25.1.17

MODESTO DA SILVEIRA MERECE MUITO MAIS E NÃO PODE SER ESQUECIDO

MÁRIO AUGUSTO JAKOBSKIND -

Se a diretoria da Associação Brasileira de Imprensa imagina que prestou uma homenagem ao advogado Modesto da Silveira exibindo um documentário sobre ele às 15 horas no auditório Belisário de Souza, está mais uma vez equivocada.

Modesto da Silveira, jornalista e advogado, defendeu dezenas de pessoas gratuitamente, inclusive jornalistas perseguidos pela ditadura empresarial militar que ocupou a Presidência através de governos comandados por generais de plantão.

Modesto da Silveira, o advogado, vale sempre lembrar, que mais defendeu presos políticos e familiares de desaparecidos e sequestrados pelo regime que dominou o país de 1964-1985, merece muito mais do que a exibição de um documentário exibido em horário que dificilmente reúne um número expressivo de pessoas.

Para ser lembrado também pelas próximas gerações, conforme propôs o confrade José Louzeiro (cabeça da nossa Chapa Villa-Lobos), caberia a ABI encomendar a feitura de uma estátua em bronze a ser fixada nas dependências da entidade com os dizeres: Modesto da Silveira, advogado defensor incansável de jornalistas perseguidos pela ditadura empresarial militar em vigor no Brasil durante 21 anos, de 1 de abril de 1964 a 15 de março de 1985, o homem que mais defendeu presos políticos na América Latina.

Fica a sugestão que tenho certeza que a maioria dos associados da ABI acolhem de bom grado.

Resta saber se a atual diretoria, apoiadora do novo golpe de 2016, se disporia a prestar a homenagem sem recorrer à alegação de que não tem verba para tal fim.

*Mário Augusto Jakobskind, Professor, Jornalista e Escritor, Coordenador de História do IDEA, Unitevê - Canal Universitário, de Niterói - UFF – Universidade Federal Fluminense/Fonte:  blog Jornal da ABI.

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