27.10.16

NÃO É A HORA DO VOTO NULO, APELA FREIXO; RENAN ARMA CRISE INSTITUCIONAL

ILUSKA LOPES -


Marcelo Freixo (PSOL), o candidato que apresenta projetos, credenciais, coerência, lisura e qualificação para administrar a caótica e maravilhosa cidade do Rio, passou a concentrar sua estratégia de campanha desde ontem (26) nos eleitores indecisos ou que pretendem anular o voto. De acordo com pesquisa Datafolha, divulgada nessa terça-feira (25), 19% dos eleitores declaram votar nulo, enquanto outros 8% estão indecisos.

Segunda a  pesquisa (que sabidamente não merece muita credibilidade), Crivella segue na liderança com 46% das intenções de votos totais - 63% dos votos válidos. Freixo tem 27% das intenções de votos totais, e 37% dos válidos.

"Quero dirigir a minha palavra a quem não decidiu em quem votar, e a quem está pensando em votar nulo ou não ir votar. Faço o pedido de trocar o voto nulo pelo voto de confiança. Pode discordar em mim em algumas coisas. Mas não pode entregar a cidade para esse grupo que anda com o Crivella", disse Freixo, em entrevista à CBN. "Não se anule nessa eleição, não deixe que alguém decida por você o que vai acontecer nessa cidade. Um de nós vai ser o prefeito", acrescentou.

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Renan arma crise institucional e PF solta agentes da Polícia Legislativa

Diretor da Polícia Legislativa do Senado, o delegado Pedro Araújo foi solto nas primeiras horas desta quarta-feira. Araújo foi preso pela Polícia Federal (PF), na última sexta-feira, durante a Operação Métis. O mandado de prisão o apontava como suspeito de tentativa de obstrução à Justiça, no âmbito da Operação Lava Jato.

Outros três agentes da polícia legislativa, também presos por agentes federais, já haviam sido soltos ao longo do dia. A batida policial gerou uma crise institucional entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Fontes próximas do Palácio do Planalto disseram que o presidente do Congresso, Renan Calheiros, chegou a pedir a demissão do ocupante do Ministério da Justiça, Alexandre de Moraes (PSDB-SP), ao presidente de fato, Michel Temer.

‘Chefete de polícia’

Araújo cumpriu a prisão temporária, de cinco dias. Sem o pedido de prorrogação ou a conversão em prisão preventiva, foi solto no prazo legal. Diante do escrivão da PF, Araújo alegou que a varredura por escutas ambientais foram autorizadas mediante “ordens superiores”. Não revelou, porém, quem foram os “superiores” que emitiram a ordem cumprida em endereços de senadores e ex-senadores.

Após a batida policial nas dependências do Senado na última sexta-feira, Renan chamou Moraes, de “chefete de polícia”. Renan também chamou o juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, Vallisney de Souza Oliveira, que autorizou a operação, de “juizeco”.

Diante das declarações, a presidente do STF, Cármen Lúcia, reagiu e afirmou que “onde um juiz for destratado, eu também sou”. Cármen Lúcia também afirmou que o Judiciário exige respeito dos demais Poderes constituídos. A ministra também recusou-se a comparecer à reunião proposta por Michel Temer. Cármen Lúcia, percebeu a natureza da reunião convocada por Michel e decidiu declinar do convite.

A reunião deveria ter ocorrido às 11h desta quarta-feira. Além de Cármen Lúcia, foram convidados o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O objetivo era que todos discutissem os limites institucionais dos seus respectivos poderes. 
(Com informações do Correio do Brasil)