29.1.17

1 - RELÓGIO DO JUÍZO FINAL É ADIANTADO E ESTÁ MAIS PERTO DA MEIA-NOITE; 2 - JUÍZA CANCELA ORDEM DE TRUMP DE BARRAR IMIGRANTES E REFUGIADOS NOS EUA

REDAÇÃO -

Um grupo de cientistas diz que o mundo se aproximou do apocalipse no último ano, diante de um cenário de segurança que vem se tornando obscuro e dos comentários do novo presidente americano, Donald Trump.


Um grupo internacional de cientistas adiantou em 30 segundos os ponteiros do Relógio do Juízo Final, um instrumento simbólico que marca quantos minutos restam para a aniquilação da humanidade. Agora, o relógio está a apenas dois minutos e meio da zero hora.

O novo incremento do ponteiro marca um momento histórico que não acontecia desde 1953, quando o instrumento marcou apenas dois minutos do fim de tudo. Na ocasião, os EUA persistiam no desenvolvimento da bomba de hidrogênio e em novembro de 1952 testaram seu primeiro dispositivo termonuclear, chamado de "Salsicha".

O que é o Relógio do Juízo Final - Também chamado de Pêndulo do Apocalipse, o Relógio do Juízo Final foi criado na década de 1940 pelo grupo de cientistas que ajudou no desenvolvimento e construção da primeira bomba atômica, entre eles Enrico Fermi, Leo Szilard, Robert Oppenheimer e Albert Einstein.

Esta é a sexta vez, desde o final da Guerra Fria, nos anos de 1980, que o Relógio é adiantado, passando de 23h55m00s para 23h57m30s.

Por que adiantou?

O motivo do adiantamento do Relógio são o agravamento dos números relativos ao Aquecimento Global, avanço nas áreas de cibertecnologia, especialmente a Inteligência Artificial, riscos nucleares vindos da Coreia do Norte e a ascensão de Donald Trump à presidência dos EUA.

Em 2007, quando o relógio foi adiantado em dois minutos, a maior ameaça era representada pelo Aquecimento Global. Na ocasião, o físico Stephen Hawking, membro do Conselho, alertava que a mudança climática era uma ameaça maior até que o terrorismo e a guerra nuclear.

Como se move o Relógio?

Os ponteiros do Relógio do Juízo Final são movimentados por um painel composto por 14 cientistas – especialistas em energia nuclear, desarmamento, armas ou alterações climáticas – e é atualmente comandado por Lynn Eden, Investigadora no Centro para Cooperação e Segurança Internacional, da Universidade de Stanford, EUA.

Entre os cientistas que compõe a mesa estão também Freeman Dyson, Brian Greene, Stephen Hawking e Martin Rees.

Além da diretoria que comanda o relógio há também 15 cientistas laureados com o Premio Nobel, como Steven Weinberg, Nobel da Física de 1979, que auxiliam a análise pela qual passa o planeta. O objetivo das reuniões é calcular se a humanidade está mais próxima ou mais longe de se autodestruir.

Perto do Apocalipse - Depois do anúncio, feito ao vivo desde Washington, o professor de física na Universidade do Arizona, Lawrence Krauss, salientou a importância histórica do momento, já que desde 1953 o relógio não se aproximava tanto do “apocalipse”.

“Em 2016, os líderes mundiais não só falharam na negociação adequada dos perigos, como o risco de uma guerra nuclear aumentou consideravelmente”, disse o Krauss.  (informações do site Apollo11 e Conhecimento)

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Juíza cancela ordem de Trump de barrar imigrantes e refugiados nos EUA

A juíza federal Ann Donnelly aceitou um pedido da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, da sigla em inglês) na noite deste sábado (28) para conceder estadia de emergência e suspender as deportações de refugiados e imigrantes de sete países barrados nos aeroportos dos Estados Unidos após a restrição de 90 dias imposta pelo presidente Donald Trump. As informações são da CNN e do ‘Washington Post’.

A restrição imposta por Trump, com validade de 90 dias, atinge pessoas que tenham nascido no Iraque, Iêmen, Síria, Irã, Sudão, a Líbia e Somália. Além disso, o plano suspende o programa norte-americano de refugiados por 120 dias. Em retaliação, o Irã anunciou neste sábado que vai aplicar a reciprocidade e proibirá a entrada de americanos durante esse período.

De acordo com o jornal “The New York Times”, já neste sábado, foram barrados um cientista iraniano que iria a um laboratório de Boston, um iraquiano que trabalha como intérprete há uma década e uma família de refugiados que iria recomeçar a vida em Ohio, entre inúmeros outros casos.

O decreto firmado por Trump não bloquearia de forma imediata a entrada de refugiados, mas estabelece barreiras para a concessão de vistos, de acordo com a France Presse. No ano fiscal de 2016 (1º de outubro de 2015 a 30 de setembro de 2016), os Estados Unidos admitiram em seu território 84.994 refugiados, de diversas nacionalidades, incluindo 10 mil sírios. A intenção do novo governo é reduzir drasticamente este número, o que no caso dos sírios pode chegar a 50%. (via G1)