23.3.16

TRAPAÇA

MIRANDA SÁ -

“O trapaceiro, quando apresenta homens desonestos para fiadores, não pretende pagar suas dívidas, mas aplicar outro engano”. (Fedro)


Ao assistir as maracutaias explícitas ou por debaixo do pano criadas pelo PT-governo para salvar Lula da Silva da cadeia, procurei uma palavra que definisse isto e encontrei no dicionário: “Trapaça”.

A trapaça é reconhecida por qualquer ato que, através do qual, alguém induz conscientemente a outrem a cair num logro. Nos círculos jurídicos a definição é mais pomposa: Contrato fraudulento.

No popular ou no douto, não se pode explicar a enxurrada de mentiras, discursos demagógicos, falsidade ideológica e rasteiras políticas realizadas por Dilma, seus ministros e puxa-sacos senão como trapaça a adulteração da legalidade. Sai ministro, entra ministro e o troca-troca só tem uma finalidade, blindar “il padrino’.

Pré-adolescente eu ia com minha mãe a duas lojas no Centro do Rio: A Ducal, onde ela comprava roupas à prestação para mim e para meu pai e à Mesbla, com suas imponentes instalações na Rua do Passeio. A Mesbla, na época, era a maior loja de departamentos do Brasil.

Originou-se como filial de uma firma francesa, Mestre & Blatgé, e anunciava vender de tudo: de alfinete a avião. Mas não comerciava vestuário, e este foi o motivo de sua falência, pois não suportou a concorrência de empresas congêneres e supermercados.

Entre recordações da juventude –  ia ao cinema Metro e tomava sorvete na Mesbla –  lembro de uma história que meu pai me contou: Lá pelos anos 1920, a Mesbla era o único comércio que abria nos sábados após as 18 horas.

Num destes sábados, às 21:00 horas, adentrou na secção de automóveis um senhor bem vestido. Escolheu um Chevrolet de luxo, pagando à vista, com cheque. Mandou um acompanhante levar o carro. O  gerente chegou e lhe barrou a saída, pois foi verificar se o cheque tinha fundos, mas o banco estava fechado.

O elegante senhor alegou que precisava ir para o aeroporto pegar um avião, mas não convenceu o comercviante. A polícia chegou e deteve o suspeito. Resumindo: O cara perdeu o avião, detido pela polícia; na segunda-feira verificou-se que o cheque tinha fundos; o comprador prejudicado processou a Mesbla e ganhou na Justiça uma quantia de 20 vezes superior ao preço do carro. O sujeito era um tremendo trapaceiro.

Este exemplo de trapaça ficou conhecido. Mas Lula passou o mesmo conto do vigário apresentando Dilma ao eleitorado como uma ‘gerentona’ competentíssima. Deu no que deu, além de incompetente, é como ele, mentirosa e desonesta.

Lula quer repetir a trapaça, indo para um ministério para escapar da condenação na primeira instância da Justiça Federal, com o juiz Sérgio Moro, pelos seus crimes. Felizmente, 93% da população brasileira já não caem nessa… O povão foi espontaneamente às ruas em manifestações vibrantes; juízes, promotores e policiais federais apoiaram a Lava Jato e o impedimento de Lula como ministro.

Uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, derrubou a armação das pedras de dominó armada pelos hierarcas petistas, os ‘peões’ da base e os parasitas do PCdoB que sobrevivem dos rejeitos intestinais das propinas. A acertada medida de Gilmar Mendes alegrou os brasileiros com a explosão da esperança de que a justiça seja feita.

Trapaceiros de alto coturno, os pelegos do lulo-petismo tentaram o ministro Fux, tomaram peia; e depois a ministra Rosa Weber, a quem Lula insinuou ter ‘negócios’ a resolver com Dilma… Que nada, Rosa preferiu a honestidade intelectual a servir ao chefe mafioso.

As trapaças que a quadrilha de Lula que assaltou o Brasil são imperdoáveis. Uma delas é da gerentona incompetente, Dilma dizer que foi grampeada pela PF. Uma fraude digna de quem falsifica vacina ou vende plasma sanguíneo infectado com HIV…

É evidente que os fiadores da organização criminosa que ocupa o poder no Brasil, tipo Chico Buarque, não podem pagar com seu fanatismo cego a dívida da Petrobras, com prejuízo de mais de R$ 34 bilhões graças à roubalheira lulo-petista!