3.3.16

SOBRE O FUTURO DA HISTÓRICA E CENTENÁRIA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPRENSA (ABI), SURGE A ESPERANÇA. DILMA NÃO ACERTA, DESACERTA. IMITA FHC, FACILITA O DOMÍNIO DE EMPRESAS

HELIO FERNANDES -


Tudo indica que o presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Imprensa – ABI, o laureado e um dos maiores historiadores do país, Ivan Cavalcanti Proença, após tecer na Reunião do Conselho do dia 29/02 severas criticas a postura do presidente da entidade, Domingos Meirelles, tenha com isso acenado com uma renovação. Para os conselheiros presentes, a posição do jornalista, sinaliza que poderá liderar uma chapa de oposição a ineficiente diretoria da ABI, que pelo que se discutiu, não conseguiu evoluir absolutamente em nada, no cumprimento das promessas quando se elegeu em 2014.

Os oposicionistas reclamam que Meirelles acumula ações de toda ordem, respondendo entre outros por atos cometidos contra um dos seus diretores o jornalista e editor Orpheu Santos Salles, decano do jornalismo e editor da conceituada revista Justiça & Cidadania.

A eleição será em abril próximo e as movimentações de bastidores indicam um desfecho eleitoral que poderá reavivar as cores da centenária e histórica instituição. Para quem não sabe, o prédio sede da ABI é um Monumento a arquitetura brasileira, e se encontra hoje, em completo abandono, tanto material e cultural.

A ABI teve entre seus presidentes Alexandre José Barbosa Lima Sobrinho, um nacionalista, que fez da sua  profissão um meio de levar a população brasileira à conscientização política e social. Em 1926, aos 29 anos de idade, assumiu pela primeira vez a Presidência da Casa. Durante seu quarto mandato, em 1992, foi o responsável direto pelo pedido da abertura do impeachment de Fernando Collor de Mello e o primeiro orador inscrito para defender o processo.

Em 1969 o ex-presidente da Casa, Fernando Segismundo, defendeu que (...) “que a associação deve interpretar o pensamento, as aspirações, os reclamos, a expressão cultural e cívica de nossa imprensa; preservar a dignidade profissional dos jornalistas — e não apenas a de seus sócios; acautelar os interesses da classe; estimular entre os jornalistas o sentimento de defesa do patrimônio cultural e material da Pátria; realçar a atuação da imprensa nos fatos da nossa história; e colaborar em tudo que diga respeito ao desenvolvimento intelectual do País”. Mas, segundo os protestos da oposição, com a atual administração isso não está acontecendo.

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