11.2.17

1 - CABRAL, EIKE E MAIS SETE SE TORNAM RÉUS; 2 - JUSTIÇA DO RIO LIBERA NOMEAÇÃO DE MOREIRA FRANCO, MAS RETIRA FORO PRIVILEGIADO; 3 - Nove meses depois do golpe, Cristovam Buarque diz que “Temer não está passando credibilidade”

REDAÇÃO -


A 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro aceitou denúncia oferecida ontem (10) contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, sua mulher, Adriana Ancelmo, o empresário Eike Batista e mais seis pessoas. O Ministério Público Federal denunciou Cabral, Eike e Adriana por corrupção e lavagem de dinheiro.

Eles já estavam com prisão preventiva decretada por causa das investigações das operações Calicute e Eficiência, que apuram desvio de dinheiro público do estado do Rio de Janeiro.

Cabral e Adriana foram denunciados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, assim como os ex-assessores de Cabral Wilson Carlos e Carlos Miranda.

O dono das empresas EBX, Eike Batista, e seu braço direito, o advogado Flávio Godinho, foram denunciados por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Já os irmãos Renato e Marcelo Chebar, que trocaram delações detalhando o esquema de Cabral por redução de pena, além de Luiz Arthur Andrade Correia, vão responder à Justiça por evasão de divisas e por manter recursos não declarados no exterior.

Entre os denunciados hoje pelo Ministério Público, eles são os únicos que não estão presos. (via Repórter da Agência Brasil)

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JUSTIÇA DO RIO LIBERA NOMEAÇÃO DE MOREIRA FRANCO, MAS RETIRA FORO PRIVILEGIADO

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (RJ) manteve nessa sexta-feira a nomeação de Moreira Franco para o cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República , mas decidiu que ele não tem direito a foro privilegiado, informou o TRF.

A decisão do juiz federal Alcides Martins Ribeiro Filho derruba uma determinação da própria Justiça Federal do Rio de Janeiro, que na quinta-feira havia suspendido a nomeação de Moreira Franco para a pasta.

Ainda há uma liminar concedida por um juiz da 1ª Vara Federal do Amapá suspendendo a nomeação de Moreira Franco como ministro. E no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Celso de Mello analisa mandados de segurança que têm o mesmo objetivo. (via Reuters)

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Nove meses depois do golpe, Cristovam Buarque diz que “Temer não está passando credibilidade”