9.1.16

ATO CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM ACABA EM CONFRONTO NA CENTRAL DO BRASIL

Via Correio do Rio -


O Ano de 2016 começou já com confronto entre manifestantes e a polícia militar no Rio de Janeiro. Ao final da passeata que contestava o aumento das tarifas de ônibus na cidade do Rio de Janeiro, um grupo da Guarda Municipal atirou – de dentro do cercadinho deles na central – bombas de gás e de efeito (i)moral em direção à imprensa e manifestantes, provocando um tumulto inesperado.

Após esta provocação, os portões da Estação da supervia foram fechados, irritando trabalhadores e ambulantes. Com isso, a confusão se tornou generalizada e se moveu para a parte traseira da central, onde manifestantes imediatamente iniciaram barricadas e somaram com parte dos trabalhadores ambulantes locais e moradores da região indignados com a atual situação da cidade. A polícia militar prontamente mobilizou sua tropa de armaduras e cavalaria para tentar reprimir o protesto, o que apenas piorou a situação no local.

Conforme as tentativas de incursão e o lançamento de bombas de gás em direção aos manifestantes, era visível que o número de pessoas do outro lado das barricadas estava crescendo e quando a cavalaria tentou uma primeira incursão mais enérgica, se viu em uma rua estreita e totalmente cercados por manifestantes e muitos transeuntes indignados pelo uso desnecessário de cavalos e sabres ( ESPADAS MESMO ) enferrujados, o que poderia causar um desastre ainda maior devido à falta de atendimento médico na rede de saúde. Imediatamente houve uma reação popular que culminou na retirada dos policiais montados daquela rua debaixo de muitos objetos sendo arremessados contra eles.

Ao final dos sucessivos fracassos em conter o distúrbio que tomou conta do terminal rodoviário anexo à central do Brasil, a tropa de choque iniciou um ataque aos manifestantes, sem se importar com as casas de pessoas inocentes na região e com as residências no início do morro da Providência, o que poderia tornar aquele distúrbio ainda maior. Eles terminaram por também por recuar.

Após o ato, advogados de plantão estavam na DPCA onde diversos menores foram apreendidos e aguardaremos maiores informações oficiais sobre o numero de detidos e/ou apreendidos.

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