27.5.16

PORQUE NÃO ABRIRAM A “CAIXA PRETA” DO BNDES? MEU PAI DIZIA: “QUEM MEXE COM BANQUEIRO, SABE QUE OU É CARPINTEIRO OU LADRÃO”

ROBERTO MONTEIRO PINHO -

Muito se discute sobre o impeachment, mas o cerne da questão, que é o orçamento da União, não é de fácil entendimento do leigo este deveras nebuloso. O orçamento enviado ao Congresso pela presidente Dilma Roussef ocorreu de maneira ilegal, previa uma deficiência de 30,5 bilhões de reais.

A discussão era de que o governo afirmava ter que gastar, em um ano, quantia bem maior que a arrecadada, e praticamente transferia ao Congresso a solução do problema.

Esse mesmo governo (e o antecessor) transferiu para o BNDES, em títulos públicos e em cinco anos, cerca de 300 bilhões de reais. Aqui ficou uma nebulosa para a população é que o tesouro paga uma taxa de juros remuneratória a esses títulos de 9,5% ao ano, e o BNDES empresta esse dinheiro a apaniguados nacionais ou estrangeiros a algo como 4%, que corresponde à TJLP (taxa de juros em longo prazo).

A mídia de truste, ou seja: a que monopoliza 80% da população, descuida-se de dar ênfase as crescentes dificuldades econômicas, que continuarão a recair sobre uma população cada vez mais combalida pela carga tributária.

Carga cada vez mais longe de ser devolvida em justos benefícios, e consumida em grande parte por uma máquina estatal usada por um partido e um grupo ideológico que ocuparam o governo, com o firme propósito de “levar vantagem”, repetindo exatamente o que a direita sempre fez.

Os escândalos envolvendo Petrobrás e Eletrobrás, no grupo das ações criminosas, apuradas pela operação Lava-Jato, ainda não atingiu o seu principal alvo, o BNDES. Meu pai dizia; “Quem mexe com banqueiro sabe que ou é carpinteiro, ou é ladrão”.

Porque não abrem a “caixa preta” do BNDES e mostrem para a população os nomes dos milhares de beneficiados, com projetos que não saíram do papel, ou superfaturados, propinado e açambarcado dos cofres da nação?

Tudo indica o que se esconde no BNDES, algo ainda mais expressivo do que tudo aquilo que vem escandalizando a nação. Hoteleiros estão envolvidos, a Construtora Odebrecht aqui dentro, ou seja: o governo da Venezuela lá fora. Todos colocaram no bolso os 300 bilhões remunerados a 9,5% e emprestados a 5%.

A liberação desses recursos foi lastimável. Como nos empréstimos a Angola e a Cuba, é muitas vezes secreto. Eike Batista — R$ 10 bilhões; Marfrig — R$ 3,5 bilhões; Governo de Cuba (Porto de Mariel) — 3,5 bilhões; Governo da Venezuela — 11,5 bilhões; Governo da Nicarágua — 4 bilhões; Governo da Argentina — 4 bilhões e Governo de Angola — 10 bilhões. Dinheiro que o brasileiro jamais terá de volta – ficará por conta do velho ditado, “devo não nego, pago quando puder”.

Agora sabemos por que o dinheiro sumiu. Os bilhões escamoteados pelo governo da “petista” Dilma Rousseff, copiou tudo aquilo que nos sempre contestamos.

100 anos de República, ainda persiste a máxima de que somos colonizados, explorados, e silenciosos.

A lisura o respeito ao dinheiro público é a primazia do dirigente. E as mentiras infantis de Lula declarando que ganhou centenas de milhares de reais por palestras que não valem um tostão furado? A não ser por aquela voz rouca, que o diferencia dos demais.

Essa gente, brincou de fazer política, deram um espetáculo de incompetência, tamanho o malogro da sua política econômica, principal pilastra de uma nação, que precisa se auto-financiar para investir na saúde, educação e moradia.

Foi muito fácil tirar dinheiro de um lado e atirar como néctar em 50 milhões dos contemplados do Bolsa família. Foi fácil, enganar, o hipossuficiente. Ademais o brasileiro é bondoso, generoso, pacifico e acredita em “Papai Noel”.