2.4.16

DILÚVIO

MIRANDA SÁ -

(…) “E Jeová deplorou ter feito os homens na terra e sentiu-se magoado no coração”. (Gênesis, 6:5)


Não sei, e também não descreveu o historiador Giuseppe Flavio nas suas “Antiguidades Judaicas”, como foi que Jeová mandou o dilúvio. Imagino que veio chegando de onda em onda para alcançar todas as nações e exterminar os que haviam aderido ao mal. No Brasil de hoje, o dilúvio que vai acabar com as iniqüidades do lulo-petismo está vindo gradativamente.

É uma investigação ali, uma descoberta de crime acolá, uma denúncia aqui, um assalto lá, enfim, vai se demonstrando pouco a pouco o quanto a perversidade fluiu nos corações dos partidários do PT que prometiam levar os brasileiros para um futuro radioso.

Nos tempos bíblicos houve um homem, o patriarca Noé, que mereceu a indulgência do Senhor, que lhe instruiu: – “Constrói uma embarcação com 174 metros de comprimento, 29 de largura e 17 de altura. Em sete dias calafete-a e recolha nela sete casais de animais puros e dois de animais impuros. Assuma o comando da arca e leve contigo a tua mulher, teus três filhos e as suas consortes”. Estes deveriam lançar as sementes de uma humanidade melhor.

Perdoem-me os crentes dos testamentos tanto o velho como o novo: Em minha opinião a estratégia de Jeová não deu certo. Assistimos atualmente os corações, em vez de pulsar sangue, impelem fel; e as cabeças cheias de cobiça.

Pelo menos aqui entre nós, o que vemos é a amoralidade dos pelegos numa ambição desmedida pelo tesouro nacional. O assalto é comandado pelo traidor da classe operária, o pelego Lula da Silva, um Noé pelo avesso que apartou os casais de bichos e de gente que embarcaram no seu barco.

Cada par teve uma tarefa específica: Ele próprio e a chefe de gabinete da representação da Casa Civil em São Paulo se encarregaram de levar diamantes e euros para os bancos europeus; o filho Lulinha e o amigo íntimo Fernando Bitttar, dono, na escritura, do sítio em Atibaia, se encarregavam de contas no paraíso fiscal do Panamá.

Os Santana transitavam recursos em dinheiro vivo do grupo Odebrecht para o PT; João recebia propinas em espécie de fornecedores da campanha de Dilma em 2014 e a “Feira” fazia pagamentos com recursos ilegais da construtora para prestadores de serviços.

A esposa, dona Marisa, filhos e noras tratavam do triplex do Guarujá e principalmente do sítio de Atibaia que, embora não fossem seus, recebiam deles atenção na decoração, escolha da cozinha e compra de brinquedos aquáticos para os netos.

Entre os animais puros, a Anta e a Vaca – agindo conjuntamente ou sendo a mesma alimária, dava pedaladas fiscais. Pegada com a mão na botija, diz que o impeachment é golpe para não ser condenada pelo crime; e tenta salvar o seu tutor LulaNoé fazendo-o ministro para escapar da Justiça.

Entre os animais impuros… Ah! São tantos (mais do que o esperado)! Temos em destaque os ministros Mercadante, Jacques Wagner e Edinho Silva, este último foi tesoureiro da campanha de Dilma com irregularidades flagrantes.

Onipresente, onisciente e onipotente, Jeová vendo tudo isto preparou um novo dilúvio. Marolas, ondas e vagas já batem nos contrafortes de Brasília…

O Brasil está parecido com a França nas vésperas da queda da Bastilha. Temos uma Maria Antonieta alienada que promete ao povo brioches que não tem para dar; e o bufão esquizofrênico e atrevido Lula da Silva macaqueando o rei francês Luís XV que dizia “depois de mim o dilúvio”.

Nem a Rainha Vermelha, nem o Sapo Barbudo ladrão do País das Maravilhas de Alice percebem que o seu dilúvio já chegou, e que desta vez o Senhor fará o contrário; guardará no Seu regaço a humanidade honesta e inconformada e deixará afogarem-se os membros do partido que é, na realidade, uma sofisticada organização criminosa.