27.1.17

O BRASIL AFRICANO NA SAPUCAÍ

LUIZ ANTONIO SIMAS -


O carnaval de 2017 apresenta vários enredos de linha afro entre as escolas que cruzarão a Marquês de Sapucaí. União da Ilha, Unidos de Padre Miguel, Renascer de Jacarepaguá (que para meu juízo tem o melhor samba de 2017 entre todos os grupos), Acadêmicos do Sossego, Vila Isabel e Mangueira (com referências diluídas no sincretismo religioso afro-íbero-ameríndio) são exemplos disso.

Ao longo da história das escolas de samba, os enredos de linha afro – cristalizados como tendência pelo Salgueiro de Pamplona e seus discípulos, mas não exclusivamente vinculados à escola tijucana – apresentaram duas fontes bem definidas. Nos anos de 1960, prevaleceram os enredos históricos, que priorizavam as lutas pela liberdade e denunciavam os horrores da escravidão. Na década de 1970, o foco principal foi o patrimônio cultural de origem africana, com destaque para o universo dos candomblés e a mitologia dos orixás do panteão jeje-nagô.

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*Fonte: site Rádio Arquibancada. Foto: Wigder Frota (Beija-Flor 2015)