EMANUEL CANCELLA




NO GOVERNO DO PT, SUBMARINO ATÔMICO E PRÉ-SAL, JÁ O MINISTRO DE FHC TIRAVA O SAPATO PARA O SEGURANÇA DOS AMERICANOS E BOLSONARO BATE CONTINÊNCIA AOS EUA

O crime de Lula: defender a soberania nacional, o Brasil e os brasileiros!

Bolsonaro prestando continência a bandeira americana.
A areia vai baixando e o povo brasileiro vai percebendo o porquê da perseguição a Lula. Agora o chefe das forças armadas, Eduardo Villas Bôas, assume que interferiu no julgamento de Lula.

Afirmara o general: "preocupação com a impunidade", no dia 2 de abril, véspera do julgamento de um habeas corpus do ex-presidente Lula pelo STF (1).

É bom lembrar que os governos de Lula e Dilma foram os que mais prestigiaram as forças armadas: no governo de FHC, a tropa de conscritos era liberada no meio da tarde porque o governo de FHC não tinha dinheiro para bancar o rancho deles (3). Se faltava dinheiro para o rancho, imagine para o resto!

E mais, foi no governo de Lula e Dilma que houve a construção dos submarinos atômicos (4), mas agora, no governo do golpista MiShell Temer, a construção dos submarinos está ameaçada (5).

Foi nos governos do PT que ocorreu a compra de 36 caças suecos de última geração (6).

Se nos governos do PT as Forças Armadas tinham dinheiro para investimentos de ponta imagine para o resto!

Para os governos do PT, a soberania brasileira é ponto de honra. Por isso os investimentos nas forças armadas. O submarino atômico tinha como principal finalidade a defesa do pré-sal para os brasileiros.

Lamentavelmente os governos de MiShell Temer e de Bolsonaro querem entregar o pré-sal. Dizem estar  combatendo a corrupção na Petrobrás, mas na verdade estão é entregando o pré-sal. E como jogar fora a água suja da bacia junto com o bebê!

Outro setor que persegue implacavelmente o PT é a Polícia Federal. No governo de FHC, a PF não tinha dinheiro para a gasolina e para pagar as contas de telefone.

Moro, no governo de FHC, talvez não pudesse grampear o telefonema de Lula e Dilma por conta dos telefones da PF cortados por falta de pagamento (7,8).

No governo de FHC, a sede no Rio e os quadros da Polícia Federal eram sucateados por falta de investimentos e concursos públicos, e hoje, herança dos governos do PT, a juventude de agentes, policiais, delegados e peritos salta aos olhos. Hoje a marca da PF não são só os carros, são helicópteros e armas de última geração.

O Brasil, no governo Lula, alcançou o sexta lugar entre as potências mundiais passando até a Inglaterra (9).

Agora, navios, plataformas, sondas, máquinas e bombas, principalmente do setor petróleo, estão sendo construídos no exterior, contrariando a lei de Partilha (12.351/10) de Lula, e gerando emprego e muita renda para os gringos.

A submissão de FHC e Bolsonaro é tanta que o ministro das Relações Exteriores de FHC, Celso Lafer, tirou os sapatos para ser investigado pela segurança ianque e Bolsonaro bateu continência para a bandeira americana (10,11)!

Ao contrário de Lula, que sempre defendeu um Brasil soberano, e por isso precisava ser afastado e preso, num claro intuito de impedir sua candidatura, sabidamente vitoriosa, segundo o Ibope ainda no primeiro turno (12).

Os EUA não admitem um concorrente no hemisfério sul. Como Lula levou o Brasil ao sexto lugar, passando a Inglaterra, muito em breve iria encostar nos EUA, ameaça que nunca existiu com FHC, Temer muito menos com Bolsonaro!
Muito pelo contrário, FHC, Temer e Bolsonaro querem o Brasil de volta como quintal dos EUA!

Fonte:
12https://www.brasil247.com/pt/247/poder/324790/Ibope-revela-que-Lula-pode-levar-elei%C3%A7%C3%A3o-no-1%C2%BA-turno.htm



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SÓ LULA ENFRENTOU O IMORAL E ILEGAL AUXÍLIO-MORADIA DE JUÍZES E PROCURADORES E POR ISSO É RETALIADO


Bolsonaro agora enfrenta a fúria corporativa atrás de aumentos de salário. São juízes, procuradores e militares. Todos do andar de cima da pirâmide, com base no “farinha pouca meu pirão primeiro”.

Enquanto isso, milhões de brasileiros da base da pirâmide estão desesperados com a reforma da Previdência.

Falo principalmente daqueles que aos 65 anos de idade e 15 anos de contribuição previdenciária que, no atual modelo, fazem jus a um salário mínimo de aposentadoria. Na reforma de Bolsonaro, a idade aumenta e os 15 anos passam para 25 anos de contribuição (5).

E também daqueles cujos cônjuges recebem cada um 1 salário mínimo e, no caso de falecimento de um deles, o sobrevivente acumulava os dois salários (7). Na reforma de Bolsonaro, o casal não poderá mais acumular os dois salários no falecimento de um dos cônjuges. A família vai ter que sobreviver com um salário mínimo.

Enquanto ameaçam, na reforma previdenciária, a turma do salário mínimo, os ministros do STF terão aumento de 16%, já aprovado no Senado Federal (4). Como se trata de aumento em efeito cascata, essa graça irá contemplar todos os juízes e procuradores, a maioria desses já ganhando salários acima do previsto na Constituição Federal.

E lembre-se, Bolsonaro, o dinheiro vai para conta desses marajás e o desgaste vai para sua conta!

Nessa hora, não podemos esquecer que o ex-presidente Lula foi o único que teve a coragem de mexer no auxílio moradia de juízes e procuradores.

Lula não acabou com o auxílio-moradia de juízes e procuradores simplesmente determinou, em 2005, que só fosse pago para aqueles magistrados e membros do Ministério Público que não tivessem casa própria na comarca em que labutam (1).

Nada mais justo e essa decisão diminuiria geometricamente o número de funcionários públicos que realmente fariam jus ao auxílio moradia.

Lamentavelmente o auxilio moradia voltou a ser universalizado, por decisão do ministro Luiz Fux, do STF, em 2014 (1).

Sem querer, Lula expôs seus principais algozes, com a mexida no auxílio moradia, como os cabeças da Lava Jato, Sergio Moro, Marcelo Bretas e Deltan Dallagnol (5), que , mesmo tendo residência própria na comarca em que labutam, recebem o imoral auxílio moradia. E foram Moro e Dallagnol os responsáveis pela prisão ilegal de Lula.

Enquanto a base da pirâmide luta para manter sua aposentadoria com base no salário mínimo de R$ 954,00, juízes e procuradores recebem R$ 4 377,73 só de auxílio moradia (2,3).

É por essas e outras que Lula se elegeu, reelegeu-se, saiu do 2º mandato com 87% de aprovação e ainda elegeu sua sucessora, Dilma, que depois se reelegeu (8). E se não fosse a Lava Jato, chefiada por Moro, Lula, segundo o Ibope, ganharia a eleição no primeiro turno. Lula foi preso por Moro num claro intuito de impedir a sua candidatura, sem qualquer comprovação legal.

E Moro agora, pelos serviços prestados, vai se ministro da Justiça de Bolsonaro.

Pergunta que não quer calar: Bolsonaro vai ficar do lado do salário mínimo ou dos marajás?

Fonte:
9https://www.brasil247.com/pt/247/poder/324790/Ibope-revela-que-Lula-pode-levar-elei%C3%A7%C3%A3o-no-1%C2%BA-turno.htm



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PARA NOSSO CONSOLO, O GOLPE QUE ELEGEU BOLSONARO É O MESMO QUE ELEGEU DONALD TRUMP!


Se o estrategista da campanha de Trump, Steven Bannon, passou a perna no povo americano, enganar os brasileiros é tirar pirulito da boca de criança ou empurrar bêbado de ribanceira (1).

E assim como Trump ignorou e não recebeu Bolsonaro na Casa Branca mesmo sendo bajulado, Moro, em aeroporto, também ignorou e dispensou bajulação de Bolsonaro( 1,2).

Bolsonaro era um desacreditado e isso facilitou sua vitória.

Esse saco da maldade de Steven Bannon, bancado por grandes empresários e banqueiros, é a grande novidade na Europa e nos EUA e chegou ao Brasil via Bolsonaro.

A estratégia Steve Bannon, financiada por grandes empresários e banqueiros, utiliza de forma ilegal o cadastro mundial do Facebook e lança milhões de Fake News via WhatsApp.

As agências de disparo envolvidas no Brasil, são Quickmobile, Yacows, Croc Services e SMS Market e cada contrato chegou a custar R$ 12 milhões (3,4). O dono da Havan, Luciano Hang, que apoiou Bolsonaro, é um dos envolvidos no esquema ilegal (5).

Veja o que disse Luciano Hang em vídeo: "Primeiro turno, Bolsonaro. Pra não ter escolha, pra nós não ter que gastar mais dinheiro, pra não ficar todo mundo gastando com o segundo turno. Então é no primeiro” (5).

As políticas implementadas pelo guru de Trump e Bolsonaro, Steven Bannon, são de ultra direita.

O Brasil já experimentou essas políticas nos anos 90, vindas da Dama de Ferro da Inglaterra, Margaret Thatcher, direitista e ultraconservadora, que aplicava “a privatização de empresas estatais e a redução do poder e influência dos sindicatos” (6).

No Brasil, FHC, inspirado pela política de Margaret Tatcher, comandou a Privataria Tucana, que privatizou setores estratégicoseempresas de nossa economia, como Vale do Rio Doce, Embratel, CSN, Usiminas, etc.

FHC esbarrou na Petrobrás, cujos sindicatos realizaram a maior greve da história: contou com 32 dias, 100 demissões, multa de R$ 100 mil reais por dia de greve, por sindicato. Foi dado um ponto final à privatização tucana.

Aliás, quem retomou a privatização das empresas estatais foi o golpista Michel Temer, que pretendia privatizar 57 empresas e, com sua Reforma Trabalhista, que teve o voto do então deputado Bolsonaro, praticamente anulou a força dos Sindicatos (7,8).

E agora, Paulo Guedes, futuro ministro de Bolsonaro, diz que vai privatizar tudo (12).

Hoje a Inglaterra quer rever sua política: "Britânicos querem reestatizar empresas, mais de 70% são favoráveis a nacionalização de água, eletricidade e ferrovias; (9)”.

Na verdade, Bolsonaro representa um bucha que serviu ao capital internacional contra os interesses nacionais.

Nos que defendemos Fernando Haddad lutamos muito, mas nesse momento a derrota era inevitável.

Só para se ter uma ideia, segunda a Folha de São Paulo, 90% dos eleitores de Bolsonaro acreditam em fake News (11).

Mas o tempo vai mostrar que a eleição de Bolsonaro foi um golpe e quem vai ganhar com sua politica lamentavelmente não são os pobres que votaram, vai ser os grandes empresários e banqueiros que financiaram sua campanha.

Fonte:
12https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/politica-economia/220068-na-veja-vamos-privatizar-tudo-temos-r-1-trilhao-em-ativos-a-receber-diz-paulo-guedes.html#.W9yzmtJKjcc




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MORO, POR TER BARRADO A CANDIDATURA DE LULA, VAI RECEBER DE BOLSONARO UM MINISTÉRIO OU A INDICAÇÃO AO STF

O “Programa Petrobrás de Prevenção da Corrupção” encabeçado pela Lava Jato, é uma farsa para enaltecer o Moro, pois os principais ladrões da Empresa estão pagando suas penas em suas casas. E os tucanos nem sequer são investigados (18).

O ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, o presidente da Transpetro Sérgio Machado, o doleiro Alberto Youssef, o operador do PMDB, Fernando Baiano. Todos esses larápios, entre outros, estão em suas casas, mansões e coberturas, verdadeiros clubes de lazer construído com dinheiro da roubalheira (1).

Isso sendo que Alberto Youssef é condenado a mais de 80 anos e Paulo Roberto a mais de 30 anos de prisão.

Já os tucanos não foram sequer investigados, por conta da complacência do chefe da Lava Jato, juiz Sergio Moro, que chefiou a investigação do Banestado e participou do Mensalão (2,3).

Moro, em 03 de agosto de 2016, nos EUA, disse que não julga o PSDB porque as investigações não chegaram até ele (4). Porém, o tucano Aécio Neves é recordista em denúncias na Lava Jato e, como deboche, esse ainda cobra arrependimento de Lula (5).

Além de Aécio, outro que não é investigado é o tucano Pedro Parente, que presidiu a Petrobrás indicado pelo golpista MiShell Temer. Primeiro lembramos que MiShell Temer, com a omissão criminosa da Lava Jato, articulou e sancionou a lei que isenta em um trilhão de reais as petroleiras estrangeiras e, com isso, a mais beneficiada foi a Shell (6).

Voltando ao tucano Pedro Lalau Parente: chamo de Pedro Lalau por que este senhor é réu desde 2001 em ação que deu um prejuízo bilionário a Petrobrás. Se a Lava Jato fosse séria, Pedro Lalau não poderia presidir a Petrobrás (8).

Dentre outras picaretagens, Pedro Lalau, com aval da Lava Jato, “vendeu” o gigante campo de pré-sal de Carcará ao valor de um refrigerante o barril de petróleo (9,10).

“Vendeu” também a petroquímica de Suape pelo valor de 5 dias de faturamento (11). Isso lembrando que o setor petroquímico é o mais lucrativo do setor do petróleo.

Além disso, a direção da Petrobrás pagou um empréstimo de R$ 2 BI que só venceria em 2022 ao banco J.P. Morgan. Pasmem: Pedro Lalau é sócio do banco (12)!

A promiscuidade da Lava Jato com os tucanos é tanta que, em novembro de 2016, protocolei no MPF denúncia da omissão da Lava Jato em relação à gestão criminosa dos tucanos FHC e Pedro Parente na Petrobrás. Até hoje sem resposta. Veja a integra da denúncia (14).

O MPF não respondeu a denúncia até hoje, mas foi ágil e, atendendo ao pedido do juiz Sérgio Moro, me intimou duas vezes em um ano “por possíveis crimes contra honra do juiz Sérgio Moro” (15 a 17).

Ao mesmo tempo que “prende” em suas casas os ladrões da Petrobrás e não investiga os tucanos, o juiz Sergio Moro prende Lula sem nenhuma prova, num claro intuito de impedir sua candidatura que, segundo os institutos de pesquisas, era imbatível (19). O Ibope apontava vitória de Lula no primeiro turno (13).

Além disso, foi o próprio Moro que vazou, a 6 dias da eleição no primeiro turno, de forma criminosa a delação do ex ministro, Antonio Palocci, proibida pelo MPF por falta de provas (20). O Conselho Nacional de Justiça chegou a pedir explicações a Moro, pelo criminoso vazamento (21). Moro é reincidente nos vazamentos criminosos por que tem a certeza da impunidade!

Agora, o juiz Sergio Moro pode ser ministro da justiça de  Bolsonaro, o presidente eleito, ou indicado para ministro do STF. Com certeza isso é um prêmio pelos serviços prestados!

Fonte:
21https://www.brasil247.com/pt/247/poder/371085/CNJ-manda-Moro-explicar-por-que-liberou-dela%C3%A7%C3%A3o-de-Palocci-a-6-dias-da-elei%C3%A7%C3%A3o.htm




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JURISTAS COMO CARMEM LÚCIA, RAQUEL DODGE E ROSA WEBER NINGUÉM MERECE!


O Brasil elegeu e reelegeu, pela primeira vez, uma mulher presidenta, Dilma Rousseff. Mas o machismo, a misoginia o preconceito falaram mais alto. Dilma foi vítima de um impeachment cuja motivação, “pedaladas”, nunca existiu, quem  afirmou isso foram os peritos do Senado (1).

Quando acusaram Dilma de pedalar, 17 governadores estavam envolvidos nesse artifício fiscal (2). Nada aconteceu com eles, só com Dilma. Pasmem! Pedaladas agora é lei (2)!

O preconceito e a misoginia contra Dilma vieram até da Polícia Federal, já que delegados da Lava Jato, em campanha para Aécio Neves, em blog, chamaram a então presidenta Dilma de “Anta” (4). Dilma tragicamente pela segunda  vez é vitima de um golpe, em 1964 e agora em 2016!

Já Carmem Lucia, presidente do STF, indicada a Lula pelo jurista Sepúlveda Pertença, nem sequer recebeu o padrinho Sepúlveda, em audiência, para falar sobre o processo de Lula. Lula que indicou Carmem levou uma “bolada nas costas”: Carmem deu o voto de minerva contra Lula, que acabou resultando em sua prisão (5).

“Quando o Supremo julgou o recebimento da denúncia contra o tucano Eduardo Azeredo, envolvido com o mensalão tucano, Cármen Lúcia se declarou impedida por ter trabalhado com ele no governo do estado” (5).

Contra Lula, Carmem Lucia foi um carrasco já contra o tucano Aécio é bem diferente:

“Ela deve ter algum problema pessoal com o ex-presidente, já que, para Aécio, contra quem há provas concretas de crime, foi uma mãe ao dar o voto que permitiu que o Senado parasse o processo dele no STF, onde poderia julgá-lo e não quis” (6).

Aécio, mesmo sendo o mais denunciado na Lava Jato, chefiada por Moro, continua senador da República, livre, candidato, e, como deboche, ainda cobra arrependimento de Lula (7).

A PGR Raquel Dodge foi indicada pelo golpista MiShell Temer, aquela que ganhou 11 mil em palestra de uma hora de duração e levou, na viagem, às custas do contribuinte, o maridão.  Raquel foi aos EUA defender a prisão de Lula em segunda instância, rasgando  assim a Constituição Federal. Logo ela que é fiscal da lei! Por um lado, Raquel acaba de arquivar processo de Eliseu Padilha ou “Quadrilha”, e por outro,  hoje, 01/08/18, pede a manutenção da prisão de Lula (8,9).

Rosa Weber é a ministra do STF que teve a ousadia de convocar Dilma para explicar a palavra “Golpe” (10). Aliás, o golpe no Brasil é matéria diária nos principais jornais do mundo.

A ministra, Rosa Weber, assessorada pelo juiz Sergio Moro, deu o parecer que resultou na prisão do ex-ministro José Dirceu, que assombrou o mundo jurídico: “Não tenho prova cabal contra Dirceu – mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite” (11). Quanto à prisão em segunda instância, Rosa Weber, na votação do STF, diz que é contra, mas votou a favor (12).

Mas vamos falar de mulheres contemporâneas dignas. Por onde anda Kátia Abreu, ex-ministra da agricultura de Dilma? Eu ouvi muita gente de esquerda criticando Kátia, mas Kátia provou que dignidade não tem partido, nem ideologia e nem religião. Kátia honrou a saia que veste, como se diz no popular, pois defendeu Dilma o tempo todo.

Enquanto isso, Helio Bicudo, falecido ontem, 31 de julho, fundador do PT, defendeu o impeachment de Dilma; o prefeito, do Rio, Marcelo Crivella, ex-ministro de Dilma, votou pela saída da presidenta e o senador de Brasília, Cristovam Buarque, PPS/BSB, votou pelo impedimento de Dilma. Cristovam por ser um ex reitor sabe que nenhum governo investiu mais em educação do que Lula e Dilma.

Mas usando o slogan de Gilberto Gil, que estava junto com Chico Buarque, Martinho da Vila e outros amados artistas no Festival Lula Livre, vamos mandar aquele abraço às mulheres como a senadora Gleisi Hoffmann, fiel escudeira de Lula; a deputada Maria do Rosário, do PT, que enfrentou a fúria Machista, misógina e racista de Jair Bolsonaro e a Manuela, do PC do B, que enfrentou, com êxito, no programa Roda Viva, oponentes no lugar de jornalistas.

Eu não tenho vergonha de dizer que, nos momentos mais duros da minha vida, já homem e adulto, eu corria para os braços de minha saudosa mãe!

Viva as mulheres, mas Carmem Lúcia, Raquel Dodge e Rosa Weber ninguém merece!

Fonte:



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CARLOS CHAGAS (arquivo)

SÓ DECLARANDO GUERRA A DONALD TRUMP


O presidente Michel Temer reúne amanhã os governadores estaduais. Prevê-se que nenhum falte, dada a miséria em se encontram seus Estados. Todos vem atrás de dinheiro, imaginando rolar suas dívidas com a União, obter mais empréstimos e poder ao menos assegurar o pagamento do próprio funcionalismo.

Impossível que tragam sugestões capazes de ajudar o governo federal a sair do sufoco. Saber quem está pior, se os governadores ou o presidente da República, dá no mesmo. Andam todos à espera de um milagre.

Fez sucesso, muitos anos atrás, um filme intitulado de “O Rato que Ruge”, com o inigualável e saudoso Peter Sellers, acumulando três papéis: a rainha de um pequeno país europeu, o primeiro-ministro e um capitão da guarda. Reunidos, eles concluíram haver uma só saída para o país: declarar guerra aos Estados Unidos, iniciá-la e logo depois perder. Ou todos os países que haviam perdido guerras para os americanos, como o Japão e a Alemanha, não se encontravam no melhor dos mundos, ricos e prósperos?

Assim fizeram, embarcando seu limitado exército num cargueiro de quinta categoria, com arcos, flechas e escudos. Invadiram Nova York, cuja população nem se deu conta da invasão. Aconteceu, porém, um inusitado: os invasores entram na residência de um cientista nuclear que acabara de descobrir a fórmula de uma bomba atômica de bolso. O resto da trama fica por conta do leitor encontrar uma cópia do filme e deliciar-se com o espetáculo.

Porque se conta essa história que seria cômica se não fosse trágica? Afinal, sexta-feira assume um novo presidente dos Estados Unidos. Que tal Michel Temer e os governadores declararem guerra ao governo Donald Trump? O triste seria se nós ganhássemos...



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“Acordei de madrugada, com o coração cheio de boas lembranças de meu pai”



Por HELENA CHAGAS -




O que dizer de tanto carinho, homenagens, elogios? Seu Carlos Chagas, o jornalista, lá do céu deve estar dizendo: uai, gente, não precisava tanto... Modéstia de quem, mineiramente, não gostava de mostrar a própria grandeza. Mas tenho certeza de que adorou. Principalmente porque tudo isso fez com que eu, mamãe, Claudia, netos e bisnetos nos sentíssemos abraçados e confortados. Porque eu tenho certeza de que, até nessa hora, ele está pensando na gente. E eu acordei de madrugada com o coração cheio de boas lembranças do meu pai.

Quando eu era bebê, meu pai me enrolava no lençol, como uma mumiazinha, e me prendia no berço com clipes de papel para eu não me descobrir à noite – o que, obviamente, não adiantava nada. Ele me levou à praia aos seis meses de idade, e de lá saiu com um pacote à milanesa debaixo do braço, deixando menos areia em Copacabana porque eu havia engolido um bocado. Ele me obrigou, literalmente, a gostar de jujuba. Aí eu já devia ter mais ou menos um ano e meio, era supergeniosa e berrava enquanto ele colocava as balas na minha boca e eu tentava cuspir. Até que comecei a sentir o açúcar. Amo jujuba até hoje.

Meu pai foi o ídolo de crianças das mais diversas gerações, das filhas, afilhados, sobrinhos, filhos dos amigos, amigos das filhas, dos netos e dos bisnetos. Conversava e brincava como um igual, se encarapitava no alto das árvores, subia no telhado, levava aqueles bandos de meninos para praias desertas, ainda no Rio, e ao Zoológico de Brasília, onde ele deveria ter recebido um título de sócio, de tanto que ia. O vovô é uma criança velha, definiu um dia o neto Cacá, quando tinha lá seus sete anos. Ele contava histórias muito bem. Do universo, do mundo, do Brasil. Às vezes eu chegava na escola e achava que a professora estava repetindo o que meu pai tinha inventado.

Ele me deu todos os livros que eu pude ler, e os que eu não pude também. Acho que nunca vi meu pai sem um livro por perto, e ele cercou-se deles de tal forma que as estantes foram se estendendo pela casa toda, transbordando da biblioteca para quartos, corredores, qualquer espaço possível. Como contou minha irmã de coração, Carol Brígido, em seu lindo texto sobre o padrinho, papai tinha estantes com filas duplas de livros. Olho em volta, aqui em casa, e, entre pilhas de livros, vejo que quem sai aos seus não degenera.

Meu pai passou a primeira noite da primeira neta em casa andando com ela, aos berros, pelo corredor. E ele não ligou a mínima para o fato de, cronologicamente, a neta ter chegado antes do casamento. Quando, sem graça, aos dezenove, contei a ele que estava grávida, a reação foi uma sonora gargalhada de quem tinha desde sempre o sonho de ser avô – e que avô. Quando finalmente resolvi casar, e estávamos só nós dois em casa, antes de sair para a igreja já lotada de parentes e amigos, papai virou para mim e perguntou: “Tem certeza de que você quer mesmo ir? Não tem nenhum problema desistir. Você fica aqui, eu vou lá na igreja agora e aviso a todo mundo que você mudou de ideia...”. É claro que casei, e ele ganhou um genro que acabou por amar como a um filho.

Quando resolvi ser jornalista, tinha muito medo de ser apontada como “peixinho”, filhinha de papai que não conquistara seu espaço por merecimento. Então, resolvi que nunca trabalharia com ele, nunca aceitaria qualquer notícia que ele me passasse ou que obtivesse por fontes que encontrava na casa dele e nem falaria com ele sobre o meu trabalho. Ele entrou no meu jogo e, nas conversas em família, não falávamos de trabalho. Ignorávamos o assunto. Comecei, com certa mágoa – olha a loucura - a achar que ele não estava nem aí mesmo para meu destino jornalístico. Até que um dia entrei em seu escritório e achei um texto meu, publicado no Jornal de Brasília uns dias antes, todo rabiscado - “copidescado”, como se dizia antigamente - com erros e palavras mal empregadas sublinhados. Não sei o que ele ia fazer com aquilo se eu não tivesse achado.

Brigamos e discutimos muitas vezes, em família, por causa de política. Na minha casa, todo mundo dizia o que queria e professava o credo que lhe aprouvesse. Geralmente ficávamos eu e Claudia contra ele. Mamãe, a psicóloga, mediando e botando panos quentes. Mas aprendi com ele que essas divergências não têm, ao fim e ao cabo, a menor importância na ordem geral das coisas e da vida. Entendemos - e acho que não só nós, mas também suas legiões de alunos – a importância do respeito e da tolerância a posições contrárias.

Aprendi com meu pai a nunca perder um amigo por discordar ou pensar diferente. Lembro um domingo em que o Zé Aparecido, então governador do DF e grande amigo dos meus pais, chegou lá em casa esbaforido depois de ser vaiado por uma manifestação de estudantes. Na qual, quando olhou bem, reconheceu minha irmã Claudia. Papai achou a maior graça.

Seu Carlos Chagas, o jornalista, fazia e escrevia o que queria, fiel a seus princípios. Não hesitava em fazer artigos ácidos e críticas duras a personagens de A a Z do espectro político quando achava que devia. Nem mesmo quando no alvo estavam governos em que trabalhavam amigos ou suas próprias filhas. Tive que resolver isso na minha cabeça: o pai era muito mais importante que o emprego, então dane-se. Quando ministra da Secom de Dilma, botava para correr os chatos que vinham me mostrar artigos críticos do meu pai ao governo de cuja comunicação eu cuidava. Democracia começa em casa, e meu amor pelo meu pai é maior do que tudo isso, respondia eu. Minha então chefe sempre entendeu e nunca reclamou.

Num momento difícil nessa profissão às vezes maldita, às vezes bendita, resolvi que não ia mais ser jornalista. Estava me sentindo injustiçada, sofrendo muito, tinha errado na escolha, melhor seria ter feito Direito e ser advogada, ia parar de trabalhar, largar tudo... Ele me olhou com aquela cara de quem não estava levando a sério aquelas bobagens: “Isso é a sua vida...”. Às vezes, meu pai sabia mais de mim do que eu mesma.

Ontem, minha neta Heloísa, de quatro anos, virou para a mãe e disse que nunca mais vai desenhar. É o luto dela, que passava horas sentada no colo do Vovô Carlos (bisavô), na escrivaninha de trabalho dele, os dois desenhando juntos. Sábado passado foi a última vez.

É claro que a Heloísa vai voltar a desenhar, porque a vida continua. E essa foi mais uma das lições do Carlos Chagas: boa ou ruim, a vida continua, temos que resistir e seguir em frente. Tudo tem seu jeito, dizia ele, porque a única coisa que não tem remédio mesmo é a morte. Pois é, né, pai...
* Enviado para o e-mail da Redação






_____________CARLOS CHAGAS
O último artigo!

NEM TODOS VOLTARÃO


Dos 28 ministros do presidente Temer, 18 são parlamentares. Estão todos demitidos, obrigados a reassumir seus mandatos de deputado ou senador. A obrigação deles não é apenas votar as reformas previdenciária e trabalhista, de acordo com os projetos do governo: devem garantir os votos de suas bancadas, comportando-se como líderes. Ainda não há data fixa para as votações, coisa que prenuncia tempo razoável para voltarem a ser ministros. Por enquanto a pergunta não diz respeito a quando voltarão a seus ministérios, mas se todos voltarão. Porque muita gente sustenta não existir melhor oportunidade para o presidente reformular sua equipe. Aprovadas as reformas, por que não buscar na sociedade civil as melhores expressões de cada setor? Senão desfeita, a base parlamentar do governo terá cumprido seus compromissos.

Duvida-se de que até Michel Temer vacilará se lhe pedirem para referir de bate-pronto o nome de todos os seus ministros, bem como os partidos a que pertencem e as metas de cada ministério.

Abre-se agora, para o governo, a etapa da eficiência administrativa, capaz de estender-se até o fim do ano. Depois, num terceiro tempo, será hora de cuidar da sucessão presidencial. Temer não será candidato, ainda que disponha da prerrogativa de disputar um novo mandato. A premissa será de que o PMDB está no páreo, mesmo carente de candidatos. Poderá ser Henrique Meirelles, se a retomada do crescimento econômico obtiver sucesso. Por que não Roberto Requião, mais do que uma rima?

Em suma, a prioridade são as reformas, mas depois delas garantidas, como parece, o governo cuidará de suas estruturas. Sendo ano que vem um ano eleitoral, nem todos os ministros ficarão aborrecidos se não retornarem.





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SÉRGIO MORO: APENAS UM DETALHE



“Onde foi que eu errei?” - deve estar se perguntando o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, agora que foi condenado a quinze anos e quatro meses de prisão. Receber propinas da Petrobras e muitas empreiteiras não terá sido motivo, tais e tamanhos tem sido os assaltos aos cofres públicos por ele e sua quadrilha, praticados ao longo das últimas décadas. Distribuição de percentuais aos deputados que votaram nele para presidente da Câmara, também não. Afinal, não precisou oferecer: a maioria agiu como quem cobrava dívidas antigas. Aceitar um de múltiplos pedidos de impeachment contra Dilma Rousseff? Já estava tudo acertado para a defenestração da então presidente da República.

Sobra, então, um tiro que acabou saindo pela culatra: Eduardo Cunha foi para as profundezas por ter tentado dar um passo maior do que suas pernas. Sua estratégia era conhecida de todos e ele não percebeu onde sua ambição poderia levá-lo. No caso, perdeu tudo porque pretendia subir mais um degrau na escada que o levaria de imediato ao poder maior. Precipitou-se. Como presidente da Câmara, ocupava posição privilegiada para chegar ao palácio do Planalto. Não escondia de ninguém que se Dilma fosse cassada, havendo ou não motivos para isso, Michel Temer não assumiria. Faltavam votos para o vice-presidente tornar-se presidente, enquanto Eduardo Cunha tinha tudo arrumadinho: Michel Temer também seria garfado. Ou não estava garantida a eleição indireta do presidente da Câmara, tendo em vista os favores e as benesses por ele concedidos à quadrilha que acabava de compor?

Esqueceu-se Eduardo Cunha de que Michel Temer também tinha suas malandragens. Era o primeiro da fila, na hipótese de Dilma ser posta para fora, ainda que lhe faltasse apoio para assumir. Na mesma hora começaram as defecções na maioria que o presidente da Câmara tinha certeza de possuir. Logo armou-se a teia de aranha para capturar o grupo dos amigos do Cunha e entregar a Temer a cadeira presidencial. Isso porque ele ofereceu mais, ainda que trabalhando na moita. Cunha logo perdeu a metade mais um dos deputados, ou seja, estava garantida a eleição do vice, na base do “quem dá mais”, muito acima da Constituição.

A posse de Temer serviu para comprovar a loteria que o favoreceu. Bastou verificar o loteamento do ministério e do governo, que permanecem até hoje. Cunha tinha sua ascensão garantida. Perdeu na jogada final. Para completá-la, a Câmara foi reunindo acusações e armando o sacrifício, para que não surgissem duvidas. Em suma, o grande estrategista foi mergulhando cada vez mais fundo, perdeu a presidência da República, a cadeira de deputado e a própria liberdade, por açodamento. Sérgio Moro tem sido apenas um detalhe, na degola de Eduardo Cunha...




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MATANÇA ATÉ QUANDO?




Impossível mudar os costumes, que vem da pré-história, acoplados à necessidade sempre justificada pela sobrevivência do ser humano. Tem sido assim e assim continuará, espera-se que não até o fim do mundo.

No entanto… No entanto, não haverá um único cidadão que deixe de horrorizar-se quando vê despedaçadas e dependuradas carcaças e partes de animais,  expostas ao consumo geral, mesmo sabendo que pouco depois irão para a mesa na forma de bifes suculentos ou de costelas apetitosas. Menos ainda se livrará do horror quem  assiste a degola desses milhões de seres ditos inferiores, mas quem sabe plenos de consciência quando deles se aproxima o golpe  final? Basta atentar para como se comportam na fila do abate: os berros são lamentos impossíveis de ser esquecidos.

Choca a imagem das peças de boi nos ganchos dos frigoríficos, sangrando e logo esfaqueadas à espera de novos capítulos da ronda dessa matança permanente. São vidas abatidas em nome da vida dos que irão degluti-los.

Poderia ser diferente? Por enquanto, nem pensar. Raramente fazemos questão de assistir esse festival macabro, exceção dos encarregados dele. A ninguém será dado imaginar a humanidade sem comer carne de animais. Ainda bem que só de animais, pois em tempos imemoriais comia-se também o ser humano. É claro que o sacrifício serve para minorar as agruras dos homens famintos, a começar pelas crianças, mas nem por isso deixa de se constituir em indiscriminada matança.

A crise que assola nossa produção de carne, pelo jeito a maior do planeta, desperta a atenção de quantos são agredidos pelas imagens dos últimos dias. Haveria alternativa, além de desligar a televisão? Ou de cobrir as vitrinas dos açougues? Por enquanto, não. Mas um dia, quem sabe, a Humanidade encontrará sucedâneos para dispensar essa degola, ainda hoje capaz de chocar o ser humano.

Além de tudo, acresce que se ganha muito dinheiro com tal atividade. E até dinheiro podre, da corrupção. Que tal condenar os culpados ao trabalho social da prestação de serviços nos frigoríficos?