18.2.16

EM SÃO PAULO, O PSDB SE ALIMENTA DE MERENDA ESCOLAR

HELIO FERNANDES -


Ha muito tempo o PSDB não aparecia tão profundamente nas manchetes dos escândalos. Dizem que FHC esgotou a capacidade do envolvimento danoso do partido. (Alem de ter feito um governo catastrófico, que com ele no poder identifiquei como "retrocesso de 80 anos em 8”, existem os escândalos monumentais).

FHC só não é o pai do mensalão, porque comprou a reeleição pagando á vista. Foi à primeira reeleição da Historia da Republica. Nem mesmo na Republica velha, de 1889 a 1930, quando os "presidentes" escolhiam seus sucessores, algum deles teve a audácia de continuar. FHC é o responsável pelo segundo mandato de Dona Dilma e tudo o que está acontecendo. Perdão, não está acontecendo.

O mais parecido com o petrolão, se chamou de Comissão de Desestatização. Pessoalmente enriqueceu muita gente, e provocou prejuízos colossais para o país.

Prejuízos não revertidos até agora e que se manterão para sempre. Depois do desastre FHC, o PSDB tentou três vezes voltar á presidência, não conseguiu. Vai tentar a quarta quando houver eleição, e um dos candidatos é o governador de São Paulo, citadíssimo no escândalo da merenda escolar. Não digo que é acusado, mas todos os personagens trabalharam com ele, em cargos na maior intimidade.

Ha 22 anos, desde 1994, Alckmin ocupa o Palácio dos Bandeirantes, como vice ou como governador. Apenas uma interrupção para ser derrotado como presidenciável e voltar. Em 1994 foi vice de Mario Covas, reeleito com ele em 1998. Na posse em 1999, Covas já estava muito doente, Alckmin ocupava o cargo, fortuitamente. Covas morreu logo, em 2001, Alckmin foi efetivado. Ficou até 2006 quando saiu para disputar a presidência. Eleito governador em 2010 e 2014, é certíssimo para outra aventura.

Disse anteontem: "Todos os culpados devem ser punidos". Dois desses foram Chefes do Gabinete da Casa Civil. O presidente da Assembléia Legislativa (do PSDB), não podia ser eleito sem o conhecimento e o consentimento do governador. Pelo menos 12 deles já tiveram sigilos bancários quebrados por ordem do judiciário. Um deles, não surpreendentemente conhecido como "moita, terá que justificar o apelido ou negar a intimidade com o governador.

 E Alckmin, sabendo que não seria presidenciável pelo PSDB, tem acordo com o PSB. Este ratificará o acordo?  E Alckmin manterá a ilusão de ainda ser presidenciável? Cada vez mais complicada a sucessão de Dona Dilma. Se for realmente dela.

O "otimismo" vazio do presidente do Banco Central e do Ministro da Fazenda

Nos primeiros dias de janeiro, Tombini afirmou: “A inflação fechará 2016 em 4,5 por cento” (O centro da meta). Nelson Barbosa veio a seguir, mais cauteloso: "A inflação este ano ficará em 7 por cento, mas trabalhamos para que não passe de 6,5 (O teto da meta). Em janeiro a inflação foi de 1,37. Ontem foi publicada a de fevereiro: 1,55 por cento. 

O PIB de 2015 foi de menos 3 por cento. Os "otimistas" oficiais apregoam que neste 2016, "será menor". Até agora está em menos 3,7. Em dezembro analisei:" 2016 será pior do que 2015". Os "otimistas" do governo insistem em me dar razão. Não era muito difícil acertar na analise, com esses personagens.

Dona Dilma não fala nem faz. Apenas tenta cumprir a sua vocação tributarista. A obsessão-obsessiva: a recriação da CPMF. Não consegue e não vai conseguir. Mas para não perder tempo, aumenta os impostos sobre sorvete, chocolate, ração para gatos e cachorros.

Ontem tarde, a agencia Stand and Poors, rebaixou novamente a nota de risco do Brasil. Havia feito o primeiro ha 5 meses. Como a situação do país só piorou, insistiu, e fez o segundo. Dona Dilma também insistirá, continuará mais omissa do que nunca ou do que sempre.

O Conselho da falta de ética se reuniu

E não modificou um milímetro o comportamento que vem exibindo em 4 meses de atuação. Só não digo que foi "palhaçada", para não atingir os nobres profissionais do circo. Levaram três horas, e finalmente decidiram não decidir: levantaram a sessão, voltarão na próxima semana. Mas também não ha o que fazer, pois os dois lados estão com Mandado de Segurança no Supremo como revelei ontem.

È lógico, claro e evidente que o Conselho tem algumas grandes figuras, mas não podem fazer nada. De perto ou de longe, Eduardo Cunha contamina tudo. O Procurado Geral pediu o afastamento dele, atrapalha qualquer investigação. Só o Congresso não toma nenhuma providencia contra a própria desmoralização. Realmente inacreditável.

Intolerância, violência, incompetência

Muito justamente não houve o depoimento de Lula. Foi convocado pelo promotor errado, incompetência. Semana que vem haverá correção. Mas na frente do fórum de Barra Funda (São Paulo), total exibição e incompreensão. Os que eram contra ou a favor de Lula, travaram batalha de horas. Pura intolerância.

A Policia Militar não perdeu a oportunidade de bater em pessoas dos dois lados. E até jornalistas que estavam trabalhando, sofreram as conseqüências. E os policiais batiam insensatamente. Combatentes dos dois lados, que caíam no chão sofriam com golpes de cassetetes. Desnecessária violência.

Picciani é reeleito, começa a derrocada de Eduardo Cunha
                                                                                         
Ontem eu dizia que Picciani seria reeleito, apesar de "Cunha afirmar que teria 45 votos”. Numa  eleição tumultuadissima, parou em 30 votos, mesmo contando com a colaboração do amigo e companheiro de sempre. Picciani chegou a 37, o suficiente, principalmente com o temido voto secreto.

Mas é preciso ressaltar, registrar e ressalvar: nenhuma influencia ou importância para a votação do impeachment. Esse não seria e não será aprovado de jeito algum. A possibilidade de alteração do quadro político ou eleitoral, só através do TSE. O Planalto sabe disso e espera que nada seja resolvido antes de maio. Quando haverá alteração no mais alto tribunal eleitoral.