20.12.15

POETAS E POESIAS DE ONTEM E HOJE

CELLY ADELINA -


Desde o alvorecer,  pouco compreendo, a despeito da vigília, a tormenta, aloja-se. Como que exércitos guerreando. Desequilíbrio. Evidente bipolaridade. O Anjo e o outro duelam. Mesmo que faça, se não houver amor nada vale. É preciso ser. Amar aquele que lhe cospe à face. Qual o adversário: corpo, mente, espírito?  Mero aglomerado de partículas? Tens visto milagres por todos os dias, inda duvidas? Vede só o que apraz? Mesmo em sonho, doe o peso. Já não sou alado. Repente. A Luz manifesta-se.  Misericórdia. Abre a boca o som e a sede. A densidade da Terra, densa de egoísmo, de orgulho, de violência, de ingratidão. Densa. Vaidade.

Pois quanto maior a sabedoria,
maior o sofrimento;

e quanto maior o conhecimento,
maior o desgosto.” Eclesiastes 1:18


Fria
Desafia
Fia o tempo
Feito rede
Ateia, Teia.
Aroma,
Frio na espinha
Sabor,
'In memoriam'
Amor, Desafia
O tempo, As rugas
O cansaço, Vem
Brisa
Sem nome
Sem saber
O que era, calafrio
Desejo a Rosa,
Sem  Espinho
Que  despe

A Folha.