18.1.16

‘SERIA A OUSADIA DAS OUSADIAS CRIMINALIZAR LULA’. MARCHA DO "CAPIROTO" NA ORLA CARIOCA

ILUSKA LOPES -


O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), frequente defensor do governo no Congresso Nacional, vê "muitos elementos de um Estado de exceção" e "de desrespeito à ordem jurídica" na Operação Lava Jato.

Questionado se vê risco de o ex-presidente Lula ser preso, ele afirmou, em entrevista ao jornal O Globo, que "seria a ousadia das ousadias criminalizar um ex-presidente da República com base em delações de delinquentes".

A respeito de trecho da delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró divulgado pela imprensa na última semana, de que Lula o teria indicado para uma diretoria na BR Distribuidora por "gratidão", Damous rebateu:

"O relato de advogados de defesa é que sempre se pergunta acerca do Lula, como se houvesse um direcionamento. Isso é um lixo jurídico. E por que a palavra desse delinquente de nome Cerveró vale mais do que a palavra do presidente, que já disse que isso não é verdade?", questionou.

Para o deputado, que sugeriu ao ex-presidente a contratação do criminalista Nilo Batista, "Lula tem sido alvo de atenções persecutórias e, nesse sentido, tem que estar muito bem assistido juridicamente". "É, na verdade, uma defesa da democracia", sustenta. Ele chamou de "absurdo" a transformação de órgãos de Estado em "órgãos de exceção", "fora os vazamentos seletivos".


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Fomos informados pelo companheiro Roger McNaught, também conhecido pelos amigos como Barão, que o dia 17 de Janeiro de 2016 não foi um domingo qualquer. Na cidade do Rio de Janeiro, cidadãos se organizaram na Praia do Diabo para uma marcha diferente, a Marcha para Satanás. 

Alguns com fantasias e adereços, eles partiram do Arpoador em direção à praia de Copacabana, por onde desfilaram com muito bom humor, fazendo a festa e atraindo curiosos e muitas crianças maravilhadas com a produção visual de alguns presentes.

Segundo o jornalista: "apesar de parecer apenas um ato festivo, a pauta é bem mais séria que apenas apelo visual em tempos de carnaval. Em um país onde a intolerância religiosa é crescente e há bancadas ligadas a determinada tendência religiosa, faz-se necessário pontuar o contraditório - parte saudável de uma democracia.

Ao contrário do que é pregado por diversos intolerantes religiosos, esta marcha não prega nenhum ato hostil e/ou prejudicial, mas lembra que a liberdade religiosa e a liberdade de manifestação podem e devem ser exercitadas como parte dos nossos direitos constitucionais como cidadãos".

*Com informações do Brasil247, Jornal GGN e do jornalista Roger McNaught.