26.5.16

EU E O SUPREMO

GERALDO PEREIRA -


Gostaria de me orgulhar do Supremo Tribunal do meu país, mas não tenho motivos. Não sei se é difícil ser ministro, exercer a profissão, se a atividade exige demais, se é absolutamente necessário e indispensável ter o conhecimento de um Hermes Lima, a coragem de um Ribeiro da Costa, de um Adalto Lúcio Cardoso, o caráter de um Evandro Lins e Silva, de um Victor Nunes Leal, o fato é que esse Supremo não merece minhas homenagens, nem o meu respeito. O que fazer?

O Supremo é sem dúvida alguma, um tribunal político, lá impera como seu legítimo e autêntico representante, o mato-grossense Gilmar Mendes, figura polêmica, que segundo Emanuel Cancella, citando o grande cronista e escritor Luís Fernando Veríssimo, esse certa vez o chamou de ‘Gilmar Mentes’.

Figura triste a desse Gilmar, a culpa de o ter no Supremo devemos ao governo de Fernando Henrique Cardoso que o nomeou, nomear e indicar nesse caso é a mesma coisa.

Se FHC tivesse ouvido o respeitável jurista, professor emérito da USP, Dalmo de Abreu Dallari, não teria cometido esse crime, contra o direito, contra a consciência livre e pensante do Brasil.

Possivelmente publicaremos, se encontrar entre os meus alfarrábios o artigo publicado na Folha, há alguns anos, de autoria do professor Dallari, apelando ao então presidente - FHC - para que não indicasse o atual ministro Gilmar Mendes, para a mais alta corte jurídica do país, certamente, não foi por falta de advertência, que estamos pagando até hoje.