19.2.17

POR QUE OS GOLPISTAS NÃO PODEM ANDAR EM AVIÃO DE CARREIRA?

EMANUEL CANCELLA -

O mais importante: Não devem atravessar o saguão de aeroportos, lembre-se de Cunha e Jucá!

Eduardo Cunha teve, como gota d’água para sua prisão, os gritos de “Pega Ladrão”, dentro do aeroporto Santos Dumont, no Rio.

“O senador Romero Jucá (PMDB-RR) também foi cercado e xingado no aeroporto de Boa Vista, em Roraima, nesta quinta (1). Ao desembarcar, ouvem-se gritos de “Vai pra cadeia”, “Ladrão” e “Vagabundo”. Romero deixou o local às pressas” (1).

O ex-ministro Romero Jucá, afastado por estar delatado na Lava Jato, mas continua atuando, não nos bastidores, mas de forma escancarada no governo do golpista Michel Shell Temer.

Além de não poderem viajar sossegados nos aviões de carreira  os golpistas como parlamentares, juízes, ministros do STF, procuradores e jornalistas precisam sair pela porta dos fundos dos aeroportos, para não serem atacados nos corredores como Eduardo Cunha e Jucá. E a hostilização dos golpistas nos aeroportos tem sido espontânea nem precisa organizar.

O problema é que os golpistas, além de serem hostilizados pelo povão, estão vivendo uma guerra fratricida, como a do PSDB e PMDB, e de empresários que se sentem prejudicados pelos golpistas.

E, se a briga de torcidas, como a do Botafogo e Flamengo, lamentavelmente, tem tiroteio e morto, na política a violência é mais sofisticada e sempre sem autoria: é queda de avião como a do ex-governador Eduardo Campos e de Teori Zawaski; tem o suicídio do policial Lucas Arcanjo, que denunciou Aécio Neves; como também a orientação do neurocirurgião, Richam Faissal, no caso da morte de dona Marisa Letícia, “Tem que romper no procedimento. Daí já abre pupila. E o capeta abraça ela” (2).

Ia sugerir aos golpistas, como na música de Angélica, “ Vou de Táxi” e, quando for longe, que vá de táxi aéreo, caso tenha coragem!

O mais importante: Não devem atravessar o saguão de aeroportos, lembre-se de Cunha e Jucá!

Fonte:

*Emanuel Cancella que é da coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e autor do livro “A outra face de Sérgio Moro”