21.1.17

1 - TEORI MORREU POR POLITRAUMATISMO, DIZ LAUDO DO IML; 2 - TESTEMUNHA RELATA FUMAÇA BRANCA NA AERONAVE; 3 - ATRASO NA LAVA JATO DÁ AO GOVERNO JANELA PARA APROVAR REFORMAS, DIZ CONSULTORIA

REDAÇÃO -

A causa da morte do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki foi politraumatismo (lesões múltiplas pelo corpo), e não afogamento, segundo laudo divulgado pelo IML de Angra dos Reis, município do Rio de Janeiro vizinho a Paraty.

Nesta quinta-feira 19, um avião particular onde estava o ministro e outras quatro pessoas caiu no mar de Paraty, próximo a Ilha Rasa. A aeronave partiu de São Paulo e pertencia ao Grupo Emiliano, do empresário Carlos Alberto Filgueiras, dono do Hotel Emiliano, que também morreu no acidente.

O corpo do ministro será liberado pelo IML na noite desta sexta, seguirá para a Base Aérea do Galeão, no Rio, e de lá para a Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul, na madrugada deste sábado 21. O velório será em Porto Alegre.

O corpo será recebido pelo filho de Teori Zavascki e pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia. Michel Temer confirmou presença na cerimônia.
(via Rio247)

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TESTEMUNHA RELATA FUMAÇA BRANCA NA AERONAVE ANTES DA QUEDA

Uma testemunha que viu o momento da queda do avião onde estava o ministro do STF Teori Zavascki nesta quinta-feira 19 em Paraty (RJ) diz ter visto uma fumaça branca na aeronave antes do acidente.

"Parecia a esquadrilha da fumaça", disse o barqueiro Célio de Araújo, segundo reportagem de Leslie Leitão, da Veja.

"Vi o avião baixando cada vez mais e avisei: 'Ele vai cair'. De repente ele soltou um bolo de fumaça branca, parecia a esquadrilha da fumaça. Passou por cima de nós, depois foi perdendo altitude, veio rodando pela direita, bateu com a asa direita na água e capotou", relatou.

Ele contou ter acionado a Defesa Civil e que o resgate chegou "bem rápido". O barqueiro também disse que chovia na hora da queda "naquele ponto, mas a chuva mais forte caiu depois, durante o resgate. Pela fumaça que vi, a queda nada teve a ver com o tempo. Houve um problema na aeronave", palpitou. (via Rio247)

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Atraso na Lava Jato dá ao governo janela para aprovar reformas, diz consultoria

A morte do ministro Teori Zavascki, responsável pela relatoria da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), atrasará o andamento da maior investigação sobre corrupção e lavagem de dinheiro feita no Brasil – o que cria uma “janela” para o governo de Michel Temer aprovar reformas, diz a Eurasia Group.

A consultoria sediada em Nova York analisa o impacto de eventos políticos no mundo inteiro para investidores.

Em relatório divulgado nesta quinta-feira (19), a Eurasia destaca que Zavascki era responsável por deliberar sobre o “volume massivo de informação” levado à Corte por meio dos 900 depoimentos feitos por 77 executivos da Odebrecht, concluídos em dezembro.

“Especulava-se muito em Brasília que o ministro tornaria pública boa parte desses depoimentos no início de fevereiro. Isso não deve mais ocorrer, e as próximas semanas serão tomadas pela comoção nacional pelo altamente respeitado ministro”, diz a consultoria.

Para a consultoria, decisões importantes relacionadas à Lava Jato só devem ocorrer após a nomeação do novo relator da Lava Jato, “apesar de um ministro da Corte poder tomar decisões sensíveis” ligadas à operação.

Pelo regimento interno do STF, no artigo 38, “em caso de aposentadoria, renúncia ou morte”, o relator é substituído pelo ministro que será nomeado pelo presidente da República para sua vaga.

Há, no entanto, uma exceção também prevista no regimento do STF, no artigo 68, para a redistribuição desses processos para outros ministros em casos urgentes. Não ha prazo previsto para a escolha do novo ministro do STF. (informações IG)