17.2.17

A MÃO, POEMA DE MARCELO MARIO DE MELO

MARCELO MARIO DE MELO -
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A MÃO
A mão do adeus
a mão a dois
a mão agora
a mão depois.

A mão que acende
a mão que toca
a mão que afaga
a mão que invoca.
A mão carinho
a mão carícia
a mão terror
a mão delícia.
A mão que acolhe
a mão que acalma
a mão que cura
a mão que salva.
A mão aberta
a mão fechada
a mão leveza
a mão pesada.
A mão que acena
a mão que induz
a mão da treva
a mão da luz.
A mão recua
a mão avança
a mão na guerra
a mão na dança.
A mão que solta
a mão que prende
a mão que eleva
a mão que ofende.
A mão que pede
a mão ferida
a mão que dá
a mão de vida.
A mão que leva
a mão que trás
a mão à frente
a mão atrás.
A mão que atrasa
a mão que fende
a mão que soma
a mão que rende
A mão que pinta
a mão que borda
a mão sem laço
a mão sem corda.
A mão que chega
a mão que invade
a mão aberta
a mão com grade.
A mão que aperta
a mão que solta
a mão omissa
a mão revolta.
A mão que rege
a mão no prumo
a mão sem norte
a mão sem rumo.
A mão que oculta
a mão que alerta
a mão que afrouxa
a mão que aperta.
Golpe de mão
a mão na massa
feito à mão
a mão que traça.
A mão de mestre
dar uma mão
a mão de força
de mão em mão
A mão pra baixo
A mão pra cima
a mão no queixo
a mão na rima.
Mão é esfera de ação
dia a dia mês a mês
a mão catando o feijão
mão lavrando poetês.
A mão não nega a mente
pois sempre em segunda vez
ela apenas refaz
o que a mente já fez.
Que fazem as mãos
nos fins e nos meios:
recolhem ou soterram
dos sonhos os veios?