9.4.16

FHC QUER ENTREGAR A MESMA PETROBRÁS QUE O PAI AJUDOU A CONSTRUIR

EMANUEL CANCELLA -


O pai de FHC, o general Leônidas Fernandes Cardoso, participou ativamente da campanha O Petróleo É Nosso! Era nacionalista e foi presidente do Centro Brasileiro de Petróleo, que resultou na criação da Petrobrás e no Monopólio Estatal do Petróleo. Infelizmente seu filho, FHC, em seu governo, tentou de todas as formas privatizar a Petrobrás. Na ocasião, contava com apoio da mídia, principalmente a Globo, que comparava a Petrobrás a um paquiderme e chamava os petroleiros de marajás. FHC não conseguiu privatizar a Petrobrás, mas acabou com o monopólio.

Realmente o pai dele é que tinha razão, pois logo em 2006, a Petrobrás, através dos petroleiros, desenvolveu tecnologia inédita no mundo, permitindo assim a descoberta do pré-sal, que já produz mais de um milhão por dia, o suficiente para abastecer juntos todos os países do Mercosul. Mas a Globo e FHC  não desistiram! A Globo lançou um editorial dizendo: “O Pré-sal pode ser Patrimônio Inútil”   e o instituto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso realiza, no dia 12 de abril, evento em São Paulo para promover o que chama de   “Fim do Triunfalísmo Petroleiro”.

FHC coloca em dúvida a viabilidade do pré-sal, tentando iludir a sociedade, mas ele sabe muito bem o quanto vale essa riqueza para o Brasil. Tanto ele quanto os americanos, por isso estão de conluio para abocanhar nossa riqueza e pelo preço mais barato possível.

FHC tenta iludir a sociedade quando diz que cresce globalmente a tendência ao desinvestimento nas energias de origem fóssil e à expansão das energias renováveis. Essa tendência deverá fortalecer-se na esteira do Acordo Climático, firmado em Paris, em dezembro último, que prevê a redução a zero das emissões de gases de efeito estufa, produzidas pelo setor energético, até 2050. Realmente, necessidades internas e compromissos internacionais obrigam o Brasil a definir um novo rumo na sua política energética. Mas, maquiavelicamente, FHC esconde da sociedade que o petróleo ainda vai ser, nos próximos 50 anos, a principal matriz energética no mundo.

O pré-sal já é uma realidade e o presidente Lula, na lei de Partilha, determinou que a Petrobrás torna-se operadora de todos os campos e que, no mínimo, tem 30% de cada um deles; essa Lei também garante o Conteúdo Local, que trata da exigência de a indústria nacional fabricar a maior parte dos equipamentos necessários, gerando emprego, renda e arrecadação de impostos para municípios, estados e União.

Vale lembrar que a emissão do gás estufa do pré-sal vai acontecer, seja com a Petrobrás operadora ou com as empresas estrangeiras defendidas por FHC. Quanto a energias alternativas, o Brasil é um dos países que mais investe em parques eólicos, biomassas, hidrelétricas, aliás, acabamos de inaugurar a terceira maior do mundo que é Belo Monte. E quem financia 60% a 80% dessas obras é a Petrobrás, através dos impostos que paga.  FHC deveria se inspirar no pai, que apostou na criação da Petrobrás, e acertou.

Se depender de FHC e seus cúmplices os americanos nem precisam de bombas para levar nosso petróleo. Foi FHC que chamou os aposentados de vagabundos; que mandou que esquecêssemos tudo que escreveu; que reconheceu em livro a corrupção na Petrobrás, durante seu governo, apostando na impunidade; que usou o estado para financiar seu caso extraconjugal; que comprou os votos para sua reeleição; que acabou no Brasil com a indústria voltada para área de petróleo; que mandou fabricar plataforma em Singapura e que foi patrono da Privataria Tucana, quando entregou, a preço irrisório, as empresas públicas brasileiras.

Ao invés de seguir os ensinamentos do pai, FHC chama o ex-genro para palestra contra a Petrobrás. O ex-genro de FHC, David Zylbersztajn foi nomeado por FHC em seu governo, como o primeiro diretor Geral da Agência Nacional de Petróleo – ANP, notabilizando-se pela mensagem aos representantes das multinacionais e imprensa em geral na primeira reunião, com a frase: “O Petróleo é Vosso”.

FHC, além de um péssimo político, é um filho ingrato!

*Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).