16.12.16

SARNA

MIRANDA SÁ -


A sarna ou escabiose, ou ascaríase, é uma afecção cutânea, pruriginosa e contagiosa causada pelo ácaro Sarcoptes scabie variedade hominis. Sua origem etmológica é do latim: Scabere – “coçar”, e se transmite no contato direto com uma pessoa infectada.

Ocorre entre seres humanos e outros animais, mas estes não propagam a sarna humana. É uma das três doenças de pele mais comuns em crianças, juntamente com a micose e infecções bacterianas da pele.

O ácaro se refugia sob a pele do hospedeiro, causando coceira alérgica intensa e borbulhas – como erupção cutânea. O ácaro é muito pequeno e geralmente não é diretamente visível. O diagnóstico é feito com base nos sinais e sintomas e infecta mundialmente 100 milhões de pessoas.

A voz do povo, na linguagem coloquial, gírias e neologismos tem um dito atual entre funks, definindo como coisa pegajosa; e o Dicionário de Gíria, de J.B.Serra e Gurgel, fixa que é uma coisa desagradável, complicada, “Este cara é uma sarna, chato, grudento”.

O dicionário de “Termos e Expressões Populares”, do notável pesquisador cearense Tomé Cabral, traz “procurar sarna prá se coçar” (meter-se sem necessidade em empresa ou assunto que ocasionam consequências maléficas).

O folclorista gaúcho João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes registra “Sarna” como uma dança no seu livro “Manual de Danças Gaúchas”, ao lado das tradicionais coreografias de salão como “Rancheira de Carreirinha”, “Pezinho”, “Graxaim”, “Anu” e o sapateado “Tatu”.

Na terminologia política, aparece como gracejo desmerecedor. A História de Portugal (e do Brasil) capitula manifestações na corte lisboeta batizadas de “sarna europeia”, contestando as eleições para as Cortes de Lisboa (1821) e a Assembleia Constituinte (1822).

Quando a sarna totalitária grassava na Europa nos anos 1930, surgiu nas Minas Gerais um grupelho liderado por Francisco Campos e Gustavo Capanema chamado Legião de Outubro, com camisas cáqui, milícias e símbolos, copiados do nazi-fascismo. E o bravo povo mineiro apelidou de “Sarna”.

Após a queda das ditaduras militares na América Latina irrompeu um surto da sarna populista, caricatura envergonhada do decrépito socialismo de Fidel Castro, senhor de Cuba como qualquer latifundiário.

Para nos coçar, apareceu no Brasil a versão gramsciana do obreirismo stalinista, com o pelego da Volkswagen, Lula da Silva, chegando ao poder por demagogia e distorção ideológica, ocupando-o desastrosamente.

O narco-populismo chavista implantado pelo PT, se fortaleceu pela aliança com os 300 picaretas do Congresso e institucionalizou o assalto ao Erário e às empresas estatais. Sua política falida e a administração pífia, são erros menores diante da roubalheira.

Colhemos hoje os frutos podres da Era Petista, a herança sarnenta que ainda coça nas virilhas e entrededos dos zumbis que vagueiam nas horas mortas da política.

Nosso Brasil está infestado de ácaros e bactérias que corroem sua saúde econômica e política alastrando-se por todo organismo republicano. Haveria uma sarna pior do que a que coça nas presidências da Câmara de do Senado, e entre os ministros do STF?

Antigamente nossas avós receitavam um remédio caseiro para a sarna: azeite de oliva aquecido para uma massagem com auxílio de gaze na parte afetada. Não há cura para lulopetistas sarnentos: só com azeite fervendo. Lembram-me a historieta de João e Maria que fritaram a bruxa má. Enquanto ela gritava: – “Água meus netinhos! ”; Joãozinho justiçava: -“Azeite, senhora velha! ”