram as defecções na maioria que o presidente da Câmara tinha certeza de possuir. Logo armou-se a teia de aranha para capturar o grupo dos amigos do Cunha e entregar a Temer a cadeira presidencial. Isso porque ele ofereceu mais, ainda que trabalhando na moita. Cunha logo perdeu a metade mais um dos deputados, ou seja, estava garantida a eleição do vice, na base do “quem dá mais”, muito acima da Constituição.

A posse de Temer serviu para comprovar a loteria que o favoreceu. Bastou verificar o loteamento do ministério e do governo, que permanecem até hoje. Cunha tinha sua ascensão garantida. Perdeu na jogada final. Para completá-la, a Câmara foi reunindo acusações e armando o sacrifício, para que não surgissem duvidas. Em suma, o grande estrategista foi mergulhando cada vez mais fundo, perdeu a presidência da República, a cadeira de deputado e a própria liberdade, por açodamento. Sérgio Moro tem sido apenas um detalhe, na degola de Eduardo Cunha...




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MATANÇA ATÉ QUANDO?




Impossível mudar os costumes, que vem da pré-história, acoplados à necessidade sempre justificada pela sobrevivência do ser humano. Tem sido assim e assim continuará, espera-se que não até o fim do mundo.

No entanto… No entanto, não haverá um único cidadão que deixe de horrorizar-se quando vê despedaçadas e dependuradas carcaças e partes de animais,  expostas ao consumo geral, mesmo sabendo que pouco depois irão para a mesa na forma de bifes suculentos ou de costelas apetitosas. Menos ainda se livrará do horror quem  assiste a degola desses milhões de seres ditos inferiores, mas quem sabe plenos de consciência quando deles se aproxima o golpe  final? Basta atentar para como se comportam na fila do abate: os berros são lamentos impossíveis de ser esquecidos.

Choca a imagem das peças de boi nos ganchos dos frigoríficos, sangrando e logo esfaqueadas à espera de novos capítulos da ronda dessa matança permanente. São vidas abatidas em nome da vida dos que irão degluti-los.

Poderia ser diferente? Por enquanto, nem pensar. Raramente fazemos questão de assistir esse festival macabro, exceção dos encarregados dele. A ninguém será dado imaginar a humanidade sem comer carne de animais. Ainda bem que só de animais, pois em tempos imemoriais comia-se também o ser humano. É claro que o sacrifício serve para minorar as agruras dos homens famintos, a começar pelas crianças, mas nem por isso deixa de se constituir em indiscriminada matança.

A crise que assola nossa produção de carne, pelo jeito a maior do planeta, desperta a atenção de quantos são agredidos pelas imagens dos últimos dias. Haveria alternativa, além de desligar a televisão? Ou de cobrir as vitrinas dos açougues? Por enquanto, não. Mas um dia, quem sabe, a Humanidade encontrará sucedâneos para dispensar essa degola, ainda hoje capaz de chocar o ser humano.

Além de tudo, acresce que se ganha muito dinheiro com tal atividade. E até dinheiro podre, da corrupção. Que tal condenar os culpados ao trabalho social da prestação de serviços nos frigoríficos?