28.3.16

DEPOIS DO PREMIO DA GLOBO, MINISTRA DO STF DECLARA: IMPEACHMENT NÃO É GOLPE!

EMANUEL CANCELLA -


A Globo não dá ponto sem nó. Ministra do STF, Cármem Lúcia, depois de receber o premio da Globo declara: Impeachment não é golpe! Ministro Joaquim Barbosa, também premiado pela Globo, dirigiu o mensalão, esquecendo de julgar o do PSDB, anterior ao do PT que está prescrevendo sem julgamento. Juiz Sérgio Moro, outro que também foi premiado pela Globo, pelo governo dos EUA e agora pela revista americana Fortune está cotado também para ganhar o “Oscar” de Hollywood por efeitos especiais. Pena que o mais badalado da operação Lava Jato, o agente Newton Ishii (o japonês) tenha sido condenado pela STJ.

Pelo andar da carruagem, o juiz Sérgio Moro vai ganhar todos os prêmios dos EUA, pois ele faz muito mais do que faria um agente da CIA.

Convocou os procuradores americanos para fiscalizar a Petrobrás, na verdade legalizou a espionagem. Para ser sério, Moro teria que mandar os procuradores brasileiros para investigarem a petroleira americana Chevron.

A Chevron foi denunciada pelo Wikeleaks na interceptação da troca de correspondência entre o então candidato tucano derrotado, Jose Serra a presidência em 2009 e a Chevron. Nessas correspondências, Serra prometia favores a Chevron em prejuízo da Petrobrás.

E Serra continua no senado federal em que sua missão entreguista do pré-sal e sua proposta foi aprovada em primeira votação. O movimento sindical e social organiza um grande ato no dia 31 em Brasília para barrar a entrega do pré-sal.

Moro, também com a prisão do Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, tenta paralisar o desenvolvimento da engenharia atômica, que inclui principalmente a construção do submarino atômico brasileiro, cuja a principal missão é proteger o pré-sal.

Os EUA não reconhecem nossas águas internacionais onde se localiza grande parte do Pré-sal. Moro também prendeu o presidente da Odebrechet, Marcelo, cuja a empresa, entre outras encomendas, é responsável pelo desenvolvimento e construção de mísseis de curto e longo alcance. É sabido que o petróleo é disputado por todo tipo de sabotagem, inclusive por guerra. O juiz Moro parece querer colocar nosso país de quatro aos interesses estrangeiros.

A Odebrechet quer colaborar com a Lava Jato e apresentou uma lista com mais de 200 parlamentares em que, dos citados, oitenta por cento é da oposição golpista. São eles: Aécio Neves, José Serra, Roberto Freire, Paulinho da Força, Eduardo Cunha etc. E Sergio Moro não só não vazou a lista como de costume e a tornou sigilosa.

Se dos EUA Moro recebe todas as homenagens, no Brasil a justiça começa a questionar a Lava Jato: o japonês já foi condenado, o ministro do STF, Teori Zavascki, botando ordem na casa colocou o juiz Moro, juiz, de primeira instancia em seu devido lugar, reafirmando que o julgamento de parlamentares, de ex-presidentes e do presidente é prerrogativa da Suprema Corte Brasileira, o chamado “Foro Especial”, isso é lei.

E o atual ministro da justiça, Eugenio José Guilherme de Aragão, já declarou que vazamento de delação é inaceitável e grampo ilegal é crime, sujeitando o infrator a prisão.

É verdade: Impeachment com fundamentação não é golpe. Quanto ao impeachment que querem impor a presidente Dilma sem fundamento pela mídia (principalmente a Globo e a oposição de direita) é golpe.

A Globo, sempre conspirando, foi quem criou o caçador de marajá, Fernando Collor, para barrar Lula presidente, inclusive fraudando a eleição. Pasmem: A Globo foi o principal algoz de Collor, no impeachment.

Diferentemente do ex-presidente Fernando Collor de Mello que foi impedido sem ninguém para defendê-lo, agora, o povo nas ruas, que barrou a ditadura militar e protagonizou o movimento vitorioso Diretas Já! convoca os movimentos sociais: MST, MTST e outros, as principais centrais sindicais, os movimentos estudantis, os partidos de esquerda, PT, PC do B, PSOL, PCB para organizar o movimento em defesa da democracia:

Não vai ter golpe! Vai ter luta!

*Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).