20.7.16

ENTREVISTA – “NOSSA LUTA É PARA UNIFICAR O PISO E AMPLIAR AÇÕES DE PROTEÇÃO À SAÚDE DOS FRENTISTAS”, FRANCISCO SOARES DE SOUSA, PRESIDENTE DO SINPOSPETRO CAMPINAS E DA FENEPOSPETRO [VÍDEO]

DANIEL MAZOLA -


O dirigente que fomos entrevistar dessa vez tem destacada participação nas conquistas do setor e muita estrada nas lutas, é conhecido entre os frentistas de todo país como Chico, falo de Francisco Soares de Souza, presidente do Sindicato dos Frentistas de Campinas (SINPOSPETRO) e da Federação Nacional da categoria (FENEPOSPETRO).

Na sede do bem estruturado sindicato na cidade de Campinas, o presidente nos disse que a FENEPOSPETRO reúne hoje 53 sindicatos em todo Brasil. Juntamente com a Federação Estadual dos Empregados em Postos de Combustíveis de São Paulo (FEPOSPETRO), presidida por Luiz Arraes, representa cerca de 500 mil trabalhadores, sendo 100 mil no estado de São Paulo.

Antes de ligarmos o equipamento de vídeo, o sindicalista falou informalmente sobre algumas reivindicações e desafios da categoria, apontando principalmente para o piso nacional unificado, a capacitação e treinamento dos frentistas, os projetos de desenvolvimento profissional e a saúde do trabalhador. Esses temas estão na ordem do dia segundo o dirigente.

Durante a entrevista, Francisco Soares de Souza falou principalmente da recente reforma estatutária que reduziu de seis para quatro anos o mandato de toda a diretoria da Federação Nacional dos Frentistas (desde 2013 ele é o presidente, um dos fundadores da representação da categoria), dos preparativos para o VIII Seminário Nacional dos Frentistas, que acontecerá em outubro, na cidade de Ubatuba-SP (provavelmente junto com as eleições da FENEPOSPETRO), e reforçou temas como o da unificação do piso salarial da categoria e pela ampliação das ações de proteção à saúde dos trabalhadores em Postos de Combustíveis.

Como não poderia deixar de ser, o bravo sindicalista repudiou a declaração do presidente da CNI, de aumentar a carga de 44 horas semanais para 80 horas de trabalho. Para ele, a atitude afronta o movimento sindical, que defende redução de jornada para 40 horas, sem alteração de salário: “Direito é sagrado, não estamos num estado de guerra, para se falar em medida tão extrema”, criticou. Agora assista.