17.12.15

CRISE NÃO AFETA EMPREGO NO SETOR DE REVENDA DE COMBUSTÍVEIS NO RIO DE JANEIRO

Via SINPOSPETRO-RJ -

  Eusébio Pinto Neto, presidente do SINPOSPETRO-RJ.
Apesar da alta do dólar e da queda na venda de combustíveis o quadro de oportunidades de emprego no setor de revenda em todo o país não sofreu alterações drásticas. O setor deve fechar 2015 com cerca de dez mil contratações a menos que no ano passado. Os dados são da Confederação Nacional de Comércio e Bens de Serviços (CNC). O presidente do SINPOSPETRO-RJ, Eusébio Pinto Neto, afirma que o Rio de Janeiro não sofreu com o fechamento de postos de trabalho no setor, por causa dos investimentos feitos no estado. Os eventos realizados na capital- vitrine do Brasil- ajudam a manter o setor de revenda de combustível aquecido.

Para Eusébio Pinto Neto, a estabilidade na cidade do Rio se deve ao investimento nas lojas de conveniências nos postos de combustíveis. De acordo com ele, as maiores oportunidades de emprego ocorreram nesse segmento do setor. Eusébio destaca que essa mudança fez o sindicato exigir mais e lutar pelos direitos dos trabalhadores de lojas de conveniências, que hoje contam com os mesmos benefícios que os demais trabalhadores dos postos. 

Apesar do aumento do desemprego que atingiu várias categorias, o mercado de trabalho nos postos de combustíveis do Rio continua em ascensão devido a grande mobilidade social. Segundo o presidente do sindicato, as demissões que ocorreram neste ano no estado são pertinentes da cultura de rotatividade de mão de obra e não impactaram no mercado. Ele afirmar que a crise na produção de petróleo não afetou a revenda nem a empregabilidade no setor. “Para que a economia ande é preciso combustível, já que todo escoamento da produção é feito por via terrestre”.

De acordo com dados da CNC, o varejo entrou no vermelho em termos de criação de vagas, mas no segmento de combustíveis e lubrificantes ainda há alguma geração de emprego, mesmo que pequena. No ano passado, esse segmento do varejo gerou 12.200 postos. A previsão é de que, ao final de 2015, sejam aproximadamente 2.500 postos.

O presidente do SINPOSPETRO-RJ diz que os Sindicatos dos Frentistas de todo o país precisam estar atentos para esse movimento da economia, mesmo considerando pequeno o risco de desemprego no setor. Eusébio Neto acredita que a instabilidade é passageira, já que o país tem potencial para sair dessa crise e retomar o crescimento. “ O momento que vivemos hoje é fruto da disputa política e de um grande aprofundamento da evolução das leis, que permitiu as investigações, e culminou com o combate a corrupção”.



*Informações CNC-JB Online. Estefania de Castro, assessoria de imprensa Sinpospetro-RJ.