29.7.16

PARA PEDRO, PEDRO PARA...

EMANUEL CANCELLA -

O Pedro Parente não é só ministro do apagão de Fernando Henrique Cardoso, ele é parte do golpe no país e integra o governo interino de Michel Temer. Pela vontade popular, Temer, FHC e sua turma, que inclui o Pedro, estariam fora da governança do país.

Neste contexto, Pedro veio para completar a obra de seu aliado FHC, que é entregar a Petrobrás para os sanguessugas estrangeiros.

No governo de FHC, quando Pedro era ministro, eles tentaram privatizar a Petrobrás. Mas, a categoria, através da greve de 32 dias e com apoio da sociedade, barrou o entreguismo de FHC.

O grupo Globo, que é o braço estendido das forças mais conservadoras e reacionárias de nossa história, usa jornalistas que se prestam à distorção, à difamação, e, diretamente à difusão de mentiras. Um exemplo disso é o uso do Benefício Farmácia para manchar a imagem dos petroleiros e, sobretudo, da Petrobrás. Ainda na era FHC, as organizações Globo comparava a Petrobrás a um paquiderme e chamava os petroleiros de marajás.

Os petroleiros e a Petrobrás, para mostrar sua pujança para a sociedade, em 2006 desenvolveram tecnologia inédita no mundo e descobriram o pré-sal. A Globo destilando veneno contra a Petrobrás, em editorial em dezembro de 2015, divulgou: “O pré-sal pode ser um patrimônio inútil”.

Se dependesse de FHC, de Pedro e da Globo, a festa da descoberta do pré-sal teria sido no Texas (EUA) ou em algum país Europeu. Eles iriam privatizar a Petrobrás e o pré-sal iria como bônus. Vale a pena lembrar que também foi a Petrobrás que, através das termoelétricas, eliminaram os futuros “apagões” introduzidos no país por Pedro.

Agora, eles tentam passar para a sociedade que a Petrobrás é uma empresa de corrupção. Exaustivamente, Parente reforça essa imagem e esquece que é um golpista. Mas os corruptos da Petrobrás estão indo para a cadeia e todos têm que ir. Eles também devem devolver o dinheiro roubado.

Aliás, o Sindipetro-RJ, antes da Lava Jato, já denunciava os corruptos através de enterros simbólicos em frente à sede da companhia, escrachos nas residências de diretores, denúncias ao MP, à PF e à justiça. Ao invés de prêmio, como recebe os responsáveis pela Lava Jato, os integrantes do Sindipetro-RJ foram ameaçados de prisão, caso escrevessem ou falassem o nome de determinados gerentes. O enterro simbólico de Pedro Parente e seus diretores foi apenas o início do que faremos para tornar a vida dos entreguistas insustentável.

Por isso, estranhamos que a Lava Jato receba vários prêmios, além da Globo - inimiga mortal da Petrobrás-,  do governo estadunidense e de suas principais revistas, Fortune e Time. Seria reconhecimento de serviços prestados, já que a petroleira Chevron, estadunidense, segundo denúncia do Wikleaks, é a grande favorecida na privatização da Petrobrás.

Não aceitamos que esses corruptos paguem a pena em suas casas, verdadeiros clubes de lazer construídos com dinheiro da corrupção. Além disso, achamos deplorável que a Lava Jato fique com 10% do dinheiro da corrupção, taxa cobrada por cada acordo delação fechado.

Por tudo isso, com uma paródia, exigimos: “Para Pedro, Pedro para, esse Pedro é uma parada”. Dito isso temos que fazer uma parada em nome da sociedade, que em sua maioria, segundo pesquisas, não quer a privatização da Petrobrás. Temos que hostilizar Pedro e toda sua camarilha.

O Pedro tem o desplante de dizer que quer salvar a empresa e que não vai privatizar, mas que é a favor da flexibilizar o pré-sal, da entrega da BR Distribuidora, da Transpetro, das fabricas de fertilizantes das termoelétricas e vai acabar com a indústria naval, como fez seu chefe FHC, que mandou construir navios e plataformas no exterior para gerar emprego e renda para os gringos.

Pedro voltou com o Programa de Incentivo de Demissão Voluntária( PIDV) “para todos” do seu chefe FHC, que para forçar a adesão naquela época, usava a ameaça da privatização. Hoje, não é diferente. Quem aderiu ao PIDV de FHC, se arrependeu. Muitos estão tentando voltar até hoje. O PIDV de hoje não é diferente. Como fizeram naquela época, vão diminuir os concursos públicos e o funcionário novo que sair, vai ficar a ver navios.

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