24.1.17

É O FIM

PEDRO PORFÍRIO -


Alguém acredita que a morte do ministro Teori Zavaski foi um mero acidente de percurso num voo de meia hora, a lazer, debaixo de chuva num campo de aviação sem qualquer segurança?

Então o que aconteceu? O ministro não era nenhuma vestal, nem aquele voo para Parati tinha qualquer urgência, o que tem ensejado comentários maliciosos.

Não fazia muito, Teori havia decepcionado com aquele voto a favor do todo poderoso Renan Calheiros, numa rasteira no ministro Marco Aurélio Melo. E, antes, ele só mandou afastar o Eduardo Cunha porque o mesmo Marco Aurélio o faria horas depois. Além disso, ele morreu sem homologar as delações premiadas da Odebrecht, a joia da coroa, aquele que deixaria meio mundo de calças arriadas.

O que aconteceu foi um cruzamento de baionetas dos poderosos interesses, ante a certeza de irreversibilidade do sistema internacional, que também pode entrar no cacete. Aí põe os bancos na fila, que a coisa está pegando geral.

Nada foi por ao acaso até porque foi uma irresponsabilidade sem limite meter num avião para um vôo de passeio, em meio a tanta chuva, aquele que tinha informações capazes de abalar o que resta de abalável neste país onde a hipocrisia sentou praça.

Daqui para frente, tudo é possível. Não me surpreenderia se o ministro Gilmar Mendes virar o reator da "massa falida" com os olhos no cronômetro.

PELO PESO DO QUE SE TRAMA, A PRÓPRIA "LAVA JATO" PODERIA ESTAR COM OS DIAS CONTADOS.

PS – Minha saúde abalou muito, daí a ausência. Não era nem para escrever, mas calar também na dá.