INTERNACIONAIS



"Hasta la victoria siempre!"
Presidente Nicolás Madur

Por André Moreau*

Poucos dias antes de "O Libertador" Simón Bolívar ser homenageado, 24 de julho de 2017, pelos 234 (duzentos e trinta e quatro), anos de seu nascimento e pelos 194 (cento e noventa e quatro), anos da "(...) vitória gloriosa da armada sobre os restos do império espanhol que pretendia uma contra ofensiva no lago de Maracaibo (...)", o diretor da Central de Inteligência Americana (CIA), ameaçou desestabilizar o Governo do Presidente Nicolás Madura, publicamente, dizendo que trabalha diretamente com os governos do México e da Colômbia, para derrotar o governo constitucional da Venezuela.

Pdte. Maduro emplazó a 
Trump, Santos y Peña Nieto 
explicar confesiones de 
CIA en golpe a Venezuela



O que mais incomoda setores da oligarquia que atuam em operações nefastas como a mencionada ameaça do diretor da CIA, como bem lembrou o Presidente Nicolás Maduro, durante as homenagens feitas para "O Libertador" Simón Bolívar, são as medidas "(...) políticas e de caráter diplomático (...)", contra tais ameaças.
A Constituição da República Bolivariana da Venezuela, a partir da Constituinte do próximo dia 30, redimensionará a democracia venezuelana, inserindo mais representantes de segmentos da população nas decisões que assegurem a soberania popular.

A ameaça feita pelo atual diretor da CIA nos remete ao "modus operandis" usado no assassinato de Salvador Allende, dentre tantos outros líderes da América Latina e do Caribe que assim como Simón Bolívar, Jorge Rodriguez, Comandante Hugo Chávez e o Presidente Nicolás Maduro, sonharam e continuam lutando para que os povos do Continente se libertem da dominação imperialista.
Cumpre ressaltar que restam apenas cinco anos para o término da exploração do petróleo mexicano, feito pelos EUA, de forma devastadora. A maioria dos agentes de segurança pública, assim como no Brasil, seguem orientações do império. São usados politicamente visando desestabilizar determinados governos nacionalistas.
É possível notar através dos noticiários dos veículos de massas, o esforço das editorias conservadoras em ocultar manobras políticas que usam agentes de serviços de inteligência e de segurança pública, contra populações de países que não se vergam ao modelo de "democracia exemplar do norte".

A declaração do diretor da CIA revela a exaustão dos oligarcas que comandam o chamado mercado que ao contrário de democráticos, não passam de instrumentos neoliberais de enriquecimento de poucos, em detrimento da maioria dos povos, nem que para isso tenham que ultrapassar as manobras políticas golpistas, passando a apelar para ações criminosas.

A Revolução Bolivariana do Comandante Hugo Chávez, agora comandada pelo Presidente Nicolás Maduro, no entanto, vacinou o povo venezuelano contra as mentiras repetidas pelo império, a droga que mais envenena a nossa gente.
É provável que o descontrole do diretor da CIA tenha decorrido do vazamento publicado no jornal "The Washington Post" de que Donald Trump atendeu a um pedido do Presidente da Rússia, Vladimir Putin, no G-20, para acabar com o programa da CIA que vem armando mercenários na Síria, ou seja, repasse de verbas do Estado norte-americano através da CIA, aos terroristas do estado islâmico, contra o presidente Bashar al-Assad.

* André Moreau, é Coordenador-Geral da Pastoral IDEA, Professor, Jornalista, Diretor do IDEA, Canal Universitário de Niterói, Unitevê, Universidade Federal Fluminense (UFF).

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O Tiro Saiu Pela Culatra
Constituinte Manterá Viva

Soberania da Venezuela

Por André Moreau*
"(...) Este golpe contra Maduro, tem interesse econômico, estão atrás do petróleo. Vejamos Líbia, com qualquer pretexto interviram. Vejamos Iraque: onde estão as armas de destruição em massa? Com esse pretexto invadiram o Iraque. É bom perguntar nas mãos de quem está hoje, o petróleo da Líbia e os recursos naturais do Iraque! Não podemos ser cúmplices de uma intervenção (...)", chamou a atenção o Presidente da Estado Plurinacional da Bolivia, Evo Moreles, na reunião do Mercado Comum do Sul (Mercosul), realizada na cidade de Mendoza, colocando por terra o plano dos EUA e da União Européia, de expulsar a República Bolivariana da Venezuela do bloco que une as economias dos países da América Latina, tendo como seus executores os presidentes neoliberais da Argentina, Brasil e Paraguai.


Insta Evo Morales al MERCOSUR
respetar gobiernos democráticos
El presidente de Bolivia, Evo Morales, exhortó a sus pares, durante la última cumbre del Mercosur, a respetar los presidentes elegidos democráticamente. teleSUR. https://videos.telesurtv.net/video/66...


Tabaré Vázquez do Uruguai, foi outro Presidente que 
se destacou pelas críticas contra as perseguições que vem ameaçando o Governo de Nicolás Maduro e a soberania da Venezuela, na reunião de representantes dos povos do Mercosul: "(...) Não podemos isolar a Venezuela (...)".

Vázquez: Desde el Mercosur
no podemos aislar
al pueblo venezolano
En la cumbre de presidentes del Mercosur, Tabaré Vázquez reiteró su pesar por las muertes de “tantos hermanos venezolanos, que lamentamos profundamente y rechazamos”. Llamó a “tender una mano fraterna al pueblo venezolano para que encuentre el camino del diálogo y de la solución pacífica a las controversias”. Para el gobierno uruguayo, desde el Mercosur “no podemos aislar al pueblo venezolano”, dijo.

Essa foi a posições ratificadas na declaração final, contrária a possibilidade de se alinhar os citados países antipopulares que operam para desestabilizar, mais uma vez, a América Latina.
O fracasso dos imperialistas que se articulam em ações capitaneadas no Brasil pelo golpista Michel Temer e seus aliados neoliberais, adeptos da síndrome do vira-lata, definição criada pelo dramaturgo Nelson Rodrigues, para se referir aos brasileiros subservientes ao império, foi retumbante. Entretanto, não foram suficientes para conter a sanha das editorias dos veículos de comunicação que operam o processo de lavagem cerebral dos incautos, representado pelo pato que o artista plástico holandês Florentijn Hofman, disse ter sido usurpado por representantes da Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP), novamente exposto na avenida Paulista.

Por que é que você
tem de pagar o pato?
Manifestantes ateiam fogo ao pato golpista, em frente à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, na avenida Paulista, durante as mobilizações do dia 30 de junho.


Por Nina Azambuja, dos Jornalistas Livres

O noticiário do JN e o jornal O Globo, das Organizações Globo, seguiram na narrativa de distorção dos fatos visando desestabilizar a soberania da República Bolivariana da Venezuela que ruma à Constituinte 2017, assim como fez no Brasil a partir de 2014 quando foi re-eleita a Presidenta Dilma Rousseff.
É dessa forma que a história lembrará do ilegítimo Michel Temer e de seus ministros, como lacaios que pilharam o que é dos brasileiros e ameaçaram a soberanias de países vizinhos como a Venezuela, agindo como agentes da operação condor do terceiro milênio ao lado dos vendilhões do judiciário e dos oligarcas proprietários dos veículos de comunicação conservadores, submissos aos ditames da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).
Enquanto a escalada de violência neoliberal arrebenta a soberania nacional, objetivando submeter mais uma vez o país ao Fundo Monetário Internacional (FMI), os golpistas vira-latas se apresentam ao resto do mundo descalços, menores do que os corpos que diariamente tem suas mentes lavadas por choques promovidos pelas editorias das Organizações Globo, seguidas pelos demais veículos de comunicação ávidos por publicidade de empresas estrangeiras. Num quadro mais amplo, entre os vira-latas que se desdobraram, para não dar repercussão ao fato do Presidente da Rússia Vladimir Putin, ter dado uma reprimenda no Presidente dos EUA Donald Trump, ao pedir para que ele cortasse o financiamento dos terroristas do Estado Islâmico, feito pelo Estado norte-americano, através da Central de Inteligência Americana (CIA).

EE.UU. confirma que la CIA
deja de 
apoyar a las


fuerzas 


de la oposición siria


El jefe de operaciones especiales de EE.UU. calificó de "difícil" la decisión de poner fin al programa de ayuda a las fuerzas opositoras en Siria

Diante de tais ameaças o Sr. Michel Temer deveria ser proibido de representar o Brasil junto ao Mercosul, já que usurpou o poder através de um golpe, o mesmo que foi feito em relação ao Paraguai.

Movimiento Revolucionario de
Reserva Activa rechaza amenazas
de Trump contra Venezuela




Padrino: Oposición está creando
células terroristas en Venezuela

Vladimir Padrino López ministro de Defensa de Venezuela aseguró que es necesario que los grupos violentos que se siembran en el país suramericano han sido alimentados por dirigentes de la oposición política y por lo tanto deben dejar de alimentar células terroristas.


A América Latina deve se unir para lutar contra o imperialismo que desce do norte ou nos tornaremos tal qual éramos, sob o jugo das coroas espanhola e portuguesa. Nossos povos não podem retroceder na História.
* André Moreau, é Coordenador-Geral da Pastoral IDEA, Professor, Jornalista, Diretor do IDEA, Canal Universitário de Niterói, Unitevê, Universidade Federal Fluminense (UFF).

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A Constituinte de 2017 e os

interesses espúrios
dos que se dizem democratas

Autor André Moreau*

O Presidente Nicolás Maduro, resumiu os ataques contra seu País de forma objetiva, lembrando que para o Governo espanhol, o referendo contra a Constituinte da República Bolivariana da Venezuela, é legal, já o referendo da Catalunha que pretende tornar a região independente da Espanha, segundo o Primeiro Ministro Mariano Rajoy Brey, é ilegal.

Presidente Maduro: La consulta
interna de los partidos
políticos de la derecha se hizo en paz

Vivemos tempos de choques nos noticiários sobre a América Latina, no lugar de verdades, mentiras encobrem os reais interesses dos imperialistas que estão por trás dessas ações, para usurpar as riquezas naturais de Países da região como a Venezuela.

Jorge Rodríguez denunció
irregularidades en consulta
opositora este 16 de julio
Multimedio VTV




Trata-se de uma espécie de "Plano Condor" como lembrou o ex-Presidente Rafael Correa que ao invés de ser operado abertamente, com tanques nas ruas, vem se instalando gradualmente, com "golpes suaves".
Agora, mais importante do que as ações militares, as ações golpistas são orquestradas por editorias dos meios de comunicação que repetindo mentiras até se transformarem em "verdades", deram as costas de vez para a ética transformando noticiários em peças de ficção.
A satanização dos presidentes progressistas ou de esquerda como o Presidente Nicolás Maduro, continua sendo a essência desses golpes do terceiro milênio que de forma mais grave ameaçam parte das populações, os incautos, com campanhas de lavagem cerebral em escala infinitamente maiores do que foi implantado na série de golpes, dados a partir da década de 60.
No Brasil as ações são encobertas pela narrativa criada junto as Organizações Globo, utilizando elementos do judiciário que distorcem as leis objetivando condenar líderes progressistas. O ex-presidente Lula, é considerado a "joia da coroa", conforme reportagem de Eduardo Vasco publicada no jornal russo Pravda e reproduzida no site 247.
* André Moreau, é Coordenador-Geral da Pastoral IDEA, Professor, Jornalista, Diretor do IDEA, Canal Universitário de Niterói, Unitevê, Universidade Federal Fluminense (UFF).





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Venezuela: a Constituinte avança, a direita frauda plebiscito e o imperialismo se desespera


Por Roberto Santana Santos - Via Brasil em 5:


A Venezuela permanece nas manchetes dos jornais. Dessa vez os grandes meios de comunicação vêm destacando um certo “plebiscito” realizado pela direita venezuelana no último domingo, 16 de julho. Reproduzindo acriticamente a informação dada pelos próprios opositores, nos é apresentado o número de 7 milhões de participantes que teriam dito não à Constituinte convocada pelo presidente legítimo do país, o chavista Nicolás Maduro. Obviamente, como tudo que sai sobre a Venezuela na grande mídia, tudo não passa de uma grande fraude. Vejamos o porquê.
O Conselho Nacional Eleitoral – CNE (Justiça eleitoral daquele país) é, pela Constituição venezolana, um Poder da República. Naquele país existem 5 poderes, e não 3, como estamos acostumados no Brasil. Além do Executivo, Legislativo e Judiciário, existe o Poder Eleitoral representado pelo CNE e o Poder Moral (junção da Controladoria da República, Procuradoria Geral da República e Defensoria Pública). Todos têm autonomia e igualdade. O CNE é a autoridade máxima em matéria de eleições, referendos e qualquer consulta pública à população. A direita venezuelana nunca reconheceu a autoridade do CNE, a não ser, claro, nas poucas vezes onde obteve vitória eleitoral. Uma posição desrespeitosa com a democracia, com a vontade do povo e com a Constituição. E cá entre nós, um infantil choro de perdedor em reconhecer uma eleição somente quando se vence.
Frente à violência e demais problemas que acometem a sociedade venezuelana, o presidente Maduro tomou uma decisão de grandeza e convocou, baseado nos artigos 347, 348 e 349 da Constituição venezuelana, uma nova Assembleia Nacional Constituinte. Se a direita apoiada pelos Estados Unidos e a grande imprensa internacional clamava tanto por eleições na Venezuela, aí está a mãe de todas as eleições. Uma Assembleia Constituinte está acima de todos os Poderes da República, podendo modificar a Constituição e assim, dependendo do grau de mudanças, até “recomeçar” o sistema político, econômico e a sociedade venezuelana como um todo. A posição da direita venezuelana frente a esse chamado de participação política popular foi negar a se participar da Constituinte, continuar a sabotagem econômica e apelar para os atentados terroristas que acontecem constantemente no país, especialmente na capital, Caracas.
Porém, no último domingo, a direita resolveu então fazer um “plebiscito” próprio, sem a supervisão da Justiça eleitoral do país, o CNE, e portanto, ilegal e sem vinculação jurídica. Incrivelmente, dias antes do “plebiscito” da direita a violência desapareceu das ruas como num passo de mágica. Realizando a “consulta” por fora da legalidade, não havia cadernos eleitorais (com nome e título de eleitor das pessoas), tampouco qualquer tipo de controle se as pessoas votaram mais de uma vez. Foram montadas “zonas eleitorais” somente nos bairros ricos, onde a direita tem base social. A maioria da população, portanto, não participou da “consulta”. As perguntas do “plebiscito” giravam entorno da concordância ou não com a convocação da Assembleia Nacional Constituinte e a convocação de eleições presidenciais imediata.
Vejamos alguns números para evidenciar a fraude do “plebiscito”. O voto não é obrigatório na Venezuela. O maior pleito da história do país, foi a eleição presidencial de 2012, na qual Hugo Chávez venceu com mais de 8 milhões de votos. O candidato da direita, Henrique Caprilles, teve então 6 milhões e meio de votos. Para essa eleição, em nível nacional, o CNE teve que disponibilizar mais de 34 mil mesas eleitorais em todo o país. Mesmo após o término do horário estipulado, as filas continuaram longas e a votação varou noite adentro. Agora, no tal “plebiscito” de 2017 a direita venezuelana disse que tinha pouco mais de 2 mil mesas eleitorais por todo o país e conseguiu 7 milhões de votos, mais votos do que seu recorde numa eleição presidencial! Claramente os números são falsos e essa tal “consulta” é uma fraude. Não havia estrutura para coletar tantos votos, sem falar na lisura do processo. 2 mil mesas eleitorais não coletam 7 milhões de votos. Não havia controle de nomes, títulos de eleitor, zonas eleitorais. Nada. O número de 7 milhões de votos é uma fantasia para dizer ao mundo que “a população diz não à Constituição e quer o fim da ditadura”. Ao fim do pleito veio a cereja do bolo. Logo após de finalizada a “apuração” todo o material, cédulas, assinaturas e tudo mais foi queimado, para que as pessoas que participaram da “consulta” não fossem “perseguidas por Maduro”.1Chega a ser cômico se não fosse trágico. Queimar as cédulas e assinaturas inviabiliza qualquer checagem posterior para determinar a lisura do resultado. Assim a direita venezuelana, apoiada pelo imperialismo norte-americano, pode dizer que teve até 1 bilhão de votos, que a Terra é quadrada e que a gravidade não existe. Para se ter uma ideia da fraude, o CNE tem registrado 101 mil venezuelanos residentes fora do país habilitados a votar em embaixadas e consulados. Incrivelmente a direita diz ter tido mais de 600 mil votos vindos de outros países. De onde saíram esse meio milhão de venezuelanos que nunca votaram fora do país?2
A fajuta “consulta” da direita tem o propósito de inaugurar uma nova fase do plano para derrubar a Revolução na Venezuela. Utiliza-se o monopólio midiático internacional para se alardear a “manifestação” dos 7 milhões de votos fictícios como uma posição inequívoca contra a “ditadura” de Maduro. Logo no dia seguinte, dia 17/07, recomeçaram os atos terroristas e no dia 20 foi chamada uma “greve geral”, com o slogan “hora zero”. A greve foi um retumbante fracasso, já que é nítido que a direita não tem apoio no povão, nos bairros populares e favelas das principais cidades. Mesmo assim, a direita caminha para tentar formar um “governo paralelo”, aproveitando sua maioria no Legislativo, a farsa do plebiscito e nomeando um Supremo Tribunal Federal também paralelo, já que a Suprema Corte do país segue firme na defesa da Constituição e contra a desestabilização promovida pela direita e o imperialismo. Donald Trump acena com “sansões” contra a Venezuela caso a Constituinte ocorra, demonstrando como Washington está coordenada com o terrorismo e as fraudes da direita no país caribenho.
Tudo isso não dará certo. E por quê? Porque a direita e o imperialismo tentam impor ao povo venezuelano uma política a qual não têm correlação de forças para tal. A maioria do povo, as Forças Armadas, o Judiciário e o Poder Eleitoral seguem fiéis à Constituição e ao governo democraticamente eleito de Maduro. Na Venezuela não existe monopólio midiático, havendo centenas de veículos de comunicação pró-governo, além das mídias comunitárias. Nesse cenário, a direita nunca faria a maioria dos deputados constituintes e, portanto, não teria chance de obter uma nova constituição que a favoreça. O resultado da nova constituição deve ser um aprofundamento do socialismo, uma maior participação da democracia direta na política nacional e uma legislação pesada de punição aos que seguirem o caminho do terrorismo e do desrespeito à soberania popular. A direita então parte para a estratégia de negar a Constituinte, e portanto negar a própria soberania popular, tentando tomar o poder à força, por meio da sabotagem econômica e do terrorismo. Não está descartada uma tentativa de invasão norte-americana, camuflada de “ajuda humanitária” e “ação multilateral” com apoio dos governos de direita da região, inclusive o ilegítimo e carcomido “governo” Temer no Brasil.
Nos próximos dias, até o dia 30 de julho, data de votação da Constituinte, haverá uma escalada de violência no país, com o desespero da direita e do imperialismo estadunidense em tentar barrar o processo na marra. A resposta da maioria da população tem sido um grande engajamento no processo Constituinte. O povo venezuelano, na sua maioria, rechaça veementemente a violência opositora, e vê na nova Assembleia Nacional Constituinte, a chance de encontrar a paz para o país. No mesmo domingo 17/07 que a direita realizava seu “plebiscito” fraudulento, o CNE fez uma simulação da votação para a Constituinte. A resposta do povo foi um torrencial de gente que fez filas até tarde da noite para participar de uma simples simulação, o que demonstra como a maioria está disposta a participar do processo. A grande mídia internacional, divorciada da verdade desde sempre, chegou a utilizar fotos da simulação Constituinte dizendo serem imagens do “plebiscito” da direita”.3 A Constituinte venezuelana é uma verdadeira lição de democracia, com a eleição sem partidos, a partir de candidatos por município e por setores sociais (ver aqui como funcionará a votação para a constituinte venezuelana:https://brasilem5.org/2017/06/21/venezuela-terrorismo-da-direita-x-revolucao-democratica/).
Não importa a violência que a direita e o imperialismo desatem nos próximos dias. A Constituinte ocorrerá e estará instalada já em meados de agosto. Mais um capítulo na histórica revolução democrática que é o chavismo. Uma lição de que é lutando que se vence. E uma lição a uma esquerda covarde, no Brasil e no mundo, que se entrega ao republicanismo liberal, vê as eleições como um fim em si mesmo, foge da própria história e tem a conciliação como programa estratégico. A burguesia e o imperialismo não abandonam a exploração e o poder com acordos. Fazem de tudo para mantê-los. Apelam para o terrorismo, assassinatos, golpes de estado, guerras civis, sabotagem econômica para não largar mão de seus privilégios. Ou estamos prontos para responder à altura, usando todos os recursos necessários, ou não podemos nos reconhecer enquanto revolucionários.
*Roberto Santana é historiador e professor de história, com graduação e mestrado pela UERJ, doutorando em Políticas Públicas pela mesma instituição. Secretário Executivo da REGGEN (Rede de Economia Global e Desenvolvimento Sustentável) da UNESCO. Autor do livro “Coronéis e empresários: da esperança da transição democrática à catástrofe neoliberal”.





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A Constituinte de 2017 e os

interesses espúrios

dos que se dizem democratas





Autor André Moreau*

O Presidente Nicolás Maduro, resumiu os ataques contra seu País de forma objetiva, lembrando que para o Governo espanhol, o referendo contra a Constituinte da República Bolivariana da Venezuela, é legal, já o referendo da Catalunha que pretende tornar a região independente da Espanha, segundo o Primeiro Ministro Mariano Rajoy Brey, é ilegal.

Presidente Maduro: La consulta
interna de los partidos
políticos de la derecha se hizo en paz

Vivemos tempos de choques nos noticiários sobre a América Latina, no lugar de verdades, mentiras encobrem os reais interesses dos imperialistas que estão por trás dessas ações, para usurpar as riquezas naturais de Países da região como a Venezuela.

Jorge Rodríguez denunció
irregularidades en consulta
opositora este 16 de julio
Multimedio VTV
https://youtu.be/Qxl0lcyxTJc
Publicado em 18 de jul de 2017






Trata-se de uma espécie de "Plano Condor" como lembrou o ex-Presidente Rafael Correa que ao invés de ser operado abertamente, com tanques nas ruas, vem se instalando gradualmente, com "golpes suaves".
Agora, mais importante do que as ações militares, as ações golpistas são orquestradas por editorias dos meios de comunicação que repetindo mentiras até se transformarem em "verdades", deram as costas de vez para a ética transformando noticiários em peças de ficção.
A satanização dos presidentes progressistas ou de esquerda como o Presidente Nicolás Maduro, continua sendo a essência desses golpes do terceiro milênio que de forma mais grave ameaçam parte das populações, os incautos, com campanhas de lavagem cerebral em escala infinitamente maiores do que foi implantado na série de golpes, dados a partir da década de 60.
No Brasil as ações são encobertas pela narrativa criada junto as Organizações Globo, utilizando elementos do judiciário que distorcem as leis objetivando condenar líderes progressistas. O ex-presidente Lula, é considerado a "joia da coroa", conforme reportagem de Eduardo Vasco publicada no jornal russo Pravda e reproduzida no site 247.
* André Moreau, é Coordenador-Geral da Pastoral IDEA, Professor, Jornalista, Diretor do IDEA, Canal Universitário de Niterói, Unitevê, Universidade Federal Fluminense (UFF).




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O Que Você Sabe Sobre a
República Bolivariana da Venezuela?


Por André Moreau*
A República Bolivariana da Venezuela se destaca nesses tempos de veloz usurpação de direitos, promovidos pelo processo neoliberal de globalização, como um dos poucos exemplos de soberania revolucionária no continente, graças a resistência e participação do povo nos rumos do País, por isso vem enfrentando violentas pressões patrocinadas pelo império norte-americano e europeu.


Delcy Rodríguez resalta apuesta por democracia y paz en Venezuela




Publicado em 10 de jul de 2017
La Asamblea Nacional Constituyente "es la paz,
la tranquilidad, la posibilidad de que 
nuestro pueblo siga desplegando sus 
poderes creativos mediante el trabajo", 
afirmó la candidata y ex canciller Delcy Rodríguez. 
Agregó que se trata de un proceso 
democrático y pacífico. 

Recentemente o candidato à Assembléia Nacional Constituinte (ANC) na Venezuela, José Luis Rivas Aranguren foi brutalmente assassinado na parte norte do país, durante um ato de campanha em Aragua.
O crime ocorreu (10) na quadra 23 de Enero, no Município Girardot, no momento em que Aranguren se preparava para discursar. Depois dos disparos o assassino fugiu do local.
Assim como no Brasil, não por acaso, alguns membros do Ministério Público da Venezuela agem visando interferir politicamente nos rumos do País. Agora pedindo a anulação dos decretos de Maduro sobre a Constituinte
A Venezuela atravessa um período de manifestações violentas orquestradas pela "oposição" que contrata marginais objetivando agravar a crise econômica induzida. Além dos "protestos", são parte do plano de desestabilização que vem sendo imposta, a destruição de alimentos destinados aos mais pobres e acesso a medicamentos.
Em maio, propondo diálogo com membros da oposição, o Presidente Nicolás Maduro, anunciou sua decisão de convocar uma nova Constituinte, mas ao contrário de diminuir as tentativas de golpe, a "oposição" aumentou a escalada de violência.
Maior participação do povo nos rumos do País
As Eleições para a Assembléia Constituinte ocorrerão conforme prevê a Constituição da República Bolivariana da Venezuela, no dia 30 de julho, visando ampliar o regime democrático moderno que o Comandante Hugo Chávez começou a edificar com os ordenamentos de Leis que regulam e administram instituições visando assegurar uma nação mais participativa, ampliando os direitos dos cidadãos.
Diversos segmentos sociais participarão da próxima Constituinte: de idosos; pessoas com deficiência; indígenas; jovens, dentre outros, objetivando fortalecer cada vez mais um governo participativo, com avanços na consciência cidadã, como forma de resistência a qualquer tentativa de invasão estrangeira, preservando a cultura, o desenvolvimento intelectual e a História, já abrilhantada por heróis como o libertador Simón Bolívar.

Campamento de Pioneros: El Poder Popular construye sus propias viviendas





Publicado em 10 de jul de 2017

É assim que o Presidente Nicolás Maduro, conduz a nação Bolivariana, com o brio do libertador Simón Bolívar e a obstinação do Comandante Hugo Chávez
Sempre consultando o povo, transformando a democracia da República Bolivariana da Venezuela, numa das mais modernas do continente.
A promoção da violência para gerar medo e manipular os incautos
A resistência do povo venezuelano, ao contrário do brasileiro que só agora passou a reagir contra o golpe de 2016, sob os escombros da pilhagem em curso, parece irritar os golpistas que não param de tentar intimidar a população com ações criminosas e ameaças, lembrando práticas da Santa Inquisição que para destruir todos aqueles que lhes fossem contrários, promoveram um dos maiores genocídios da história da humanidade.

Venezuela: grupos terroristas atacan radio comunitaria en estado Zulia



teleSUR tv
Publicado em 10 de jul de 2017
Grupos terroristas de la oposición venezolana
saquearon y quemaron este lunes una 
radio comunitaria en la ciudad de Machiques, 
ubicada en el estado Zulia, al occidente del país. 

Venezuela: sujetos desconocidos queman 50 toneladas de comida





Publicado em 1 de jul de 2017


Más de 50 toneladas de comida fueron incendiadas

en el estado de Anzoátegui el pasado jueves.

Dos encapuchados entraron al centro de acopio y 

prendieron fuego a los alimentos de cientos 

de familias en Venezuela. 



As ações dos impérios diferem nas mencionadas regiões, são de longo curso e bélicas. No Brasil, autorizada pelo judiciário, a Polícia Militar, órgão de apoio do Exército Brasileiro, sob o pretexto de combater o narcotráfico, em meio as ondas de justiçamento defendidas por setores da classe média que odeia pobres, inclusive por "formadores de opinião" da mídia golpista, invade áreas pobres, atemorizando diariamente a população com assassinatos decorrentes de "balas perdidas".
A "democracia" neoliberal que vem sendo imposto ao Brasil, lembra a da Grécia antiga, misturada com a do Chile, dos Chicago Boys, onde até a água foi usurpada pelo império e hoje a população é duramente reprimida ao se manifestar por uma educação pública
O povo venezuelano na luta pela preservação da soberania nacional
Já as tentativas de atingir a soberania da República Bolivariana da Venezuela, visando pilhar recursos naturais, vem se acumulando em fracassos, porque o povo venezuelano é consciente, não tem dúvida de quem são os golpistas.
A trama que tentam difundir na América Latina, de alienação coletiva através da mídia e da falta de informação honesta, tem como objetivo a pilhagem dos recursos naturais, escassos nos EUA e na Europa, bem como o barateamento da mão de obra com a perda dos direitos trabalhistas, através da implantação de políticas públicas impostas pelo sistema neoliberal.
Os noticiários uniformizados segundo orientações da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), são desonestos, ocultam a responsabilidade doentio do imperialismo nas ações golpistas contra a República Bolivariana da Venezuela, o plano de invadir o País com tropas militares, caso as ações golpistas em curso, falhem.

* André Moreau, é Coordenador-Geral da Pastoral IDEA, Professor, Jornalista, Diretor do IDEA, Canal Universitário de Niterói, Unitevê, Universidade Federal Fluminense (UFF).





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G20: PROTESTOS ANTI-CAPITALISMO GERAM CAOS NAS RUAS DE HAMBURGO, CONFIRA AO VIVO; PUTIN E TRUMP FECHAM ACORDO PARA CESSAR-FOGO A PARTIR DE DOMINGO NA SÍRIA

REDAÇÃO -



Após a reunião de mais de duas horas entre os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Donald Trump – a primeira dos dois mandatários desde que o norte-americano chegou ao poder – Moscou e Washington confirmaram nesta sexta-feira (07/07) o cessar-fogo entre as cidades de Daraa e Quneitra, no sudoeste da Síria, a partir do meio-dia (horário de Damasco) do próximo domingo (09/07).

"EUA e Rússia assumirão a responsabilidade de fazer com que a trégua seja respeitada em uma área no sudoeste da Síria e garantirão a chegada de ajuda humanitária", disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serghei Lavrov. O representante ainda ressaltou que os EUA "garantiram que todos os grupos locais" vão respeitar o cessar-fogo.

Por sua vez, o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, elogiou a "química positiva" entre Trump e Putin e informou que os dois líderes "esperam poder ampliar" o cessar-fogo por todo o país. Tillerson ressaltou que eles conversaram sobre uma diminuição nos conflitos locais em outras áreas e que esperam "replicar o acordo por todo o país".

Lavrov ainda disse aos jornalistas que os dois líderes conversaram em uma "atmosfera construtiva", na qual "mostraram querer encontrar as soluções para problemas entre os dois países e também em todo o mundo. Foi um encontro puramente político".

EUA e Rússia estão em blocos opostos nos conflitos armados na Síria. Enquanto os primeiros lideram a coalizão internacional, junto com a União Europeia, os russos tem sua coalizão com Irã e com o governo de Damasco.

Além disso, para Putin, a manutenção no poder do presidente Bashar al-Assad é fundamental, enquanto os "ocidentais" classificam Assad como um ditador e querem sua saída imediata para poder negociar a paz no país. Outro ponto que difere as duas coalizões é o fato de que os ataques aéreos russos são feitos também contra os grupos rebeldes que lutam contra o mandatário e não apenas os considerados terroristas, como o Estado Islâmico e o Frente al-Nusra.

O encontro entre os dois aconteceu em Hamburgo (Alemanha), em uma reunião paralela ao encontro do G20.

Interferência russa - O ministro russo falou sobre a polêmica questão da suposta interferência do governo russo nas eleições dos Estados Unidos.

“O presidente Trump disse ter ouvido as declarações de Putin sobre o fato de que o Kremlin não interferiu nas eleições nos Estados Unidos e aceitou sua posição. O presidente norte-americano ainda destacou como essa campanha teve um caráter estranho porque em todos esses meses não foram fornecidas as provas de intromissão por parte da Rússia", informou Lavrov.

Mas, mesmo aceitando a versão de Putin, os dois países criarão um grupo de trabalho para chegar a um acordo sobre cibersegurança.

Sem citar resultados, Tillerson afirmou que a conversa entre Trump e Putin sobre o tema foi "muito vigorosa".
*via Opera Mundi

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Protestos anti-G20 geram caos nas ruas de Hamburgo; há centenas de feridos

Policiais e manifestantes entram em confronto pelo segundo dia consecutivo em Hamburgo, na Alemanha, em protestos durante a realização da cúpula do G20.

A polícia alemã informou que 196 policiais foram feridos durante os protestos de massa até agora, e cerca de 70 manifestantes detidos e pelo menos 15 presos. Não foi divulgado o número de manifestantes feridos.

Durante os confrontos, a polícia alemã utilizou canhões de água e gás lacrimogênio, enquanto alguns ativistas tacavam garrafas de vidro contra os policiais.

Cerca de 100 mil manifestantes ocupam as ruas de Hamburgo para protestar contra o G20.
*via Sputnik





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1- TRUMP IMPÕE RESTRIÇÕES A VIAGENS E COMÉRCIO COM CUBA E REFREIA DISTENSÃO DE OBAMA; 2- 'VÍTIMAS TALVEZ NUNCA SEJAM IDENTIFICADAS', DIZ POLÍCIA DE LONDRES SOBRE INCÊNDIO EM PRÉDIO DE 24 ANDARES


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou nesta sexta-feira a adoção de restrições maiores a norte-americanos em viagem a Cuba e limites a negócios dos EUA com os militares da ilha, dizendo que está cancelando o “acordo terrível e mal orientado” do ex-presidente Barack Obama com Havana.

Delineando sua nova política para Cuba em um discurso em Miami, Trump assinou uma diretriz presidencial que reverte partes da abertura histórica de Obama com o país comunista, resultado de um avanço diplomático em 2014 entre os dois ex-inimigos da Guerra Fria.

Mas Trump manteve muitas das mudanças de Obama, como a reabertura da embaixada dos EUA em Havana, ao mesmo tempo em que buscou mostrar estar cumprindo a promessa de campanha de adotar uma postura mais rígida com o vizinho.

“Não ficaremos mais em silêncio diante da opressão comunista”, afirmou Trump a uma plateia empolgada em Little Havana, enclave de cubanos-norte-americanos em Miami, incluindo o senador republicano Marco Rubio, da Flórida, que ajudou a formular as novas restrições a Cuba.

“Com aplicação imediata, estou cancelando o acordo completamente unilateral da última gestão com Cuba”, declarou Trump ao fazer um ataque verbal contundente ao governo do presidente cubano, Raúl Castro.

A abordagem revisada de Trump, que estará contida em uma nova diretriz presidencial, pede o cumprimento mais rigoroso de uma proibição de longa data a norte-americanos que vão à ilha como turistas, e procura evitar que dólares norte-americanos sejam usados para financiar o que o governo Trump vê como um governo repressivo e dominado pelos militares.

Mas, sob pressão de empresas dos EUA e até de alguns colegas republicanos para evitar retroceder completamente nas relações com Cuba, o presidente decidiu deixar intactas algumas medidas de seu antecessor democrata para a normalização.

A nova política proíbe a maioria das transações de companhias dos EUA com o Grupo de Empreendimentos das Forças Armadas, um conglomerado cubano envolvido em todos os setores da economia, mas abre algumas exceções, entre elas para as viagens por ar e mar, de acordo com autoridades norte-americanas. Essencialmente isso irá blindar empresas aéreas e de cruzeiros que servem a ilha.

Trump justificou sua reversão parcial das medidas de Obama para Cuba em grande parte por razões de direitos humanos. Seus assessores argumentam que os esforços de Obama equivaleram a um “apaziguamento” e que não fizeram nada para promover as liberdades políticas em Cuba, mas beneficiaram o governo cubano financeiramente. via Reuters

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'Vítimas talvez nunca sejam identificadas', diz polícia de Londres sobre incêndio em prédio de 24 andares

Algumas vítimas do incêndio num edifício de Londres na madrugada de quarta-feira talvez nunca cheguem a ser identificadas, segundo a polícia da capital britânica. Os serviços de emergência passaram a quinta-feira ainda controlando focos de incêndio e fazendo buscas de corpos no prédio Grenfell Tower, em North Kensington, no oeste da cidade. Eles já não esperam encontrar sobreviventes.
Confira a íntegra da matéria no BBC Brasil




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9 MORTOS SÃO CONFIRMADOS EM LONDRES

REDAÇÃO -


A Inglaterra foi alvo de dois ataques terroristas na noite deste sábado (3). A Polícia Metropolitana confirma ocorrências na London Bridge e no Borough Market, em Londres. Nove mortes foram confirmadas pela polícia, sendo seis vítimas e três suspeitos. Os terroristas morreram após troca de tiros com a polícia. O serviço de ambulância da cidade tinha divulgado, anteriormente, que cerca de 20 pessoas haviam sido transferidas para seis hospitais. Esse número subiu para 30 pessoas.

As duas ocorrências foram confirmadas pela polícia da Inglaterra por meio de suas redes sociais. Os ataques tiveram início por volta das 22h30 (horário local). Cerca de duas horas após os acontecimentos, a corporação confirmou que tratam-se de atentados terroristas.

No Twitter, a corporação orienta as pessoas a se esconderem em locais seguros, colocar os telefones em modo silencioso e avisar as autoridades em caso de informações precisas.

A primeira ocorrência noticiada foi um atropelamento na London Bridge. Uma testemunha relatou à agência de notícias “ BBC ” que a van branca saiu da pista e atingiu um grupo de pedestres, que, na sua opinião, era formado por cinco a seis pessoas. Já o jornal “ The Telegraph ” fala em aproximadamente 20 vítimas.

Ainda de acordo com o “ The Guardian ”, a autoridade responsável pelo transporte em Londres fechou a estação ferroviária London Bridge após um pedido da Polícia Metropolitana. Também foi dada a orientação para que as pessoas evitem a região.

Um jornalista que trabalha para a “ BBC ” que estava na ponte no momento da ocorrência afirma que, aparentemente, o veículo trafegava em uma velocidade aproximada de 50 milhas por hora – o equivalente a cerca de 80 km/h – quando atingiu os pedestres. O repórter afirmou ainda que viu um homem sendo preso pela polícia.

O jornal “ Daily Mail ” informa que a polícia londrina procura três suspeitos que teriam esfaqueado pessoas na ponte.  O jornal cita relatos de testemunhas que disseram ter visto vítimas com cortes na garganta.

O jornalista brasileiro Cadu Proieti está passando férias em Londres e estava no metrô com um grupo de amigos quando chegaram as primeiras informações sobre os incidentes. “No caminho ouvimos um recado de que duas estações estavam fechadas por questões de segurança, mas não ligamos para isso”, afirmou, em entrevista ao iG.

Proieti relatou que se deu conta da magnitude dos fatos ao sair da estação e se deparar com grande quantidade de viaturas policiais e ambulâncias nas ruas. “Meu amigo recebeu mensagem de familiares que perguntavam se estávamos bem. Foi aí que vimos que era algo de grande proporção”, acrescentou o jornalista, que já está em um local seguro e acompanha a situação pela televisão.

Donald Trump - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou seu perfil no Twitter para comentar sobre os atentados em Londres. O chefe da Casa Branca defendeu que haja mais rigor no controle das fronteiras como um “nível extra de segurança”.

Em seguida, Trump assegurou que “os Estados Unidos farão tudo que possível para ajudar Londres e o Reino Unido”. “Estamos com vocês. Deus abençoe”, finalizou.

Alemanha - Na última sexta-feira (2), o festival de música Rock am Ring, na Alemanha, foi evacuado após ameaça terrorista . Cerca de 85 mil pessoas estavam no local quando a polícia orientou a organização para que esvaziasse o local do show. A ameça, entretanto, não foi confirmada e as apresentações foram retomadas neste sábado.

Manchester - Um ataque a bomba deixou 22 pessoas mortas e 59 feridas durante um show da cantora Ariana Grande em Manchester , também na Inglaterra. O atentado ocorreu no dia 22 de maio. Na mesma semana, o grupo terrorista autointitulado Estado Islâmico reivindicou a autoria do ataque. (via IG)

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Único médico em região sob fogo cruzado chega a atender 400 pacientes por dia no Sudão





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1- O QUE SE SABE SOBRE SALMAN ABEDI, APONTADO COMO AUTOR DO ATAQUE DE MANCHESTER;2- OUTRO TESTE BEM SUCEDIDO DO MÍSSIL PUKGUKSONG-12 [VÍDEO]

REDAÇÃO -



A polícia britânica identificou nesta terça-feira (23/05) o suspeito de executar o atentado que deixou ao menos 22 mortos em Manchester como Salman Abedi, de 22 anos. O chefe da polícia local, Ian Hopkins, afirmou que a prioridade no momento é descobrir se o suspeito, que morreu no ataque, agiu sozinho ou com uma rede de colaboradores.

Os investigadores não deram mais detalhes sobre o suspeito, porém, segundo a imprensa britânica, Abedi nasceu em Manchester e tinha origem libanesa. Seus pais seriam refugiados que fugiram do regime de Muammar Kadafi. Abedi teria ao menos três.

O jovem vivia em Manchester numa das duas residências que foram alvo de uma operação policial nesta terça-feira. Numa delas, os agentes realizaram uma explosão controlada, aparentemente para abrir a porta do local. Segundo o The Guardian, a outra residência vasculhada pelos investigadores seria de um dos irmãos de Abedi, Ismael.

De acordo com o jornal, Abedi era conhecido pelos serviços de segurança, mas não fazia parte de nenhuma investigação em curso nem era visto como alguém que representa um perigo elevado.

Um vizinho da casa de Abedi que foi alvo da batida policial afirmou à imprensa que um jovem de cerca de 20 anos morava ali. Antes o local abrigava outros residentes, disse, mas nos últimos seis meses ele não teria visto mais ninguém além do suspeito.

Um conhecido da família de Abedi afirmou ao The Guardian que o jovem era quieto e respeitoso e não parecia o tipo de pessoa que executaria um atentado.

O ataque com explosivo ocorreu na noite desta segunda-feira durante um show da cantora americana Ariana Grande e deixou ao menos 22 mortos e 59 feridos em Manchester, incluindo crianças e adolescentes. A polícia advertiu sobre “especulações” nas redes sociais sobre os nomes das vítimas da explosão.

“Sabemos que isto é inevitável, mas pedimos às pessoas que deixem que a polícia e o juiz forense publiquem os nomes, uma vez as famílias estejam prontas e contem com o apoio necessário”, afirmou Hopkins.

Até agora, três vítimas foram identificadas: uma menina de oito anos, Saffie Rose Roussos, uma jovem estudante de 18, Georgina Callander, e um jovem de 26, John Atkinson.

Há a suspeita de que mais pessoas, além do suicida, estejam envolvidas indiretamente no ataque. Um jovem de 23 anos foi detido em Manchester por suposta relação com o ataque. Mais detalhes não foram divulgados pela polícia. Esta foi a única detenção até o momento no caso.

O grupo extremista “Estado Islâmico” (EI) reivindicou a autoria do atentado. Numa mensagem publicada nas mídias sociais, o grupo afirmou que o executor do atentado era um “soldado do califado”, que colocou “bombas entre a multidão”.
* via DW

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Outro teste bem sucedido do míssil Pukguksong-12


No último domingo a Coreia Socialista realizou um teste muito bem sucedido do míssil Pukguksong-12, capaz de carregar consigo uma ogiva nuclear.

O míssil voou por mais de 500km e carregava consigo uma câmera, que captou nosso Planeta Terra do espaço sideral.

Eu sempre digo que as coisas feitas na RPD da Coreia são extremamente artísticas. Esse vídeo é prova disso. Confira a música e o jogo de imagens! (Por Lucas Rubio)






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MÁRIO AUGUSTO JAKOBSKIND -


Os acontecimentos na Venezuela se sucedem, mas nem todas as informações têm sido divulgadas pela mídia comercial conservadora. É o caso, por exemplo, das recentes declarações do Papa Francisco para um grupo de jornalistas quando retornava para o Vaticano depois de um giro no Egito.

O Sumo Pontífice responsabilizou a oposição venezuelana pelo fracasso do diálogo político proposto pela Igreja Católica com a participação de quatro ex-presidentes, o panamenho Martín Torrijos; Leonel Fernández, da República Dominicana; José Luis Rodríguez Zapatero, ex-presidente de governo da Espanha e o colombiano Ernesto Samper. Eles reiteraram o compromisso de fomentar as conversações entre os setores oposicionistas e o governo venezuelano com o objetivo de preservar a convivência pacífica.

Como resposta o oposicionista Henrique Capriles contestou o Papa Francisco. O Sumo Pontífice afirmara também que a oposição venezuelana está dividida, declaração contestada por Capriles que não esconde seu desejo de seguir adiante em sua estratégia de tentar um golpe que representaria a derrubada do Presidente constitucional. Capriles rejeitou o apelo do Papa no sentido de ser retomado o processo de diálogo e repudiou a participação do espanhol Jorge Luis Rodríguez Zapatero, que chefiou uma missão da União das Nações Sul Americanas (UNASUR) no ano passado para acertar as negociações entre as partes.

Capriles, estimulado por Washington e outros governos que rezam pela mesma cartilha, como o do Brasil e da Argentina, quer apenas derrubar o Presidente constitucional Nicolás Maduro e para tanto conta com o apoio da mídia comercial conservadora, expressada nos veículos que integram o grupo denominado Diário das Américas.

Isto quer dizer o seguinte: as matérias críticas sobre o governo da Venezuela reproduzidas, por exemplo, em O Globo, são divulgadas também em vários países do continente latino-americano com o objetivo de fazer com que a opinião pública se volte totalmente contra o governo Maduro.

Maurício Macri, que recentemente se encontrou com Donald Trump, além de receber elogios como merece um sócio dos Estados Unidos foi praticamente intimado a continuar agindo contra, nas palavras de Trump, o "desastre" que representa o governo da Venezuela.

O governo golpista brasileiro, agora com Aloysio Nunes Ferreira na condição de Ministro do Exterior segue também plenamente a receita de Donald Trump no cerco ao governo venezuelano. Nem foi necessário um encontro entre Trump e o golpista Temer para que o Itamaraty reforçasse o apoio aos golpistas da Venezuela.

E por mais que o Papa Francisco se pronuncie em favor do diálogo, a oposição, como demonstra Capriles está empenhada na derrubada de Maduro e não quer conversa. Tentaram em abril de 2002 um golpe, que teve a participação também de Capriles, mas a reação popular com o apoio das Forças Armadas evitou a derrubada do então Presidente Hugo Chávez, que voltou ao governo nos braços do povo.

Mais uma vez o esquema golpista venezuelano joga todas as suas cartas e conta, como em 2002, com o apoio incondicional do atual governo dos Estados Unidos e agora da Argentina com Maurício Macri e do Brasil com Michel Temer, que chegou ao governo vale sempre repetir através de um golpe parlamentar, midiático e judicial.

* Mário Augusto Jakobskind, é Professor, Jornalista, Escritor e Coordenador de História do IDEA, Programa de TV, transmitido pela Unitevê, Canal Universitário de Niterói, Universidade Federal Fluminense. Fonte: blog Jornal da ABI







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Por LÚCIO FLÁVIO PINTO - Via blog do autor -


O Exército brasileiro vai realizar durante 10 dias, em novembro, “um exercício inédito no âmbito da América do Sul”. Pela primeira vez montará uma base logística internacional em Tabatinga, no Estado do Amazonas.

Essa localização permitirá a atuação em conjunto com as forças armadas dos dois países vizinhos, a Colômbia e o Peru. Mas terá também a participação dos Estados Unidos como convidado, além de observadores militares de outras nações amigas e diversas agências e órgãos governamentais.

“Um dos objetivos é fazer uma fiscalização maior na região e criar uma doutrina de emprego para combater os crimes transfronteiriços, que afetam aquela região na famosa guerra de fronteira que hoje alimenta a nossa guerra urbana existente nos grandes centros”, explica o general Theofilo Gaspar de Oliveira, responsável pelo Comando Logístico da Força, em Brasília, e um dos organizadores do AmazonLog, em vídeo promocional do evento.

As operações envolverão itens de logística como munição, aparato de disparos e transporte e equipamentos de comunicação, além das tropas. Elas integram o AmazonLog, exercício militar criado pelo Exército brasileiro a partir de um atividade feita em 2015 pela Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Hungria, da qual o Brasil participou como observador.

À BBC Brasil, que divulgou o fato, o Exército negou que a atividade sirva como embrião para uma possível base multinacional na Amazônia, à semelhança do que aconteceu após o exercício da Otan citado como base para a atividade.

“Não. Ao contrário da Otan, a qual é uma aliança militar, o trabalho brasileiro com as Forças Armadas dos países amigos se dá na base da cooperação”, responderam porta-vozes do Exército, segundo a agência inglesa de notícias.

“Com uma atividade como essa, busca-se desenvolver conhecimentos, compartilhar experiências e desenvolver confiança mútua”, afirmou a corporação.

Relata a BBC que, apesar do ineditismo do comando multinacional na região amazônica, esse não é o primeiro exercício mútuo entre as forças armadas de Brasil e EUA no país. No ano passado, por exemplo, as Marinhas das duas nações fizeram uma atividade preparatória para a Olimpíada no Rio de Janeiro, envolvendo treinamentos com foco antiterrorismo.

Em 2015, um porta-aviões americano passou pela costa do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro para treinamento da Força Aérea Brasileira (FAB).

Entre as metas da operação prevista para novembro, segundo o Exército brasileiro, estão o aumento da “capacidade de pronta resposta multinacional, sobretudo nos campos da logística humanitária e apoio ao enfrentamento de ilícitos transnacionais”.

A operação integra uma série de novos acordos militares pelas forças armadas de Brasil e Estados Unidos e visitas de autoridades americanas a instalações brasileiras com o objetivo de “reaproximar” e “estreitar” as relações militares entre os dois países.

Em março, o comandante do Exército Sul dos Estados Unidos, major-general Clarence K. K. Chinn, foi condecorado em Brasília com a medalha da Ordem do Mérito Militar. O comandante americano visitou as instalações do Comando Militar da Amazônia, onde a atividade conjunta será realizada em novembro. Ele é responsável por realizar operações multinacionais com 31 países nas Américas do Sul e Central.

Em março, o Ministério da Defesa do Brasil e o Departamento de Defesa dos EUA assinaram o Convênio para Intercâmbio de Informações em Pesquisa e Desenvolvimento, ou MIEA (Master Information Exchange Agreement), na sigla em inglês.

Na ocasião, o secretário Flávio Basilio, da Secretaria de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa (Seprod) afirmou que o documento funciona como “base para se estabelecer qualquer tipo de cooperação bilateral com os Estados Unidos”.

“É mais um passo no sentido de nos reaproximar dos americanos, possibilitando parcerias importantes na área tecnológica que representarão um incentivo importante para a nossa Base Industrial de Defesa e para o País como um todo”, disse o secretário.

Em 3 de abril, o Ministério da Defesa anunciou em evento na embaixada americana que o Brasil e os Estados Unidos desenvolverão “um projeto de defesa” em conjunto.

O Exército brasileiro organiza a ida de um batalhão de infantaria do Brasil para treinamento uma brigada do Exército americano em Fort Polk, na Lousiana, no segundo semestre de 2020.

Questionada pela BBC sobre como as forças armadas americanas poderiam apoiar o Brasil em áreas como violência e tráfico de drogas, armas e pessoas, a embaixada americana afirmou que “o Brasil é um parceiro confiável e respeitável”, que as forças armadas dos dois países “têm áreas de conhecimento e experiência que compartilham rotineiramente umas com as outras” e que “a maioria das atividades bilaterais de cooperação em defesa entre nossas forças armadas são trocas entre especialistas”.

O filósofo Héctor Luis Saint Pierre, fundador e líder do Grupo de Estudos de Defesa e Segurança Internacional da Unesp e coordenador de Segurança Internacional, Defesa e Estratégia da Associação Brasileira de Relações Internacionais, entende que essas iniciativas têm relevância porque “há um respeito na América do Sul pela escola militar brasileira. Então, o Brasil é um parceiro estratégico para a formação doutrinária dos militares do continente. Se os EUA têm a simpatia do Exército do Brasil, é mais fácil espalhar sua mensagem entre os militares sul-americanos”.

“Uma alternativa a ser pensada seria uma intenção dos EUA de quebrar a expectativa de uma parceria sul-americana neste momento político”, diz. “A Venezuela é uma problema quase de honra para os Estados Unidos.”

O especialista também cita o crescimento da China como produtor de equipamentos militares e armamento.

“Há uma grave preocupação nos EUA com o incremento do comércio da China com a América Latina também em termos de armamento. Os EUA gastaram US$ 650 bilhões com defesa – a China gastou menos de 10% disso, mas ainda assim já esta produzindo porta-aviões com bom nível tecnológico. Se os Estados Unidos conseguem se aproximar o Brasil para sua zona de influência, eles estancam este prejuízo”.

Para o professor, a aproximação americana também poderia ser motivada por interesses econômicos.

“Tenho notado oficiais defendendo a tese de que não precisamos de autonomia tecnológica nas forças armadas se podemos contar com parcerias com países como os Estados Unidos. Normalmente se imagina que um oficial militar, do país que for, seja um nacionalista. Mas essa é uma perspectiva liberal nas Forças Armadas que vem ganhando força”.

O professor explica: “Hoje a questão estratégica está subordinada ao negócio. A indústria do armamento é a que mais floresce no mundo. Não é preciso uma guerra: a ameaça de guerra já é suficiente para mover este tipo de negócio. Muitas atividades militares, inclusive, são muito mais guiadas pelos negócios militares do que por uma lógica política”.





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ENTREVISTA (2º PARTE) –

“A COREIA SOCIALISTA É UMA FACADA

NO CORAÇÃO DO IMPERIALISMO”

LUCAS RUBIO, COORDENADOR

DA POLÍTICA SONGUN-BRASIL [VÍDEO]

ILUSKA LOPES -

Praticando jornalismo de fato, fazendo contrapondo permanente a nefasta mídia hegemônica, hoje publicamos a segunda parte da entrevista com o coordenador do Centro de Estudos da Política Songun no Brasil (CEPS-BR), LUCAS RUBIO, também colaborador da TRIBUNA DA IMPRENSA Sindical. Para os leitores que perderam a primeira parte da entrevista, veja aqui.


Disciplinada, esta sargento orienta o trânsito nas exemplarmente limpas e pacatas ruas coreanas. Estas belas comunistas com frequência atraem a atenção das câmaras ocidentais /Fotos: flickr RPDC.
Quando em terras brasileiras, pesquisamos sobre a Coreia Socialista em sites de busca, é um festival de mentiras, desinformação e preconceitos. Segundo Lucas Rubio, pesquisador da cultura e da doutrina militar da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), o país prioriza investimentos nas artes e cultura. “No período da colonização japonesa, os imperialistas tentaram remover a cultura e as tradições coreanas, no inicio da Revolução existiam muitos analfabetos, o regime socialista retomou a cultura coreana e a incentivou na população, tornando isso uma marca, a valorização das artes e culturas regionais nunca mais parou, seguem até hoje”.


Cultura

O editor Daniel Mazola lembrou que vivemos numa sociedade de consumo, que o capitalismo vende a ‘promessa de felicidade’ em quase todos os produtos da indústria cultural, claro que essa promessa é tão falsa quanto o sorriso de um carrasco ou da promessa de liberdade dada a todos recém-chegados nos campos de extermino nazistas na Segunda Guerra Mundial. Lucas disse que na Coreia Socialista: “a população tem grande nível cultural e acesso as artes, principalmente cinema, teatro e música. Lá as artes servem ao povo, algumas coisas que aqui no ocidente são chamadas de arte e que degradam as pessoas, as mulheres, ou a nação de alguma forma, não ocorrem na Coreia Socialista, que reflete nas artes um extremo respeito às mulheres e a nação (...). Após o expediente nas fábricas, que possuem salas de teatro e tocam músicas, os operários e camponeses tem acesso ao teatro ou cinema (...). Eles têm o costume de realizar festas gigantescas extremamente organizadas como o festival Arirang, que é realizado no maior estádio do mundo (capacidade 150 mil), é o Estádio 1º de Maio, fica na capital Pyongyang. O país possui um dos maiores estúdios de arte do mundo, que produz muitos filmes e desenhos animados. Muitos desses desenhos são vendidos para o Ocidente e acabam não levando a assinatura original. Podemos ver na Europa, vários desenhos de ótima qualidade que foram produzidos na Coreia Socialista e que as pessoas não sabem que vieram de lá”.



Esporte

Nosso colaborador explicou que o incentivo na área dos esportes também é muito forte: “nas escolas, empresas, indústrias e nas faculdades todos tem acesso, é muito grande o incentivo a pratica de esportes. O estado investe em total infraestrutura para que a população usufrua. A seleção feminina de futebol foi campeã por vários anos de campeonatos na Copa Asiática, eles gostam muito de futebol o que gera identificação com os brasileiros (...). Também gostam de vôlei (foto baixo), basquete, natação e são uma potência no tênis de mesa. Na RIO 2016, a norte Coreana Song Kim I foi medalhista de bronze”.


Mulheres

Lucas Rubio fez questão de frisar que o respeito às mulheres e as pessoas mais velhas na Coreia Socialista é essencial, eles não aceitam a degradação da mulher. “As condições são iguais para homens e mulheres, desde 1946 quando foi assinado a Lei de Igualdade pelo presidente KIM IL SUNG. Metade do Exercito Popular da Coreia é composto por mulheres, não existe paralelo no mundo. As mulheres ocupam cargos de comando nas indústrias, fábricas, empresas e também cargos na política, muito diferente daqui, onde poucas mulheres estão na vida pública e, no entanto a maioria da população é de mulheres”.


As mulheres da capital Pyongyang e jovens marinheiras na parada dos 65 anos do Partido dos Trabalhadores da Coréia
Habitação e Transporte

Segundo Lucas, “na Coreia Socialista a falta de habitação é inaceitável. O estado é o responsável, não existe propriedade privada, o setor da construção é um dos mais ativos e que mais se desenvolvem por lá, eles constroem prédios de apartamentos magníficos para os cidadãos, a aparência dos imóveis é de luxo, são distribuídos gratuitamente à população, respeitando alguns critérios (...), as pessoas ganham moradias que sejam bem próximas ao local de trabalho. Os estudantes que saem do campo para estudar em Pyongyang, tem garantido sua moradia, muito diferente daqui por exemplo, as grandes universidades não conseguem acomodar todos os seus alunos que vem de fora da cidade. O metrô em Pyongyang é uma coisa fora do comum, semelhante ao modelo russo, eles possuem grandes obras de artes, estátuas e lustres, justamente para aproximar a arte ao dia-a-dia das pessoas, seus trens são produzidos na Coreia Socialista”.

A capital Pyongyang, foto tirada durante a ultima parada militar
Quando o editor voltou a perguntar sobre assuntos militares, especialidade do entrevistado, ele falou: “Os norte coreanos desenvolveram uma tecnologia muito avançada no campo balístico, que a maiorias dos outros países não possui, como um míssil pequeno de longo alcance. Isso é uma facada no coração do imperialismo, uma nação pequena, tão independente e desenvolvida”.

Seguiremos trazendo informações exclusivas e diferenciadas, desmistificado conceitos e opiniões a respeito da Coreia Socialista. Visite a página flickr da RPDC e vejam milhares de fotos que confirmam a entrevista, essa é a verdadeira Coreia Socialista. Agora, confira na íntegra a segunda parte da entrevista com Lucas Rubio.








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A BANCA, A CORRUPÇÃO E A GUERRA

Por PEDRO AUGUSTO PINHO -

Militares norte coreanos.
Vivemos um mundo que muitos analistas e escritores denominam pós-industrial, outros da informação ou da inteligência ou ainda da globalização, implicitamente indicando uma época de liberdade e de paz.

Muito diferente é meu entendimento. Fomos conduzidos a uma armadilha pelo capital financeiro que acumulou conhecimentos de dominação ao longo dos dois últimos séculos e criou uma verdadeira universidade perpetradora de crimes contra a humanidade.

Um dos crimes será objeto de nossas reflexões neste artigo: a corrupção.

Penso que, qualquer que seja o modo de colocar a mão em seu bolso, provocará um dano incomparavelmente menor do que a colocar em seu cérebro. E é isso que a banca (sistema financeiro, nova ordem mundial ou que alcunha se use) vem fazendo desde o momento que, destruindo culturas, assassinando etnias, forjando falsas realidades e, com insustentáveis pretextos, guerreando todo mundo implantou seu sistema colonial.

Não se iludam, caros leitores, com eventuais progressos econômicos ou avanços tecnológicos que lhes mostrem aqui ou ali; perguntem primeiro quem mais se beneficia senão quem é o único beneficiado com este resultado. E surgirá a banca, os rentistas.

Vou buscar um exemplo difícil para quem me lê e está se informando pela grande mídia: a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) ou Coreia do Norte, retratada em todo ocidente na forma caricatural de uma ditadura familiar comunista, oprimindo um povo faminto para construir armas nucleares.

Comecemos pelo conceito básico sobre o qual se funda o pensamento e a sociedade coreana: o confucionismo.

No milênio que antecedeu a era cristã, surgiram quatro vertentes de pensamento que influenciariam a humanidade: o pré-socrático, do mundo grego, o monoteísmo hebraico, no Oriente Médio, o induísmo (budismo), no subcontinente indiano e o confucionismo. Este último com a fundamental diferença em relação a todos os demais: a origem não divinatória do homem. Confúcio propõe, na sua consolidação do pensamento chinês (Os Analectos), pela primeira vez, a concepção ética do homem, em sua integralidade e universalidade, ao invés de uma criação divina. Pode-se imaginar a consequência para o cotidiano da pessoa  e de seus relacionamentos o que significa esta diferença.

Permitam-me tratar de três questões que serão importantes para compreensão da vida na Coreia do Norte. Diz Confúcio: é raro um homem que é bom como filho e obediente como jovem ter a inclinação de transgredir contra seus superiores (Analectos I.2). Também nesta obra encontramos: governar é estar na retidão (A XII.17) e, a terceira, aprender alguma coisa para poder vivê-la a todo momento, não é isso fonte de grande prazer? (A I.1).

Vejamos quais as consequências destas três proposições. Afirma uma das maiores autoridades sobre a História e vida coreana, Charles K. Armstrong: “A reverência à família, ao lider e à distinção social, por exemplo, não foi abolida na Coreia do Norte, mas transferida e reformulada” (The North Korean Revolution, 2003, em Visentini, Pereira e Melchionna, A Revolução Coreana, UNESP, 2015).

O sistema político hereditário, num modelo de círculos concêntricos, que está no pensamento confucionista, se encontra, na verdade, em muitas civilizações, como apontam o historiador indiano Sardar K. M. Panikkar, o ganense Godwin Dogbe e outros analistas da desestruturação de civilizações africanas e asiáticas pelo colonialismo europeu, em especial o inglês. A palavra traduzida por governar significa mais do que uma ação gerencial; zheng tem o sentido de organizar o mundo, originariamente restabelecer o equilíbrio. Logo o que se acusa de ditatorial hereditário está na própria estrutura do pensamento social e político dos norte-coreanos.

Diz Confúcio que o homem se faz ao caminhar, poderíamos até entender que a pedagogia dos saberes surge do confucionismo, mas, efetivamente, a educação com os pés no chão, com crítica e transformadora, é um traço que aproxima a RPDC de Cuba, daí a resiliência com que ambos enfrentaram os bloqueios e os transformaram em fator de maior unidade nacional.

Este aspecto do nacionalismo é extraordinariamente forte na Coreia. Além dos conteúdos filosóficos, houve a dura realidade da colonização japonesa em toda península. Podemos especular que o recente golpe na presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, com muitas identidades ao que foi aplicado em Dilma Rousseff e em outros dirigentes que ousavam construir um caminho à margem da banca, destinou-se a combater naquele país o mesmo pensamento nacionalista do Zuche norte-coreano.

Entender o Zuche é igualmente importante para compreender a RPDC. Charles Armstrong, na mesma citação anterior, alerta: “a nação tornou-se uma espécie de substituto para a classe operária como sujeito primordial da revolução, um movimento que pode ser chamado de nacionalismo proletário”.

A divisão da península coreana pelo Paralelo 38 foi mais um exemplo de atos arbitrários que o colonialismo adota à revelia da humanidade. Ao fazê-lo, no entanto, ao tempo que os Estados Unidos da América (EUA) colocavam um títere, retornando daquela nação imperial onde vivera 37 de seus 60 anos, Syngman Rhee, no poder ao Sul, o norte contou com a liderança de um herói da guerra contra os japoneses, não só na Península como na Manchúria, Kim Il Sung. Este não se submeteria à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) a quem coubera o Norte. O Norte era, desde a ocupação japonesa, industrial, com exploração mineral e energia abundante. O sul era agrário, produtor de alimentos.

Kim Il Sung promoveu a reforma agrária com maior e melhor aproveitamento da terra e obtendo o apoio dos camponeses. Dispondo de recursos hidrelétricos desenvolveu o setor industrial com especial atenção à construção civil, têxteis e indústria pesada. Os planos plurianuais até a eclosão da guerra aumentaram de modo significativo a produção do Norte. A Guerra na Coreia foi uma guerra de extermínio. Os EUA usaram napalm e bombardeio massivo para destruir cidades, infraestruturas e a população norte-coreana. A Guerra da Coreia mereceria um artigo especial.

Mas dela resultou esta mistura de confucionismo, marxismo e, principalmente, nacionalismo que se denomina Zuche. Outro estudioso da Coreia, Bruce Cumings (North Korea, 2004, também em Visentini, Pereira e Melchionna) assim descreve: “A Coreia do Norte oferece o melhor exemplo de retiro consciente do sistema mundial capitalista no mundo pós-colonial em desenvolvimento, bem como uma tentativa séria de construção de uma economia independente, autônoma; como resultado, observamos, hoje, a economia industrial mais autárquica no mundo. A Coreia do Norte nunca permaneceu ociosa, sempre avançou”. É o mesmo Cumings quem define o sistema político norte-coreano como corporativista neoconfuciano, tendo o papel revolucionário da classe operária trazido para a nação. Da tradição de Confúcio vem o ideal da família, sendo a nação a grande família, e assim o Estado forte e centralizado se justifica no controle da sociedade. O desenvolvimento autárquico dá ao país menos suscetibilidade às pressões externas, e a existência de armas nucleares estadunidenses ao sul legitima o desenvolvimento da tecnologia nuclear do Norte. Um pequeno país que buscou garantir dentro de sua filosofia a máxima independência possível em relação ao exterior.

Vejamos agora o aspecto corrupto, inerente à banca. Um país autárquico, o que de certo modo é comum na Ásia Oriental Continental, onde a filosofia confucionista prevalece, não é um país belicoso. Por que razão, senão de sua própria segurança e mesmo existência, a RPDC desenvolveria armas e instalações se não fosse para sua defesa. A Coreia do Norte investiu na construção de numerosos túneis e abrigos para proteger sua população de novos bombardeios dos EUA. Nestes abrigos há hospitais, escolas e condições de sobrevivência a um enorme custo que não se fariam necessários se não estivesse a belicosidade da banca a ameaçá-los como o faz em todo mundo.

Mas isto não lhes chega ao conhecimento. A República Popular Democrática da Coreia é um exemplo que une a banca à corrupção e à guerra.

* Enviado para o e-mail da redação. Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado





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ENTREVISTA – “O SONHO SEGUE VIVO NA COREIA SOCIALISTA” LUCAS RUBIO, COORDENADOR DO CENTRO DE ESTUDOS DA POLÍTICA SONGUN-BRASIL [VÍDEO]

ILUSKA LOPES -

Depois da parada militar em Pyongyang no ultimo dia 15, milhares de civis lotaram a Praça Kim Il Sung em uma grande demonstração de amor a Pátria Socialista.


O entrevistado de hoje é também novo colaborador do site TRIBUNA DA IMPRENSA Sindical, o convite surgiu durante o bate papo com o editor Daniel Mazola. Universitário, LUCAS RUBIO, 20 anos, cursa Letras (Português e Russo) na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e representa o Centro de Estudos da Política Songun no Brasil (CEPS-BR). Com sede no Rio de Janeiro, o CEPS-BR visa estudar a doutrina militar da República Popular Democrática da Coreia (RPDC).

Lucas Rubio (foto) começou a se interessar por política no inicio da adolescência, ficava impressionado ao assistir o noticiário televisivo divulgar bizarrices sobre o pequeno país asiático, absurdos como: “todos os civis estão apoiando o regime assassino e assistindo o desfile militar, pois do contrário não terão comida e morrerão de fome”. Foi assim que passou a ter grande interesse em conhecer a fundo o regime socialista da Coreia do Norte e entender como de fato a população vivia naquele pequeno país, com aproximadamente o tamanho do Estado de Roraima e 24 milhões de habitantes.

No atual cenário, Lucas explica que “a ida da esquadra do EUA foi um jogo teatral para intimidar a Coreia do Norte, o país não está disposto a sofrer intimidações, nem se dobrar a provocações. Na parada militar que ocorreu no dia 15 de abril em comemoração aos 105 anos de nascimento do patriarca KIM IL SUNG, avó do atual líder da nação, KIM JONG UN, a Coreia do Norte mostrou que tem sim um míssil intercontinental, e está muito preparada no programa militar, isso da à Coreia Socialista poder de negociação muito maior no jogo geopolítico”.

Parada militar em comemoração ao 105º aniversário de nascimento do fundador da Nação, KIM IL SUNG
A Revolução da Coreia Socialista nasce da luta contra o imperialismo japonês na década de 1920 e seguiu posteriormente contra os Estados Unidos. Lucas destacou: “Após a independência política em 1948, se consolidou a Política Songun para garantir a soberania e defesa do seu povo. O que possibilitou a sobrevivência do regime da Coreia Socialista, durante décadas, foi o investimento em pesquisa militar e armamento. O país sofre até hoje com embargos econômicos iguais aos sofridos pelo regime Cubano, mesmo assim mantêm a nação alimentada, com saúde e educação de primeira qualidade, totalmente gratuito, consciente e politizada. As palavras soberania e independência tem uma importância enorme para a Coreia Socialista, eles lutam para manter isso, a manutenção da nação é vital. A Coreia do Norte não está conduzindo um programa nuclear para bombardear o mundo, apenas para existir, se defender contra o imperialismo dos EUA. (...) Há mais de 70 anos os EUA provocam e tentam intimidar a Coreia Socialista, mesmo assim a Coreia do Norte sempre saiu vitoriosa nas tentativas de destruição do seu regime (suposta ditadura). A Coreia Socialista mais uma vez deu as cartas e ensinou os EUA como é a regra do jogo”.

Lucas Rubio lembrou que os EUA vivem de intimidações e chantagens para garantir a própria hegemonia política e econômica, que a Coreia do Norte é atacada pelos EUA desde o fim da Segunda Guerra Mundial, e que sempre foram derrotados, enfatizou. No ultimo domingo publicamos o seguinte artigo do entrevistado: “A PARADA MILITAR DA COREIA SOCIALISTA [VÍDEO]”, o texto teve grande audiência e repercussão. É a versão contrária da reproduzida pelos barões da mídia, recomendo a todos (as)!

Na próxima semana publicaremos o final dessa entrevista. Agora confira a primeira parte:








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A PARADA MILITAR DA COREIA SOCIALISTA [VÍDEO]

Por LUCAS RUBIO -


Na madrugada de ontem (15), por volta das 10 da manhã em Pyongyang, a República Popular Democrática da Coreia realizou uma imensa demonstração de força, em vários sentidos. A parada militar em comemoração ao 105º aniversário de nascimento do fundador da Nação, KIM IL SUNG, deixou o mundo em alerta. E o desfile foi incrível! Até mesmo a mídia global, a mesma que adora desdenhar da Coreia, classificou o evento como "demonstração de grandeza sem precedentes" e "impressionante parada militar".

Realizar uma parada militar é mandar uma mensagem. Não é uma simples comemoração. Existe um grande simbolismo por trás de uma parada militar. E as circunstâncias em que ela acontece, bem como o que é dito e mostrado durante o evento, mostram essa mensagem clara para o mundo.

A situação na Península Coreana está muito tensa, como sabemos. As manobras dos imperialistas dos Estados Unidos para sufocar e destruir a Coreia Socialista estão mais claras do que nunca e se revelam covardes e desesperadas. Até mesmo uma frota com poderosos navios foram movidos para a costa da Coreia. Some esse fato com a recente implantação de sistemas anti-mísseis no sul da Coreia e com as declarações de guerra feitas abertamente pelos Estados Unidos.


Mas o interessante aqui é que mesmo em meio a essa situação, em que a mídia ocidental chegou a inventar que a população da capital Pyongyang estava sendo evacuada, o Marechal KIM JONG UN e seu povo decidiu realizar a parada militar. Poderíamos até mesmo fazer um paralelo com a situação soviética em 7 de novembro de 1941, em que as tropas fascistas estavam nas cercanias de Moscou e mesmo assim Stalin realizou o desfile em comemoração ao aniversário da Revolução Russa. Essa já é a primeira mensagem da parada: não importa o ambiente hostil que esteja pairando sobre eles, o povo coreano é forte e está determinado a fazer o que ele bem entender.

Os preparativos desse ano para a parada foram especiais. Algo raro de acontecer, aconteceu: mídias do mundo todo, inclusive a BBC e CNN, tiveram acesso com seus links ao vivo para transmitir o evento aos seus países via televisão ou internet. Muitos jornalistas estavam no lugar para cobrir o evento. Além disso, a Praça Kim Il Sung estava belamente decorada, com muitas bandeiras e até mesmo com edifícios novos na sua paisagem ao fundo. A banda começa a tocar para anunciar a chegada das tropas, que marcham para a formação de espera. Esse ano o tom da banda marcial estava mais alto e nitidamente mais 'forte' que nos anos anteriores.

Depois de uns minutos de espera, chega o Marechal Supremo KIM JONG UN, que, para nossa surpresa, estava vestindo um terno comum, sem seu traje mandarim tradicional. Alguns militares, como Choe Ryong Hae, vice-presidente da Comissão de Defesa Nacional e ocupante de importantes cargos, acompanharam KIM JONG UN no terno. Na hora do discurso, outra surpresa: o silêncio de KIM JONG UN. Quem discursou em seu lugar foi justamente Choe Ryong Hae, talvez para preservar a imagem do Marechal ou por algum outro motivo (cansaço, talvez? Lidar com toda essa situação geralmente é muito complicado e pode nos desmotivar num discurso longo). Aqui fica a mensagem verbal. Não tive ainda o acesso ao que disse o Ministro, mas pela entonação e por já conhecermos o histórico dos norte-coreanos, podemos ter certeza que foi uma mensagem bem certeira no coração do imperialismo. Afinal o dia era de festa nacional, de comemorar a vida do homem que dedicou toda sua existência ao bem do povo coreano e libertou a Pátria dos dois mais terríveis imperialismos da História: o japonês e o americano.


Durante a revista de tropas por altos oficiais do Exército Popular da Coreia, já conseguíamos ter a noção da imensa dimensão do desfile, bem como observar novos uniformes de alguns pelotões e os novos equipamentos estacionados nas ruas próximas à Praça Kim Il Sung, esperando para desfilar.

A parada começa. O estilo de marcha dos norte-coreanos é louvável. Outra mensagem simbólica: força, sincronia, perfeição e lealdade. Milhares de soldados mostraram que estão prontos para, a qualquer momento, começar a guerra santa de libertação da Pátria e defesa do socialismo. Foram apresentados novos uniformes de camuflagem de montanha, um pelotão de forças especiais com pintura de guerra nos rostos dos soldados, algo inédito nas paradas, além de uma divisão com roupa branca de atuação na neve. Quem fechou o desfile de marcha foram pelotões de universitários.


Na hora do desfile motorizado, muitas surpresas. Novas armas foram apresentadas pela primeira vez em desfile. Armas que desde 2016 vimos em testes e vídeos, mas que finalmente hoje podemos ver em glorioso ritmo de desfile. Puxando a parte das novidades, os novos veículos fabricados totalmente na Coreia. Foram inicialmente projetados para lançar apenas um míssil, mas os que puxavam o desfile foram adaptados para lançarem até 4 mísseis de curto alcance. Depois, exibidos de uma forma inédita, em caminhões, os poderosos mísseis Puksuksong-2, capazes de carregarem ogivas nucleares e serem lançadas por submarino ou então pelos novos veículos inventados no início desse ano. Após isso, alguns tanques que tiveram os chassis aproveitados para servirem de base lançadora, com mísseis renovados em cima. E depois deles, o que para mim são os mais interessantes, os novos veículos que são os lançadores dos Pukguksong-2 em terra. Lindos e fortes! E por fim, os mais temíveis e esperados: os imensos mísseis intercontinentais! Sim, eles existem e foram demonstrados hoje no desfile. Sendo assim, comprovadamente a Coreia do Norte tem capacidade de atingir os Estados Unidos com lançamentos através do seu próprio território. E essa é uma grande conquista na geopolítica local e global. Preciso comentar que tipo de mensagem fortíssima foi essa?

Por vários momentos, aviões sincronizados cruzavam o céu formando o número 105, em referência aos 105 anos de nascimento de KIM IL SUNG.


Depois da parada militar, milhares e milhares de civis lotaram a Praça Kim Il Sung em uma grande demonstração de amor à Liderança Suprema e de apoio total ao seu governo e Pátria socialista. Imensos carros alegóricos traziam imagens triunfantes de KIM IL SUNG, KIM JONG IL e outros elementos típicos da estética jucheana: trabalhadores, soldados, armas, equipamentos de trabalho, livros, alusões à conquista científica e espacial, bem como elementos da natureza do País, como flores nacionais. Conquistas sociais como igualdade entre homens e mulheres e o desejo de reunificação da Coreia também estavam presentes nesses belos carros.

No final, a plateia aplaudiu intensamente por vários minutos o Marechal KIM JONG UN, que acenava para o público e sorria em agradecimento pelo apoio. Durante todo o desfile ele esteve atentamente analisando os destacamentos militares e saudando a população que passava pela tribuna com grande alegria.


E as consequências da grandiosa festa foram imediatas: a mídia do mundo todo correu pra classificar e analisar os novos equipamentos e toda a mensagem semiótica por trás da parada. Estamos aqui falando de milímetros de movimentos que significam coisas. A roupa, o silêncio, o novo equipamento, tudo faz parte de uma guerra com e sem palavras contra o imperialismo. Jornais do mundo transmitiram surpresa ao ver o desfile extremamente organizado, disciplinado e grandioso. A própria Rede Globo transmitiu durante todo o dia cenas do desfile e admitiu a grandeza do ato.

Por fim, fica para a gente a admiração pelo povo coreano e o desejo de que eles alcancem a vitória, alavancando a vitória dos trabalhadores no mundo todo. O desfile de hoje foi uma prova de como aquele povo pequeno em número e em tamanho é capaz de fazer frente ao gigante devastador que é os Estados Unidos e fazer até mesmo o demente do Trump recuar.

GLÓRIAS AO ANIVERSÁRIO DE KIM IL SUNG!
VIVA A LUTA DO POVO COREANO!
VIDA LONGA AO SUPREMO MARECHAL KIM JONG UN! MANSE!!!

Assista o desfile completo:

* Lucas Rubio, 20 anos, estudante de Letras na UFRJ e representante do Centro de Estudos da Política Songun-Brasil. Reproduzido do Facebook do autor







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REDAÇÃO -


O fundador da organização que luta pela transparência das informações, conhecida como Wikileaks, divulgou um anúncio no dia 1 de dezembro de 2016, expondo mais de 500.000 arquivos diplomáticos arquivados desde 1979, que, de modo sucinto, revelam que a CIA (Central Intelligence Agency - Agência Central de Inteligência, o maior órgão de informações, espionagem e contra-espionagem dos EUA) foi responsável pela criação do grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS).

O período de divulgação desses dados coincidiu com o sexto aniversário da divulgação "Cablegate" do WikiLeaks, que expôs as maquinações do império dos EUA. A divulgação mais recente, conhecida como "Carter Cables", expõe 531.525 novos arquivos diplomáticos aos já volumosos registros da Public Library of US Diplomacy (PLUSD - Biblioteca Pública da Diplomacia dos EUA).

Num comunicado divulgado na exposição dos arquivos do "Carter Cables", Julian Assange mapeou os eventos desde 1979, começando por uma série de eventos que culminaram com o surgimento do Estado Islâmico.

"Se podemos indicar algum ano como o 'marco zero' de nossa era, esse ano é 1979", disse Assange. Assange mostra a realidade de que as raízes do terrorismo islâmico moderno começaram a se fixar por uma parceria entre a CIA e o governo da Arábia Saudita, investindo bilhões de dólares para criar uma força "mujahideen" para lutar contra a União Soviética no Afeganistão - e que, em última análise, favoreceu a criação da Al-Qaeda e do Estado Islâmico.

Assange não está sozinho nessas alegações. De acordo com uma pesquisa da Express, a maioria da população compreende que a política externa dos EUA criou o Estado Islâmico. Assange revela que o ataque do 11 de Setembro e a invasão do Afeganistão estão diretamente ligadas ao surgimento do ISIS.

"No Oriente Médio, a Revolução Iraniana, a revolta islâmica na Arábia Saudita e os acordos do Campo Davi (entre Egito e Israel) levaram não somente à atual dinâmica de poder regional, como também mudaram decisivamente a relação entre petróleo, islamismo militante e questões mundiais.

"A revolta em Meca mudou permanentemente a Arábia Saudita para o wahhabismo, levando à difusão transnacional do fundamentalismo islâmico e à desestabilização do Afeganistão", disse Assange. "A invasão do Afeganistão pela URSS fez com que a CIA investisse bilhões de dólares em guerrilheiros mujahideen como parte da Operação Ciclone, fomentando o surgimento da Al-Qaeda e o eventual colapso da União Soviética".

"A difusão da islamização havia chegado ao Paquistão, desde 1979, onde ocorreram os episódios da queima da embaixada dos EUA e o assassinato do então primeiro ministro paquistanês, Zulfikar Ali Bhutto".

"A crise dos reféns iranianos acabou minando a presidência de Jimmy Carter, levando à eleição de Ronald Reagan".

"O surgimento da Al-Qaeda eventualmente levou ao atentado do 11 de Setembro de 2001 e outros ataques aos Estados Unidos, permitindo a invasão dos EUA contra o Afeganistão e o Iraque, causando uma década inteira de guerra que, no fim, resultou na base ideológica, financeira e geográfica para o ISIS", disse Julian Assange.

Em adição ao surgimento do islamismo militante global, as últimas divulgações incluem dados sobre a eleição de Margaret Thatcher como primeira ministra britânica. O incidente na ilha Three Mile também é mostrado como parte de eventos que ligam as conexões de Henry Kissinger com David Rockefeller, que buscava um local para resguardar o xá deposto do Irã.

"Em 1979, parecia que o sangue nunca iria parar", disse Assange. "Dúzias de países foram palcos de assassinatos, golpes, revoltas, bombardeios, sequestros de políticos e guerras de liberação". Com a divulgação dos chamados "Carter Cables", o WikiLeaks já publicou um total de 3.3milhões de arquivos diplomáticos dos EUA. Mantendo-se fiel ao seu lema, o site WikiLeaks continua a expor dados secretos dos governos.

Numa entrevista com Assange, ele aponta um e-mail enviado a Podesta, expondo os governos da Arábia Saudita e do Qatar como diretamente ligados ao ISIS. No e-mail, enviado em 17 de agosto de 2014, Hillary Clinton pediu que John Podesta ajudasse a "pressionar" os governos do Qatar e da Arábia Saudita a fornecer mais apoio ao ISIS, por aqueles que são considerados geralmente como aliados próximos dos EUA (algo que os pronunciamentos oficiais dos EUA continuam a negar publicamente).

O e-mail de Hillary Clinton para Podesta revela claramente a realidade da situação. "Precisamos usar nossa diplomacia e, mais ainda, nossa inteligência tradicional para pressionar os governos do Qatar e da Arábia Saudita, que estão fornecendo financiamento e logística clandestinos para o ISIS e outros grupos radicais sunitas na região", escreveu Clinton no e-mail. (via Ação Avante)

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EUA iniciam ofensiva sobre Mossul nos próximos dias

As forças do Iraque irão retomar sua ofensiva contra o Estado Islâmico dentro de Mossul nos próximos dias, nova fase da operação de dois meses que deixará os militares dos Estados Unidos mais perto da linha de frente da cidade, disse um comandante de batalha norte-americano.

A batalha por Mossul, que envolve 100 mil tropas iraquianas, membros de forças de segurança curdas e milicianos xiitas. É a maior operação terrestre no Iraque desde a invasão liderada pelos EUA em 2003.

Parece provável que a próxima fase dará aos soldados norte-americanos sua maior atuação em combate desde que cumpriram a promessa de seu presidente, Barack Obama, de se retirarem do país em 2011.

Soldados iraquianos de elite retomaram um quarto de Mossul. O último grande bastião dos jihadistas no Iraque. Mas seu avanço tem sido lento e custoso. Neste mês eles entraram em uma “recomposição operacional” já planejada, a primeira pausa significativa da campanha.

Duas semanas atrás, uma unidade fortemente blindada de vários milhares de policiais federais foi transferida dos arredores do sul. Para reforçar a frente leste depois que unidades do Exército assessoradas pelos norte-americanos sofreram baixas pesadas durante um contra-ataque do Estado Islâmico.

Conselheiros dos EUA, parte de uma coalizão internacional que realizou milhares de ataques aéreos. E treinou dezenas de milhares de soldados iraquianos, irão trabalhar diretamente com estas forças e com uma força de elite do Ministério do Interior. 

Ataque

– Neste momento estamos, na verdade, nos aprontando para a próxima fase do ataque. Quando começaremos a penetração no interior do leste de Mossul – disse o tenente-coronel Stuart James, comandante de um batalhão de combate que assessora forças de segurança do Iraque na frente do extremo sul, em entrevista à agência inglesa de notícas Reuters no final de domingo.

– Então, neste momento, posicionando forças e posicionando homens e equipamentos no interior do leste de Mossul. Irá acontecer nos próximos dias.

A manobra irá levar as tropas dos EUA para dentro da cidade de Mossul propriamente dita e expô-las a maior risco. Embora James tenha dito que o nível de perigo ainda está caracterizado como “moderado”. Três efetivos norte-americanos foram mortos no norte do país nos últimos 15 meses.

James, que falava de um posto avançado austero localizado no leste de Mossul. Onde várias centenas de tropas de seu país estão a postos, disse que o ritmo da próxima fase no flanco leste irá depender da resistência do Estado Islâmico.(informações Reuters)




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FIDEL CASTRO, O QUIXOTE QUE DEU CERTO


Por ROBERTO AMARAL -

Fidel, com seus erros e seus méritos, abraçou o império da realidade objetiva e entrou para a história.


O ancião alquebrado que acaba de nos deixar venceu todos os adversários com os quais se defrontou, e sempre em condições extremamente desvantajosas, e nenhum deles era moinho de vento, pois todos inimigos ferocíssimos, riquíssimos, e o mais perigoso de todos, o império norte-americano, armado com modernos escudos, lanças e mesmo garras e dentes atômicos.

Fidel Castro, que o processo histórico transformaria no principal líder latino-americano do século XX, líder libertário da relevância de Ho Chi Minh e Nelson Mandela, foi, para os oprimidos de todos os continentes, para o grande universo dos subdesenvolvidos e particularmente para nós, latino-americanos, uma luz, uma esperança, animando vontades e ajudando a realizar sonhos de libertação nacional.

Aquele bastião de pé dizia que a luta continuava.

Com sua partida, encerra-se a saga dos heróis cervantinos da Revolução Cubana, Fidel, Camilo Cienfuegos – que não conheceu o poder – e Ernesto ‘Che’ Guevara, que desprezou o poder e o repouso do guerreiro: deixou saudade e saiu de cena admirado pelo que não conseguiu fazer; sua imagem é icone de amigos e adversários, multiplicada pelo sistema que não conseguiu abalar.

Fidel, com seus erros e seus méritos, foi o amálgama da tríade, pois era o sonho sem limites, era a mística revolucionária, mas era igualmente a práxis consciente de quem, sem renunciar ao sonho e mesmo à aventura, dá os braços ao império da realidade objetiva.

A partir de Cuba – ilha irrelevante do ponto de vista econômico, com seus 11 milhões de habitantes e 109.884 km2  de extensão (menor do que o Ceará) em face de gigantes como o Brasil e os EUA –, Fidel cumpriu, por décadas, com imensos sacrifícios para seu povo, o papel de esteio da luta anticolonialista e anti-imperialista, indispensável para a construção de um mundo socialmente menos injusto. Em quase toda a África os soldados cubanos estiveram lutando – Angola é o exemplo mais relevante – em defesa dos processos de libertação nacional.

Como poucos líderes revolucionários, Fidel sobreviveu à sua obra e morreu como vencedor, e, como todos os vitoriosos longevos pagaria alto preço no julgamento de seus contemporâneos. Ainda aguarda o crivo da história.

Venceu antes de tudo a ditadura luciferina de Fulgencio Batista, o criminoso desvairado, sem limites, encerrando décadas de assassinatos, torturas e toda sorte de barbárie. Venceu reiteradas vezes o poderosíssimo império americano, distante apenas 150 quilômetros de sua costa: venceu o general Dwight Eisenhower, o primeiro presidente a decretar embargo comercial contra Cuba (1960), venceu John F. Kennedy e a invasão da Baía dos Porcos (1961), venceu Richard Nixon e 634 tentativas de assassinato comandadas pela CIA (O Globo, 27/11/2016); venceu todos os presidentes americanos contemporâneos a ele – todos seus adversários e todos tentando a destruição do projeto cubano de regime socialista, bem como tentando sua eliminação física.

Cuba e Fidel, a partir de certo momento uma unidade, sobreviveram à queda do Muro de Berlim, à debacle da União Soviética e à transição da China para o capitalismo de Estado. Sobreviveram  à Guerra Fria e à chantagem do conflito atômico. Sobreviveram ao cerco das ditaduras latino-americanas instaladas em nosso continente pelos Estados Unidos nos anos 1960-1970.

Cuba, enfim, superou mais de 50 anos de cerco político-econômico (em 1962 os americanos decretam embargo econômico total à Ilha), diplomático e militar da maior potência do mundo, sobreviveu à crise do socialismo real e à globalização. Derrotou as oligarquias, os insurgentes, os sabotadores internos e externos.

Ao funeral de Fidel – liderança que os cubanos dividem com parcelas significativas das grandes massas de nossos países –, comparecerá um povo respeitado, soberano e solidário, orgulhoso de sua trajetória e consciente de seu papel na história. Este, seu legado.

Com a exceção da revolução de 1917, e ao lado certamente da Guerra do Vietnã, nenhum outro processo social terá influenciado tanto o mundo, e principalmente nosso continente, quanto a revolução cubana e nenhum líder exerceu tanto fascínio entre as multidões de jovens esperançosos quanto Fidel.

Nenhum líder permaneceu no pódio por tanto tempo, e não conheço outra identificação tão profunda, tão íntima entre o líder e sua gente, entre a história do líder e a história de seu país. E muito raramente um líder terá sido tão sujeito da história, artesão dos fatos, cinzelando as circunstâncias.

A Cuba de hoje resolveu problemas que ainda se agravam em países relativamente ricos, como o nosso: erradicou a miséria e o analfabetismo, universalizou o acesso à saúde de qualidade (apontado ao mundo pela OMS como exemplo a ser seguido) e à educação. A Cuba que Fidel Castro, Camilo Cienfuegos e Ernesto “Che” Guevara libertaram no réveillon de 1958-1959, porém, era, naquele então, apenas o maior prostíbulo do Caribe, balneário de gângsters controlado pela máfia e pelo tráfico, país sem economia própria, sem indústria, limitado à monocultura do açúcar.

Ícone da luta anti-imperialista, ícone da revolução em nosso continente, e de uma revolução socialista, símbolo da preeminência da vontade política sobrelevando às teorizações, Fidel Castro, líder de uma revolução impossível que no entanto se fez real, foi o grande nome de minha geração que em 1960 ingressava na universidade.

Cuba era a nossa Dulcineia, a ínsula que o sonho do cavaleiro nos prometia. Cuba era uma esperança, sua resistência, sua sobrevivência valiam como o certificado de que eram possíveis e viáveis todos os nossos sonhos de jovens socialistas que logo seriam chamados para o enfrentamento da ditadura militar instalada em 1964.

Visitei Cuba por diversas vezes, em tempo de bonança e em tempos de “período especial” – assim chamado aquele que se sucedeu ao suicídio da União Soviética. Visitei Cuba como dirigente político, quando, com Jamil Haddad, estava incumbido da tarefa de reorganizar o Partido Socialista Brasileiro, que consignava em seu programa o compromisso com a defesa da Revolução Cubana.

Foram muitas as delegações trocadas entre o PSB – então um partido de esquerda – e o Partido Comunista Cubano. Conheci e convivi com seus principais líderes. Em algumas oportunidades pude viajar por suas províncias, conversar com sua gente, visitar suas escolas e universidades, seus centros cívicos, conviver com seus estudantes e intelectuais, dialogar, debater, discutir. Testemunhei suas dificuldades e pude acompanhar a dedicação majoritária em torno do grande projeto.

As circunstâncias me ensejaram vários encontros – longas conversas, sem hora para começar e sem hora para terminar – com o “Comandante”, em Brasília, em São Paulo e principalmente em Havana. No primeiro desses encontros, Fidel disputou com o senador Jamil Haddad, então presidente do PSB, quem mais conhecia o programa siderúrgico brasileiro.

Visitei a Ilha outras vezes para participar de congressos e seminários diversos. Na última vez que estivemos juntos, eu integrava uma delegação de escritores e políticos brasileiros que comparecia ao um congresso latino-americano. Nosso bate-papo começou por volta das 22h e só terminou em torno das 4-5 horas da manhã. Nesse encontro, Fidel teve a oportunidade de discorrer, para uma plateia espantada, sobre o quadro político de cada um de nossos países. E ele, só ele assim, grande parte do tempo falando de pé.

Sem maiores ilusões quanto à supremacia da práxis, nos chamava a atenção para os dias vindouros, difíceis, dizia ele para nossa surpresa coletiva, a reclamar de todos, militantes de esquerda, muita reflexão, muita produção teórica. Muita recuperação das lições da História. Aquele homem, por excelência homem de ação e chefe de Estado nos ditava a lição de Engels: “Não poderemos prever o futuro senão quando tivermos compreendido o passado”. 

Permito-me reproduzir aqui algumas palavras do prefácio que tive a honra e o prazer de escrever para o belo livro de Cláudia Furiati (Fidel Castro – Uma biografia consentida):

“Montado no Rocinante que as circunstâncias lhe permitiram, à frente de pequeno exército de desvairados, vestido apenas na armadura de uma paixão desenfreada por sua Dulcineia, Fidel é um Quixote moderno, o cavaleiro da triste figura, apólogo da alma ocidental que deu certo, derrotando não moinhos de vento, mas dragões verdadeiros, os quis, porém, vencidos, renascem para a luta, e o líder cubano, tanto quanto o herói cervantino, não conhece a paz, mas sua Dulcineia permanece preservada. Não economizou sonhos, dores e meios”.





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COMANDANTE FIDEL CASTRO, PRESENTE !


EMANUEL CANCELLA -



Em 1959, Fidel Castro, Che Guevara e outros onze homens, vindos de barco de Miami, iniciaram a tomada de Havana, a capital cubana, e transformou em realidade o sonho de uma sociedade socialista. Ele mostrou ao mundo que outra sociedade é possível, enfrentando, por mais de meio século, o maior boicote econômico do planeta.

Se por um lado, Cuba esbarrou na economia por conta do forte bloqueio, por outro, tornou-se referência mundial nos esportes e na medicina. Inclusive acudindo pacientes estrangeiros em vários tratamentos, como no vitiligo e aos tetraplégicos. Cuba mandou médicos para ajudar vários países, inclusive o Brasil!

Os médicos cubanos vieram para o Brasil, para o programa ‘Mais Médicos’ fazer aquilo que os médicos brasileiros não fazem:atender nas periferias e aos pobres. E fizeram mais, já que os médicos cubanos destinaram a maior parte de seus salários para ajudar seu país, Cuba.

Vem de Cuba o exemplo “Milhões de crianças estão abandonadas nas ruas do mundo, nenhuma em Cuba”.

Fidel, filho de latifundiário, rompeu com sua própria irmã, que virou sua desafeta, e foi morar em Miami. A gota d’água do rompimento com a irmã foi o fato de Fidel ter iniciado a ‘Reforma Agrária’ em Cuba em terras da própria família.

Che Guevara largou o ministério de Cuba e foi estender a revolução socialista ao continente latino-americano. Foi morto pela polícia! Virou para os jovens de várias gerações um símbolo da luta pela liberdade em todo o planeta!

Os EUA conseguiram derrubar vários governos, de forma covarde, principalmente para se apossar do petróleo, inclusive no Brasil, colaborando no impeachment da presidente Dilma (3). E em Cuba não foi diferente, segundo Fidel, os EUA tentaram envenená-lo, através da CIA, por 600 vezes (2).

Fidel enfrentou o império e não caiu!  Alguém vai dizer que ele teve o apoio da União Soviética. Entretanto, a URSS se dissolveu e se transformou na Rússia que, apesar de manter-se como uma das potencias mundiais, deixou de lado o apoio material a Cuba. Mesmo sem o apoio russo, Fidel resistiu!

Hugo Chávez, na Venezuela, outro líder revolucionário, furou o bloqueio econômico ditado pelos americanos, fazendo vários convênios de apoio à Ilha,  que resultou no envio de médicos a Venezuela e principalmente o de fornecimento de petróleo a Cuba. O sucessor de Chávez, Nicolás Maduro, mantém o apoio à Ilha e sofre uma oposição ferrenha dos EUA. Tanto Chávez quanto Maduro foram vítimas de tentativas de golpes americanos, lá sem sucesso!

Miami, o estado americano que recebe a maioria dos golpistas latino-americanos em fuga, festejou a morte de Fidel Castro. Lá foi um dos poucos locais no mundo que comemorou a morte de Fidel.

O governo brasileiro de Luiz Inácio Da Silva financiou, através do BNDES, a construção do porto de Muriel na Ilha, que vai ser fundamental na retomada econômica de Cuba e importante fator de crescimento para o Brasil (1).

Quando vi o irmão de Fidel, Raul Castro, anunciar na TV a morte do grande líder, confesso que não me contive e chorei, mas em seguida sorri, pois Fidel morreu mas deixou para o mundo a alegria de ter provado que um outro mundo, mais humano, fraterno e solidário, é possível.

Hasta la Victoria Siempre!

Fonte:




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REDAÇÃO -


O comandante Fidel Castro, líder da Revolução Cubana, morreu nesta madrugada, aos 90 anos. Comunistas, socialistas, democratas, progressistas, homens e mulheres de bem, cidadãos livres e revolucionários, o mundo libertário amanheceu de luto. Fidel foi um dos mais importantes, carismáticos e polêmicos líderes políticos mundiais, que, em 1959, liderou, ao lado do companheiro Che Guevara, a conquista do poder em Havana, a partir da Sierra Maestra, inspirando jovens do mundo todo, com os ideais revolucionários.

As aparições de Fidel publicamente estavam cada vez mais escassas. A última vez que ele apareceu foi em 15 de novembro, quando recebeu o presidente do Vietnã, Tran Dai Quang.

“O comandante chefe da revolução cubana morreu às 22h29 desta noite [de sexta-feira, 3h29 de sábado]”, anunciou Raúl Castro, que sucedeu ao irmão em 2006. O corpo de Fidel será cremado, “atendendo à sua vontade expressa”, anunciou Raúl Castro, e os pormenores sobre o funeral serão dados mais tarde.

A breve declaração de Raúl Castro terminou com a frase: “Hasta la victoria, siempre”.


Leia, abaixo, reportagem da Agência Sputinik:

Ex-presidente de Cuba morreu aos 90 anos de idade, diz o canal de televisão estatal cubano.

O líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, morreu, segundo a mídia local no sábado (26). ​Ex-presidente cubano morreu aos 90 anos de idade e seu corpo será cremado, a pedido do próprio Castro, comunicou a agência de notícias Prensa Latina, citando o atual presidente cubano, Raul Castro, irmão do ex-líder falecido.

Fidel Castro, o líder da Revolução Cubana em 1959, derrubou a ditadura de Fulgencio Batista, apoiada pelos EUA. Ele celebrou o aniversário de 90 anos em 13 de agosto. Fidel Castro, uma das personalidades mais conhecidas do mundo, nasceu em 1926. Sua carreira política se iniciou em dezembro de 1976.

Durante três décadas, Castro foi presidente do Conselho de Estado e do Conselho de Ministros de Cuba, assim como comandante-em-chefe das Forças Armadas Revolucionárias. Em 2006, devido ao seu frágil estado de saúde, Fidel Castro abandonou os cargos políticos, passando as suas funções para o seu irmão, Raúl Castro.

A luta revolucionária de Fidel começou em 11 de março de 1952, após o golpe militar do general Fulgencio Batista. Castro esteve nas primeiras fileiras da resistência, organizando os apoiantes para derrubar o ditador. A primeira ação do grupo de Castro foi atacar o Quartel Moncada, em 26 de julho de 1953. Com o fracasso da ofensiva, Fidel foi capturado e condenado a 15 anos de prisão.

No entanto, sob a pressão do povo, foi liberado pela amnistia em 1955, sendo exilado para o México, onde continuou organizando a rebelião almejada não somente por ele, mas por muitos. Em dezembro de 1956, o grupo de revolucionários liderados por Castro desembarcou na província de Oriente, Cuba. O grupo cresceu, ganhou força e se tornou o Exército Rebelde. Em 1 de janeiro de 1959, Castro e seus aliados conseguiram derrubar o regime ditatorial de Batista.
Leia mais:




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JOSÉ CARLOS DE ASSIS -


Perguntaram-me há pouco por que a União Soviética acabou. Fiquei embaraçado. Ninguém nunca me havia feito uma pergunta tão direta para um assunto tão complexo. Mas decidi responder. A União Soviética rendeu-se aos Estados Unidos para evitar uma guerra nuclear. Como consequência, os laços da União que se mantinham de forma artificial rapidamente se dissolveram. Uma a uma, cada república das 15 foi se separando da União, criando uma unidade frouxa, substituta, chamada Comunidade de Estados Independentes.

Não veio a segunda pergunta, isto é, por que a União Soviética, uma potência nuclear de primeira linha, se rendeu aos Estados Unidos. Isso eu tentei explicar num pequeno livro escrito na época dos acontecimentos, “O golpe social-democrata de Gorbachev”. O livro era muito bem fundamentado. Entretanto, tinha um erro fatal, responsável pelo fato de eu não tê-lo colocado em circulação. O erro é que, a despeito das aparências, Gorbachev não deu um golpe. Preferiu uma democra-oligarquia anárquica a uma ditadura social-democrata.

Revisitemos os fatos de memória. Um dos líderes dos neoconservadores americanos, George Bush pai, enquanto diretor da CIA, criou uma ONG com sede em Washington, em meados dos anos 70, denominada Comitee for the Present Danger. Essa entidade, atuando às claras, tinha como o principal de seus propósitos estatutários “levar a União Soviética à rendição, se necessário por meios militares”. A ONG tinha, creio, 60 eminentes membros da direita americana. Ronald Reagan filiou-se em 1979, um ano antes de sua posse.

Uma vez empossado, Reagan levou para postos elevados do Departamento de Defesa e do Departamento de Estado 29 integrantes do CPD. Uma vez no governo, dedicaram-se a por em prática a estratégia da “protected nuclear war”, isto é, a estratégia baseada na ideia de que os Estados Unidos poderiam travar uma guerra com a União Soviética protegendo o próprio território. Eu estive na Alemanha em 1985, para cobrir a reunião dos sete grandes, e estava por lá Richard Perle, o assessor de Segurança Nacional de Reagan e posteriormente demitido por corrupção, pregando essa estratégia para alemães estupefatos, que sabiam que seriam aniquilados no caso de uma guerra que se suponha capaz de proteger o território, sim, mas norte-americano.

Enquanto isso fosse uma peça retórica no jogo geopolítico de Reagan os soviéticos podiam descartar com balançar de ombros. Acontece que algumas medidas concretas dos americanos, todas vazadas através de grandes jornais do país, esquentaram a cena. Uma delas, dentre outras várias provocações, foi a redução para dois do nível de redundância de avaliação de possível agressão para um disparo automático em resposta dos mísseis nucleares do arsenal americano. Com isso, seria uma máquina, não o Presidente, que desencadearia uma guerra nuclear se houvesse uma detecção de ataque falso, e outra, também falsa.

O ambiente era esse em meados dos anos 80. Foi descrito com extremo realismo por um físico canadense, F. Knelman, no livro “America, God and the Bomb”. O título era uma metáfora das forças principais que elegeram Reagan: nacionalistas retrógrados, estrategistas belicistas e pastores eletrônicos. Enfim, extrema direita – algo que não assustou ninguém na época a exemplo da suposta direita que elegeu Trump.

Agora pensem bem. O que fazem nesse ambiente os estrategistas soviéticos? Eles não podem contar com tecnologia que confronte o programa Guerra nas Estrelas, supostamente destinado a garantir um primeiro ataque americano sem retaliação. Eles acompanham, naturalmente, cada passo da corrida americana para um primeiro ataque. Se o primeiro objetivo de um estrategista é descobrir o que passa na cabeça do estrategista adversário, não era difícil para um estrategista soviético concluir que os americanos se preparavam para atacar, já que seus estrategistas neoconservadores não faziam nenhum segredo disso. Nessa circunstância, a União Soviética só tinha duas opções: atacar primeiro ou capitular.

Gorbachev, no meu entender, tendo feito imensas concessões a Reagan em meados dos anos 80, sem receber praticamente nada em troca, se viu numa armadilha shakespeariana. Ou se expor ao risco da desvantagem tecnológica ou fazer uma abertura política (glasnost) que desencadearia a imensa onda de demandas sociais represadas que acabou por explodir o sistema soviético. Agora, superada a guerra fria com sua guerra ideológica, os estrategistas de Obama operaram em escala planetária uma série de iniciativas para levar os russos novamente à rendição, não se sabe com que propósito. Para um homem de negócios como Trump, isso é simplesmente insano. Que deixem a Rússia quieta e vamos fazer negócios, tende a dizer ele!




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TRUMP E PUTIN APONTAM NOVA ERA

DE PROSPERIDADE PARA O MUNDO

JOSÉ CARLOS DE ASSIS -


Se a análise política de fundo vale alguma coisa em confronto com a boçalidade dos comentaristas da tevê Globo e Veja, pode-se concluir que há grande probabilidade de o governo Trump trazer para o mundo uma era de prosperidade econômica sem paralelo. Não falo da política interna. Sinceramente, ela não me interessa. É que o suposto elemento de regressividade prometida nesse campo pelo novo presidente será contrabalançado, e até anulado, pelo fortíssimo movimento de defesa dos direitos civis norte-americano.

O aparente enigma vem do exterior, e ele já pode ser decifrado em vários aspectos. O principal deles está associado ao caráter profundo da política externa dos Estados Unidos. É uma política estruturada em duas vertentes. A primeira, econômica, visa essencialmente a abrir espaço para as empresas norte-americanas no mundo. A segunda, geopolítica, visa à confirmação recorrente do poderio militar do país, especialmente depois que apareceu diante dele um rival com poderio nuclear capaz de desafiá-lo, a União Soviética e agora a Rússia.

Tradicionalmente o comando da estratégia norte-americana cabia a geopolíticos, que tinham ascendência sobre os interesses econômicos. Houve exceções, é verdade, como a relacionada com a política imperialista do petróleo. Acontece que petróleo desfruta de duas naturezas, uma geopolítica, por ser um insumo fundamental em termos bélicos convencionais, e outra econômica, pela importância universal de sua cadeia produtiva. Em outras situações, o intervencionismo americano se deveu exclusivamente à geopolítica, como na América Central.

Agora, pela primeira vez na história americana, tem-se um empresário – não um empresário comum, mas um mega-empresário produtivo – no comando da estratégia nacional e imperial. O capital produtivo – sim, é o que ele representa, não Wall Street – não será representado pelos geopolíticos, mas atuará diretamente segundo seus interesses. Muito provavelmente não serão inventadas guerras de honra, como a segunda do Iraque, ou as múltiplas intervenções no exterior, como no caso da chamada Primavera Árabe.

O fato é que, exceto para o complexo industrial-miliar, guerra hoje em dia não dá muito dinheiro. A prova é o sucesso econômico espetacular da China com módicos investimentos militares, em comparação com Estados Unidos. Além do mais, sabe-se desde o plano militar megalômano de Reagan que investimentos bélicos, num mundo de altíssima tecnologia, gera poucos empregos. O material usado são chips, com uma dimensão material muito menor do que a da antiga indústria bélica baseada em canhões, tanques, aviões.

Trump, consciente ou não, vai aplicar seu pragmatismo no espaço que abre para seu país uma real perspectiva de crescimento: Rússia. A relação norte-americana com a China não promete muito mais do que já deu. A indústria dos Estados Unidos está profundamente penetrada em território chinês, e a ideia de fazer isso retroceder não se compatibiliza com a visão pragmática de Trump. Ademais, boa parte dos investimentos americanos na China são de norte-americano vinculados ao Partido Republicano. Mas por aí não dá crescimento.

Já a Rússia é uma terra virgem a ser conquistada. Tão logo sejam levantadas as estúpidas restrições econômicas que os “estrategistas” americano impuseram ao país, Putin, ele também um pragmático, abrirá as portas ao investimento dos Estados Unidos. Com os recursos naturais que tem e com a mão de obra especializada herdada da União Soviética, a Rússia é um território de conquista sem paralelo para o capital, revertendo sua tendência secular à queda. A meu ver, estará aí o grande espetáculo econômico do século XXI.

Não só isso. A Rússia é a Ásia profunda, que se complementa com a China, a Índia, o Japão. Uma vez retiradas as barreiras geopolíticas idiotas, essa mega-região poderá puxar o mundo para o crescimento, inclusive o Brasil, neste caso se não tiver o terrível azar de ter alguém tão inexpressivo na Presidência, como Temer, e alguém tão despreparado para o cargo de Ministro das Relações Exteriores, como José Serra. E o azar ainda maior de ter por trás deles algo tão desprezível como o sistema de comunicação da Globo e da Veja.

Putiin é um ás da estratégia. Tem dado um baile nos geopolíticos americanos na Geórgia, na Ucrânia (Criméia) e na Síria. Não perderá essa oportunidade de por a Rússia na trilha do crescimento. Há ali toda uma infra-estrutura do crescimento que está sendo preparada pela China, a partir da Rota da Seda, assim como uma formidável estrutura de financiamento que inclui Banco Asiático de Investimento, Fundo de Investimento da Rússia, Fundo da Rota da Seda, Cia de Financiamento do Desenvolvimento da Infraestrutura, Novo Banco de Desenvolvimento (BRICS). Diante desse aparato, só continuaremos a aceitar condicionalidades especulativas do Banco Mundial e do FMI se cometermos crimes de lesa-pátria.



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PORQUE O SOCIALISMO?

Por ALBERT EINSTEIN -

Estudiosos norte-americano acabam de verificar de maneira empírica previsões que Albert Einstein tinha avançado um século atrás, em 1916, sobre a existência de ondas gravitacionais, curvas espaço-tempo geradas por violentos fenomenos do cosmos. Em sua homenagem, nós propomos reler a avaliação realizada em torno de uma outra questão analisada por ele: o socialismo. Eis o artigo escrito em 1949 pelo  maior cientista do século XX.


Será aconselhável para quem não é especialista em assuntos economicos e sociais exprimir opiniões sobre a questão do socialismo? Eu penso que sim, por uma série de razões.

Consideremos antes de mais a questão sob o ponto de vista do conhecimento científico. Poderá parecer que não há diferenças metodológicas essenciais entre a astronomia e a economia: os cientistas em ambos os campos tentam descobrir leis de aceitação geral para um grupo circunscrito de fenómenos de forma a tornar a interligação destes fenómenos tão claramente compreensível quanto possível. Mas, na realidade, estas diferenças metodológicas existem. A descoberta de leis gerais no campo da economia torna-se difícil pela circunstância de que os fenómenos económicos observados são frequentemente afectados por muitos factores que são muito difíceis de avaliar separadamente. Além disso, a experiência acumulada desde o início do chamado período civilizado da história humana tem sido – como é bem conhecido – largamente influenciada e limitada por causas que não são, de forma alguma, exclusivamente económicas por natureza. Por exemplo, a maior parte dos principais estados da história ficou a dever a sua existência à conquista. Os povos conquistadores estabeleceram-se, legal e economicamente, como a classe privilegiada do país conquistado. Monopolizaram as terras e nomearam um clero de entre as suas próprias fileiras. Os sacerdotes, que controlavam a educação, tornaram a divisão de classes da sociedade numa instituição permanente e criaram um sistema de valores segundo o qual as pessoas se têm guiado desde então, até grande medida de forma inconsciente, no seu comportamento social.

Mas a tradição histórica é, por assim dizer, coisa do passado; em lado nenhum ultrapassámos de facto o que Thorstein Veblen chamou de “fase predatória” do desenvolvimento humano. Os factos económicos observáveis pertencem a essa fase e mesmo as leis que podemos deduzir a partir deles não são aplicáveis a outras fases. Uma vez que o verdadeiro objectivo do socialismo é precisamente ultrapassar e ir além da fase predatória do desenvolvimento humano, a ciência económica no seu actual estado não consegue dar grandes esclarecimentos sobre a sociedade socialista do futuro.

Segundo, o socialismo é dirigido para um fim sócio-ético. A ciência, contudo, não pode criar fins e, muito menos, incuti-los nos seres humanos; quando muito, a ciência pode fornecer os meios para atingir determinados fins. Mas os próprios fins são concebidos por personalidades com ideais éticos elevados e – se estes ideais não nascerem já votados ao insucesso, mas forem vitais e vigorosos – adoptados e transportados por aqueles muitos seres humanos que, semi-inconscientemente, determinam a evolução lenta da sociedade.

Por estas razões, devemos precaver-nos para não sobrestimarmos a ciência e os métodos científicos quando se trata de problemas humanos; e não devemos assumir que os peritos são os únicos que têm o direito a expressarem-se sobre questões que afectam a organização da sociedade.

Inúmeras vozes afirmam desde há algum tempo que a sociedade humana está a passar por uma crise, que a sua estabilidade foi gravemente abalada. É característico desta situação que os indivíduos se sintam indiferentes ou mesmo hostis em relação ao grupo, pequeno ou grande, a que pertencem. Para ilustrar o meu pensamento, permitam-me que exponha aqui uma experiência pessoal. Falei recentemente com um homem inteligente e cordial sobre a ameaça de outra guerra, que, na minha opinião, colocaria em sério risco a existência da humanidade, e comentei que só uma organização supra-nacional ofereceria protecção contra esse perigo. Imediatamente o meu visitante, muito calma e friamente, disse-me: “Porque se opõe tão profundamente ao desaparecimento da raça humana?”

Tenho a certeza de que há tão pouco tempo como um século atrás ninguém teria feito uma afirmação deste tipo de forma tão leve. É a afirmação de um homem que tentou em vão atingir um equilíbrio interior e que perdeu mais ou menos a esperança de ser bem sucedido. É a expressão de uma solidão e isolamento dolorosos de que sofre tanta gente hoje em dia. Qual é a causa? Haverá uma saída?

É fácil levantar estas questões, mas é difícil responder-lhes com um certo grau de segurança. No entanto, devo tentar o melhor que posso, embora esteja consciente do facto de que os nossos sentimentos e esforços são muitas vezes contraditórios e obscuros e que não podem ser expressos em fórmulas fáceis e simples.

O homem é, simultaneamente, um ser solitário e um ser social. Enquanto ser solitário, tenta proteger a sua própria existência e a daqueles que lhe são próximos, satisfazer os seus desejos pessoais, e desenvolver as suas capacidades inatas. Enquanto ser social, procura ganhar o reconhecimento e afeição dos seus semelhantess, partilhar os seus prazeres, confortá-los nas suas tristezas e melhorar as suas condições de vida. Apenas a existência destes esforços diversos e frequentemente conflituosos respondem pelo carácter especial de um ser humano, e a sua combinação específica determina até que ponto um indivíduo pode atingir um equilíbrio interior e pode contribuir para o bem-estar da sociedade. É perfeitamente possível que a força relativa destes dois impulsos seja, no essencial, fixada por herança. Mas a personalidae que finalmente emerge é largamente formada pelo ambinte em que um indivíduo acaba por se descobrir a si próprio durante o seu desenvolvimento, pela estrutura da sociedade em que cresce, pela tradição dessa sociedade, e pelo apreço por determinados tipos de comportamento. O conceito abstracto de “sociedade” significa para o ser humano individual o conjunto das suas relações directas e indirectas com os seus contemporâneos e com todas as pessoas de gerações anteriores. O indíviduo é capaz de pensar, sentir, lutar e trabalhar sozinho, mas depende tanto da sociedade – na sua existência física, intelectual e emocional – que é impossível pensar nele, ou compreendê-lo, fora da estrutura da sociedade. É a “sociedade” que lhe fornece comida, roupa, casa, instrumentos de trabalho, língua, formas de pensamento, e a maior parte do conteúdo do pensamento; a sua vida foi tornada possível através do trabalho e da concretização dos muitos milhões passados e presentes que estão todos escondidos atrás da pequena palavra “sociedade”.

É evidente, portanto, que a dependência do indivíduo em relação à sociedade é um facto da natureza que não pode ser abolido – tal como no caso das formigas e das abelhas. No entanto, enquanto todo o processo de vida das formigas e abelhas é reduzido ao mais pequeno pormenor por instintos hereditários rígidos, o padrão social e as interrelações dos seres humanos são muito variáveis e susceptíveis de mudança. A memória, a capacidade de fazer novas combinações, o dom da comunicação oral tornaram possíveis os desenvolvimentos entre os seres humanos que não são ditados por necessidades biológicas. Estes desenvolvimentos manifestam-se nas tradições, instituições e organizações; na literatura; nas obras científicas e de engenharia; nas obras de arte. Isto explica a forma como, num determinado sentido, o homem pode influenciar a sua vida através da sua própria conduta, e como neste processo o pensamento e a vontade conscientes podem desempenhar um papel.

O homem adquire à nascença, através da hereditariedade, uma constituição biológica que devemos considerar fixa ou inalterável, incluindo os desejos naturais que são característicos da espécie humana. Além disso, durante a sua vida, adquire uma constituição cultural que adopta da sociedade através da comunicação e através de muitos outros tipos de influências. É esta constituição cultural que, com a passagem do tempo, está sujeita à mudança e que determina, em larga medida, a relação entre o indivíduo e a sociedade. A antropologia moderna ensina-nos, através da investigação comparativa das chamadas culturas primitivas, que o comportamento social dos seres humanos pode divergir grandemente, dependendo dos padrões culturais dominantes e dos tipos de organização que predominam na sociedade. É nisto que aqueles que lutam por melhorar a sorte do homem podem fundamentar as suas esperanças: os seres humanos não estão condenados, devido à sua constituição biológica, a exterminarem-se uns aos outros ou a ficarem à mercê de um destino cruel e auto-infligido.

Se nos interrogarmos sobre como deveria mudar a estrutura da sociedade e a atitude cultural do homem para tornar a vida humana o mais satisfatória possível, devemos estar permanentemente conscientes do facto de que há determinadas condições que não podemos alterar. Como mencionado anteriormente, a natureza biológica do homem, para todos os objectivos práticos, não está sujeita à mudança. Além disso, os desenvolvimentos tecnológicos e demográficos dos últimos séculos criaram condições que vieram para ficar. Em populações com fixação relativamente densa e com bens indispensáveis à sua existência continuada, é absolutamente necessário haver uma extrema divisão do trabalho e um aparelho produtivo altamente centralizado. Já lá vai o tempo – que, olhando para trás, parece ser idílico – em que os indivíduos ou grupos relativamente pequenos podiam ser completamente auto-suficientes. É apenas um pequeno exagero dizer-se que a humanidade constitui, mesmo actualmente, uma comunidade planetária de produção e consumo.

Cheguei agora ao ponto em que vou indicar sucintamente o que para mim constitui a essência da crise do nosso tempo. Diz respeito à relação do indivíduo com a sociedade. O indivíduo tornou-se mais consciente do que nunca da sua dependência relativamente à sociedade. Mas ele não sente esta dependência como um bem positivo, como um laço orgânico, como uma força protectora, mas mesmo como uma ameaça aos seus direitos naturais, ou ainda à sua existência económica. Além disso, a sua posição na sociedade é tal que os impulsos egotistas da sua composição estão constantemente a ser acentuados, enquanto os seus impulsos sociais, que são por natureza mais fracos, se deterioram progressivamente. Todos os seres humanos, seja qual for a sua posição na sociedade, sofrem este processo de deterioração. Inconscientemente prisioneiros do seu próprio egotismo, sentem-se inseguros, sós, e privados do gozo naïve, simples e não sofisticado da vida. O homem pode encontrar sentido na vida, curta e perigosa como é, apenas dedicando-se à sociedade.

A anarquia económica da sociedade capitalista como existe actualmente é, na minha opinião, a verdadeira origem do mal. Vemos perante nós uma enorme comunidade de produtores cujos membros lutam incessantemente para despojar os outros dos frutos do seu trabalho colectivo – não pela força, mas, em geral, em conformidade com as regras legalmente estabelecidas. A este respeito, é importante compreender que os meios de produção – ou seja, toda a capacidade produtiva que é necessária para produzir bens de consumo bem como bens de equipamento adicionais – podem ser legalmente, e na sua maior parte são, propriedade privada de indivíduos.

Para simplificar, no debate que se segue, chamo “trabalhadores” a todos aqueles que não partilham a posse dos meios de produção – embora isto não corresponda exactamente à utilização habitual do termo. O detentor dos meios de produção está em posição de comprar a mão-de-obra. Ao utilizar os meios de produção, o trabalhador produz novos bens que se tornam propriedade do capitalista. A questão essencial deste processo é a relação entre o que o trabalhador produz e o que recebe, ambos medidos em termos de valor real. Na medida em que o contrato de trabalho é “livre”, o que o trabalhador recebe é determinado não pelo valor real dos bens que produz, mas pelas suas necessidades mínimas e pelas exigências dos capitalistas para a mão-de-obra em relação ao número de trabalhadores que concorrem aos empregos. É importante compreender que, mesmo em teoria, o pagamento do trabalhador não é determinado pelo valor do seu produto.

O capital privado tende a concentrar-se em poucas mãos, em parte por causa da concorrência entre os capitalistas e em parte porque o desenvolvimento tecnológico e a crescente divisão do trabalho encorajam a formação de unidades de produção maiores à custa de outras mais pequenas. O resultado destes desenvolvimentos é uma oligarquia de capital privado cujo enorme poder não pode ser eficazmente controlado mesmo por uma sociedade política democraticamente organizada. Isto é verdade, uma vez que os membros dos órgãos legislativos são escolhidos pelos partidos políticos, largamente financiados ou influenciados pelos capitalistas privados que, para todos os efeitos práticos, separam o eleitorado da legislatura. A consequência é que os representantes do povo não protegem suficientemente os interesses das secções sub-privilegidas da população. Além disso, nas condições existentes, os capitalistas privados controlam inevitavelmente, directa ou indirectamente, as principais fontes de informação (imprensa, rádio, educação). É assim extremamente difícil e mesmo, na maior parte dos casos, completamente impossível, para o cidadão individual, chegar a conclusões objectivas e utilizar inteligentemente os seus direitos políticos.

Assim, a situação predominante numa economia baseada na propriedade privada do capital caracteriza-se por dois principais princípios: primeiro, os meios de produção (capital) são privados e os detentores utilizam-nos como acham adequado; segundo, o contrato de trabalho é livre. Claro que não há tal coisa como uma sociedade capitalista pura neste sentido. É de notar, em particular, que os trabalhadores, através de longas e duras lutas políticas, conseguiram garantir uma forma algo melhorada do “contrato de trabalho livre” para determinadas categorias de trabalhadores. Mas tomada no seu conjunto, a economia actual não difere muito do capitalismo “puro”.

A produção é feita para o lucro e não para o uso. Não há nenhuma disposição em que todos os que possam e queiram trabalhar estejam sempre em posição de encontrar emprego; existe quase sempre um “exército de desempregados. O trabalhador está constantemente com medo de perder o seu emprego. Uma vez que os desempregados e os trabalhadores mal pagos não fornecem um mercado rentável, a produção de bens de consumo é restrita e tem como consequência a miséria. O progresso tecnológico resulta frequentemente em mais desemprego e não no alívio do fardo da carga de trabalho para todos. O motivo lucro, em conjunto com a concorrência entre capitalistas, é responsável por uma instabilidade na acumulação e utilização do capital que conduz a depressões cada vez mais graves. A concorrência sem limites conduz a um enorme desperdício do trabalho e a esse enfraquecimento consciência social dos indivíduos que mencionei anteriormente.

Considero este enfraquecimento dos indivíduos como o pior mal do capitalismo. Todo o nosso sistema educativo sofre deste mal. É incutida uma atitude exageradamente competitiva no aluno, que é formado para venerar o sucesso de aquisição como preparação para a sua futura carreira.

Estou convencido que só há uma forma de eliminar estes sérios males, nomeadamente através da constituição de uma economia socialista, acompanhada por um sistema educativo orientado para objectivos sociais. Nesta economia, os meios de produção são detidos pela própria sociedade e são utilizados de forma planeada. Uma economia planeada, que adeque a produção às necessidades da comunidade, distribuiria o trabalho a ser feito entre aqueles que podem trabalhar e garantiria o sustento a todos os homens, mulheres e crianças. A educação do indivíduo, além de promover as suas próprias capacidades inatas, tentaria desenvolver nele um sentido de responsabilidade pelo seu semelhante em vez da glorificação do poder e do sucesso na nossa actual sociedade.

No entanto, é necessário lembrar que uma economia planeada não é ainda o socialismo. Uma tal economia planeada pode ser acompanhada pela completa opressão do indivíduo. A concretização do socialismo exige a solução de problemas socio-políticos extremamente difíceis; como é possível, perante a centralização de longo alcance do poder económico e político, evitar a burocracia de se tornar toda-poderosa e vangloriosa? Como podem ser protegidos os direitos do indivíduo e com isso assegurar-se um contrapeso democrático ao poder da burocracia?

A clareza sobre os objectivos e problemas do socialismo é da maior importância na nossa época de transição. Visto que, nas actuais circunstâncias, a discussão livre e sem entraves destes problemas surge sob um tabu poderoso, considero a fundação desta revista como um serviço público importante.

*Texto escrito por Einstein para o lançamento da revista Monthly Review, cujo primeiro número foi publicado em Maio de 1949. Tradução de Anabela Magalhães. Fonte: Resistir.




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MORREM TRÊS JORNALISTAS QUE INVESTIGAVAM A PARTICIPAÇÃO DO GOVERNO DOS EUA NO 11 DE SETEMBRO
Via Diário da Liberdade - 

Três jornalistas que trabalhavam em um documentário sobre o envolvimento do governo norte-americano na demolição das torres gêmeas morreram nos últimos dias. 

Trata-se do ex-repórter internacional da NBC Ned Colt, o correspondente da CBS News Bob Simon, e o jornalista do New York Times David Carr.
Bob Simon, de 73 anos, foi assassinado na quarta-feira na cidade de Nova York em um acidente automobilístico e na quinta-feira Ned Colt, de 58 anos, dizia-se que tinha morrido por um derrame cerebral massivo, seguido em poucas horas por David Carr, de 58 anos, quem colapsou e morreu em seu escritório na sala de redação do New York Times.

Os três jornalistas mais Brian Willias, quem teve que renunciar à NBC por mentir sobre uma notícia do Iraque, tinham formado uma companhia independente de notícias em vídeo no mês passado e apresentaram os documentos de segurança necessários que lhes permitiriam o acesso ao arquivo mais secreto do Kremlin, onde se encontrariam provas relacionadas com os atentados de 11 de setembro de 2001.

Em relação a esses arquivos do 9/11 em poder do Kremlin, o presidente Putin tinha alertado que iria divulgá-los.

Os especialistas norte-americanos acham que, apesar do fato de as relações entre os EUA e a Rússia terem chegado no ponto mais grave desde a Guerra Fria, Putin entregou até Obama problemas menores. Os analistas acham que isto é só a "calma antes da tormenta".

Putin vai golpear e estaria preparando o lançamento de provas da participação do governo dos Estados Unidos e dos serviços de inteligência nos ataques do 11 de setembro.

O motivo para o engano e o assassinato de seus próprios cidadãos terá servido aos interesses petroleiros dos Estados Unidos no Médio Oriente e das suas empresas estatais.

A ponta de lança da empresa de notícias em vídeo independente que pretendia descobrir a verdade do 9/11 foi David Carr, quem no New York Times foi um valedor de Edward Snowden e após ter visto o documentário Citizenfour, tratou de ir dormir "mas não podia".

Carr estava seriamente desiludido com o New York Times pela elaboração da memória da guerra da Ucrânia "e não só por não dizer a verdade, mas também pelos emblemas nazistas nos capacetes de soldados leais ao regime da Ucrânia lutando contra os rebeldes".

Outro que trabalhava muito com Williams e Carr neste projeto do vídeo do 9/11, foi Ned Colt, quem após sair de NBC News continuava sendo um amigo de toda a vida de Williams e aperfeiçoou suas habilidades humanitárias enquanto trabalham no Comitê Internacional de Resgate. Por sua vez, Bob Simon considerava "extremamente lamentável" a manipulação dos meios de comunicação no período prévio à guerra dos Estados Unidos no Iraque. 
Após a destruição da imagem de Williams, e a estranha morte de Carr, Colt e Simon, o regime de Obama enviou um "mensagem clara" à elite norte-americana quanto à exposição dos seus segredos mais obscuros.

Pior ainda, as elites dos meios nos EUA agora fogem de medo e o regime de Obama ameaça agora os meios de comunicação alternativos com a possibilidade de ilegalizar todos os sites dissidentes.

Para isso tem uma escandalosa proposta legislativa de Ordem Fraternal da Policial Nacional para classificar qualquer crítica contra a policia nas redes sociais como um "crime de ódio". 
Saiba mais: 
Engenheiros revelam que 11 de Setembro foi orquestrado pelo Governo dos EUA. https://www.youtube.com/watch?v=laS_sia9U9Q 
Esta é uma versão resumida que explica em minúcia a farsa dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, com algumas partes dubladas e outras legendadas. https://www.youtube.com/watch?v=ZUGR0jbbi64 
As provas conclusivas da Farsa de 11 de Setembro.  https://www.youtube.com/watch?v=bkRL3heslG8 
O que a GLOBO nunca mostrou sobre o 11 de Setembro.  https://www.youtube.com/watch?v=W_8WJSl3f-8 
“Fahrenheit”,  a farsa do 11 de Setembro, COMPLETO.  https://www.youtube.com/watch?v=IGjLT9zGwxA


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ONU contraria entidades e movimentos sociais e renova a Minustah

Por Daniel Mazola* - Via ABI -
A Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) assinou um manifesto, ao lado de diversas entidades e movimentos sociais, contrário à renovação do mandato da “Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti” (MINU
Contrariando a reivindicação dos diversos movimentos sociais latino-americanos e caribenhos e do próprio Haiti, o Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu renovar o mandato da Missão na última quinta-feira, 10 de outubro. O anúncio foi realizado convocando os atores políticos locais a se comprometerem integralmente “ao processo democrático e os doadores internacionais a reforçar seus esforços de auxílio ao governo”.

Em resolução aprovada por unanimidade, a Missão na nação caribenha foi estendida por mais um ano e a intenção é que seja renovada em 2015 outra vez. Enquanto a presença militar no país foi reduzida de 5.145 para 2.370 soldados, o número de policiais aumentará de 2.377 para 2.601.

Os 15 membros do Conselho de Segurança reiteraram que as medidas de reforço das capacidades institucionais e operacionais da polícia nacional do Haiti ainda são cruciais. Foi destacado também que o governo haitiano possui responsabilidade primária sobre todo o processo de estabilização do país, tendo em vista principalmente o histórico de violações graves de grupos criminosos contra crianças, mulheres e meninas e a violência geral em comunidades.

Ainda há significativos desafios humanitários a serem enfrentados. Mais de 85 mil deslocados internos continuam a viver em campos, em condições de desnutrição e acesso desigual à água e ao saneamento básico.

Todas as manifestações do país continuam sendo muito reprimidas, com gás lacrimogêneo e tudo. A avaliação atual é que é desnecessária a presença dos militares, que eles atrapalham a autonomia e a independência do país. A Minustah é vista hoje como uma opressão externa, de países irmãos, coordenada pelo Brasil, em uma jogada do governo brasileiro para ter um assento no conselho de segurança da ONU. Como os Estados Unidos já estão muito queimados no Haiti, por vários processos de intervenção, o Brasil foi fazer esse papel, nada limpo, dos EUA.

Contrariando diversos ativistas políticos, entidades e movimentos sociais, ficou decidido também que a MINUSTAH vai dar suporte ao processo político do país, além de prover e coordenar assistência eleitoral ao governo. O atual mandato do Parlamento do Haiti termina em 12 de janeiro de 2015, o que vem levantando preocupações quanto a um possível “vácuo institucional”, caso não sejam realizadas eleições até o fim deste ano. Estamos de olho! 
Carta de rechazo a la renovación de la MINUSTAH 
ttp://www.abi.org.br/artigo-onu-contraria-entidades-e-movimentos-sociais-e-renova-a-minustah/