20.2.17

1 - TEORI ESTAVA "INSATISFEITO COM A LENTIDÃO DE JANO"; 2 - DELAÇÃO DE EIKE BATISTA NÃO ESTÁ DESCARTADA; 3 - “É A 1ª VEZ QUE VEJO UM GOVERNO DESTRUIR O QUE ESTÁ DANDO CERTO”, DIZ PRESIDENTE DO BANCO MUNDIAL

REDAÇÃO -

O ministro Teori Zavascki tinha o hábito de tomar pequenas notas, nas quais comentava a dura vida que levava. Quem viu alguns desses papéis garante que as relações do ministro com o procurador-geral Rodrigo Janot não iam bem.

Teori estava insatisfeito com a lentidão da Procuradoria (chegou a mostrar isso numa rara entrevista) e dispunha-se a chutar o balde no fim de fevereiro, caso Janot não colocasse a papelada em dia.

Teori reclamou também da má qualidade de denúncias que o procurador lhe mandou. A primeira relacionada com o senador Renan Calheiros estava vazia. A de Delcídio do Amaral tinha um ponto cego.
(via coluna de Elio Gaspari, na Folha)

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DELAÇÃO DE EIKE BATISTA NÃO ESTÁ DESCARTADA

Interlocutores de Eike Batista afirmam que a colaboração premiada é um caminho analisado para o empresário que está preso em Bangu, embora a defesa diz ser “prematuro” falar no acordo, de acordo com reportagem da Folha.

Em uma eventual delação, há muitas explicações a serem dadas sobre a relação de Eike com o ex-governador do Rio Sergio Cabral, também preso em Bangu. Outros delatores já citaram as empresas do grupo X e o empresário no esquema de corrupção da Petrobras investigado na Lava Jato.

Réu na Justiça do Rio, Eike é acusado de ter pago US$ 16,5 milhões a Cabral. A suspeita é de que ele possa ter recebido em troca, por parte do governo do Rio, licenças, desapropriações e outros atos para viabilizar a construção dos portos do Açu e de Itaguaí e a concessão do Maracanã, que Eike levou em parceria com a Odebrecht.

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“É a 1ª vez que vejo um governo destruir o que está dando certo”, diz presidente do Banco Mundial

O presidente do Banco Mundial (Bird), Jim Yong Kim, criticou o governo de Michel Temer no programa ‘Noite Total’, da rádio Globo & CBN. Ele ressaltou que nunca viu um governo desmontar políticas populares em benefício do povo.

“É a primeira vez que vejo um governo destruir o que está dando certo. Nós do Banco Mundial, o G8 e a ONU recomendamos os Programas sociais brasileiros para dezenas de países, tendo em vista os milhões de pobres brasileiros que saíram da extrema pobreza nos governos anteriores a esse”, lamentou Jim Yong Kim. (informações 247)